terça-feira, julho 31, 2007

Squizofrenia mon cher

Pois é... Resolvi mudar um pouquinho este blog. Nada demais, só uns headers nos posts explicitando certos temas que devem ser abordados por aqui, talvez tags. TALVEZ eu até libere comentários (TALVEZ. Ainda estou pensando no assunto! AINDA não gosto da idéia de pessoas estranhas comentando minha vida pessoal... E o email aí do lado em cima já serve pra isso). Este aqui sempre foi meu cantinho pessoal, tanto que as imagens sempre rolaram no fotolog e os posts que eu acho que possam/devam ser comentados normalmente são postados também no meu blog do Multiply (O crossposting do Multiply é uma merda, principalmente se seu user do Blogger tiver mais de um blog ou participar de blogs coletivos, como é o meu caso, mas paciência...).

Há algum tempo atrás eu andava pensando em fazer um novo blog mais focado em nerdices e outro mais focado em design. Também tem a vontade de tentar (e espero cumprir) voltar a desenhar e "fazer arte" com freqüência. Deve ser a maior mudança, quero ver se consigo cumprir a meta de uma arte por dia. Vamos ver se rola, se eu consigo cumprir.

Confesso que isso será um betateste pro blog do Wordpress que mora escondidinho em www.lanika.art.br e irá aparecer um dia por lá quando ninguém estiver olhando :P

Oficialmente as mudanças começam dia 1º de agosto.

sábado, julho 28, 2007

sweet love of mine



Eu vejo aí em cima jujubas e delicados. Ele diz que vê balas de goma e jujubas. Meu curitibano BRIGA comigo porque chamo "bala de goma" de jujuba. Eu digo a ele que isso é coisa de português, chamar delicado de jujuba. Mas eu amo ele assim mesmo :)

E eu também amo o sotaque que ele jura que não tem rs...

sexta-feira, julho 27, 2007

Férias de Inverno em Sampa

Então eu e a cria viemos pra Sampa passar as férias do filhote. Viemos a tempo da cria curtir o Anima Mundi SP e aproveitamos para apresentar o Namorado às delícias de ser animaníaco! Pena que Sampa resolveu ser tipicamente Sampa e que essas duas semanas tenham sido sobretudo chuvosas e geladas...
Eu e Gabriel congelando brrrr
Essas têm sido semanas de muita jogatina (além de levarmos o PS2 na mala, Gabriel ainda desenvolveu uma paixão pelo Nintendo DS do Namorado rs...) embaixo do cobertor. Gabriel e Mario Kart
Mas também fomos direto ao cinema e vimos Harry Potter, Ratatouille e Transformers (pena que a besta aqui desta vez esqueceu o cartão Claro Clube em casa - a Cinemark está com uma promoção ótima pra clientes Claro!).
Gabriel concorda comigo que o metrô de São Paulo sem ar condicionado é muito estranho ( QUENTE!!!) rs... Mas está quase acostumando.

Naturalmente fizemos alguns programas obrigatórios, como dar um pulo na Liberdade e na Galeria do Rock, além de ter descoberto várias lojas de material de pintura e desenho interessantes ali perto da Praça da República.

O legal do Gabriel é que ele faz amizade com todo mundo. Por conta disso, talvez, e porque foi a loja que mais parece com o estilo da Casa Cruz/Casa Mattos do Rio, a gente se achou na loja Fruto de Arte, onde o sr. Sérgio atendeu a gente superbem :)

É que estou pintando uma camiseta dos Transformers para meu amado e "alguém" resolveu fazer arte e me "ajudar" a pintar...

Amanhã se o frio deixar vamos ao Zoológico encerrar bem a temporada de férias paulistana. Segunda a cria tem aula :P Mas uma coisa é certa: foram duas semanas gostosas e Gabriel adorou Sampa. Quem sabe o que o futuro pode reservar?

15 graus em Sampa

... e ontem à noite fazia 7...

Aqui a gente dorme que nem gato, de montinho!

quinta-feira, julho 19, 2007

Porque há poucas mulheres fazendo quadrinhos no Brasil?

Acabei escrevendo um e-mail imenso para uma das listas que faço parte quando a questão "porque quadrinhos parecem desinteressantes para o universo feminino" foi levantada. É que é meio juntar a fome com a vontade de comer. Precisa de polimento, mas o que eu observei, analisei e testemunhei empiricamente ao longo dos anos tá aí embaixo.

"Eu não acho o trabalho em quadrinhos desinteressante para o público feminino. O que eu tenho visto ao longo dos anos é uma mudança de cenário que ainda é infrequente no Brasil, mas existe sim. No próprio livro do Scott Mccloud, Reinventando os Quadrinhos, há um capítulo dedicado à diversidade.

O que eu tenho visto com relação a mulheres e quadrinhos no Brasil é interessante: nos anos 70 e 80, para o público infantil tínhamos Turma da Mônica, revistas estilo Barbie, Ursinhos Carinhosos etc ligadas a merchandising, Menino Maluquinho, Sítio do Pica Pau Amarelo e Disney para ler... Quando uma menina queria ler algo diferente, partia para os quadrinhos Marvel/DC, que eram "para meninos" e não havia opções menos infantis. Garotas lêem de tudo se houver uma história interessante por trás. Tive colegas de colégio que colecionavam Mad, Cripta ou telenovelas como Sétimo Céu. Eu mesma depois de determinada idade lia praticamente tudo que caia nas minhas mãos (e dei a sorte de pegar Lucky Luke, Asterix, Príncipe Valente dentre outros) mas não havia nem nunca houve no Brasil um mercado para formação de leitoras de quadrinhos pré-adolescentes e adolescentes. Desenhos animados até havia. Quadrinhos não. Claro que algumas garotas se interessaram em fazer quadrinhos de qualquer jeito, mas elas provavelmente sempre responderam por 1% da quantidade de garotos que começavam a desenhar o Homem Aranha e o Super-Homem nos cadernos da escola. E eram desestimuladas ou rotuladas com a única ambição coerente para uma garota que desenha quadrinhos: "um dia você vai trabalhar para o Maurício de Sousa".

Surge a década de 90 e de repente quadrinhos como Sandman, Monstro do Pântano e Livros da Magia começam a oferecer uma experiência completamente NOVA para as garotas. Do alto dos meus quinze anos eu lembro que olhei para aquilo e pensei que, pela primeira vez na vida, eu tinha descoberto um tipo de quadrinho que eu queria fazer. Ou coisas diferentes e interessantes, como os quadrinhos europeus publicados na Metal Pesado, na Porrada! e mesmo os quadrinhos do Laerte, do Glauco etc. Algumas meninas que só desenhavam bonecas com vestidos rendados e cheios de babados começaram a experimentar coisas diferentes nos cadernos, mas os meninos continuavam sendo muito mais incentivados.

Elas sempre foram as esquisitas, as exceções, as diferentes. Na hora de escolher a faculdade, o caminho invariavelmente segue na direção da faculdade de Belas Artes e muitas viram professoras de Educação Artística, outras artistas plásticas, umas poucas ilustradoras e algumas vão bater na porta do Maurício de Sousa :P

As outras são as que, como eu, escolheram trabalhar com publicidade ou design.

Das que se envolveram com quadrinhos e participaram de fanzines, normalmente foram as que faziam experimentos nas faculdades de artes ou as jogadoras de RPG.

Uma coisa legal que chamou a atenção de mais meninas para esse mercado foram eventos de quadrinhos que rolaram na década de 90, como a Bienal de quadrinhos e as Comic Manias etc. A maioria foi absorvida pelo mercado como ilustradoras ou simplesmente desistiu, mas elas estavam lá e chegaram a fazer fanzines e a publicar.

De repente em 2000 e tantos eu comecei a ver uma mudança no perfil das meninas que desenham, quando rolou o "boom" dos mangás. A indústria de quadrinhos japonesa sempre foi segmentada por idades e gênero, e as editoras trouxeram os Shonen e Shojos... Nunca vi tanta menina desenhando quadrinhos desde que os olhos cresceram :) E embora eu visse isso com um certo preconceito há algum tempo atrás, numa das últimas palestras de quadrinhos que assisti bati papo com uma menina que começou desenhando mangá e de repente começou a procurar por mais coisas além daquilo e estava desenvolvendo um estilo próprio de desenho, alternativo, e estava empolgada com os resultados que podia obter.

Não é que seja desinteressante para o público feminino. É que não há estímulo para a formação e renovação de público feminino leitor e produtor. As poucas que escolhem esse caminho são rotuladas como animais exóticos e diferentes. O mercado é quase inexistente e todo mundo tem de ganhar a vida, correr atrás, dar aula, fazer ilustração, trabalhar com publicidade... Curiosamente, desenhar mangá hoje em dia no Brasil tem se tornado uma das poucas coisas considerada uma tarefa mais feminina do que masculina e pelo que eu tenho observado em eventos ligados a animes e mangás, com cosplays etc, esse mercado está gerando um ciclo de pessoas que lêem, produzem e consomem com várias mulheres como desenhistas.

Fora os quadrinhos japoneses, mulheres consomem sobretudo quadrinhos alternativos e independentes. A questão é que normalmente são mulheres já envolvidas no meio alternativo e independente. Qualquer um compra quadrinhos da Marvel e da DC nas bancas, mas não é qualquer UMA que entra nas bancas para comprar quadrinhos. Normalmente vai ter pelo menos um piercing ou tatuagem, cabelo pintado, e preferir Vertigo a Tex.

Não acho que quadrinhos voltados especificamente para o público feminino vão funcionar. Eles tendem a ser forçados e garotas inteligentes não só percebem a diferença como se recusam a ser tratadas como idiotas. O que cria mulheres que fazem quadrinhos é acesso a quadrinhos e estímulo, ser socialmente aceita.

Não é verdade que outras artes não tenham o mesmo problema não... Que exemplos você tem de que isso não acontece?

Lanika
(que se empolgou :P)"

segunda-feira, julho 16, 2007

Anima Mundi SP

Pela primeira vez fomos eu e Gabriel para a Anima Mundi em SP. Namorado sentiu um pouco do gostinho do que é ser animaníaco e saímos de lá com mil e uma idéias loucas para filmes. Além de tudo, ele me inspira e bota pilha rs...

Definitivamente não é a mesma coisa que no Rio. O Memorial da América Latina é um espaço legal, o stand da Petrobrás estava um arraso, mas fora o povo das oficinas que é basicamente o mesmo do Rio ninguém sabia dar uma informação decente a respeito de nada. Argh!

De resto, Gabriel adorou a Anima Mundi este ano porque finalmente, com oito anos, ele pôde participar da maioria das oficinas. Fez desenhos para o Zootrópio, animou em areia, desenhamos em película (idéia e desenhos dele, eu de inbetweener) e em Sampa ele finalmente conseguiu fazer a concorridíssima animação com massinha :)

Além de ganhar vários brindes legais do filme Garoto Cósmico, domingo Gabriel ainda foi, por uma dessas sincronicidades da vida, sentar na frente do diretor do filme, o Alê Abreu. Trocou altas figurinhas e saiu de lá deslumbrado :) E com desenho autografado e o e-mail do Alê rs...

De resto enquanto namorado batia um papo com o pessoal do Muan, aconteceu uma situação engraçada: Um rapaz usando uma camiseta do Firefox com essa imagem aqui:


passa na minha frente. Acho a camiseta um barato e elogio, ele fica surpreso por ter encontrado uma usuária de Firefox na Anima Mundi (duh! Deveríamos ser centenas rs...). Eu mostro a ele que até meu filho usa Firefox e depois de algum tempo o papo acaba com fotos nossas usando broches com a logo da raposinha :P

Saldo final: Agora preciso dar um jeitinho de ano que vem levar o namorado pra conhecer a Anima Mundi carioca. E frase do finde: "Já se passaram quinze anos e eu ainda não fiz aquele curta pra passar no Anima Mundi" :P

sábado, julho 07, 2007

Anima Mundi et alii

Correria louca por aqui, estudando, estruturando várias coisas ligadas a Design e ainda indo pra Sampa com a cria durante as férias dele.

Eu quero desesperadamente um laptop! Preciso conseguir levar o trabalho junto comigo.

Mas eis que pára tudo porque tá rolando mais uma edição da Anima Mundi na cidade :)

Assisti uma ótima palestra do pessoal do Toon Boom, consegui entrar na palestra do cara da Laika, que me deixou com água na boca e invejinha porque ele tá fazendo o FILME de Coraline!!! Vi várias sessões de curtas com a cria e esse é o primeiro ano que o Gabriel tem a idade mínima pra participar das oficinas de desenho animado. Yay!

O melhor de tudo? A gente vai viajar a tempo de pegar MAIS Anima Mundi em SP hehehehe...

Sim, eu sou assumidamente animaníaca. Nesses 15 anos, só não fui em um ano. Porque tava grávida de oito meses e meio do Gabriel e não queria entrar em trabalho de parto na sessão. E no ano seguinte ele foi assistir sua primeira sessão de cinema na Anima Mundi comigo :D
80% Geek

and 100% TAKEN :D

terça-feira, junho 26, 2007

Ganhei o dia

Melhor amigo do Gabriel, vendo a gente jogar Playstation e Vampire (Redemption) no meu PC:

"Poxa, queria que a minha mãe fosse legal que nem você e gostasse de jogar também e tivesse um desses negócios que você tem (meu palm) e me deixasse jogar nele também (como eu deixo o Gabriel, rs)".

Em tempo: eu conheço (e adoro) a mãe dele. E eu quase consegui convencer ele de que eu uso o Palm para trabalhar e estudar rs...

domingo, junho 24, 2007

Reciclagem

Acabo de dar uma bela limpeza no meu computador e instalar as versões mais recentes dos programas com que trabalho da Adobe (CS3) e da Corel (Draw X3 e Painter X). Nos próximos meses estarei separando uma semana para estudar e aprender truques e manhas de cada um deles :)

Reciclagem profissional faz bem pra pele e pro bolso :)

De resto, comecei a passar o material de Decadência para um wiki dentro do meu site, que vai facilitar muito a vida de quem não conhece a história, de quem conhece e quer escrever uma história ambientada na cidade e, claro, a minha :)

quarta-feira, junho 13, 2007

Dia dos namorados



Aniversário de namoro, do primeiro beijo e dia dos namorados um atrás do outro. O paraíso... nos braços dele.

Eu nunca vou esquecer o dia em que o vi pela primeira vez. Presente de aniversário adiantado, o melhor presente da minha vida. Eu estava tão cansada de tanta tristeza em minha vida... Aí chega este nerd (muuuuuito nerd mesmo, deliciosamente nerd) e vai entrando devagarinho no meu coração, aos pouquinhos, cada dia mais. Gata escaldada com medo até de gota de chuva, arisca, desconfiada, fui a cada dia sendo conquistada por esse homem, que passava cada vez mais tempo conversando comigo, e sentindo a minha falta da mesma forma que eu sentia a falta dele. Tão doce, carinhoso, atencioso... e inteligentíssimo, e charmoso a ponto de me fazer derreter toda só com um sorriso (e mais ainda quando parece criança feliz ao ver um trailer de Transformers). Ele me dá a atenção que eu preciso, e broncas também, quando minha (falta de) memória apronta das suas. Ele tem paciência, e fé em mim. Eu olho nos seus olhos e vejo em cada gesto que ele me ama. E só eu sei como amo esse menino.

É um amor diferente: intenso e apaixonado, mas um amor que redime, que cura, que não gera ansiedade, medo e perda. Um amor que constrói coisas e dá impulso e vontade de lutar para ficar um ao lado do outro, que transforma em êxtase cada segundo que passo em seus braços, que faz o tempo passar diferente, que faz com que eu seja o melhor que existe em mim quando estou ao lado dele. Não somos metades de um inteiro, somos apenas duas pessoas que encaixam muito bem uma na vida da outra. Ele faz o sol brilhar mais gostoso não só na sua presença, mas também na sua ausência. Ele me trata como eu mereço e como eu preciso, e eu levei anos para entender o que é isso.

Ele me faz rir, ele me faz gozar, ele me faz criar, ele me inspira, ele me consola e me abraça, ele me faz acreditar. Ele me faz feliz :)

E, sim, ele gosta do meu filho ;)

Sou doida por esse rapaz, por quem ele é, por tudo que ele faz, tenho orgulho em ser sua namorada, quero ficar ao lado dele enquanto as Gentis permitirem. E rezo a Elas para que seja muito tempo, e tão bom quanto estes seis/sete primeiros meses. Sei que vou fazer o que for preciso para ficar a seu lado e tentar fazê-lo tão feliz quanto ele me faz.

E comemorei o Dia dos Namorados da maneira que eu gostaria de tê-lo celebrado pela primeira vez na minha vida. E finalmente entendi tantas pequenas coisas que me escapavam antes... E hoje acordei mais bonita, mais feliz e mais mulher. Nos braços do homem que eu amo. Não existem palavras capazes de descrever o bem que ele me faz, e o quanto eu o adoro.

domingo, junho 03, 2007

Come and take the vitae of death

Re-instalei Vampire Redemption (para os desinformados, é o primeiro, que é muito parecido com Diablo 2) e aproveitei para tentar descobrir como passar de uma fase em que fiquei presa na última vez que joguei.

Naturalmente, estou dividindo a campanha com o Gabriel. A gente joga em turnos. O jogo é em INGLÊS. Gabriel tem 8 anos, está no 3º ano (antiga 2ª série do primário, ainda não me acostumei com a troca) as aulas de inglês ainda estão naquela fase de aprender o nome das coisas. Crianças têm essa facilidade absurda para aprender as coisas baseadas em tentativa e erro. Ainda lembro quando ele foi na casa de um amiguinho da escola jogar Playstation One, o jogo que eles gostavam estava em caracteres japoneses e eles sabiam PERFEITAMENTE que comandos usar e o que cada um queria dizer.

Meu molequinho joga jogos em inglês dando apelidos hilários pros personagens, eu também caio na onda, a gente se diverte. Hopper virou perereca, e eu acabei começando a dizer que vampiros possuídos pela Besta estavam "abestados". Daí que não é só isso: descobri que o moleque tem um talento nato para encontrar bugs nos jogos e se aproveitar deles. Ele trata os bugs como uma função do jogo, naturalmente. E volta e meia arrebenta com alguma solução para resolver uma parte do jogo em que eu estou batendo com a cabeça contra a parede há horas.

A última aconteceu hoje: Estamos na Teutonic Knights Prison, os cavaleiros são duros na queda, só Eric e Wilhem têm Feral Claws, eles são imunes a magia, não dá para se alimentar deles e nas partes baixas da prisão se você achar duas garrafas de vitae e um ou outro rato, não dá para manter o blood pool dos quatro membros com que você joga (Christof, Wilhem, Serena e Eric).

Eu vou preparar um snack pra gente e quando volto, encontro Gabriel detonando cavaleiros teutônicos com os quatro personagens com 100% de saúde e 80% de blood pool. Abismada, pergunto como ele fez isso. Ele me conta que "quando você bebe todo o sangue de um dos membros da sua equipe, ele não morre e você continua ganhando sangue". Basicamente ele fez com que 3 vampiros sugassem sangue do quarto até terem 100% de saúde e sangue e depois fez com que o quarto vampiro bebesse um pouco de sangue de cada membro da equipe. É cansativo e chatinho, mas numa situação de desespero sem sinal de uma blood stone por perto, funciona. Provavelmente este bug no jogo (o raciocínio normal seria acabar matando o personagem ao sugar toda sua vitae, e o próprio personagem reclama se você sugou sangue demais, dizendo que não pode te dar mais do que aquilo, por motivos óbvios a.k.a. auto-preservação) deve ser bem conhecido e explorado nos walkthrough da vida na Internerd. Só que meu molequinho de oito anos descobriu, por tentativa e erro, em um jogo cuja língua ele nem fala :)

Orgulho do meu pequeno nerd em formação :)

terça-feira, maio 29, 2007

Desavisados

Tem um tempo que eu não checo quem cai aqui após fazer buscas bizarras no Google... Mas ontem por conta de uma conversa do digníssimo eu o fiz. Quem faz posts no estilo costuma ser o Nix. Os loucos dele parecem ser mais interessantes que os meus, mas vamos lá:

- quero menstruar logo *Ok, querida, sei como é isso. Recomendo consultar uma ginecologista, existem remédios que fazem menstruação atrasada descer. Dizem que a erva Agoniada regula o ciclo. De resto, francamente, porque diabos ao invés de ir à médica você foi pesquisar isso no Google, criatura?

- como tirar cheiro de mijo de gato *Eu uso um desinfetante que vende em petshop, mas - a verdade é que é praticamente impossível eliminar esse cheiro. Tente Shout para amenizar. Eu tento borrifar essências perfumadas sobre páginas de livros, na vã esperança de que, já que não consigo eliminar o cheiro, ao menos ele seja atenuado pelo perfume. Sorte aí.

- o que acontece se eu receber uma ligação no meu celular a cobrar no meu celular pré pago e os créditos acabarem *A Ligação cai, sua anta!

- alan moore knows the score *Yeaaah, he really does ;)

- open your eyes come alive *Essa eu posso te ajudar fácil. O que você quer está aqui.

Da depressão e do mercado de trabalho atual

Acabo de ver na televisão sobre uma iniciativa para facilitar a inserção de pessoas com deficiência física no mercado de trabalho.

Volta e meia aparecem programas oferecendo qualificação profissional para as pessoas que moram nas favelas. Desses último, aliás, eu tenho inveja às vezes. Eu não moro numa favela, mas não tenho dinheiro para nada e provavelmente nunca vou poder fazer cursos de edição de vídeo, aprender como se trabalha num estúdio de tv, ter acesso a cursos gratuitos de softwares 3D e outras iniciativas. Eu ADORARIA aprender essas coisas, provavelmente iria conseguir um emprego legal se fizesse esses cursos, mas eu tenho que pagar por eles e infelizmente não sou filhinha de papai e tudo o que conquistei até hoje foi por conta do meu próprio esforço, mas deve ter cinco anos que
eu quero fazer aquele curso da Fábrica de Quadrinhos e provavelmente vou continuar querendo por bastante tempo ainda. Que dirá cursos de Flash, que muda tudo a cada seis meses, ou de programas para animação em 3D... O interessante é que eu não sou a única. Se meus amigos forem alguma referência, existe uma grande quantidade de pessoas com idade entre 23 e 35 anos, nível universitário, formados a mais de 3 anos na faculdade, que ganham mal e porcamente o suficiente para sobreviver e pagar as contas quando empregados e não conseguem ter algo sobrando para investir em atualizações da carreira. Os que fazem cursos normalmente ainda moram com os pais, porque ou você paga um terço do seu salário de mensalidade ou paga os custos de ter um apartamento. As mensalidades dos cursos costumam custar mais que um salário mínimo...
A questão aqui não é reclamar e dizer que pessoas que moram em favelas têm vantagens; é apenas reclamar que não existem programas de atualização profissional e de integração ao mercado de trabalho de pessoas qualificadas, não recém-formadas na faculdade, de classe média baixa. Mas existe uma questão que eu acho bem mais importante e que está na minha mente há tempos.

Que tipo de programa existe para facilitar a re-inserção ou inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiências mentais moderadas?


A realidade dos fatos é esta aqui:

"Segundo previsão da OMS, até 2020 a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no trabalho Veículo: Jornal de Brasília

Seção: Cidades
Data: 22/08/2005
Estado: DF

Não é exagero referir-se à depressão como "o mal do século 21". A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até 2020, a depressão será a segunda maior causa de incapacitação no trabalho, perdendo apenas para doenças cardíacas. Segundo o presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, Antônio Geraldo da Silva, de cada dez pessoas que precisam se afastar do trabalho, cinco sofrem de transtornos psiquiátricos, principalmente de depressão.

O Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) confirma que a depressão tem afastado muitos brasileiros das atividades profissionais. "Há um número grande de pessoas longe do trabalho por esse motivo", afirma Maria Lúcia Tavares, médica-perita do INSS.

Ela esclarece, ainda, que a depressão vem prejudicando trabalhadores cada vez mais jovens. "A faixa de comprometimento está se alargando. O número de pessoas com depressão na faixa produtiva – dos 20 aos 50 anos – é alto", diz a médica. Há, inclusive, casos de incapacidade permanente em conseqüência causados pela depressão, levando à aposentadoria. "São pessoas que não respondem aos tratamentos, casos crônicos", diz. "


Fonte: Associação Psiquiátrica de Brasília

Eu fui burra: acreditei na minha psicóloga e na minha psiquiatra na época em que ainda estava trabalhando, de que não deveria entrar com o auxílio-doença porque poderia dar a volta por cima a curto prazo. A empresa me mandou embora de um jeito ou de outro, assim como a vários outros empregados porque estava no vermelho, eu já estava com depressão e depois disso só piorei, passei um ano e meio, quase dois tendo a crise de depressão mais severa que já aconteceu na minha vida, perdi meu apartamento, minha independência, me endividei toda, um inferno. De quebra ainda ganhei síndrome de pânico de presente no pacote, mal conseguindo sair de casa.

Posso dizer de carteirinha que o atendimento público a quem não tem dinheiro para pagar por sessões de psicoterapia e consultas psiquiátricas para obter os remédios, ou mesmo pagar pelos remédios, que são caros, é uma merda. Chega a ser ridículo: você está com depressão grave, pensando em se matar, faz um esforço para sair de casa, vai até um Centro de Atendimento do governo e te mandam voltar na quarta às seis horas da manhã para passar por uma triagem que irá te colocar numa fila de espera e talvez entre três a quatro meses você seja chamado para ser atendido. Quem está deprimido e com tendências suicidas não vai esperar três meses para se matar! Só irá sair dali mais deprimido ainda por ter pedido ajuda e não ter conseguido, irá pensar que não tem jeito mesmo e, se tiver de seguir seus impulsos, o fará. Os locais de atendimento também são deprimentes: sujos, escuros, impessoais.

Os únicos lugares de atendimento gratuito ao público que prestam são as Universidades. Lá, embora você tenha de passar pela tal triagem de quarta-feira, o atendimento é humano e as pessoas te ligam em poucos dias marcando o início do tratamento. O único senão é a rotatividade dos psicólogos, que é alta.

Agora que estou bem, penso em como outras pessoas passam pelo mesmo que eu passo. Finalmente, graças a uma equipe composta de um neurologista, uma psiquiatra e uma psicóloga de uma clínica militar (vantagem que eu tenho mas muitos não têm), estou tomando remédios que cuidam de cada aspecto da minha doença, estou estável desde janeiro e me preparando para voltar a trabalhar. Enquanto o novo emprego não pinta, vou fazendo meus freelancers. Estou namorando, estou estudando na medida do possível, usando tutoriais da web, para me atualizar sobre os softwares exigidos no mercado, e é um bocado de coisa, tudo mudou em dois anos, só para variar. Pelo menos a Adobe lançou o CS3 agora, o que me dá a vantagem de estudar logo os novos programas recém-lançados enquanto eles estão sendo adquiridos pelas empresas.

E eu fico pensando: Se a empresa em que eu trabalhava tivesse algum tipo de programa de prevenção ao stress e à depressão, de incentivo à qualidade de vida do funcionário, eu poderia ter começado a me tratar mais cedo e talvez evitar que a depressão tenha se tornado tão profunda e incapacitante. SE a tendência atual é de que cada vez mais pessoas sejam afastadas do trabalho/percam sua capacidade de trabalho, temporária ou permanentemente, por conta desta doença, porque diabos as empresas não investem em medidas preventivas e de apoio a funcionários que apresentam sintomas visíveis de depressão? Porque esperar até que a pessoa afunde e se torne incapacitada para cumprir suas funções? Até onde vale deixar alguém que é prata da casa se perder e ter de treinar um substituto para a mesma função do zero? E quantos substitutos irão durar se as condições de trabalho continuam as mesmas? Será que os custos da alta rotatividade na vaga aliados à queda na qualidade naquele setor compensam?

E não existe um programa de incentivo para pessoas qualificadas que ficaram ausentes do mercado de trabalho por conta de uma crise de depressão severa, ou pânico, ou whatever, por mais que elas se encontrem estabilizadas e tomando todos os seus remédios. Não é muito diferente de ter que tomar remédios para controlar a pressão alta ou problemas cardíacos. Ainda assim, ainda resiste o preconceito, como se uma pessoa que passou por uma crise de depressão fosse incapaz de honrar com seus compromissos e arcar com responsabilidades.

O INSS cria situações onde uma pessoa com doutorado, mestrado, bagagem profissional de anos só possa voltar a trabalhar em funções como telemarketing, caixa de loja etc. Empresas que fazem recolocação de executivos no mercado de trabalho costumam cobrar caro pelos seus serviços. Se a situação está cada vez pior a ponto da OMS alertar para o impacto que a depressão está tendo e vai ter nos próximos anos no mercado de trabalho, alguma ação de reintegração de profissionais e de prevenção à doença dentro das empresas deveria ser instaurada para ontem, e não depois que a bolha de encostados no INSS for superior à quantidade de pessoas trabalhando. Não muito diferente da questão da previdência social e o número crescente de aposentados. Colapso à vista, com as custas nas costas do trabalhador, só para variar.

A saída imediata continua sendo o mercado informal. Sem carteira assinada, sem impostos, sem muita escolha, mas sobrevivendo.

segunda-feira, maio 28, 2007

Café demais pode te matar...


Me empolguei respondendo uma questão no forum de Questionable Content, onde uma pessoa comentou que 1 keg de espresso provavelmente mataria Hannelore. Eis a minha resposta :P

Actually, yes, a lot less espresso could kill someone (hopefully no one will try it ;) )

According to Coffee Faq, the LD_50 of caffeine (that is the lethal dosage reported to kill 50% of the population) is estimated at 10 grams for oral administration. As it is usually the case, lethal dosage varies from individual to individual according to weight. Ingestion of 150mg/kg of caffeine seems to be the LD_50 for all people. That is, people weighting 50 kilos have an LD_50 of approx. 7.5 grams, people weighting 80 kilos have an LD_50 of about 12 grams.

1 keg = more or less 54,12 liters. With a shot of espresso being more or less 50 ml with 100 mg of coffeine on it, 6 liters would be enough to kill anyone, nine times it surely would kill her before she did even finish to drink it ;)

But then, Hanners is a webcomic character AND the espresso is webcomic espresso, made with webcomic beans etc. They work as the mind of Jeph tells then to do ;)


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Quer saber quanto você precisaria beber do seu drink preferido para se matar? Coloque seu peso (seja honesto! rs...) e escolha sua bebida cafeinada preferida no Death by Caffeine, e ele diz pra você :)

terça-feira, maio 22, 2007

Eu sou de vidro...



...manuseie com cuidado, eu quebro fácil.

Mas é tão bom estar nesses braços... O calor, o riso, a língua na minha boca, a boca no corpo, o corpo na alma, o olhar, meu olhar, teu olhar, teu tocar... E eu me derreto inteira, desapareço, renasço, viro estrela, brilho e me perco. E me acho, de novo, nos teus braços.

Ele viu o terror dentro dos meus olhos e me acolheu, e me protegeu, e esperou até o sorriso voltar aos meus lábios. Ele foi o único que esperou.

Enquanto isso, em São Paulo, a chuva cai. Anoitece. E eu espero por ele.

quarta-feira, maio 16, 2007

Eterna mentira

Eu sabia que a "nova novela das seis" ia ser uma merda e não só meter os pés pelas mãos ao falar sobre paganismo, como perpetuar o ciclo de cuícas e bruxas pinks que têm como exemplo o Paulo Coelho e a Eddie Van Feu.

Ao assistir o video show hoje, quase senti vontade de vomitar. Botaram duas atrizes para fazer uma pesquisa sobre Halloween porque parece que apareceu uma cena sobre isso na novela. A quantidade de besteira falada como fruto de pesquisa foi tão grande que eu pulei da cadeira horrorizada pelo menos duas vezes.

De onde tiraram aquela história que colocaram na boca de um dos personagens que o nome Halloween viria de "halloweenas", supostas sacerdotisas celtas??? Caralho!!!

Qualquer estagiário da Globo, se tivesse entrado na Wikipedia, se tivesse digitado por Halloween no Google, saberia que Halloween é a contração de All Hallow's Eve, ou seja, Véspera do Dia de Todos os Santos. Que é um feriado CRISTÃO. Halloween nunca foi nem nunca vai ser uma festa pagã!

E que merda é esta de inventar sacerdotisas celtas com nome de festa cristã? Que meus deuses me salvem das vassouras desgovernadas que irão sair por aí espalhando essa besteira irresponsável como se fosse a verdade porque deu na Globo!

O que sempre foi celebrado foi SAMHAIN. Sim, os cristãos escolheram cristianizar o Samhain como o Dia de Finados. Uma das coisas escrotas da matéria no vídeoshow foi explicar superficialmente, mal e porcamente algumas das tradições ligadas à data.

Acabamos de celebrar Samhain aqui, no Hemisfério Sul, em 01 de maio.

Neste dia consideramos que o véu entre os mundos dos vivos e dos mortos está mais fino, e honramos nossos ancestrais. Acreditamos em reencarnação, então consideramos que a vida post-mortem é tão temporária quanto a vida neste corpo que ora temos. Aproveitamos a data para celebrar o sangue que circula em nossas veias e de onde viemos. Os nossos entes queridos falecidos são BEM recebidos. Para eles os alimentos, as bebidas, a cadeira vazia em nossa mesa.

A demonização de tudo o que fosse estrangeiro à Igreja fez com que as superstições sobre demônios e seres maléficos que atacariam a casa se não se fizesse algo para mantê-los afastados proliferassem, bem como a imagem de bruxas como mulheres feias, velhas, comedoras de criancinhas (um dos comportamentos mais atribuídos aos "inimigos" dos cristãos, ciganos, judeus, comunistas, todos eles seriam chegados nessa iguaria, já reparou?)

Alow imbecis na Rede Globo! Antes de falar merda na novela das seis, será que custa fazer um mínimo de pesquisa que seja? E ainda são pagos pra isso!

Pior que serão mais oito meses de idiotices maniqueístas ajudando a criar toda uma nova geração de adolescentes que acham que ser bruxa é questão de moda e não de vocação.

Eu digo e repito: para ser dedicado a um Deus e a uma Deusa, você precisa ter VOCAÇÃO. Precisa ouvir o chamado dos deuses! Padre tem VOCAÇÃO. Freira tem VOCAÇÃO. Monge budista tem VOCAÇÃO. Sacerdotisa wicca tem VOCAÇÃO. Mãe de Santo tem VOCAÇÃO. Vocação não se compra na banca de jornal nem nos livros da Eddie Van Feu. Ou você tem vocação, ou você não tem. Nenhuma fórmula mágica da Eddie pode te dar vocação. Você não pode comprar VOCAÇÃO. A Deusa não aceita cartão de crédito na hora de chamar a si aqueles que devem honrá-la e servi-la.

Eu não consigo ver que bem pode trazer a você ficar trilhando um caminho que não é para você, desperdiçando um tempo da sua vida que você NÃO VAI TER DE VOLTA, seguindo a religião errada porque é moda.

Vamos falar de RELIGIÃO. Não está satisfeita com a Igreja Católica? Existem todos os cristianismos Pentecostais, Batistas, Ortodoxos, Mórmons, há vários sabores com dogmas mais ou menos diferentes para escolher. Não quer ser cristão? Budismo é uma boa, há Hinduísmo, Jainismo, Xintoísmo, Candomblé, Umbanda, várias opções além de Wicca. Wicca é uma RELIGIÃO. Não confunda Wicca com esoterismo nem badulaques nova era só porque os dois estão perto um do outro.

Vamos falar de MAGIA. A maior parte das adolescentes quer é uma maneira fácil e rápida de moldar o mundo segundo seus desejos. Se tiverem uma idiota que diga que podem fazer as misturas mais estapafúrdias de egrégoras e religiões sem ter nenhuma consequência, desde que consigam obter o fim que desejam (normalmente PODER, e controlar ou forçar as coisas ao redor delas a se curvar ante seus desejos), essas meninas não estão nem aí. Wicca não é a única religião que trabalha com magia. Você não precisa ser wiccano para trabalhar com magia.

Rosacruzes são cristãos. A grande maioria dos rituais de Alta Magia Cerimonial é baseada em elementos judaico-cristãos. Thelemitas trabalham com muitas coisas, com uma predileção por elementos egípcios. Magia cigana também é forte e antiga, e Umbanda e Candomblé também trabalham magia o tempo todo.

E, claro, se o seu caso for urgente e desesperado você sempre pode anotar o telefone daquelas senhoras que trazem a pessoa amada de volta em 3 dias. Se não funcionar, compre o livro de São Cipriano :P

quarta-feira, maio 09, 2007

Um sonho possível

Um dia eu quero ser a primeira brasileira a ter seu nome nesta lista.

Isto não é um delírio. É uma meta.

Por enquanto, continuo com minha vidinha de freelancer e vou investindo na minha lojinha virtual :) Aos poucos ela vai tomando forma!

terça-feira, maio 01, 2007

Museu de grandes novidades


Eu até tentei gostar de Second Life e há algumas coisas bem legais sendo feitas pelo pessoal que freqüenta o "espaço" lá há mais tempo, mas tem uma coisa que me incomoda MUITO.

Aliás, mais de uma.

Primeiro, o hype ridículo que vem acontecendo como se Second Life fosse o primeiro ambiente 3D virtual em que você pudesse construir casas etc, conversar usando avatares, vender, comprar e foder. Bah.

Lá pelos idos de 1997 eu já fazia isso. Veteranos de internet conhecem o AW (que eu já usei muito e agora se chama Active worlds e parece continuar interessante). Coisas mais pops como o The Palace (com smiles bizarrinhos e possibilidades de vários avatares e infelizmente ambiente das famigeradas dollz que pululam junto com gifs animadas em blogs adolescentes) e até a Microsoft já tentou entrar nessa de chat visual com o vovô Comic Strip(que era 2D e originalmente se chamava Comic Chat, com um look-and-feel de uma página de histórias em quadrinhos animada e direito a balões de fala sobre as cabeças dos avatares).

Eu já dancei muita macarena online no Alpha-agora-Active Worlds antes de dançar salsa em Second Life.

E vejam só, um livro de 1998, Avatars! Exploring and Building Virtual Worlds lista os programas 2D e 3D que se usavam na época, com a primeira geração de Lentiums: AlphaWorld, Worlds Chat, The Palace, Onlive!, WorldsAway, OZ Virtual, Virtual Places, V-Chat, Comic Chat, IDMoo, Utopia, the Seven Wonders of VRML, and gaming worlds like Meridian 59, CyberPark, and The Realm.

Segunda: DEZ ANOS DEPOIS Second Life ainda tem gráficos 3D ruins e limitados. Porra, eu fui convidada para DANÇAR e meu parceiro de dança e eu passávamos um por dentro do corpo do outro. Como fantasmas. E volta e meia eu entro inadvertidamente em uma parede ao caminhar usando as setas do teclado. E eu pensei que havia me livrado disso nos jogos há anos atrás... As opções de construção estrutural de um avatar são limitadas e é preciso usar diversos tipos de skins para obter uma imagem mais natural, mas mesmo assim os polígonos estão lá. Sim, os avatares são bem legais e menos toscos do que dava pra fazer há dez anos, mas hey! Tem jogos online com gráficos BEM melhores e sem o amadorismo do avatar "gasparzinho", então existe tecnologia pra isso.

Eu gostaria de entender como é que um programa que exige tanta máquina pra rodar (meu micro tem um ano de idade e sua placa GForce já é considerada não só ultrapassada como na barreira do que o SL precisa pra rodar) só consegue entregar o mesmo tipo de interface tosca que rodava no meu Pentium 100 em 1998!

Isso é uma implicância velha minha: não gosto de empresas que vendem produtos que obrigam você a trocar de micro para usar o produto. É um dos motivos pelos quais eu odeio profundamente a Microsoft. Meu próximo computador vai ser um Macintosh. Foda-se o Windows Vista. Pelo menos Macintoshs não são descartáveis.

Seguem algumas telinhas dos avôs do SL que eu usava enquanto a garotada tava vendo os Teletubbies:


Microsoft Comic Chat

Microsoft Comic Chat

The Palace




Active Worlds