quarta-feira, julho 11, 2001

ANTES E DEPOIS – parte 2

Dois dias depois de botar o gesso, ligam do trabalho dizendo que contrataram um frila pra me substituir nessas duas semanas. Poxa, eles que até então não tinham ninguém pra botar no meu lugar rapidinho tiraram um coelho da manga... Porque eu acho que isso é o começo do fim? Mas eu parei de esquentar a cabeça. Eu tinha me programado pra trabalhar na próxima semana, me dispensaram? Ótimo! Vou usar minhas férias forçadas pra finalizar meu CD-portfolio e me dedicar a finalmente começar a transportar meu material pra web (só assim arrumei tempo!) O tal do Eduardo ta todo enrolado no meu lugar, mas até aí, é o que eu falei com um amigo ontem no telefone (meus pais estão ficando loucos, o telefone da casa deles não pára, hehe! Eu tô adorando! Liguem mais, adoro vocês!), feijão com arroz todo mundo faz, se eles se contentarem com isso vou fazer minha lasanha e meu estrogonofe em outro lugar :-) e por um preço melhor tb. A velha discussão entre ganhar mal e me estressar menos ou ganhar bem mas viver estressada perdeu o sentido a partir do momento em que ganho mal e me estresso... É chegada a hora de partir pra próxima. Aceito sugestões.
Minha semana ANTES: Domingo, dia do acidente: fazer compras com Gabriel em Alcântara, chegar em casa, fazer um almoço tranqüilo, brincar com meu filho a tarde toda. Segunda, psi de manhã, trb de tarde. Terça, seminário da Macromedia no Rio (já tinha confirmado presença e enchido o saco do meu chefe). Corre-corre no trb a semana toda por ser fechamento de quinzena. Sexta, meu “dia de folga de ser mãe”, dar aquela saidinha básica pra night já que tinha recebido o salário. Sábado, prova oral de francês e despedida da minha professora, Andréia, que vai lecionar no Rio, e da turma, que vai entrar de férias (modéstia à parte, a nossa é a turma mais ativa, bagunceira e criativa da Alliance Française de SG).
Minha semana DEPOIS: Domingo: Ir de Os em OS pra descolar um ortopedista, conseguir no máximo enfaixar a perna e ter que procurar um ortopedista particular durante a semana. Ao invés de ficar com meu filho, ter que ir ficar de molho na casa dos meus pais. Segunda: cancelei a psi até tirar o gesso. Manhã no ortopedista. À tarde, meu chefe desesperado me liga dizendo que precisa de mim no trb. Desloca um carro pra me levar pro trb e tal, mas eu fico cansada pacas. Nunca a cobra do Leonardo foi tão atenciosa, ele está tão feliz... Feliz demais, se é que vcs me entendem. Quando esse cara fica feliz, eu fico doente. Quer dizer que ele está aprontando alguma. Odeio gente que só fica feliz quando destrói a vida alheia. Tenho NOJO de gente falsa, me revolta o estômago, dá ânsia de vômito. Mas enfim, eles precisaram ver que eu tava com o pé engessado mesmo. Terça, perdi o seminário por motivos óbvios e enjoei de tanto ver TV. Hoje: tomei coragem de subir as escadas pra chegar até o computador (pode rir, vai) SENTADA nos degraus. É, to descendo e subindo a escada de bunda. Eu mesma acho graça. Ruim é o medo de me desequilibrar e me estabacar lá embaixo. Estamos testando o recém-adquirido gravador de CDs (um LG) e só pra variar, a única pessoa que se entendeu com o bichinho fui eu (é chato ser gostosa, pior é ser CDF gostosa! :-) Taí, to querendo tirar fotos novas, alguém se candidata?). O bichinho funciona bem, mas configurar gravador de CD é um pooooorreeee!!! De resto, o remédio que eu tou tomando por causa do pé ta me dopando. Nunca dormi tanto!!!! Pior que não tenho um sonho que preste. Logo eu, que só tenho sonho super complexo, elaborado, etc. Deve ser esse remédio: do meu subconsciente não salta nada que preste...
A prova no sábado ainda tá de pé (ui...) mas já vi que almoço de confraternização vai ser difícil.

Depois do episódio do namorado da namorada (o Nicholas sabe do que estou falando) e de ter brincado de anjo por algum tempo, alguma coisa acontece ao meu redor. Começou semana retrasada, em que me descobri de volta à velha rotina de levar cantadas de gente conhecida. Fiquei até meio deprê, sabe, tinha me esquecido como era isso, nos tempos pré-casamento rolava direto. Mas que é chato, é: você ta naquela de amizade, quer ter um amigo legal pra conversar com vc, vcs falam de um tudo e tal e lá pelas tantas o cara solta umas pérolas tipo “essa sua meia-calça é uma coisa de louco” e fica olhando descaradamente pras suas pernas. Como é que vc fala, sem perder a amizade, que vc prefere ficar pendurada de cabeça pra baixo no vão central da ponte Rio-Niterói do que ficar com ele e as chances de vc se assumir lésbica são infinitamente maiores(principalmente no meu caso, hehe) do que vc, mesmo desesperada por sexo, dar pra ele? Tem cara legal, sim, mas que simplesmente NÃO ROLA!!! É amigo, e pronto. Até porque, quando eu estou interessada num cara e a gente fica “amigo”, a gente nunca fica “amigo”, sempre rola um olhar diferente. Claaaaaro que, com esse meu jeitinho meio despachado (o Henrique diz que sou “coquete”) tem muita gente que confunde. Mas eu sempre dou os sinais de que rola ou que não rola. E sou cara de pau, mesmo. Se eu realmente estiver a fim de um cara, eu digo pra ele (de maneira sutil, dando os sinais certos, numa insinuação ao pé do ouvido, direto, direto tb não). Se eu fico enrolando, pode esquecer. Vc discou o número errado. Eu “brinco” muito com o assunto, mas quando quero mesmo, ajo diferente. Deixo a “coqueterie” de lado, sou romântica e ‘paixonada, intensa. Mas prezo muito a minha liberdade, e a alheia: se vc está comigo, vc está “com-migo”, eu não sou sua propriedade nem vc é a minha, vc tinha uma vida antes de me conhecer e eu tb tenho minha vida e mais o que fazer. Quando estou com vc, sou sua. Quando estou sozinha, sou minha e de mais ninguém. Não me importo em ser fiel, mas fidelidade pressupõe um compromisso. Se valer a pena, tudo bem. Mas então ta, ando me decepcionando com velhos amigos que usam o famoso “se colar colou”. Que foi? É porque estou separada? Por acaso ta escrito na testa “doida pra dar”?
Sim, acho interessante, de acordo com o uso que uma obra vai ter, de se pedir permissão ao autor de determinada obra para se utilizar elementos da mesma num trabalho. Complicado seria você pedir permissão a editora de uma revista, o fotógrafo que fez as fotos do editorial de moda daquela revista, para fazer uma colagem a partir dela (imagine vinte revistas de editoras variadas, cada qual com seu fotógrafo... argh!) pra aula do seu filho. Mas fazer uma tira em quadrinhos em homenagem a um personagem de outra tira, implica mais em fazer um convite à leitura da tira pelo autor da obra homenageada que pedir explicitamente sua permissão para utilizar o personagem (de acordo com o caso). Com os e-mails pedir permissão ficou mais fácil e menos dolorido (demorado), você tem mais liberdade para interagir com os autores da obra que se pretende utilizar eliminando os intermediários (gravadoras, editoras, etc) e deixando os autores mais livres para decidir sobre como expor suas obras. Se eu criei uma música baseada na minha filmadora não quer dizer que eu não seja autora da minha música só porque ela foi construída por computador, mas também não quer dizer que eu gostaria de ver todo mundo fazendo igual. Mas sim, eu gostaria de ver alguém pegando a filmadora, o computador e fazendo diferente, fazendo melhor. Porque não?

E até onde sei, o tal “estilo pessoal do autor”, após o boom de possibilidades de reprodução de uma obra na indústria “de massa” (hmmm, odeio esse termo), é o fator que mais agrega valor a uma obra atualmente. A “assinatura” conta, mais do que nunca.

Do ponto que achei interessante no texto: “ORIGINALIDADE – Em um contexto em que o recurso a materiais pré-concebidos é, crescentemente, a regra, a originalidade, que deve incorporar-se às obras passíveis de proteção autoral, poderá estar no estilo pessoal. E poderá ser sustentada a tese de que, uma vez o esforço artístico humano concentrado na forma de obra, sempre que a concretização da forma perceptível provier de recursos informáticos, a proteção poderá alcançar o plano das concepções, em que situam-se as estratégias expressivas cuja reiteração por um autor permitem identificar um estilo particular.” Sim, sim, sim, mas porque só restringir isso às obras criadas por meio da Informática? Num universo em que nada se cria, tudo se copia (quantos anos tem essa frase mesmo? Qual era o contexto da época em que ela surgiu?) o que sempre fez única a obra não foi o estilo pessoal do autor? Uma cadeira pode ser produzida em série, mas seu design é by Fulano. Bilhões de impressões de Sandman podem ser feitas, mas o estilo inconfundível das capas de Dave Mckean (feitas com técnicas de colagem e montagem) não se torna menos marcante. Uma das coisas interessantes nesta discussão é a diferença entre inspiração e plágio: se alguém copia descaradamente um original, com a intenção de reproduzir o autor, é plágio. Se alguém se utiliza de técnicas para obter um efeito semelhante, mas a concepção da obra é única, é chamado “inspiração”. Qual o limite entre um e outro? E quando a obra inspirada no estilo de um autor supera em méritos a obra que a inspirou?

O problema dos direitos autorais é que ninguém para pra pensar sobre esse tipo de propriedade industrial aplicada às reais condições da obra artística na sociedade atual. A tecnologia apenas levantou a ponta do tapete e tem muita gente posando de moderna discutindo furos que já existiam. Um exemplo? Sexta retrasada matei saudade da UFF assistindo uma aula do queridíssimo Moacy Cirne, sobre poema processo. O que é um poema-processo? É um poema que já traz embutido nele a possibilidade de ser modificado, de serem feitas versões que adicionem a marca pessoal do autor da versão ao poema original, designado “projeto”. De quem é a autoria do poema-processo? Da pessoa que escreveu o poema-projeto? De cada um dos autores de cada versão que o poema-processo possui? O interessante é que é uma obra que traz em si o pressuposto de poder ser modificada, copiada e remexida até que uma versão tenha evoluído tanto que só a forma remeta ao projeto original. Plágio consentido, senhores? Ou só um exercício criativo? Que lei de direitos autorais protege o poema-processo?

Aí pego o Jornal do Commércio de ontem, coluna “Internet & Ci@” (leitura obrigatória quando estou offline) pra ler o artigo “E-lawyer” intitulado “Braquintosh” sobre direitos autorais numa era em que os “autores modernos utilizam cada vez mais material que outros já terão criado antes”. Okeis, ponto. Não discordo duma vírgula do que o professor falou on artigo. Mas vamos colocar uns adendos aí: não é só a questão da Informática ter possibilitado a criação de obras sem a intervenção física do autor, a intervenção do autor ainda se faz necessária em algum nível. Vamos lá: “a informática torna possível a criação de obras sem que nenhum autor humano possa ser designado. Um exemplo é a música composta por um programa que, associado a uma filmadora, faz melodias em sintonia com os movimentos capturados da lente. As músicas assim produzidas não podem ser consideradas obras que o programador tenha diretamente criado”. Neguinho acha que com a Informática descobriu a roda. Embora computadores sejam utilizados para criar obras de arte experimentais, em qualquer faculdade de belas artes você verá exemplos de “instalações” em que atos pressupostamente mecanizados vão criar algum tipo de impacto sobre o espectador/apreciador daquela obra. Se não foi o artista que inventou o ventilador que borrifa gotas aleatórias de tinta sobre uma superfície, foi ele o autor intelectual da forma com que todos esses instrumentos interagem de maneira única para criar aquela experiência que carrega em si o impacto da “aura” que a torna arte. CLARO que se alguém perde um tempo precioso pra armar toda uma traquitana pra criar música utilizando movimentos capturados de uma câmera para produzir uma experiência única, é o autor dessa experiência, ou ao menos do resultado obtido através dela. Essa visão me irrita: computador é ferramenta, é um pincel poderoso pra cacete, mas é um pincel. Quem cria é o cara que ta lá, não importa se ele vai fazer uma colagem ou começar a partir do zero. Sim, porque colagem é outra coisa que sempre existiu. E se formos falar em “originalidade”, até mesmo os pintores renascentistas se “inspiravam” em obras do período romano, que se “inspiravam” nos gregos e até hoje nunca vi ninguém desmerecer essas obras por serem baseadas em outras. Agora, esse saudosismo do processo manual de confecção de obras artísticas me lembra coisa do século passado, de início da revolução industrial.
ANTES E DEPOIS – parte 1

De patinha quebrada e férias forçadas por 15 dias, vocês vão ter que me aturar! É que com um dia em casa fiquei com nojo de TV aberta e não consegui me arrastar até o quarto do meu irmão, onde rola uma TV a cabo básica (mas vou tomar coragem, afinal de contas, dá até pra ver alguma reprise de Friends). Cá estou eu na casa dos meus pais. É esquisiiiiito... Eu tinha tanta coisa pra fazer essa semana... Já que TV é um castigo doloroso e insuportável (principalmente à tarde!!!!!) vamos de Internet e quetais.

Ontem no Sem Censura tive a oportunidade de ver mais uma dakelas discussões idiotas sobre namoro pela Internet. O que esse bando de “desbravadores” parecem esquecer é que não é prerrogativa da Internet o namoro entre pessoas que se conheceram por cartas! Ah, me poupem! O que a Internet fez foi popularizar a coisa, mas desde que a escrita existe, existe a troca de missivas apaixonadas. Já deu até filme que foi regravado pra era da Internet (que me desculpe “You’ve got mail” mas eu prefiro o original, tão romântico, aiai...). Não vou nem citar as heloísas da vida, mas na minha própria família tenho uma história de loveletters marcante pra contar: meus avós maternos se conheceram na época da segunda guerra. Ambos mineiros, se conheceram em férias no Rio e ficaram apaixonadíssimos, depois voltaram para Minas, cada um pra sua cidade. Meu avô foi convocado e durante muito tempo a única forma que os dois encontraram para externar sua paixão eram as cartas que hoje minha mãe guarda, amareladinhas de tempo mas ainda tão apaixonadas... De volta da guerra, trataram logo de se casar. Meu ex mesmo, quando ainda éramos amigos, tinha seus penpals, inclusive uma amiga que sofria as conseqüências de viver numa União Soviética às beiras da dissolução e que depois parou de escrever deixando a ele e a mim curiosos sobre seu destino. Exemplos marcantes na literatura? Já pensaram Liaisions Dangereuses (Ligações Perigosas) sendo realizado por troca de e-mails? Sinceramente, os desbravadores do “museu de grandes novidades” me irritam.

Meninos e meninas, quebrei patinha! Tô de molho em casa por quinze dias... Tô maus... Nessas horas é que descubro o quanto sou workaholic. Estou há dois dias em casa e histérica porque não posso trabalhar com a perna engessada. Com um pouco de disposição pra subir escada, pelo menos consigo sentar an frente do computador e finalmente ler os mais ou menos 800 e-mails que devem ter se acumulado na minha ausência. Estava com o filhotinho no colo, preferi machucar o pé a deixá-lo cair de cabeça no chão.

Bom, quem quiser saber detalhes escreva para lainecosta@hotmail.com pra pedir meu tel. Ou não, sei lá.

sexta-feira, julho 06, 2001

São três e quarenta da manhã aqui e finalmente consegui terminar de instalar toda a traquitana, matei a saudade do blog e falei mal de todo mundo que podia lembrar (ah, duas noites viradas, eu TINHA que estar de mau humor :-))))

Assim que me despedirem vou ter bastente tempo livre pra postar novas coisas e ficar pentelhando vcs todos no ICQ de novo. Mas eles tão se f*** pra achar alguém pro meu lugar, estão tão desesperados que botaram anúncio até em jornal de bairro (tudo permuta!!!!) mas até agora nem uma mosca apareceu. Enquanto isso, eles me tratam como uma flor. Quero ver se vão ser tão bonzinhos quando eu resolver sair antes do prazo que eles estipularam para chutar a minha bunda...Ha!
Coisas estranhas começam a acontecer em breve na minha página do HPG... Será que dessa vez vai? Será que não? suspense... Uploads começam a rolar... BREVE!
O cúmulo da punheta é blog com counter!!!!!!!!!!!!!!!!
Que bunitinho, o blogger parou de travar com post longo. Uêbba ao quadrado! Agora posso ser prolixa!!!!!
Hmmm, com essa de gente vendo meu blog pelo Yahoo, comecei a ficar preocupada com esse "boom" de blogs. Concordo com o Nicholas, no início era hype, agora tá ficando esquisito. Não posto nada pra ter neguinho me julgando, acho isso muito chato, pra ser boazinha e citar o Caetano.

O que gostei nessa história de diário virtual é poder fazer online o que sempre fiz offline. Nunca tive díário certinho, essas coisas de menina. Sempre escrevi em folhas esparsas primeiro, e depois no computador, o que chamava de diários perdidos. Vários quadradinhos espalhados por aí contam pedaços da minha vida... É claaaaaaaaaaaaaaro que não dá pra falar de tudo na web. Haha, sou muito pornográfica, escrevo sonhos que tive, coisas que gosto etc. etc. mas esses ficam restritos aos quadradinhos de papel e aos txts no meu hd offline!!!
E eu? Eu estou no meu cantinho, levando a vida devagarinho, pagando ainda os juros das dívidas que fiz quando iunvesti numa casa que não era minha. Graças aos deuses, estou em paz. Esse Yule tem sido tranqüilo, apesar de de vez em quando o meu roteirista ainda atacar de Chris Carter no trb. Com relação a eles, parei de me importar. A roda girou e o meu tempo lá acabou. Lancelot está com Guinevere, eu não tenho mais nada a fazer ali. E estou cansada de lidar com gente burra, gente que vê página na Internet e diz "olha, isso é bonito, eu quero que vc apague isso aí que vc fez e faça isso daqui" e tá se lixando pro motivo que levou vc a fazer o lay-out da página assim ou assado. Isso me tira todo o tesão de fazer algo extra. E aí eu enrolo e não faço mesmo, foda-se, cansei de ligar pra gente mesquinha. O engraçado é que, desde que parei de me importar, estou em paz.

Agora de gravador de CD em punho, estou finalizando uma "presentation" dos meus trabalhinhos ao longo desses anos (benhê, posso botar a capa de Sekmeth no meu portfolio?)em Flash 5 que provavelmente vou passar pra página do HPg em HTML mesmo (HTML means: Dreamweaver+Fireworks). Enchi de trabalhar com mídia impressa, enchi de trabalhar de 9 às 6. Mas na falta de opção até me abro pra isso. Engraçado é que foi só começar a falar que as oportunidades começaram a surgir. Estou estudando propostas, faça a sua!!!! (desde que não seja indecente)
Pela primeira vez em muito tempo parei pra ler o Sumpa Sabe, do meu ex. É tão estranho como em tão pouco tempo mudamos tanto... Sabe, quando um chato pergunta (e sempre tem um chato que pergunta) porque nos separamos, eu sempre procuro me preservar e responder genericamente, até para preservar ele tb. Me dá ódio gente querendo te provocar pra vc falar mal do outro só porque é ex. É uma coisa meio vampiro, a pessoa querendo se alimentar do mal que vai te fazer. Mas quando parei pra ver como tá a vida dele... sei lá. Eu queria que fôssemos amigos, mas pelo visto ele já tem "amigos" demais. Fiquei chocada como pessoas à volta dele andaram se sucidando como moscas. Ele está mantendo um triângulo maluco com a primeira mulher dele e uma amiga antiga (que pelo que entendi é toda certinha). Os bons amigos vêm e vão, os "grudes" ele transforma em discípulos. Hmmmm... Eu pensei que com a separação ele fosse crescer, evoluir e se tornar uma pessoa melhor. Durante alguns anos ouvi ele me repetindo que o problema era comigo, tantas vezes por dia que eu até acreditei que eu realmente devia ser tão ruim quanto ele me dizia que eu era (tá, eu sei, vc não acredita que eu pudesse ser tão ingênua, mas eu fiz pior que isso). Agora ele está lá, vivendo na casa da mãe dele, aos 30 anos, desempregado por opção, entre amigos, namoros e festas, o mundo perfeito. Ele está onde sempre quiz. Sempre que lembro dele, lembro do Peter Pan. Estou sendo cruel? Talvez. Mas a pensão do meu filho até hoje não foi paga, eu sustento meu filho sozinha e se a mãe dele não pegasse meu filho semana passada ele nem teria se coçado para vê-lo e com isso seria quase um mês sem meu filho ver o pai. Nunca vou entender porque ele diz que ama meu filho mas não se interessa em ficar perto dele. Eu nunca neguei que ele o visse, nunca neguei que ele passeasse com ele. E mesmo quando estávamos juntos, um cineminha com os amigos era mais importante que um domingo no parque com Gabriel.
Nick finalmente descolou um apê. Kiti, mas solo já quebra um galhão. O André, que diz ter descoberto meu blog via Yahoo (acuma? Como fui parar no Yahoo? Isso me assusta...) se revelou alguém maravilhoso pra conversar.
São três horas da manhã da segunda noite virada na frente desse computador maluco, na casa dos meus pais (ai que saudade da minha cama!). Tô aki tentando me virar pra instalar um monte de drivers etc e deixar a máquina tinindo, afinal, estamos instalando um gravador de CD (uêba!!!!) e eles já fizeram um estoque de CDs regraváveis. Coitados, não sabem o monstro que estão criando! A conta do telefone deles vai estourar, porque o que eu vou puxar de MP3 pra CD agora... :-) Depois do modem Motorola deles dar pau, após um upgrade do Ruindows, emprestei meu velho modem genérico de guerra (não compro mais modem de grife com essa maldita CERJ detonando a luz sempre que dá na telha e com ameaça de apagão ainda por cima...) e cá estamos nós, são três da matina e parei pela primeira vez em muito tempo para ler blogs amigos.

Bem disse o Nicholas que esse era o melhor jeito de saber notícia dos amigos atualmente...

Sábado tenho prova de francês, final de semestre, faltei tanto o curso que só fiquei sabendo disso sábado passado (e olhe que quase faltei sábado passado!!! :-)). Tô aki, não estudei, Tô FERRADA!!

terça-feira, julho 03, 2001

My empty world
My sad old song
My shallow words
Where do I go?

I feel alone
I sit and wait
I wander again
In an old-fashion way

Looking at the stars
Chasing in the streets
A place to my heart
To be safe and clean

I look at the moon
And open my arms
But I'm so cold inside
There's nothing to me

My brand new eyes
My new self within
I walk and pray
For all that I left

sexta-feira, junho 22, 2001

Gente, so pra constar. Estou fritando no job e devo sair daki em breve. Por isso, os posts passam a ser quando da ou nos finais de semana.

sábado, junho 16, 2001

O blog do André é ótimo, muito bom! Continuo atolada de e-mails, mas nem pensar em ler mais de 700 mails online. 80% do acúmulo são das listas Pontoflash e BRMMUG. Tenho que ficar filtrando e-mails que não são sobre flash... Imersão é isso aí...

Tô com saudade do Sidney, que ainda não respondeu meu e-mail.

E o que diabos é o diário secreto de doug fanny?

Pra quem ainda não foi, vá em http://www.gorillaz.com/index_N_mie45.html
Okeis, porque estou mal: preciso de um novo job. Tô de saco cheio desse. Fiquei trabalhando até quase oito da noite na quarta porque falaram que se adiantasse o trb não precisava trb na sexta. Aí chega sexta, viajei, tô no meu sítio, nove horas da manhã me liga o tio Léo com aquela voz que ele faz quando está tendo seus rompantes sádicos e pergunta se eu já estou chegando no escritório. O quê?! Digo que vou dar um jeito de ir mas vou demorar. Claro que não dá pra ir, estou em outro mundo de distância. Aí liga meu chefe pra me dar akela esculhambada básica, dizendo que todo mundo precisava de mim e eu tinha viajado, que segunda a gente conversava e quetais. Mas eu FALEI que ia viajar, frisei isso pra ele. Ou seja, armaram pra mim e eu caí. Tô de saco cheio desse joguinho. Trb pra ganhar pouco sem se aborrecer vá lá, mas se é pra me aborrecer tá na hora de arrumar um job de verdade. Aí toca pra web pra pesquisar o portfolio alheio e ver o que a galera anda fazendo. Ai que vontade de chorar! Quando vejo o trb dos outros me sinto tão INCOMPETENTE... Nunca vou chegar aos pés de meia dúzia por aí afora! Querem saber do que eu tô falando, visite coisas como http://nilton-bicalho.hpg.com.br. Eu quero morreeeerr... NUNCA vou conseguir fazer um portfolio decente, mas vou botar alguma coisa no ar mesmo assim. Rola um desepero básico, tenho que sair dessa: da fossa e desse job, que já deu. Sei lá, em alguma empresa por aí deve ter uma vaguinha pra mim...
Post de final de semana, básico

Vampirinhos e vampirinhas, estou sem poder postar com a freqüência ululante dos últimos tempos porque meu trb resolveu NÃO pagar as contas de telefone e a tia TELEMERDA foi lá e nhoc! Sobrou pra mim, só pra variar.

Hoje tô maus, estou surfando nesta web há mais de cinco horas neste micro que não rola um bate-papo e eu não tenho saco pra uol, vcs jamais vão me ver batendo papo em Webchat a não ser que seja por uma boa causa como Neil Gaiman dando entrevista no (eca) AOL. Falando nisso, apontem seus browsers (mataram a rádio Imprensa... fiquei sem o meu "melhor da canção francesa") para www.americangods.com porque o pessoal andou botando um monte de coisa no ar.
Nicholas safado veio pro RJ no feriadão e nem pra me ligar... Deve tar muito ocupado com coisa melhor que eu (espero que um bofe liiiiiiindo...)
Por aki, só programa de índio. A coisa mais divertida da minha semana foi um show brega no dia de Santo Antônio em que encontrei um velho colega e passamos a noite toda falando mal da música baiana e citando trechos de músicas em inglês de conteúdo interessante, como "you and me baby aint nothing but mellon..." pra explicar como certas idiotices são universais.
Fico cá pensando com meus botões o que será que os crentes esquisitões do meu trb fazem no feriado de Corpus Christi.

terça-feira, junho 12, 2001


Este é um post roubado, devidamente uploadeado no computador dos outros. Será que post no computador dos outros é refresco?

Dia dos Namorados, as horas passam e vai pintando uma deprêzinha báááásica... Me acostumar de novo com essa vida de solteira não é nada fácil... Não que eu sinta falta das brigas... Acho que sou romântica demais pra isso :-) Meninos e meninas cujas bocas já beijei ou ainda vou beijar, ajudem a Lanika a se sentir mais contentinha neste dia 12: mandem um cartão pra mim!!!!!!!!!!!!! Vale tudo, quanto mais brega melhor, flor, ursinho puff, mônica, bluemountain...

Ano passado fiz uma newsletter especial de Dia dos Namorados com “eu te amo” escrito no maior número possível de línguas que eu pude imaginar. Se eu achar nos meus arquivos, posto aqui as partes mais interessantes.

MENTAL DISORDER BITCH PARADE II – As músicas que não saem da minha rádio mental neste dia 12
1- Pato Fu – Eu (queria tanto encontrar uma pessoa como eu...)
2- Manu Chao – Me gustas tu (nem acredito, manuchao tocando em rádio aberta!)
3- Gigi D’Agostino(?) – I’ll Fly By You (fofinha)
4- Queensrich(?) – Slient Lucidity (não perguntem)
5- Bizarre Love Triangle (mas essa toca todo dia...)

segunda-feira, junho 11, 2001

Blog do André, mais detalhes depois, o tempo urge e estou afogada em e-mails (695 do Lanika_, 120 do Lainecosta - tá achando que é mole, é?). Não sei como o Hotmail não explode...

www.eletrokaos.blogspot.com
Existe uma parte de mim que sente um profundo aperto no coração toda vez que ouve o motor do carro do meu irmão quando ele leva o meu filho pra passear na casa da namorada. É estranho isso, sabe? O filho é seu, mas ELE quer passear na casa da namorada do outro lá. Ciúmes, eu? SEMPRE :-PP É que eu é que queria estar passeando com ele, acho.
Quadrinho du bom, na veia, com um humor ADORÁVEL: Liberty Meadows
Sonho de consumo pro resto da vida, todos os TPBs de Strangers in Paradise
Falando em TV, a Mônica e o Chandler vão se casar?????? AAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!! EU QUERO MINHA TV POR ASSINATURA DE VOLTAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!

O que houve com Angel? Era menos normal que os "Normais"?

De repente a programação de filmes da TV aberta essa semana até que tem umas coisinhas degustáveis. Que pasa? Nem acredito :-) Deve ser só porque não estou vendo...
Oiiiieeee!!! (Essa é SÓ porque no blogueiros eu não posso fazer issu :-)))

Vcs devem estar achando que eu sumi, mas é só porque eu posto no trb, que está SEM telefone até quarta... ugh... Intão Tô postando da casa dos meus pais. Tenho mil traquitanas interessantes guardadas nas minhas mangas, offline, então se preparem porque quando eu voltar à carga com os posts vai ser overdose, du mal.

Okeys, meu amigo Nicholas entrou numa de tvmaníaco (pior, de TV Abeeeerta, eca! Sai dessa, Nick!) mas eu estou pior (ou melhor) que nem TV mais vejo, só ouço rádio (aberta). Falando nisso, I Fly By You insistiu em grudar na minha orelha e não sai nem com reza brava. Ao contrário do Kid Abelha, adorei a nova música da Fernandinha Abreu. O que está acontecendo comigo?

Não entendi até agora qual é a dos diários secretos do Doug Fanny, então só depois que entender é que vou divulgar o endereço.

A lista dos sites pelos quais estou navegando neste exato momento:
Forum da InfoExame sobre telefonia - "Features" pro cel. Foruns da Info são ótimos, em geral.
Blog/Diário Online do tio Neil Gaiman - leitura obrigatória. Vou entregar aqui, em primeira mão, os trechos do novo livro dele que recebi pela newsletter
Useit.com - ah, vai lá e vê qual é, mas TODO designer de web sabe qual é.
www.nonlinear.art.br - Página do Nicholas, blog e mil coisas, pra ficar um tempão fuçando a página.

quarta-feira, junho 06, 2001

A MALDIÇÀO DOS PAGE CURLS

Quando eu pensava que não poderia me rebaixar mais como designer do que já estar trabalhando pela metade do meu salário há um ano e produzir lay-outs como se estivesse na quitanda, consegui descer mais ainda: acabei de ser forçada a produzir um OUTDOOR usando o indefectível PAGE CURL, escrito embaixo “Deus é Fiel”. Vai, pode rir! Em três versões: outdoor, placa e painel. E olhe que eu tinha acabado de ler sobre isso – vc imagina o que eu li – em um site de usabilidade (Use It ou Web Pages That Sucks, provavelmente o último) esse finde (gíria que “peguei” do meu querido Nicholas). Estou com medo. É brega e é crente. Já pensou se a moda pega?
ENQUETE: Qual a sua posição preferida dentro do ônibus?

É inevitável: mesmo que vc tenha carro ou ande de metrô uma vez por outra na vida vc acaba tendo que pegar o indefectível BUZÃO. E aí? Vc é do tipo que nem senta pra não sujar a roupa e tentar se enganar evitando o máximo de contato possível com aquela realidade deplorável? Vc senta perto do corredor, posição preferida dos tarados por balinha e tarados em geral? Ou vc é voyer, gosta de sentar perto da janela pra apreciar a paisagem? Janela aberta ou vidro fechado? Vc é de esquerda (mundo da rua) ou direita (turma da calçada?)
Eu tenho um complexo meio “turma do fundão”. Se vc quiser me achar no ônibus, sento sempre nakela cadeira que fica à direita do trocador, aquela solitária pertinho da janela. Tô sempre lá atrás, no meio da bagunça, gente fumando e gritando e eu lá, só na janela :-)))
E vc? E-mail me com a resposta. As melhores histórias eu publico aki nesse bat-local.
Antropofagia Cultural II – Falando em novela, detesto a maneira como toda vez que tem algo “diferente” eles sempre dão um jeito de digerir e mastigar o negócio bem explicadin pras “massas” ainda por cima usando a desculpa que estão ajudando as pessoas a aceitar essa nova onda”. O “diferente” da vez (e já foram punks, góticos, new waves, clubbers, hippies, tudo!) é sempre rebelde e incompreendido, desesperadamente querendo chamar a atenção de algum parente distante com seu comportamento e sempre se fode de uma maneira que o redime de chamar a atenção e fica “normal”. Agora a “rebelde” da vez tá grávida do vilão da história das 6 porque deu pro cara sem camisinha. Porque todo adolescente de novela é burro? Da minha geração em diante todo mundo que conheço sempre foi martelado com o “tem de usar!”, já faz parte da própria idéia de transar alguém. Mas em novela ninguém usa! Todo mundo vive como há 20 anos atrás. Gostaria que eles parassem de botar na cabeça dessas criaturinhas desmioladas que repetem tudo o que vêem na tv que NÃO SUA BESTA, o maior problema de transar sem camisinha NÃO É você arrumar um neto pra sua mãe criar! É você arrumar uma doença que pode te matar! Mas em novela ninguém fica soropositivo e enquanto eu vejo a geração anterior à minha chorar seus mortos e a minha tentar se preservar disso a todo custo, a galerinha que está aí acha “lindo” um bebê porque aos 15 acha que ama o namorado “pro resto da vida” que nem a mocinha que a novela mostra e tudo vai dar certo no final.
Antropofagia Cultural I – Porque será que a “nova” música do Kid Abelha parece Ter sido feita de encomenda pra ala supostamente “muderna” da novela das sete? Atenção para os clichêzões, como os sinos tocando quando a Paula Toller canta que quer ver o dia amanhecer. E a letra? Botaram um monte de frases clichês tiradas de músicas velhas num saquinho e compuseram akilo assim? Tá feia a coisa! Tecno-chiclete, haaha! “Eu contra a noite”. Até o nome soa esquisito.
MENTAL DISORDER BITCH PARADE: As músicas que andam rolando na minha rádio mental:
1 – Jotaquest – Onibusfobia
2 – SELF – Alice Christiansen is Dead*
3 – Tori Amos – Cloud in my Tongue
4 – Roupa Nova (dã) - Vício
5 – Acqua (?) Toon town Party

O que será que meu inconsciente anda tentando me dizer?!

domingo, junho 03, 2001

Falando em blogger... sou só eu ou vcs já viram o nome dos seus blogs aparecer alguma vez naquela famigerada lista de páginas atualizadas lá da esquerda da página deles?! Eu, nunca!!! Nunquinha. Nem uma vez. Dã.
Esse domingo está dedicado aos links: um blog sobre... BLOGS! Nacionais, é claro: http://blogueiros.blogspot.com/
Falando em Sady 2: http://www.livrodatribo.com.br/

e tem mais: http://www.pelavidda.org.br/torpedo.htm

O que o Sady tem a ver com isso? Ele participou do filme Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro no papel de... Sady, claro!!!

O site do Solteiro é www.solteiro.com.br mas eu não consegui acessar. E eu adorei essa campanha na época...
Falando em Sady: http://www.niteroi-artes.gov.br/sadybianchin.html
Falando em ALLIANCE, minha amiga VIVI (ajudem ela, pleazzzzz!!!) me indicou essa cantora pra trilha sonora de Finde: PATRÍCIA KAAS. Adorei! Bluesinho básico em francês, com garra e alma. Pesquisem na web, que o negócio vale a pena.

Mais dois Henriques estão lendo esse blog. Estou assustada! já tenho mais leitores que o Sumpa Sabe ;-)))

minha amiga Elaine Rosana veio me visitar do nada, hoje. Ficamos falando sobre o Sady. Ah, vc não conhece o Sady? Onde você andou esses anos todos? O cara é onipresente :-))) TODO mundo conhece ou já viu o Sady!!!!
Oie! Post de fim de semana...
As coisas na Alliance Francaise andam surreais. Ainda acho que vou pagar as mensalidades desse semestre trabalhando na cantina ou algo assim. É que esse semestre fiz permuta pra bancar o curso, mas o evento não rolou. De quelq façon, ainda serve pros algerianos ficarem me acessando pelo ICQ... Você sabia? De 100 pessoas que me acessam diariamente pelo ICQ ou no MIRC pra conversar em francês, 99% são algerianos entre 20 e 30 anos, solteiros e trabalhando em alguma função chata mas bem-paga como engenheiro e coisa e tal. ), 0.5% são de outro país francoparlante daquelas bandas tipo marrocos, 0.4% são canadenses e 0.1% são franceses!!! 0.0% são francesas, assim como 0x0% dos homens confessam ser casados.

Ainda Alliance: Minha amiga VIVIANE precisa de emprego, URGENTE. Coleguinha, fala francês e espanhol, formada em Belas Artes, faz pós na área, já trabalhou com estúdios de animação e design. Se alguém puder dar uma força, contatos pelo mail vicpriscinval@bol.com.br ou vicpris@ositemail.com.br. Ela por enquanto não tem site com os trabalhos dela, então fica aqui a minha palavra de que o portfolio dela é BOM! O curriculum que ela me passou, vou disponibilizar na íntegra a partir de segunda na minha hp (www,lanika.hpg.com.br). Deve estar em /vivi.htm (criativa, eu, né?). Como devo ser a próxima na lista dos desempregados, não se esqueçam de mim :-))) Frilas continuam sendo MUITO BEM VINDOS!!!

sexta-feira, junho 01, 2001

okeis, consertei os posts duplicados de hoje. Acho que a bagunça melhorou. dúvidas, e-mail me
okeis, o blogger baguncou meus posts. Decifrem se puderem
(a palavrinha mágica, se vc não leu do início vá lá embaixo e comece a ler senão vc Não vai saber do que se trata!)

FIDELIDADE – Eu SEMPRE disse que quando uma pessoa satisfaz plenamente TODAS as necessidades afetivas de outra essa se torna automaticamente fiel, porque a necessidade de um terceiro deixa de existir: eles se completam. Já vivi isso, ok? Mas em respeito a quem se envolve comigo, sempre agi assim: se vc está comigo e me propõe exclusividade, eu dou ENQUANTO vc cumprir sua parte SE eu achar que vale a pena. Agora, se VC quebrar as regras que VC criou, eu me desobrigo a seguir as SUAS regras, porque pra mim não faz diferença a não ser que esteja no contexto. Mas promiscuidade NÃO VALE: a Não ser que faça parte do jogo, NADA desse negócio de beijar outra pessoa na minha frente. CLARO que rola um ciúme básico. Sou humana e insegura como qualquer mortal.


7 – Do CASAMENTO SAGRADO: Se o Deus na forma de um homem que cruzou meu caminho me pedir LEGITIMAMENTE que eu lhe ofereça a dádiva da Deusa, isso para mim NÃO é INFIDELIDADE. Que laços serão tão egoístas e mesquinhos a ponto de restringir essa dádiva a um só homem? Será o egoísmo e a incompreensão dele maior que a vontade dos deuses, que a beleza da natureza humana e do caráter sagrado da comunhão entre duas criações divinas? Traição é quando o homem que deveria ser o aspecto do Deus profana o ato convertendo-o numa simples transa ao se envergonhar do que fez ou menosprezá-lo ou mesmo não compreender a beleza e a magia do que fez. Todos os corpos são sagrados uma vez que criados pelos deuses e toda união entre dois corpos deveria sempre ser vista como uma coisa bela e sagrada, nunca como um ato de perversão. Mas vai entender os laços que amarram o coração dos seres humanos...
As 3 coisas se misturam e existem em vários degraus e não se excluem nem pressupõem exclusividade. Posso amar alguém, me apaixonar por outra pessoa e ir pra cama com uma terceira pessoa sem que isso confunda os canais. São sentimentos diferentes e níveis de relacionamento diferentes com pessoas diferentes. Não quer dizer que não se misturem, mas cada caso é um caso.
(ah, vc ainda está por aí? Que bom. Não acabou, veja só)
Nessa sociedade em que vivemos, os homens sempre separaram as mulheres em mulher “pra casar” e “pra transar”. E mesmo no começo, quando eu ainda pensava direitinho do jeito que minha mamãe tão cuidadosament me ensinou, eu NUNCA tive direito de escolha. Mesmo quando eu fazia tudo como queriam, sempre me jogavam pro “segundo time”. Quando entrei pra faculdade, inverti o jogo. Tem cara que realmente só serve pra dar uns pegas. Pra namorar, são outros 500. Não basta ser gostoso, tem que Ter conteúdo. Se vou ter um relacionamento mais sério com alguém, a gente precisa pelo menos poder conversar. Isso nos leva a:

6 – A diferença entre TESÃO, PAIXÃO e AMOR. Há! Vc sabe, essa é clássica de tão velha. Mas não custa relembrar:

TESÃO: o cara passou na rua ou tá dando mole na festa, é bonito e charmoso (para os MEUS padrões, afinal a interessada sou EU), tem um corpo interessante, cheira bem, tem um tipo de olhar que eu gosto... Mas você SABE que é só atração, bom se pintar um clima, melhor se o cara beija e transa bem, mas o lance é físico, puro instinto. Apenas encaixa direitinho. Nada mais. Vc pode ficar com ele quantas vezes forem, nunca vai ser mais que isso, não há risco.
PAIXÃO: É sempre FULMINANTE. Além dos lances acima, tem uns tipos de cara que vc olha e já sabe que vai se apaixonar por eles se der mole. São irresistíveis. A paixão distancia o objeto amado. Você se torna tímida com ele. O coração dispara, as mãos tremem. O que vc tá cansada de dizer na lata pro cara do tesão vc nunca tem coragem de dizer pr ELE. Até porque vc quer que ele pense que vc é ESPECIAL. Vc se arruma para chamar a atenção dele e quer sempre tentar adivinhar se ele notou. Tudo nele é mais bonito. Pode ser o cara mais comum do mundo, até isso vc acha lindo. Quando rola transa, é transcendental. Tudo emociona. Tudo é mais intenso.
AMOR: é o passo além. O amor é calmo, mas não estagnado. Ele te dá segurança e certeza de gostar de alguém que gosta de você. AMOR é sempre recíproco. É ternura, vc se comove quando está com o outro. São os pequenos detalhes, a intensidade não diminui, mas se transforma numa emoção forte e doce. Paixão acaba. Amor não. A pessoa pode magoar vc, mas quando a mágoa passar ainda resta o amor, que aí deixa de ser físico pra se tornar um sentimento parecido com a ternura de uma grande amizade.
(se vc chegou agora, vá ler primeiro a primeira parte desse post, ou não vai ter graça)

Sabe o que me faz o alvo ideal para essas histórias? Eu DOU margem!
1 – Eu não sou feia;
2 – eu Não sou burra (só um pouquinho)
3 – Eu INCOMODO porque sou diferente.

Vamos por tópicos, já que começamos assim: em nossa cultura, as ofensas mais graves são de origem sexual/fisiológica. Agora, abaixo, porque toda essa discussão me cansa:

1 – Não me guio pelos PARADIGMAS e PREMISSAS que regem a sociedade judaico-cristã ocidental machista `nossa volta que estabelece conceitos como FIDELIDADE, EXCLUSIVIDADE e SUBMISSÃO FEMININA para relacionamentos.

2 – Vejo e amo pessoas por serem PESSOAS com seus defeitos e qualidades. Sexo, raça, religião e outros não importam, fazem parte do conjunto que torna essas pessoas especiais.

3 – Todos aqueles que amo, amo atemporalmente. Hoje você me machuca, ontem você me fez feliz. Como posso ser exclusividade de alguém e ignorar quem um dia amei e um dia vou amar? Isso não serve apenas para limitar o amor? E como se quantifica um sentimento? Dá pra embrulhar pra presente, guardar numa caixa?

4 – Sou carinhosa SIM com meus amigos. Abraço, beijo, faço carinho, em alguns dou até estalinhos. E daí? Lá isso quer dizer que sou necessariamente obrigada a por causa disso dizer que quero levar essa pessoa para a cama? Ridículo.

5 – ADORO homem-objeto. Pior que os mais bonitinhos são burros como uma porta. Aliás, acho que a porta é menos burra. Vc diz pro cara: tô carente, vc é bonito, não quero compromisso, só quero te comer. Aí ou eles se assustam, ou entendem EXATAMENTE o contrário (que vc quer compromisso sim, casar com eles e amarrar eles pro resto da vida e eles correm apavorados) ou eles GRUDAM. Oh, isso me torna uma puta. Porque? Afinal, se eles podem porque eu não posso?

Pessoas limitadas parte 3 (ou jogando merda no ventilador dos outros) – De repente todo mundo que conheço parece muito interessado na minha vida sexual ou a reputação que acompanha ela. Eu já devia estar vacinada contra esse tipo de coisas mas tem gente que me conhece bem que ainda cai nesta velha armadilha. Até aí? E eu kiko? Acho que as únicas pessoas a quem minha sexualidade deveria interessar deveriam ser EU e a pessoa que estivesse fazendo comigo naquele momento ;-) Como estou bem sozinha e sexo só “digital” (atention, kids, não É CYBER, é OUTRA coisa!!! :-))) então acho que só deveria interessar a mim mesma. Mas já que andaram botando minha merda pessoal no ventilador dos outros, deve Ter alguém realmente MUITO interessado...
Sabe, desde que me entendo por gente, antes mesmo de começar a me interessar pelo assunto, já tinha alguém botando um rótulo ou contando historinhas a meu respeito dizendo que fiz coisas que até hoje, sinceramente, eu nunca devo sequer ter experimentado (o que é uma pena!!! :-)) eu costumo dizer que gostaria de Ter feito metade das coisas que falam que eu fiz, porque tem alguém por aí muito parecida comigo que deve estar se divertindo pra caramba, poxa, o que eu não devo estar perdendo! Deve Ter sido tão bom... (risos). Pena que não foi comigo.
Olha, só tem um jeito de vc saber se o que falam de mim é verdade. Deixando seu pré-conceito de lado e conversando comigo. Se vc for educado e perguntar com jeitinho, pode até ser que eu me dê ao trabalho de responder. Ou não, sei lá. O resto, só porque fulano de tal falou não prova que eu seja culpada. Aliás, desde quando vida sexual define o caráter de alguém? O tipo de pessoa que pensa assim também costuma ser homofóbico e no fundo são os mais reprimidos, porque se escandalizam com o que os outros fazem porque querem fazer também e têm medo. Sempre que me choco com a “ousadia” de alguém é porque tenho consciência de não ter coragem de fazer igual.

quinta-feira, maio 31, 2001

Sobre pessoas limitadas 2 – O que eu sempre falei para o Edinho é que eu costumo primeiro ficar irritada com pessoas limitadas mas depois tendo a ser complacente, uma vez que ainda creio em “ama teu próximo como a ti mesmo”. Nessas horas baixa a Grande Mãe e tendo a ver pessoas limitadas como crianças que ainda não tiveram oportunidade de amadurecer espiritualmente ou mesmo mentalmente. Pode verificar: quanto mais limitada é uma pessoa, mais infantil ela se mostra. Agora acho importante frisar que existem duas formas de ser infantil, uma boa e uma ruim. A diferença entre childish e childlike. Bom é quando vc conserva da sua infância sua curiosidade, sua capacidade de brincar com a realidade e consigo mesmo, assim como a criatividade, imaginação et vontade de experimentar o novo. Ruim é a parte imatura, o medo de crescer, de ir além, a estagnação. Enfim, tendo a perdoar e acreditar que essa pessoa um dia possa crescer na vida o suficiente para ver as coisas com outros olhos. CONVIVER com outras pessoas é dar uma prova diária da sua capacidade de compreensão com relação a outro ser humano. Agora simplesmente deixar para lá sem apreender nada dessa experiência também é um erro, você sempre tem que APRENDER algo ou então tudo que se passa perde o sentido, foi em vão.
Existem três formas de se adquirir conhecimento: aprendendo com os erros e acertos dos outros; aprendendo com suas próprias experiências; absorvendo conhecimento de fontes externas, como livros, web, tv e outros meios que transmitem informação e FILTRANDO esse conhecimento dessas três fontes para formular suas próprias teorias. Nenhuma realidade ou premissa está errada desde que alguém acredite nela, porque, como dizemos em publicidade, se não te serve é porque você não é o público-alvo daquela propaganda. Mas o que para minhas premissas é absurdo é plain cold facts para outra pessoa.
Sobre pessoas limitadas: você deve estar pensando: mas VOCÊ também é uma delas!!! Sim, sou. Se vc parar pra lembrar, os alfas de Huxley tb eram limitados. Uma vez eu tive um longo debate com Edinho, um saxofonista amigo meu (ou colega, ou conhecido, sei lá) sobre isso. Sempre que nos vemos acabamos discutindo religião e filosofias de vida. Gosto disso. Sobre limitações, uma das coisas que sempre me incomodou no texto de Huxley foi o fato das pessoas se limitarem à sua condição e serem CONDICIONADAS a isso. Tudo bem que deltas e gamas, as “castas” mais baixas, tenham um Q.I. tão limitado que aceitem sempre esse condicionamento sem questionar, mas um beta ou mesmo um alfa? Ok, no fim do livro é revelado que existe um ilha para as pessoas que não se adequam ao condicionamento, que parece um paraíso mas no fundo é apenas outra forma de condicionar... Bom, talvez o que me irrite na limitação das pessoas é que elas não só são limitadas, mas GOSTAM de ser assim. Eu admiro profundamente uma pessoa que não se conforma, que tenta de todas as maneiras escapar desse condicionamento. É frustrante e ingrato, sim, mas é humano também. Não suporto pensar que só há UM JEITO CERTO de viver, ou você faz aquilo daquele jeito ou você vai ver só. E se levantarmos a ponta do véu de Maya? Alguns caminhos levam à destruição, outros são boas alternativas. Infelizmente só há um jeito de saber: tentando e se fodendo, tentando e vendo que funciona. Ficar estagnado num PARADIGMA é a pior coisa que um ser humano pode fazer consigo mesmo. A incapacidade de entender como as coisas funcionam e ficar lá, parado, ao invés de fuçar e tentar descobrir o que acontece se vivar essa chave aqui me irrita. Levi diz que se enumerarmos todas as coisas que não gostamos acharemos nosso diabo pessoal. Pois é exatamente isso que não quero ser. Não quero me cristalizar em um PARADIGMA só porque é mais cômodo assim. Às vezes minha rebeldia é burra, porque sou limitada. Mas tendo a acreditar que não só há luz no fim do túnel como há outras coisas além do túnel e há vários tipos de túneis e coisas que não se assemelham à realidade dos túneis de forma geral.
Uma vez falei a um amigo que não era com todas as pessoas que eu acertava fazer massagem, porque isso dependia mais da sintonia entre as pessoas do que da vontade de fazer a coisa. Ele riu. Mas existem coisas que independem da cabeça, são puro corpo. Eu quando gosto de alguém gosto logo com os cinco sentidos. Gosto do cheiro da pele, da cor, gosto do tato, das partes ásperas e das macias, do contraste dos pêlos contra minha pele, do cheiro do cabelo, do brilho dos olhos e da cor e da forma da boca, do gosto da língua na minha, do gosto da pele e de todas as partes do corpo onde minha língua toca. Gosto do som da respiração, do som até mesmo dos passos, das pequenas modulações de voz (sou só eu ou o som da voz de um homem pode ter tantas texturas quanto a superfície de seu corpo? Voz rouca e mãos fortes, voz suave e aquela pequena dobra suave que divide a nuca, onde a pelugem mal se adivinha...) Sou capaz de sentir a presença de alguém no ambiente pelo perfume característico de seu corpo, por um suspiro numa sala fechada ou pelo som de seus passos. E às vezes, nem preciso disso. Muito poucos me surpreeendem de costas, sempre SEI quem está atrás de mim, graças àquela assinatura energética que falei acima. Uma colega de trabalho não pode compreender como posso gostar de uma pessoa pelo cheiro ou pelo som da voz. Pessoas assim me lembram Huxley em seu Admirável Mundo Novo. Pessoas limitadas sempre me lembram Admirável Mundo Novo.
Estava pensando sobre como nosso relacionamento com as pessoas altera nossa capacidade de percepção e que isso muda de acordo com as pessoas e situações envolvidas. Tipow: quando estou pensando, meu cérebro age de uma forma e sinto meu corpo e percebo as coisas de certa maneira. Quando alguém fala comigo, algo nesta forma de percepção se altera, sinto isso energeticamente, como se a comunicação com as pessoas alterasse a química cerebral de uma forma que, admito, algumas vezes acho ruim. Sendo assim, a forma como nos comunicamos com as pessoas não parte somente desse pressuposto que ambos conheçam linguagens verbais e não-verbais, mas da interação de toda sua unidade física com a do outro. Talvez por isso, por essa espécie de “assinatura enérgética” eu me sinta bem ao lado de certas pessoas e não consiga me relacionar com outras. Há pessoas que “exalam” uma espécie de energia escura (que defino como negativa mas que nesse caso é mera convenção). Algumas pessoas me passam isso apenas quando em determinadas situações, outras são assim ad infinitum. Sendo assim, há pessoas com quem não suporto conviver e me fazem “intuir” que irão me fazer mal, em algum plano. É como se comunicassem isso ao meu cérebro sutilmente. Mas voltando ao ponto sobre comunicação, essa alteração na minha percepção REALMENTE me incomoda, porque isso quer dizer que estou dando poder à pessoa que conversa comigo, pelo menos em algum nível, sobre mim. E a pior coisa que podemos fazer é dar poder aos outros. Mas nesse caso seria a escolha entre Não se comunicar ou aprender como controlar o “controle” que damos aos outros quando nos comunicamos com eles. Existem outras situações que alteram a minha percepção, mas de forma controlada, como quando vc se abre para meditação ou para “sentir” a presença da Deusa num jardim ou em ambientes especiais.
A Boa e Velha Solidão

Se preparem porque esse é um post atípico. E vem mais por aí. Estou a fim de teorizar e botar no papel as coisas que penso e acredito, talvez seja uma boa forma de descobrir o fio da meada.

Tenho um texto que vcs em breve vão ver na minha HP em que digo que a Solidão é uma dama infeliz... Mas é verdade. Seu toque até pode ser desejado, mas normalmente fugimos dela como ingratos, não agüentamos ficar muito tempo sozinhos. É verdade, eu detesto ficar sozinha. Só que tem um problema: no nível em que todos nós vivemos, nascemos e morremos sozinhos. Nunca você vai saber exatamente como sinto, como penso e como sou, citando o tio Renato. Mesmo que vc consiga desenvolver suas capacidades telepáticas, vc nunca vai ter o panorama completo do caos da minha mente e entender exatamente como formulei aqueles padrões que me regem. Somos únicos em nossos amores, dores, filosofias e identidades. E por isso mesmo, nascemos e vivemos sós, mas nos recusamos teimosamente a viver assim. No fundo, no fundo, somos um bando de solitários agrupados tentando se comunicar através de códigos rústicos e imperfeitos. A linguagem mais perfeita ainda é tão pouco estudada... Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, me basta um gesto. E mesmo gestos não são universais. Pegue um japonês. Um membro do islã, um americano e um brasileiro, coloque todos na mesma sala e tente fazê-los se entender por gestos sem ofender ninguém. Rá!

quarta-feira, maio 30, 2001

Sem saco pra nada hoje, mas pelo menos as coisas aqui acalmaram... :PPP
Esse computador do trb vai travar rapidin.

terça-feira, maio 29, 2001

Ok, parem o mundo que eu quero descer! Parem as máquinas! Eu não quero mais brincar... Eu achei que já tinha visto de tudo na minha vida, que já tinha passado por muita coisa, mas vou dizer uma coisa: acho sinceramente que não há limites pra maldade humana. Menos ainda pra capacidade que as pessoas doentes têm de deturpar as coisas pra destruir a vida de alguém. Tentaram FODER com a minha vida com F maiúsculo essa última sexta. E se vocês querem saber, quase conseguiram foder com a minha cabeça. Pirei, pirei mesmo. Pensei até em me matar. Só não foderam mais comigo porque deu tempo de eu começar a me armar.
Eu só queria saber quem foi que deu férias pro meu escritor e colocou como temporário no lugar dele o Kafka! Eu me sinto numa mistura d'O Julgamento com alguma coisa que o Chris Carter escreveu quando estava inspirado... Pior é ter que viver no climinha "trust no one". Preciso cair fora daqui rapidinho... e de grana, numa base urgente. Ah, e meninos e meninas, podem ficar preocupados sim, porque a coisa é séria. Tão séria que eu não posso nem sequer confiar de falar qual é numa página web. Terror, terror. Sabem comoo é que eu relaxei? Assistindo Lendas Urbanas e lendo nos intervalos Noite na Taverna do Álvares de Azevedo. É pra entrar numa de terror? Então vamos mergulhar de cabeça, ne c'est pas? (Vergonha... faltei aula de francês depois da prova só pra não ver minha nota...)

sexta-feira, maio 25, 2001

teste
Estou me preparando pra passar alguns dos meus contos pra web, na minha página do HPG. Provavelmente Amor Debaixo Dágua parte 1, Agnus Dei e Solidão. Talvez algumas short tales que escrevi quando era teen. A princípio, só em português. Translations a seguir. Nas próximas semanas.

I gonna put some tales I wrote when I was a teen soon on my home-page at HPG (www.lanika.hpg.com.br). First in Portuguese only, but I gonna work on translations soon. On the next few weeks. Wish me luck to have the time I need :-)
Visitem www.nonlinear.art.br, página do meu amigo Nicholas. Muito boa!

Finalmente tio Neil atualizou seu blog e falou sobre o Brasil. Leiam em www.americangods.com/journal

Go to www.nonlinear.art.br from my dear friend Nicholas. Cool page!
Finally unca Neil updated his blog talking about the south-american tour. On www.americangods/journal

quarta-feira, maio 23, 2001

No Samhain deste ano eu realmente senti a roda girar, sabe... A chegada do outono costuma ser uma coisa sutil por aqui. Às vezes me espanto como a natureza consegue ficar ainda mais linda... As primeiras frentes frias finalmente chegaram e as primeiras chuvas pouco depois que eu fiz como as folhas, me descolei da minha velha árvore e fui voar para longe carregada por Eos, meu velho amigo. E como a essência do próprio outono, me sinto mais livre mas um pouco triste, como se o frio do inverno aos poucos abrisse caminho dentro da alma da gente. As manhãs começam mais preguiçosas quando a luz do sol aos poucos entra pela janela do meu quarto e aquece o ambiente, me fazendo ter coragem de sair debaixo do edredom. O outono chegou, o Samhain veio e eu fui com ele. Mas uma folha nunca deixa de ser folha e se eu tiver que ser uma, quero ser como as folhas da Fortuna, que basta você deixar juntinho do solo que em poucos dias fazem brotar novas mudas de cada pequena dobra de suas bordas. Este vai ser um inverno longo e frio, além de solitário. Mas me sinto feliz e aquecida por dentro, porque estou aprendendo tantas coisas e estou crescendo ao longo do caminho. É como hibernar. Vou passar um tempo quietinha só aprendendo o que posso ser e fazer e quem sabe quando o calor voltar eu não floresça e me torne algo realmente novo? Só o tempo dirá. Até lá, existem muitas luas pra passar.
Fiquei deprimida, mas já perdi um bocado de coisas desde novembro do ano passado. Ano passado, eu fiquei deprimida, estressada e ansiosa até o limite da minha sanidade. Houve dias em que eu fiquei MUITO perto de perder o controle. Mas enfim.
Esse ano finalmente tomei coragem de assumir que queria me separar depois de sete anos onde muita água rolou embaixo da ponte. Casei muito nova e cometi um bocado de erros, inclusive o de achar que a vida só podia ser vivida daquele jeito. No último mês, tenho aprendido muito sobre isso. E sim, PODE e DEVE ser diferente. Graças ao fato de ter sido roubada, troquei meu celular antigo que eu no fundo no fundo detestava (na época comprei um tijolão da Ericsson só pra TER um celular) por um que eu sempre quis ter mas tinha receio e adiava comprar porque era caro e afinal, eu já tinha um. O cartão o RealVISA trocou em menos de 15 dias. Como roubaram meus óculos, passei a usar lentes em tempo integral (mas ainda preciso comprar óculos pra quando tirar as lentes). O que perdi dentro daquele zip não tem volta, mas tento aprender a me desapegar um pouco das coisas que criei, normalmente sou muito apegada a elas e isso bem ou mal me ensina a desligar.
Estou adiando escrever isso por um tempo, por pura preguiça. Mas depois do prato do dia sendo Surpresa à Leonardo nada melhor pra relaxar. É que notei que minha vida começou realmente a mudar depois do Samhain desse ano (30/4-1/5). Foi quando as coisas que estavam realmente engasgadas começaram a acontecer. Uma coisa que senti no início deste ano, tão forte que não tenho dúvidas, é que este é um ano de decisão, um mediador entre o que aconteceu nos últimos tempos e o que vai acontecer. É mais ou menos assim: imagine todas as coisas que você sabe que TEM de fazer mas fica postergando, as coisas realmente importantes na sua vida. Antes, isso era uma questão de escolha. Agora, deixou de ser: ou você AGE, ou você corre o risco de ver a vida agir por você. De um jeito ou de outro, algo tem de ser feito. Nem que seja você perder algumas coisas no meio do caminho pra aprender a dar valor a elas. Desde que esse ano começou, eu já perdi um bocado de coisas. Até ser roubada fui, quando assistia o show do Capital Inicial no Rock na Praia, lá em Botafogo. Levaram TU-DO, celular, cartão de crédito e – o mais valioso pra mim – um zip disk contendo arquivos particulares, desde fotos que eu odiaria ver divulgadas na Internet até arquivos de diário e dois anos de trabalho de freela pra um ex-cliente. Poesias, o escambau. Não tinha backup, eram coisas MUITO pessoais e nunca nem imaginei que um dia fosse perder aquele zip. Foi como se eu tivesse que passar uma borracha em tudo que criei e fiz em todo o ano de 2000. Assim: plec! Num estalar de dedos.
E hoje na hora do almoço o cara aqui do trabalho vem me dizer que meu chefe quer marcar uma reunião pra discutir o meu comportamento dentro da empresa mas se recusa a dizer o que foi que eu fiz. Uh-oh... Aí vem merda! O pior é que eu só lembro de ter feito uma ou outra coisa que se enquadram no critério que ele está falando. Só UMA é realmente preocupante. Não vou esperar até sexta-feira pra saber o que foi que eu fiz. Agora sou EU que quero falar com meu chefe. Afinal, sempre joguei aberto com ele. E tenho a sincera desconfiança de que não tem nada a ver com coisas que eu fiz com meus colegas de trabalho, mas o que a visão do CARA em questão aqui do trabalho considera certo ou errado na minha postura. Se for isso, foda-se. Sou sincera, sempre falei o que penso, todas as brincadeiras com meus colegas - e eu perguntei a eles - sempre foram consideradas brincadeiras e meu jeito É e sempre vai ser esse. Sou diferente, sim, meio maluquinha, sim, sempre fui e sempre vou ser. Se for alguma coisa que valha a pena ser corrigida, ok, me falem que eu não faço mais. Agora se for algo que todos na empresa fazem e só eu estiver sendo julgada, vou ficar muito p***. Perdi a fome na hora. Odeio esse climinha!

terça-feira, maio 22, 2001

Uma coisa que eu adoro no blog é que vc tem que ler tudo MANGÁ style... Será que é porque eu sou canhota?

Something I love about blog is the fact you have to read all the post manga style... Would it be because I write with my left? (I hate that word u use in english, so no way I gonna call myself this way).
Tem dias que eu acho que falo demais... LOL
And finally Henrique comes, with his particular style, and says to not bother about paying him for the book because he spoke with Cristina, his wife (she’s PERFECT for him, they’re really a lucky couple) and they decided to give it to me as a gift for the late Mother’s Day! I swear, it made tears come to my eyes. It was the sweetest thing someone did to me on the last months. He has this rare capacity to comove me and leave me without reaction. He said I deserved this and I said “don’t but YOU make me feel special as if I deserved so I only have to thank you for this”. No one in the world can even try to imagine how it was important to me. Deep inside, Henrique is always remembering me that it is on the simpler things that the essence of life truly inhabits. I’ll be always gratefull for this. All the thanks I could give wouldn’t be sufficient.
E aí me vem o Henrique e chega com aquele jeitinho dele e diz que conversou com a Cris (Cristina, a esposa dele, eu acho que ele encontrou a melhor mulher possível pra se casar, ela é maravilhosa!) e diz que é pra mim não esquentar em pagar o Livro dos Sonhos pra ele, que ele não tinha me dado nada de Dia das Mães e que eu merecia. Juro, eu fiquei com vontade de chorar pro resto da noite. Ele tem essa rara capacidade de me comover e me deixar sem reação. Eu fiquei sem saber o que dizer. E disse “não mereço não, mas você me faz ser especial. Eu só posso te agradecer por isso!” E ningúem no mundo tem idéia do que isso significa pra mim. Uma noite que estava até meio aborrecida, afinal eu acabei fazendo algo que não queria (acompanhando o Alexandre e não vendo nem metade dos stands que queria, mas isso não foi culpa dele) ficou perfeita com um gesto tão simples... No fundo, Henrique vive me lembrando que é nos gestos simples que se esconde a essência da vida. Ou seja, nesse final de semana eu passei de uma depressão leve a uma paz doce e terminei me estressando um pouco porque acabei dormindo na casa da minha ex-sogra (será que isso realmente existe?). Embora eu queira ser amiga dele, sim, não quero mais fazer programas na companhia dele. Ainda é muito cedo. Eu tenho muito que aprender sozinha. Tenho um novo mundo pra criar e muita coisa pra fazer. Nossa ligação é muito forte, mas uma hora vai ter que ser rompida. E tenho medo de como vai ser.
O resto da Bienal se resumiu em correr atrás do Gabriel e ficar horas no stand da Devir vendo todos aqueles TPB caríssimos que eu não ia poder comprar mesmo... E atrapalhar a sessão de autógrafos do lançamento da Front ali no stand. O pobre coitado do OTA foi nocauteado no rosto pelo Gabriel, que não gostou muito do fato daquele cara não saber quem era a mamãe. Até aí, eu disse a ele que eu realmente não era ninguém. Só a mãe do Gabriel. Pra que mais?

So I passed the rest of the evening running after Gabriel and spending hours on Devir’s stand (comics book store) reading and admiring all those TPBs I don’t have the money to buy anyway :-) and spoiling the signing launch from Front, a comics book from some friends. My son knocked out the face of one of them. Oh, the shame :-) Maybe it’s because he said he didn’t knew me after all those years? :P

So. I’m there waiting with Alex and his copy of Dreamhunters stoled from one of his “disciples” (ask him, not me) and Henrique that had buyed a copy of the Book of Dreams on the stand and me... with BARE HANDS!! So I asked Henrique to put a copy of the Book of Dreams on his card for me (Gods, sometimes I feel myself SO STUPID...) and he did it, with pleasure. So gentle! I was SO HAPPY!!! So line went on and unca Neil went on too, signing the books like an automatic signing-line of production mechanically and patiently (poor Unca Neil, but I understand him, I swear). I took mom’s camera to do that one a Kodak moment, even feeling a little idiot. I shoot Henrique and Alexandre so I asked him to sign for me and Gabriel. Boy, I felt idiot but I didn’t want to go away :-) I found it sweet that he learned to write “good dreams” in portuguese for the signing. After two days of pratice he almost knew how to spell this :-)) I had pity on him but hey, he was there on business, don’t? And hell, I know what he thinks of signings anyway. Alex asked unca’s blog adress with his “writer’s matter” blasé excuse but I visited it before him :P It’s www.americangods.com/journal. Kind of obvious. It’s the name of his next book.
Então tá. Lá estou eu na fila com Henrique e Alexandre. Alexandre com um exemplar roubado de um de seus discípulos (ele vai me odiar por isso ;P) do Dreamhunters. Henrique havia comprado o Livro dos Sonhos ali mesmo no stand. E eu... eu SEM NADA NAS MÃOS!!! AAAAarrrrrgghhhh!!! Aí eu pedi ao Henrique pra por favor, por favor comprar um exemplar pra mim que eu pagava a ele quando viesse a fatura do cartão (às vezes eu me sinto TÃO estúpida...). Ele fez isso com o maior prazer do mundo. Sei não, mas acho que ele achou isso meio engraçado. Senão, já devia estar com segundas intenções... :-). Eu estava TÃO FELIZ!!!!!! Enquanto isso a fila seguia e tio Neil autografava pacientemente todos os livros como numa linha de produção (pobre tio Neil... mas eu entendo ele...). Peguei emprestada a câmera da minha mãe pra fazer daquele momento um momento Kodak e tentava convencer o meu lado blasé de que eu podia fazer isso sem ser muito farofa enquanto meu lado farofa só pensava uau! e minha parte mãe ficava neurótica pensando se Gabriel ia sair correndo por baixo das cadeiras e me fazer morrer de vergonha. Finalmente chegou o momento. Primeiro Henrique, devidamente “otografado”, depois Alexandre que além de blasé foi chato e depois eu, que pedi pra ele autografar pra mim e pra Gabriel. E claro, todo mundo devidamente fotografado pela câmera automática de mamãe. Admito que me senti meio idiota, agradeci pra caramba e fiquei meio “no ar”, sabe, eu não queria sair de lá... Achei doce o fato dele ter aprendido a escrever “bons sonhos”. Depois da prática de dois dias na linha de montagem, ele quase conseguiu não esquecer como se escreve :-)! Fiquei com pena dele, mas até aí ele estava lá pela grana e era o trabalho dele. Mas não consigo pensar assim, embora saiba bem o que ele pensa sobre o assunto. Alexandre ainda voltou lá depois pra pentelhar o pobre e deu uma de blasé dizendo que era “papo de escritor” e perguntando o endereço do blog dele. Tio Neil deu o endereço de sua página (com o nome de seu próximo livro) e disse pra ele procurar lá. Eu fiz isso antes dele :-) É www.americangods.com/journal . oh! Mas não era óbvio?
So we went and I met Alex on the way. We lost the time of the travel on a surrealistic discussion about ways to be yourself . While I’m learning day after day more about me and discovering who am I and making myself to take a look on the outside of the closet, he denies his identity to form a new one, with a look “Renato Russo” style. Finaly we were there. Man, it doesn’t matter how much money all the public of the fair was supposed to have, the chaotic disorganization was the same as ever. We runt to the Canrad’s stand where unca Neil resignated to his mission and tried to look simpatic and a litle less tired. Guess WHO we found there? My son’s godfather and the best friend I ever had, Henrique. He simply didn’t had IDEA of what was going on untill he came to the stand and saw Neil Gaiman there! Isn’t sweet? That time I still didn’t knew he was going to make my afternoon special. You know, when I stop to think about the fact I don’t have a person I can really say that is my friend on this world, I remember I have Henrique. Life made us a lot apart and sometimes I don’t know how he cares this much about me being the way I am. Our realities changed a lot on the years past. I DO remember as if it were yesterday, when I met him. He had the costum to ask me how I was feeling, instead of how I was doing as we usually ask... That was a hell of a question. I NEVER knew how to answer. I was always feeling so many things all the time... It confused and scared me, because it showed me that EVEN I didn’t knew truly what I felt. So I said this to him. All the times. And he was SO patient with me! He still does. Even if the distance now is this far between us, I still tremble when I discover he really seems to care about me. I think that I feel this way because today this is so rare... Maybe it’s me that didn’t met the right kind of person over the years, dunno.
Eu lembro quando o conheci, ele sempre tinha o hábito de me perguntar como eu estava me sentindo. Sabe, aquela pergunta dele sempre me incomodava pra caramba. Ele não perguntava como eu estava indo, mas como eu estava me SENTINDO. E eu NUNCA sabia o que responder, porque sempre havia tanta coisa dentro de mim... Isso me deixava um bocado confusa na época e assustada também, porque nem eu mesma sabia o que eu estava sentindo. E eu dizia isso pra ele. E ele tinha toda a paciência do mundo comigo! Até hoje ele faz isso. Por mais afastados que estejamos, às vezes eu ainda me assusto em descobrir que ele realmente parece se importar comigo. Acho que é porque isso é tão raro hoje em dia... Ou eu é que não conheci as pessoas certas, sei lá.
Acabei encontrando com Alexandre e já começou a ser frustrante e surreal ali. Discutimos longamente durante a viagem, em inglês “pra praticar”, o que só tornava a discussão mais surreal ainda. Enquanto eu estou aprendendo quem sou eu e me assumindo e me forçando a espiar fora do armário, ele está fazendo o caminho oposto e se negando para formar uma nova identidade... Até aí eu não sei o que é mais unsetling... A atitude blasé ou o look “crente” de terno e óculos Renato-Russo. Finalmente chegamos na Bienal e depois daquela rotina desorganizada de todo santo biênio (incrível, somos todos chiques, classe AA, A e outras pilhas menos cotadas mas mesmo assim parecemos animais nos espremendo pra comprar ingressos ou descolar credenciais e nos atropelamos na direção das roletas, tentando não borrar a maquiagem...) corremos pra procurar o stand da Conrad onde tio Neil se resignava à missão que lhe fora imposta pelas circunstâncias. Simpático, um docinho, mas TÃO cansado... Corremos e... demos de cara com Henrique na fila, o padrinho do meu filho, que simplesmente NÃO TINHA IDÉIA de que Neil Gaiman estava na Bienal e caiu ali por ACIDENTE. Mal sabia eu, no meio da minha empolgação, que ele ia acabar fazendo por mim a coisa mais legal que alguém fez nos últimos tempos. Sabe, quando paro pra pensar e acho que não tenho realmente ninguém no mundo que posso chamar de amigo, eu lembro do Henrique (que acabou virando padrinho do meu filho). Nós estamos um bocado afastados e às vezes eu acho que encho o saco dele mais do que deveria. Eu sei bem que ele já deve ter pensado em torcer meu pescoço mais de uma vez. Aliás, uma vez ou outra ele até já me confessou isso. Nossas realidades se tornaram diametralmente opostas com o passar dos anos.
Okay, So “unca” Neil in Rio, only Saturday and Sunday on Riocentro. Sunday morning I kept myself too busy to mind my own depression buying groceries and working on the web. As I never surf linear when i’m online I did some research for some “improovements” to my new cell phone, if you understand what I mean :-) on the right kind of sites. Didn’t find anything for my Talkabout but lots of stuff for another mobiles. I don’t have a conventional line, but I guess I’ll have to buy someone else’s line because the company here in SG just WON’T install my line anyway and they just SAY (pretend you believe) they’ll do it untill december. So I was surfing on my father’s PC an’my brother had this boring RealPlayer download installed instead of Getright and it started with the fucking pop-ups as ever. This time I clicked on ths radio, 365 I guess and finished hearing a station with Asian Alternative Music with all kind of cool stuff... Loved it! But still hate this RaalPlayer Download. It’s so... inutile! On the meantime I was trying to convince myself that going to the Bienal (it’s a kind of book fair) with my ex-husband wasn’t the end of the world. So I went, and Gabriel slept leaving me with his “dead weight” in my hands to carry .
Como estou sem Internet em casa (já decidi que não agüento mais esperar a TELEMERDA, vou comprar uma linha. Aqui em SG tá por volta de R$300 as mais baratas, não valem isso mas quem acredita que a TELEMERDA vai instalar algum telefone e eles sempre dizem pra esperar até dezembro...). Ookay, então no micro do meu pai meu irmão instalou o downloader do RealPlayer que é uma das coisinhas mais inúteis que já vi (sou mais o Getright) e de vez em quando pipocam uns pop-ups na sua frente. Só que dessa vez eu resolvi conferir a tal rádio 365.com e... gostei! Escolhi uma rádio de música asiática alternativa underground e ADOREI!!! Música indiana, paquistanesa, uma mistura de batidas eletrônicas com vocais tipo mantras e other stuff. Até o Gabriel dançou, enquanto se divertia me impedindo de trabalhar :-)) Passei boa parte da manhã pensando se deveria ir na bendita Bienal acompanhada do meu... ex. Aí que a coisa fica mais estranha, quantas pessoas eu conheço que gostam da mesma coisa que eu? Aqui em SG, nenhuma. São todos tapados demais pra isso. Vc acha que eu estou exagerando? Um colega de trabalho bateu no peito orgulhosamente dizendo que jamais iria se despencar pro Riocentro num Domingo “pra ver livros”!!! Não sei se ele é só burro, alienado ou o quê, mas ele realmente me deixou chocada! O nível que a ignorância de uma pessoa pode chegar, a ponto dela se orgulhar de ser ignorante... Sei lá, é demais pra mim. Então depois daquela rotina que todo mundo que tem filho sabe bem como é que é passa pra conseguir sair de casa, pegamos o Castelo e tocamos pro Rio. Gabriel, que é fanático por navios e adora passar pela Ponte só por causa disso, dormiu antes disso e assumiu seu aspecto de “pesinho morto complicado de carregar”. Não posso falar dele, não só dormia em ônibus quando era criança como faço isso até hoje!
Ok, vamos ao Domingo. Tio Neil no Rio, lembram? Só no Sábado e no Domingo, na Bienal lá no RioCentro. Então toca pra Bienal. Fiquei ocupada demais fazendo compras de manhã e pesquisando câmeras digitais pra um cliente na Internet pra pensar na minha própria solidão e me sentir miserável :-)... Como eu NUNCA me conecto à Internet pra fazer uma coisa só, aproveitei pra dar uma xeretada na rede pra ver se descobria alguns jeitos de dar um “improovement” (se é que vcs me entendem) no meu celular novo. Pro Talkabout não tinha nada, mas pra outros motorolas (e outras marcas) tinha meia dúzia de coisas. No site de sempre, todo mundo sabe qual é a página... Vou continuar catando. Basicamente quero as “features” técnicas, como descolar chamada em espera, essas coisas que a ATL NÃO fornece pra pré-pago (e eu ainda estou sem meus créditos, ligação só a cobrar...) Anyway.
So I’m coming back from a rollercoaster-style weekend... Much to tell, much to think about. First thing, that terrible french test I did (oh yeah, I study frech, isn’t bliss?). Sure I didn’t had time to study so I went to that teste without having a clue about what to do and EVEN had to do a bloody writing about a travel and I was supposed to tell about the place and so. Fucking boring... I didn’t had the patience to do anything good, I don’t think this kind of test proofs anything about what I had learn at my classes. It’s like, you have to loose your time trying to remember every grammatical rule and verbal mode you know and use it on your text, independent on how strange it looks like. Stupid. So I finished it Frankestein style and went home with my soul on my feet... I guess maybe it’s the moon, I’m always a little more sad this time of the month... But the true is that I’m feeling a bit... lonely. Not a lon time ago, I just had time to be stressed and worry about how I was going to be more stressed after. Now that I’m learning to live without this, there’s days I just don’t know what to do with ALL this time! The matter is that I’m missing a friend to chat a little or even to go with me to cool places. I was intending to go anyway to Guilherme Arante’s show (a Brazilian musician that I loved when I was a teen – now we’re both a lot older :-) Onde day maybe I’ll translate some of his lyrics. I didn’t find the tickets anyway, but I hadn’t company too. I couldn’t think about NO ONE to go with me... Sad. But I’m learning to live alone. Step by step, slowly. And there’s always fun stuff to do when you’re alone and in the right mood :-)

Oooookay, então eu acabei de voltar de um final de semana estilo rollercoaster. Muita coisa pra contar, muita coisa pra pensar. Primeiro veio aquela prova de francês deprimente. Primeiro que eu não tinha estudado NADA, depois que a prova foi dissertativa, era pra escrever uma redação contando sobre uma viagem que vc tivesse feito, como era o lugar, monumentos etc e tal. Na tal redação você tem que usar um pouco das coisas que você aprendeu ao longo das aulas, tempos verbais, gramática, expressões etc. Eu ODEIO isso!!! Primeiro que você tem sempre que ficar pensando numa maneira menos idiota de encaixar aquela palavra em uma frase ao longo do texto SÓ PRA CONSTAR. Não dá pra escrever nada direito assim! Sai sempre um texto podre, feito de encomenda e muito frankestein. Depois, não prova nada. Eu posso ter apreendido o conteúdo das aulas perfectement e não achar um meio de encaixar tudo ali naquela redação idiota. Sem um pingo de inspiração, escrevi sobre uma viagem que fiz pra Brasília pro casamento do meu primo... ficou uma coisinha pegajosa e fedorenta. Espero tirar um seis :-)... Vim pra casa tão triste que nem reparei no mundo ao meu redor. Essa última virada de lua e as mudanças na minha vida nos últimos dias me deixaram meio... vazia. (Claro, pode ser apenas culpa da LUA...) É estranho começar do zero. Mas tem dias que eu me sinto muito SOZINHA. É que antigamente eu preenchia meu tempo me estressando e me aborrecendo imaginando como ia me estressar em seguida. Agora que estou livre pra voar, tem dias que não sei o que fazer com tanto TEMPO! O problema é que quando estou sozinha sinto muita falta de um amigo pra poder conversar ou que esteja livre pra poder curtir alguma coisa comigo. Eu ia ao show do Guilherme Arantes sozinha. Não consegui companhia, mas até aí também não consegui comprar ingresso... Às vezes solidão é chato e deprimente. Mas a gente aprende aos pouquinhos a se virar, tanta coisa legal pra fazer!

sexta-feira, maio 18, 2001

Dane-se meu jeito blasé com relação a essas coisas! NEIL GAIMAN NO BRASIIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLL!!!!!!!!! UAU!!!! OBA!!! WOW!!!
Eu sei que eu vou parecer um dos crentes malas que trabalham comigo, cara, mas esse cara MUDOU A MINHA VIDA!!! Houve época em que nada fazia sentido e que apenas as coisas que ele dizia traziam alguma luz... Neil Gaiman é um dos poucos ÍDOLOS que eu tenho e eu QUERO QUERO QUERO QUERO QUERO IR NA BIENAL PRA VER ELE DE PERTO!!!! (Não que eu não tenha feito isso da primeira vez que ele veio no Brasil, mas eu TÔ COM SAUDADES!!!!) Can’t get enough of Neil.

Se você não sabe quem é Neil Gaiman, você é um alienígena da oitava dimensão ou um dos crentes malas que trabalham comigo :-)

NEIL GAIMAN IN RIO!!! HE’S COMING!!! (Me too :-))))!!!!!!!) I LOVE HIM, LOVE HIM, LOVE HIM!!! I WANNA HAVE HIS KIDS!!! (Dream on, hon... and Desire, Death, Despair, Destruction, Destiny too...)

If you don’t have IDEA of WHO THE HECK IS NEIL GAIMAN YOU MUSTA BE AN ALIEN OR ONE OF THE STUPID GUYS FROM SG THAT WORKS WITH ME... (This city is called SG, short for Saint Goncalo, BTW)

quarta-feira, maio 16, 2001

Gods, my new cell is so fucking hype!!!!
Meninos e meninas, meu celular está de volta à ativa com o mesmo bom e velho número de sempre. Quem estiver com saudades, pode me ligar! Quem não tiver o número, entre em contato comigo pelo ICQ (UIN 4915573). Troquei o número segunda na ATL, mas as bestas esqueceram de transferir meus créditos... doh!!!

AS I buyed a new cell phone and converted it to my old number, feel free to call me! Brand-new Motorola Talkabout at my hands :-)) Don't have the number? ICQ-me! UIN 4915573

terça-feira, maio 15, 2001

As my english-speaking friends (that means Anders) asked me, I’ll start writing my blog in both languages. I hope all my french friends can read english or portuguese or this blog will be really a crazy stuff!

Meus amigos anglo-parlantes (quer dizer Anders) andaram pedindo para que eu escrevesse em inglês porque eles – doh! – não estavam entendendo nada. Logo este blog a partir de agora se declara bilíngue e será escrito em português e inglês. Espero que nenhum dos meus amigos franceses reclame, senão esse blog vai virar uma zona!

Anders: I’ll translate the old posts in private :-)

Antonio, como vai a vida em Sampa? Saudades!

Nicholas me diz que ele não usa mais telefone pra se comunicar com os amigos. O pessoal que quer saber como ele vai lê no blog. Quem quer falar com ele acessa o ICQ. Idéia interessante, mas eu ainda sinto falta de abraçar apertadin e beijocar meus amigos :-)))

My friend Nicholas says he doesn’t use phone anymore to get in contact with his friends. If someone wants news about him, go and read his blog. If wants to talk with him, go through ICQ. Interesting, but I still miss hugs and kissing my friends a lotta. It’s warmer, you know ;-)
E hoje me atrasei pro trabalho, só pra variar...
Visite www.osumpasabe.blogspot.com. Vc vai gostar :-))
Dia das mães com chuva, não quis nem saber de sair de casa... já acordei tendo que conter uma inundação :-)) Cozinhar também, esquece, viu! Fiz um sopão mesmo, daqueles PRONTOS em cinco minutos. Em compensação, tem brinquedo do Gabriel espalhado pela casa toda até agora. Aliás, foi um dia ótimo, porque simplesmente esqueci até que tinha problemas (com exceção da inundação que não me deixou esquecer dela :-))). Minha mãe que não esqueceu de mim. Ela fez lasanha e trouxe pra mim, antes de meu pai seqüestrar ela pra um evento lá nos cafundós da Ilha do Governador!!! Eu AMO a minha mãe! Falar nisso, chuva é bom não só pras minhas plantinhas (ganhei uma mudinha de manjericão e outra de alecrim, ti lindu! Mais bebêzinhos pro meu jardim) mas é bom rezar pra chover até inundar de juízo a alma desse governo (acho que não vai funcionar, FFHH e cia já devem ter vendido a deles há muito tempo!) . Eles não dizem que é culpa da falta de chuva esse racionamento? Claro que enquanto a gente reaprende a namorar com jantar à luz de velas os órgãos públicos vão continuar jogando nosso dinheiro fora como sempre fizeram.
Se cortarem a luz à noite pelo menos vai ter uma vantagem: forçosamente o povo vai ver menos novela e Ratinho. Já posso imaginar os efeitos colaterais do apagão: primeiro a taxa de crescimento demográfico vai explodir. Vem aí os “filhos do apagão”!!! Vai ser um verdadeiro baby-boom... Depois que o povo cansar de coelhar (eu também quero!!!) e coelhar até não agüentar mais, uma hora vai enjoar. E quem sabe ali, à luz de velas, eles comecem até mesmo a... conversar! Já imaginou? Pior: o povo pode querer começar a... ler!!! Já imaginou? Pessoas se juntando em grupos para conversar e debater coisas que leram na noite anterior? Meu Deus, é melhor o governo tomar cuidado, senão o próximo filho do apagão pode ser uma revolução!!! Claro, além do aumento no número de saques, roubos e estupros... Sei lá, ler talvez já seja demais. Afinal, o funk e o forró só dependem de um par de pilhas. Mas rádio que eu me lembre não deixa ninguém anestesiado parado na frente dele por horas a fio... Até porque passar horas olhando pra um rádio deve ser um troço muito chato :-) Chato vai ser não poder passar as madrugadas conectada na Internet. Acho que vou vender meu computador e abrir uma barraquinha de artesanato. É mais futuro...

OK, Dia das Mães pra mãe solteira é uma coisa! Eu só ganho presente se eu mesma me der :-) Ano passado eu paguei pra creche me dar uma cesta de café da manhã (e ganhei um cartão comprado às pressas pelo meu ex porque meu PAI – que não é chegado em datas!!! – lembrou ele do mico!!!). Esse ano eu não paguei pra creche me dar um buquê de rosas de papel crepom. Mas o melhor não foi isso: o que me derreteu toda, mesmo sabendo que foi a coisa mais forçada do mundo – e é mesmo mas nessa fase a gente acha tudo TÃO LINDINHO!!!!! – foi receber uns versinhos de dia das mães com uma letrinha toda garranchada escrevendo “para a mamãe” e assinando “Gabriel”. TODO MUNDO e a torcida do Flamengo sabe que foi a “tia” que segurou a mão do meu gatinho pros rabiscos ficarem inteligíveis mas que importa? Foi a MÃOZINHA dele ali e o sorriso gostoso dele de orelha a orelha exibindo o trabalhinho que fez pra mamãe que me deixou completamente e babacamente derretida.
Aliás, não tem coisa melhor on mundo, gente! Chegar em casa todo dia (quando não busco ele na creche), tocar a campainha e já ouvir lá de dentro “é a mamãe! É a mamãe!” abrir a porta e os braços e gritar “Ooooooooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiii meu amooooooooooooooooooooooooorrrrrrrrr!!!” (é assim mesmo, beem comprido) e ver ele correndo pros meus braços falando “oi mamãe!!!!”. Aí eu pego ele nos meus braços e abraço ele beem apertado e digo que estava morrendo de saudades, peço um beijo e pergunto se ele estava com saudades também. A cena invariavelmente termina comigo jogando ele na cama dele, fazendo cosquinha e beijocando sua barriga além de abraçá-lo MUITO mesmo, até amenizar a saudade um pouquinho. Agora ele está com, a mania de pular na cama igualzinho ao Tigrão (do desenho do ursinho Puff, não o funkeiro). É muito FOFO!!!! Aí eu pergunto como foi o dia dele na creche e conto como foi o meu no trabalho. É muito bom!
Olá, vampirinhos e vampirinhas (já leram Anne Rice?). Depois de um Dia das Mães inteiro curtindo o meu filhotinho (o melhor presente que qualquer mãe do mundo poderia ganhar!) estou aqui marcando ponto de novo! Fiz uma extravaganzza e me dei de presente um novo celular. O número vai ser o mesmo de sempre. Ele até hoje só me deu sorte! Tenho que dar a mão à palmatória sobre pelo menos uma coisa ao meu amigo Nicholas: tem certas coisas que a gente compra pelo fato de ser hype! Eu não re-sis-to! Dá vontade de sair desfilando pra cima e pra baixo com meu brinquedinho novo e ficar exibindo ele pra todos os meus coleguinhas... É quase uma compulsão ficar abrindo o bichinho e lembrando de incluir mais uma entrada na agenda telefônica bem naquela hora em que tá passando alguém pra quem você QUER se exibir :-))) E um Motorola Talkabout que troca capinhas é o máximo!! (melhor ainda se fosse um Timeporter) Recebe msgs também. Alguém aí se habilita? Fora o hype, a verdade é que ficar sem um telefone é altamente prejudicial pro meu trabalho como freelancer. Pois que venham os trabalhos! Como vocês acham que eu vou pagar pelo brinquedinho?

quinta-feira, maio 10, 2001

Estou num dia tipicamente sagitariano... Flutuo entre o êxtase e agonia, todos dois dançando ao meu redor e tocando uma das minhas mãos... Umas horas me sinto livre, leve e solta no ar como me convém, outras horas o peso de ser quem eu sou e das coisas que não me deixam me afunda em águas escuras. Eu nado, mas a corrente ainda me leva. Um dia talvez haja uma forma de resolver esta história velha. Ela é, que eu me lembre, mais velha do que eu. Estava cá pensando em amores passados... Um deles se foi há tanto tempo que nem sei mais dizer se ele foi ou não foi tudo aquilo que me lembro. Acho que depois de algum tempo histórias vividas e contadas se misturam e pessoas e situações que se foram, tudo se torna mitologia, lenda. Quem pode dizer que foi assim que aconteceu? Eu lembro que as coisas mais importantes da minha vida simplesmente foram tão sensoriais que eu não sou capaz de descrever em palavras. Quem pode traduzir aquelas indizíveis misturas de cheiros, sons e cores, sabores e texturas? A tensão no ar e o cheiro e as cores e o gosto na boca que existe apenas naquele segundo que antecede a certeza absoluta que aqueles lábios vão tocar a sua boca? Quando cinco sentidos são poucos pra tudo que você está sentindo? Então quem vai poder dizer que foi assim ou assado que aconteceu no fim da história? A cada vez que se conta, ela pode ter um sabor diferente. Daqui a vinte anos certamente ela vai ser bem mais rica em detalhes do que era quando nasceu.

Esse poema tem um ano. Desde 94 Ricardo não está mais aqui. Mas as lembranças e as histórias continuam aqui. Fomos muita coisa. Fomos felizes, inclusive, coisa rara hoje em dia. Vou parar agora pra me perder naquelas lembranças de momentos que palavras nunca poderão descrever.

De repente me veio
Uma saudade imensa
De você

Fecho meus olhos e vejo
Você inteiro
Na minha imaginação

De repente na boca
Um gosto de beijo
Um cheiro seu

Meus olhos perseguem
Em todos os olhos
Os teus

Me sinto em teus braços
Tão sua me sinto
Que faço presente
Você em mim

De repente me veio
Uma paz imensa
Você está aqui
Novamente aqui
Dentro de mim

Para sempre, Ricardo
Serei sempre,
Sempre sua
Eternamente

quarta-feira, maio 09, 2001

dois dias sem me atrasar pro trabalho :P
Vou me perder novamente
No perfume do teu cabelo
No calor da tua pele
Me diga para parar

Minhas mãos procuram as tuas
Meus olhos só vivem pros teus
Já tinha esquecido teu gosto
Vou cair uma vez mais

Me diga para não continuar
Me salve desta vontade sem fim
Arranque o desejo de dentro de mim
Antes que seja tarde demais

Quando o dia amanhecer
Não quero acordar do teu lado
Perdida no teu abraço
Sabendo que é a última vez

4/4

terça-feira, maio 08, 2001

I’m into the road for nowhere
There’s no beginning nor end
Tired of walkin’ into another’s shoes
That doesn’t even fit my feet well

My heart is broken, I have no peace of mind
Everybody has stepped over my shadow
The words I speak no one can translate
So I walk alone in the road again

Outside is raining and so it is inside
My tears now I keep to myself to dry
So many times I’ve been this way
That I don’t argue the why or where

I’m into the road for nowhere
There’s no beginning nor end
I’m walking again this spoiled shoes
On this old path again and again

Jan 2001

~#~#~##~ 1 dia sem me atrasar pro trabalho ~##~#~#~
Hoje fiz uma lista de coisas pra comprar pra minha futura casa. Meus deuses, preciso de grana! Aceito doações, por favor ligue para o meu telefone se você sentir uma estranha compulsão de me ajudar a sair do buraco. É sempre estranho recomeçar, mas eu vou parar de ficar repetindo isso a cada post :-) Enche o saco! OK, como na virada de 30/4 para 1/5 foi Samhain no Hemisfério Sul e eu não fiz nada porque estava atolada (como um raio não caiu na minha cabeça acho que a Deusa entendeu minha situação ;-) ) resolvi aproveitar a época para fazer minhas resoluções de “vida nova”. Como defeitos são como um vício, resolvi tratá-los como se eu fosse dependente de alguma droga. Eles SÃO uma DROGA, tão sempre ferrando a minha vida! Nada de grandes defeitos por enquanto, vamos cuidar primeiro das coisas pequenas mas que acabam crescendo pra atropelar tudo no final. Primeiro defeito: chegar atrasada nos lugares, principalmente no trabalho. Às vezes é por dispersão, outras por que não sei dizer não e tenho medo de machucar alguém. Anyway, a partir de hoje vou deixar um marcador do meu progresso no rodapé dos posts. Comecei essa semana mal, mas hoje consegui cumprir minha meta.

~#~#~##~ 1 dia sem me atrasar pro trabalho ~##~#~#~
Para sempre
Nunca mais
Quando “para sempre”
Se torna “nunca mais”?

Só sobrou o medo
Os meses passam
E não voltamos atrás

Coisas demais
Nos ligam e nos separam
Para sempre
E nunca mais

Fev 2001

segunda-feira, maio 07, 2001

Cortei o cabelo curtinho hoje. A última vez que cortei foi na virada do Ano Novo e estou meio que renovando os votos de mudança que fiz naquela época e que foram atropelados pelas circunstâncias logo depois. Estou começando do zero e acho que um visual diferente me ajuda a afirmar pra mim mesma que as coisas mudam pra melhor. É uma vida totalmente nova que tenho pela frente agora. Muitas feridas pra lamber e cabeça erguida pra jogar a bola para o alto e avante. Pelo menos pra começar está sendo divertido. Aí eu me lembrei de um trecho de Metal contra as Nuvens, do tio Renato: “... Nossa história/não estará /pelo avesso assim/ sem final feliz/ teremos coisas bonitas pra contar/ E até lá/ vamos viver/temos muito ainda por fazer/não olhe pra trás/ apenas começamos/ O mundo começa agora/ Apenas começamos”.

JUST BECAUSE YESTERDAY I TAKED ABOUT THE SUBJECT aí vai uma suposta poesia que cometi na Segunda-feira:

O amor é como bolhas de sabão
Vazio por dentro, pura inspiração
Sua superfície reflete a imagem do objeto amado
Em cores mais vivas do que o real
E é tão frágil que o mesmo ar que inspira termina
Por dissolver tudo no final...

Estou me sentindo estranhamente quase em paz hoje... E olha que isso é uma loucura, porque estou no meio de um monte de mudanças! Mas se me sinto bem, deve ser ao menos porque as mudanças que estou fazendo são positivas. Difícil é recomeçar a vida sem apelar pros velhos vícios. Ah, sei lá, depois de Ter virado a noite direto eu jurava que iria estar pregada de sono a esta hora e estou mais é contando os minutos pra estar lá outra vez. Vai ser legal? Sei lá, mas tá bom assim também.

JUST BECAUSE YESTERDAY I TAKED ABOUT THE SUBJECT aí vai uma suposta poesia que cometi na Segunda-feira:

O amor é como bolhas de sabão
Vazio por dentro, pura inspiração
Sua superfície reflete a imagem do objeto amado
Em cores mais vivas do que o real
E é tão frágil que o mesmo ar que inspira termina
Por dissolver tudo no final...

Estou me sentindo estranhamente quase em paz hoje... E olha que isso é uma loucura, porque estou no meio de um monte de mudanças! Mas se me sinto bem, deve ser ao menos porque as mudanças que estou fazendo são positivas. Difícil é recomeçar a vida sem apelar pros velhos vícios. Ah, sei lá, depois de Ter virado a noite direto eu jurava que iria estar pregada de sono a esta hora e estou mais é contando os minutos pra estar lá outra vez. Vai ser legal? Sei lá, mas tá bom assim também.

Tava cá pensando sobre os blogs que vi ontem que são usados pelo pessoal pra se manter em contato com a família... Isso seria ótimo, morro de saudades dos meus primos. Todo mundo foi pra Brasília, uma parte ficou em Minas e aqui no Rio só sobrou a parte com quem quase não falo... É estranho pensar que os primos com quem fui criada praticamente junto a infância toda agora moram a “n” quilômetros de distância, já casaram, tiveram filhos e eu continuo aqui. A última vez que eu soube de alguma notícia, em Brasília tava todo mundo grávido: desde a prima que engravidou solteira até o primo que engravidou a namorada até o irmão mais velho dele recém-casado... A cegonha baixou legal na família e eu nem sei os nomes ou o sexo de nenhum desses bebês, que já devem ter quase um ano... É triste. O pessoal de Minas tem e-mail, mas prefere o telefone e só liga pra minha mãe. O pessoal de Brasília eu não tenho a menor idéia. Meu primo que foi pra São Paulo trabalha com informática e eu nunca mais ouvi falar dele! Estranho isso. Eu, que vivo conectada e chateio pelos ICQs e Mircs da vida com estranhos não consigo me conectar com minha própria família. Acho que vou tentar mudar isso, sei lá. Resolução de final de semana: Ligar pra Brasília e pra Minas e descobrir a quantas anda esse pessoal, quem tá on e quem ainda tá offline. Receber fotos por e-mail da nova turma que veio ao mundo no ano passado não ia ser nada mau :-)

quarta-feira, maio 02, 2001

ENGRAÇADO... Como é que pode, né? Quando olho pra trás e penso na minha vida amorosa noto que todos os homens com quem já me envolvi ao longo da minha vida foram uns grandes BABACAS. TODOS, sem exceção. E aí eu me lembro daqueles momentos em que tudo era perfeito, sabe, as cores eram mais vivas, havia música tocando no ar e você se perguntando se você merecia se sentir assim, daquele jeito porque era tão maravilhoso que parecia um sonho? Houve dias em que meus pés nem sequer tocavam o chão, em que não precisava nada, um toque, um gesto, apenas um olhar pra que eu fosse mais feliz do que eu achava que a felicidade pudesse ser. E cada um deles de alguma forma foi MUITO especial. Alguém sabe me dizer quando é que aquele cara que fez estrelas nascerem nos seus olhos se transforma no grandessíssimo babaca que você nem sequer acredita que ficou com ele um dia? Ando cortando um dobrado com meu ex. Toda vez que ele me vê enche meu saco perguntando se arranjei outro cara. Eu digo a ele que não estou procurando, mas ele não acredita. Mas é assim que me sinto. Não que eu queira realmente ficar sozinha, mas atualmente parece que ficar ou não com alguém novo é apenas escolher entre duas dores: a de ficar sozinha ou a de ficar com alguém morrendo de medo dessa pessoa te machucar. Eu AMEI esse homem além da alma do amor. Os franceses têm uma expressão pra isso, sabe, pro chamado “amor verdadeiro”: “aimer d’amour”. Eu o amei de uma maneira tão intensa que até tivemos um filho. Nunca me entreguei a ninguém como me entreguei a ele. E aí você vai me perguntar como pode alguém ter amado tanto outra pessoa como eu digo que amei e se separar dele. Ele mesmo foi detonando o amor que senti por ele, aos pouquinhos. Mas eu não deixei de amar ele, não. Apenas o amor que senti foi transformado num tipo de amor diferente. Eu ainda quero que ele cresça, consiga realizar os sonhos e planos dele, ainda quero que ele chegue lá. Mas embora eu queira ver quando isso acontecer, não quero mais estar ao lado dele. Espero que aconteça, nem que seja pra dizer “tá vendo como eu sempre disse que você ia conseguir”? Mas agora eu quero amar muito outra pessoa que eu deixei esquecida ao longo de todos esses anos. Eu agora quero gostar mais de MIM. Não posso dizer que o próximo cara com quem vou me envolver não vai ser um BABACA. Tem dias que me sinto uma ilha, cercada por eles por todos os lados :-) Se envolver com o cara errado é uma droga, sabia? Vicia. Teve época que eu achei que eu tinha uma espécie de vara de condão invertida: toda vez que eu tocava num cara legal, ele se tornava num BABACA. Mas aí depois fui percebendo que os defeitos todos estavam lá antes, eu é que nunca tinha parado pra ver. Outra coisa que eu falei pra uma amiga minha há pouco tempo: é muito complicado julgar as pessoas, porque isso depende muito de qual aspecto a gente puxa delas. Um cara que foi completamente babaca comigo pode ser maravilhoso com outra menina, principalmente se gostar dela. Meu ex fez coisas com outras meninas que ele mesmo me confessou que jamais faria comigo. Em algum lugar por aí nesse mundão afora tem um cara que vai puxar o melhor de mim e ser correspondido. E quer saber de uma coisa? Enquanto ele não chega eu vou ficar aqui no meu cantinho, só curtindo um pouco minha vida e me divertindo.
Acabei de voltar de um feriado esquizofrênico onde li muito Stanislaw Ponte Preta e me esforcei para não tentar fazer nada o dia inteiro, prioritariamente brigar mais uma vez com meu ex... Sei lá, é o tipo de coisa que deixa meu humor meio ácido de manhã, principalmente porque hoje já que cheguei cedo (vai chover) no trabalho parei em frente de uma banca de jornal só pra ler estampado nas manchetes em letras garrafais e fundo colorido mais um retrato da violência que já se tornou cotidiana em nossos “noticiários sanguinários”. Me desculpem, mas não consigo achar normal um jornal anunciar com todas as letras como uma mãe violentada e esfaqueada morreu na frente da filha igualmente brutalizada sem sentir nojo. Do jornal, da notícia e de nós mesmos, que perpetuamos o círculo vicioso tentando nos anestesiar até o dia em que a maldita violência bate na nossa porta. Aí eu me lembrei de Tori Amos. Até semana passada eu não sabia da história de vida dela. Eu estava conversando com uma colega de trabalho sobre Tori e ela disse que parecia conhecer a voz dela e perguntou se ela não estava na trilha de um seriado que eu não costumo assistir. Fui conferir. Caí na Web e dei de cara com uma página de vítimas de violência sexual inspirada numa música dela que já ouvi vezes suficientes sem jamais me perguntar porque diabos ela doía tanto em mim. (http://www.welcometobarbados.org/main.html) Stupid me, SO OBVIOUS. Tori havia sido vítima também da mesma violência sem sentido. Doeu. Doeu muito. Me desculpem, mas não acho normal alguém ler isso no jornal com a mesma avidez que alguém procura saber quantos gols o Flamengo fez no último Domingo. Sabe, tem muitos anos que eu não comemoro o Natal. Eu também tenho minha historinha de assombração. Acho que cada pessoa tem a sua mas a vida seria bem melhor se a violência pudesse ficar só na página do jornal. Na verdade eu preferia que não estivesse lá, também, incentivando outros filhos da puta a querer virar manchete e partindo o coração de gente que já passou por isso e tem que ficar lembrando de uma coisa que todo dia a gente luta pra esquecer.