Eu gosto da minha fama de mau. Principalmente no condomínio onde meus pais moram, onde o resto dos habitantes do lugar costuma ter características nitidamente gonçalenses no que toca ao pior desta espécie. Aí, quando mais quieta no meu canto eu puder ser, melhor.
Daí que volta e meia algum amiguinho do meu filho descobre que eu sei desenhar e eu acabo sendo a "mãe mais legal da turma", afinal desenho "bem pra caraca, maluco! Maneiro!" e também gosto de jogar videogame rs...
No condomínio demorou um bocado: uns dois anos, por aí. Mas um amigo do Gabriel que também quer ser desenhista quando crescer descobriu isso, e trouxe o bloco de desenhos para que eu visse, e eu gostei de um dos desenhos que ele fez (um Harry Potter) e escaneei e colorizei no Photoshop. Dia seguinte a pivetada toda sabe que eu sei "desenhar umas paradas maneiríssimas".
Como Gabriel andava voltando pra casa volta e meia brigado com alguém e todo machucado, resolvi ficar vigiando para inibir covardias e porradarias alheias. Como acho a tarefa soporífera, levei uma prancheta pra fazer algo com as mãos e me ajudar a passar o tempo. Mal sentei, um enxame de crianças me rodeou para ver o que eu estava fazendo, me cravejando de perguntas. Respondi a todas, pacientemente. Foi divertido, admito.
Nunca pensei que um dia fosse deixar de ser "aquela mulher esquisita do cabelo colorido que só se veste de preto" pra ser vista com olhos brilhando de admiração e respeito pelas minhas habilidades desenhísticas pela molecada rs...
Eu particularmente gostei do side effect: a molecada parou de aprontar pra cima do Gabriel porque tem a maior admiração por mim (e eles sabem que se alguém maltratar o Gabriel eu não saio mais pra rua com a prancheta na mão rs...) e trata ele bem melhor desde que descobriu que ele também desenha :D
segunda-feira, agosto 13, 2007
quarta-feira, agosto 08, 2007
A volta dos comedores de aveia ®
Conhecido passa notas em txt por email para site de notícias conhecido. Receptor usual do email entra de férias. O que acontece?
ANTA comedora de aveia "webmaster", provavelmente escravotário, responde o email dizendo que NÃO consegue abrir os arquivos TXT e pede pro meu amigo mandar em formato do Word O.o
Como é que o cara consegue ser WEBMASTER, usar o Word pra trabalhar e ainda por cima não saber que o Word ABRE arquivos txt????????
(eu tenho medo de pessoas que usam o Word para fazer sites! Quanto profissionalismo...)
A todas essas, o que eu tô fazendo desempregada hein?
ANTA comedora de aveia "webmaster", provavelmente escravotário, responde o email dizendo que NÃO consegue abrir os arquivos TXT e pede pro meu amigo mandar em formato do Word O.o
Como é que o cara consegue ser WEBMASTER, usar o Word pra trabalhar e ainda por cima não saber que o Word ABRE arquivos txt????????
(eu tenho medo de pessoas que usam o Word para fazer sites! Quanto profissionalismo...)
A todas essas, o que eu tô fazendo desempregada hein?
terça-feira, agosto 07, 2007
Ser mãe de um menino de oito anos é...
Saber que o mesmo menino que você deixa na esquina da entrada da escola porque ele não quer ser visto sendo levado pela mãe quando entrar pelo portão - e preferia ser comido por formigas a te dar um beijinho de despedida - é aquele mesmo que de noite ainda pula pra sua cama porque está com medo do escuro...
...e saber que o mesmo menino que não deixa você trancar a porta do banheiro é aquele que fica zangadíssimo, superconstrangido e te expulsa se você entra no banheiro enquanto ele toma banho.
Ah, meninos!
...e saber que o mesmo menino que não deixa você trancar a porta do banheiro é aquele que fica zangadíssimo, superconstrangido e te expulsa se você entra no banheiro enquanto ele toma banho.
Ah, meninos!
domingo, agosto 05, 2007
Well, well, well Gabriel
As crianças de hoje não são mais como eram antigamente :P
Gabriel passa como uma flechinha pela biblioteca e desaparece, indo brincar na rua.
Algum tempo depois o telefone toca, insistentemente. Eu e minha mãe atendemos ao mesmo tempo, cada uma em uma extensão. Chamada a cobrar.
É o Gabriel, brincando de pique-ajuda, ligando para pedir pra minha mãe ir pro terraço da casa e contar a ele quando as crianças passassem por aqui pra ele pegar.
Como eu "interceptei" a história, mandei ele voltar pra casa imediatamente e entregar o celular pra minha mãe. Figurinha!
Gabriel passa como uma flechinha pela biblioteca e desaparece, indo brincar na rua.
Algum tempo depois o telefone toca, insistentemente. Eu e minha mãe atendemos ao mesmo tempo, cada uma em uma extensão. Chamada a cobrar.
É o Gabriel, brincando de pique-ajuda, ligando para pedir pra minha mãe ir pro terraço da casa e contar a ele quando as crianças passassem por aqui pra ele pegar.
Como eu "interceptei" a história, mandei ele voltar pra casa imediatamente e entregar o celular pra minha mãe. Figurinha!
quinta-feira, agosto 02, 2007
Não me surpreende NEM um pouquinho
que as empresas que investiram na "novidade" que seria o Second Life estejam dando com suas "ilhas" na água.
Eu só tive paciência com o Second Life por pouco tempo. Estive lá três vezes: uma, quando criei a conta, para ver uma exposição virtual em um museu que só existia em Second Life, cuja renda estava sendo revertida para caridade. As outras duas, porque um dj amigo meu discotecou em uma "festa" virtual e porque um colega de clã em KoL me convidou para ir até uma ilha onde ele era um membro VIP.
Foi uma visita interessante, porque ele e seus amigos me presentearam com um quilo de itens para aperfeiçoar meu avatar, peles, roupas e funções para fazê-lo dançar e outros gestos. Também foi uma visita interessante porque a ilha pertence ao único lado do Second Life que REALMENTE dá dinheiro atualmente: o sexual.
A ilha pode ser definido como um complexo de "entretenimento" onde você pode dançar e jogar em um cassino, tomar banho em uma jacuzzi à beira-mar ou ir a uma festa estilo FetiXe animada por DJs, repleta de avatares que vão desde o sadomasô tradicional até os famigerados furries e dançar... Há umas bolas brancas onde você "senta" que fazem com que seu avatar assuma ações pré-definidas por esses "pods". Na área da jacuzzi você poderia colocar seu avatar para acariciar ou ser acariciado dentro da banheira, de acordo com a posição em que se sentasse. Fora da banheira havia "pods" para fazer seu avatar se deitar à beira da piscina tomando sol, ou fazer sexo em algumas posições... de quatro, fazendo um fellatio... Sinceramente, não consigo achar excitante a idéia de ver dois avatares fazendo movimentos repetitivos em posições sexuais enquanto sacodem as mãozinhas como se estivessem teclando. É, no mínimo, hilário e patético. De resto, depois de você se divertir experimentando os pods e trepando ou dançando virtualmente, matada a curiosidade, não há muito o que fazer além de repetir as ações até ficar de saco cheio delas.
O problema é MUITO fácil de reconhecer com um mínimo de senso de observação: não há muito o que se fazer em Second Life que não acabe se exaurindo rapidamente. E a GRANDE maioria das ações de marketing por lá peca pela burrice de considerar que, se você construir uma ilha, o público virá.
Basicamente em Second Life você brinca de boneca, montando seu avatar a seu bel prazer e colecionando acessórios e você VÊ coisas. Funciona bem para a exposição de quadros do meu amigo e para reconstruções de pontos turísticos reais em terras virtuais. Não funciona pra qualquer empresa que simplesmente faça uma filial virtual. Elas, no mínimo, ignoram que tipo de ação funciona num lugar como esse.
SE eu fosse empresa querendo chamar a atenção em Second Life, eu investiria em gente, não em ilhas. Veja só: as três vezes que entrei em Second Life foi porque alguém que eu conhecia me chamou para fazer algo lá: ir a uma exposição de arte, visitar uma ilha kinky e assistir a uma discotecagem em uma "boate" virtual. Relacionamentos, indicações, boca a boca. Se não fosse por este fator, eu sequer teria voltado. E aposto que é exatamente por conta deste fator que muitas pessoas, após experimentar o jogo, não retornam. Elas não têm nada para fazer lá. Voar por aí a esmo, experimentar ações em "pods" e brincar de boneca sozinho não é a experiência mais estimulante do mundo.
Eu investiria em acessórios para avatares com o nome da minha empresa, com um diferencial criativo que os fizesse ser copiados e espalhados entre os usuários como um meme, de preferência com algo que os induzisse a se relacionar com a marca, por exemplo: colecionando todos os itens sendo lançados num período de tempo X a pessoa ganharia um brinde/vantagem/desconto/serviço Y, ou com uma mensagem oculta que deveria ser descoberta pelos usuários ou fazendo um concurso para escolher a melhor customização do item tal e outras ações que fizessem o usuário interagir com o item, fixando o nome e o conceito do produto/empresa.
Eu investiria em boca a boca, em promoters, em jogos dentro do ambiente virtual e em criatividade. Um local onde você possa remixar determinada música com premiação para os melhores resultados, coisas que fizessem você passar tempo ali se divertindo e fizesse você contar para os seus amigos e te chamar para lá também. E, francamente, algo que fosse mais interessante e interativo do que ficar assistindo seu avatar se mexendo em um "pod". A maioria dos lugares que visitei em Second Life eram terrivelmente chatos e partiam da premissa de que só porque aquela marca estava ali você ia querer fuçar pelo prédio delas. Bleh.
E, de resto, eu continuo implicando com o fato de que a física de Second Life é patética, além de sinistra. Creepy as hell. Seu avatar passa pelas paredes e por dentro das outras pessoas, você é um fantasma voando por um mundo com paredes de papel. Juro que isso me dá nervoso! Para que carros e motos se você sabe voar? A última coisa que eu acho bisonhamente bizarra em Second Life é a falta total de privacidade na hora em que você está editando seu avatar. Tá certo que tem pouca gente em Second Life, mas não existe um lugar adequado para experimentar uma lingerie nova ou "itens" adultos como pênis realísticos para seu personagem rs... E eu já vi gente pipocando do nada em lugares onde amigos meus se dedicavam a essas "atividades". Constrangedor. Não sei se o pessoal do Linden Labs é preguiçoso por não criar uma área "privê" para o avatar enquanto a gente brinca de boneca ou se é voyeur mesmo e goza vendo as bonequinhas trocando de roupa na frente de todo mundo. Aiai.
De resto, quero saber qual vai ser o novo buzz marketeiro daqui a seis meses, quando a onda em torno de Second Life terminar de desabar rs...
Resolvendo o problema do Tungsten fazendo uma boa ação
Amanhã devo dar um pulo no Centro do Rio e fazer um orçamento sem compromisso com o pessoal da Easynet Informática. Não tive referências ainda se o serviço deles é bom, mas fui super bem atendida ao telefone pelo Renato e gostei MUITO de um negócio que eles fazem: eles não cobram pelo orçamento, mas pedem que você doe duas latas de leite em pó para ajudar uma instituição de caridade. Eu tenho um coração de manteiga e já estou ficando meio maluca sem meu Palm de estimação pra me ajudar a trabalhar e estudar, logo a combinação parece perfeita :)
Só espero que o preju não seja mais caro do que o preço que eu paguei pelo meu Palm =:O
*****UPDATE*****
Dito e feito: dancei. O processador da placa mãe queimou. O conserto sai por 350 dinheiros. Praticamente do Palm velho só vai sobrar a carcaça. Mas bati um papo com o Renato, e levando-se em conta que eles dão um ano de garantia e vou estar levando praticamente um palm novo por dentro, vou tentar dar o meu jeito, juntar uma graninha e voltar lá.
Continuo recomendando o atendimento deles: nota 10, atenciosos e prestativos, e a iniciativa de ajudar instituições que cuidam de crianças carentes é muito legal. São três: uma em Maricá e duas em Bento Ribeiro.
Só espero que o preju não seja mais caro do que o preço que eu paguei pelo meu Palm =:O
*****UPDATE*****
Dito e feito: dancei. O processador da placa mãe queimou. O conserto sai por 350 dinheiros. Praticamente do Palm velho só vai sobrar a carcaça. Mas bati um papo com o Renato, e levando-se em conta que eles dão um ano de garantia e vou estar levando praticamente um palm novo por dentro, vou tentar dar o meu jeito, juntar uma graninha e voltar lá.
Continuo recomendando o atendimento deles: nota 10, atenciosos e prestativos, e a iniciativa de ajudar instituições que cuidam de crianças carentes é muito legal. São três: uma em Maricá e duas em Bento Ribeiro.
quarta-feira, agosto 01, 2007
Meh
Parei para procurar uma extensão para o GMail que fizesse com que toda vez que você deleta ou arquiva uma mensagem, ela vá para a próxima ao invés de retornar para a mailbox.
Quando estava em São Paulo minha caixa de emails do GMail estourou os 100% e agora estou correndo atrás de deletar os emails mais antigos, mas é um saco esse ritmo de "lê dez mensagens não lidas, deleta uma, retorna para caixa de entrada, seleciona as outras oito que não interessam, marca mensagem interessante lida com estrelinha para não deletar por engano, clica em mensagem não lida..." Seria muito mais prático se eu pudesse dar uma lida rápida na mensagem, deletar e ler a próxima na sequência ao invés de ficar exaustivamente repetindo essa manobra.
Não achei nada, nem no estilo Greasemonkey, via São Google. Me parece uma extensão bem simples de fazer, *soupir*. Será possível que não tem nada por aí?
Quando estava em São Paulo minha caixa de emails do GMail estourou os 100% e agora estou correndo atrás de deletar os emails mais antigos, mas é um saco esse ritmo de "lê dez mensagens não lidas, deleta uma, retorna para caixa de entrada, seleciona as outras oito que não interessam, marca mensagem interessante lida com estrelinha para não deletar por engano, clica em mensagem não lida..." Seria muito mais prático se eu pudesse dar uma lida rápida na mensagem, deletar e ler a próxima na sequência ao invés de ficar exaustivamente repetindo essa manobra.
Não achei nada, nem no estilo Greasemonkey, via São Google. Me parece uma extensão bem simples de fazer, *soupir*. Será possível que não tem nada por aí?
Gaaaah, meu Tungsten E morreu!
Já pesquisei em todos os foruns possíveis e imagináveis da web... A princípio ele está com a bateria cheia, mas após um reset mal passa da tela de introdução com a logo da Palm e ele se desliga sozinho. Tentei um hard reset e nada. Repeti, ele apagou e agora não liga mais! Socorro! Idéias, alguém?
terça-feira, julho 31, 2007
Squizofrenia mon cher
Pois é... Resolvi mudar um pouquinho este blog. Nada demais, só uns headers nos posts explicitando certos temas que devem ser abordados por aqui, talvez tags. TALVEZ eu até libere comentários (TALVEZ. Ainda estou pensando no assunto! AINDA não gosto da idéia de pessoas estranhas comentando minha vida pessoal... E o email aí do lado em cima já serve pra isso). Este aqui sempre foi meu cantinho pessoal, tanto que as imagens sempre rolaram no fotolog e os posts que eu acho que possam/devam ser comentados normalmente são postados também no meu blog do Multiply (O crossposting do Multiply é uma merda, principalmente se seu user do Blogger tiver mais de um blog ou participar de blogs coletivos, como é o meu caso, mas paciência...).
Há algum tempo atrás eu andava pensando em fazer um novo blog mais focado em nerdices e outro mais focado em design. Também tem a vontade de tentar (e espero cumprir) voltar a desenhar e "fazer arte" com freqüência. Deve ser a maior mudança, quero ver se consigo cumprir a meta de uma arte por dia. Vamos ver se rola, se eu consigo cumprir.
Confesso que isso será um betateste pro blog do Wordpress que mora escondidinho em www.lanika.art.br e irá aparecer um dia por lá quando ninguém estiver olhando :P
Oficialmente as mudanças começam dia 1º de agosto.
Há algum tempo atrás eu andava pensando em fazer um novo blog mais focado em nerdices e outro mais focado em design. Também tem a vontade de tentar (e espero cumprir) voltar a desenhar e "fazer arte" com freqüência. Deve ser a maior mudança, quero ver se consigo cumprir a meta de uma arte por dia. Vamos ver se rola, se eu consigo cumprir.
Confesso que isso será um betateste pro blog do Wordpress que mora escondidinho em www.lanika.art.br e irá aparecer um dia por lá quando ninguém estiver olhando :P
Oficialmente as mudanças começam dia 1º de agosto.
sábado, julho 28, 2007
sweet love of mine
Eu vejo aí em cima jujubas e delicados. Ele diz que vê balas de goma e jujubas. Meu curitibano BRIGA comigo porque chamo "bala de goma" de jujuba. Eu digo a ele que isso é coisa de português, chamar delicado de jujuba. Mas eu amo ele assim mesmo :)
E eu também amo o sotaque que ele jura que não tem rs...
sexta-feira, julho 27, 2007
Férias de Inverno em Sampa
Então eu e a cria viemos pra Sampa passar as férias do filhote. Viemos a tempo da cria curtir o Anima Mundi SP e aproveitamos para apresentar o Namorado às delícias de ser animaníaco! Pena que Sampa resolveu ser tipicamente Sampa e que essas duas semanas tenham sido sobretudo chuvosas e geladas...

Essas têm sido semanas de muita jogatina (além de levarmos o PS2 na mala, Gabriel ainda desenvolveu uma paixão pelo Nintendo DS do Namorado rs...) embaixo do cobertor.
Mas também fomos direto ao cinema e vimos Harry Potter, Ratatouille e Transformers (pena que a besta aqui desta vez esqueceu o cartão Claro Clube em casa - a Cinemark está com uma promoção ótima pra clientes Claro!).
Gabriel concorda comigo que o metrô de São Paulo sem ar condicionado é muito estranho ( QUENTE!!!) rs... Mas está quase acostumando.
Naturalmente fizemos alguns programas obrigatórios, como dar um pulo na Liberdade e na Galeria do Rock, além de ter descoberto várias lojas de material de pintura e desenho interessantes ali perto da Praça da República.
O legal do Gabriel é que ele faz amizade com todo mundo. Por conta disso, talvez, e porque foi a loja que mais parece com o estilo da Casa Cruz/Casa Mattos do Rio, a gente se achou na loja Fruto de Arte, onde o sr. Sérgio atendeu a gente superbem :)
É que estou pintando uma camiseta dos Transformers para meu amado e "alguém" resolveu fazer arte e me "ajudar" a pintar...
Amanhã se o frio deixar vamos ao Zoológico encerrar bem a temporada de férias paulistana. Segunda a cria tem aula :P Mas uma coisa é certa: foram duas semanas gostosas e Gabriel adorou Sampa. Quem sabe o que o futuro pode reservar?
Essas têm sido semanas de muita jogatina (além de levarmos o PS2 na mala, Gabriel ainda desenvolveu uma paixão pelo Nintendo DS do Namorado rs...) embaixo do cobertor.
Mas também fomos direto ao cinema e vimos Harry Potter, Ratatouille e Transformers (pena que a besta aqui desta vez esqueceu o cartão Claro Clube em casa - a Cinemark está com uma promoção ótima pra clientes Claro!).
Gabriel concorda comigo que o metrô de São Paulo sem ar condicionado é muito estranho ( QUENTE!!!) rs... Mas está quase acostumando.
Naturalmente fizemos alguns programas obrigatórios, como dar um pulo na Liberdade e na Galeria do Rock, além de ter descoberto várias lojas de material de pintura e desenho interessantes ali perto da Praça da República.
O legal do Gabriel é que ele faz amizade com todo mundo. Por conta disso, talvez, e porque foi a loja que mais parece com o estilo da Casa Cruz/Casa Mattos do Rio, a gente se achou na loja Fruto de Arte, onde o sr. Sérgio atendeu a gente superbem :)
É que estou pintando uma camiseta dos Transformers para meu amado e "alguém" resolveu fazer arte e me "ajudar" a pintar...
Amanhã se o frio deixar vamos ao Zoológico encerrar bem a temporada de férias paulistana. Segunda a cria tem aula :P Mas uma coisa é certa: foram duas semanas gostosas e Gabriel adorou Sampa. Quem sabe o que o futuro pode reservar?
quinta-feira, julho 19, 2007
Porque há poucas mulheres fazendo quadrinhos no Brasil?
Acabei escrevendo um e-mail imenso para uma das listas que faço parte quando a questão "porque quadrinhos parecem desinteressantes para o universo feminino" foi levantada. É que é meio juntar a fome com a vontade de comer. Precisa de polimento, mas o que eu observei, analisei e testemunhei empiricamente ao longo dos anos tá aí embaixo.
"Eu não acho o trabalho em quadrinhos desinteressante para o público feminino. O que eu tenho visto ao longo dos anos é uma mudança de cenário que ainda é infrequente no Brasil, mas existe sim. No próprio livro do Scott Mccloud, Reinventando os Quadrinhos, há um capítulo dedicado à diversidade.
O que eu tenho visto com relação a mulheres e quadrinhos no Brasil é interessante: nos anos 70 e 80, para o público infantil tínhamos Turma da Mônica, revistas estilo Barbie, Ursinhos Carinhosos etc ligadas a merchandising, Menino Maluquinho, Sítio do Pica Pau Amarelo e Disney para ler... Quando uma menina queria ler algo diferente, partia para os quadrinhos Marvel/DC, que eram "para meninos" e não havia opções menos infantis. Garotas lêem de tudo se houver uma história interessante por trás. Tive colegas de colégio que colecionavam Mad, Cripta ou telenovelas como Sétimo Céu. Eu mesma depois de determinada idade lia praticamente tudo que caia nas minhas mãos (e dei a sorte de pegar Lucky Luke, Asterix, Príncipe Valente dentre outros) mas não havia nem nunca houve no Brasil um mercado para formação de leitoras de quadrinhos pré-adolescentes e adolescentes. Desenhos animados até havia. Quadrinhos não. Claro que algumas garotas se interessaram em fazer quadrinhos de qualquer jeito, mas elas provavelmente sempre responderam por 1% da quantidade de garotos que começavam a desenhar o Homem Aranha e o Super-Homem nos cadernos da escola. E eram desestimuladas ou rotuladas com a única ambição coerente para uma garota que desenha quadrinhos: "um dia você vai trabalhar para o Maurício de Sousa".
Surge a década de 90 e de repente quadrinhos como Sandman, Monstro do Pântano e Livros da Magia começam a oferecer uma experiência completamente NOVA para as garotas. Do alto dos meus quinze anos eu lembro que olhei para aquilo e pensei que, pela primeira vez na vida, eu tinha descoberto um tipo de quadrinho que eu queria fazer. Ou coisas diferentes e interessantes, como os quadrinhos europeus publicados na Metal Pesado, na Porrada! e mesmo os quadrinhos do Laerte, do Glauco etc. Algumas meninas que só desenhavam bonecas com vestidos rendados e cheios de babados começaram a experimentar coisas diferentes nos cadernos, mas os meninos continuavam sendo muito mais incentivados.
Elas sempre foram as esquisitas, as exceções, as diferentes. Na hora de escolher a faculdade, o caminho invariavelmente segue na direção da faculdade de Belas Artes e muitas viram professoras de Educação Artística, outras artistas plásticas, umas poucas ilustradoras e algumas vão bater na porta do Maurício de Sousa :P
As outras são as que, como eu, escolheram trabalhar com publicidade ou design.
Das que se envolveram com quadrinhos e participaram de fanzines, normalmente foram as que faziam experimentos nas faculdades de artes ou as jogadoras de RPG.
Uma coisa legal que chamou a atenção de mais meninas para esse mercado foram eventos de quadrinhos que rolaram na década de 90, como a Bienal de quadrinhos e as Comic Manias etc. A maioria foi absorvida pelo mercado como ilustradoras ou simplesmente desistiu, mas elas estavam lá e chegaram a fazer fanzines e a publicar.
De repente em 2000 e tantos eu comecei a ver uma mudança no perfil das meninas que desenham, quando rolou o "boom" dos mangás. A indústria de quadrinhos japonesa sempre foi segmentada por idades e gênero, e as editoras trouxeram os Shonen e Shojos... Nunca vi tanta menina desenhando quadrinhos desde que os olhos cresceram :) E embora eu visse isso com um certo preconceito há algum tempo atrás, numa das últimas palestras de quadrinhos que assisti bati papo com uma menina que começou desenhando mangá e de repente começou a procurar por mais coisas além daquilo e estava desenvolvendo um estilo próprio de desenho, alternativo, e estava empolgada com os resultados que podia obter.
Não é que seja desinteressante para o público feminino. É que não há estímulo para a formação e renovação de público feminino leitor e produtor. As poucas que escolhem esse caminho são rotuladas como animais exóticos e diferentes. O mercado é quase inexistente e todo mundo tem de ganhar a vida, correr atrás, dar aula, fazer ilustração, trabalhar com publicidade... Curiosamente, desenhar mangá hoje em dia no Brasil tem se tornado uma das poucas coisas considerada uma tarefa mais feminina do que masculina e pelo que eu tenho observado em eventos ligados a animes e mangás, com cosplays etc, esse mercado está gerando um ciclo de pessoas que lêem, produzem e consomem com várias mulheres como desenhistas.
Fora os quadrinhos japoneses, mulheres consomem sobretudo quadrinhos alternativos e independentes. A questão é que normalmente são mulheres já envolvidas no meio alternativo e independente. Qualquer um compra quadrinhos da Marvel e da DC nas bancas, mas não é qualquer UMA que entra nas bancas para comprar quadrinhos. Normalmente vai ter pelo menos um piercing ou tatuagem, cabelo pintado, e preferir Vertigo a Tex.
Não acho que quadrinhos voltados especificamente para o público feminino vão funcionar. Eles tendem a ser forçados e garotas inteligentes não só percebem a diferença como se recusam a ser tratadas como idiotas. O que cria mulheres que fazem quadrinhos é acesso a quadrinhos e estímulo, ser socialmente aceita.
Não é verdade que outras artes não tenham o mesmo problema não... Que exemplos você tem de que isso não acontece?
Lanika
(que se empolgou :P)"
"Eu não acho o trabalho em quadrinhos desinteressante para o público feminino. O que eu tenho visto ao longo dos anos é uma mudança de cenário que ainda é infrequente no Brasil, mas existe sim. No próprio livro do Scott Mccloud, Reinventando os Quadrinhos, há um capítulo dedicado à diversidade.
O que eu tenho visto com relação a mulheres e quadrinhos no Brasil é interessante: nos anos 70 e 80, para o público infantil tínhamos Turma da Mônica, revistas estilo Barbie, Ursinhos Carinhosos etc ligadas a merchandising, Menino Maluquinho, Sítio do Pica Pau Amarelo e Disney para ler... Quando uma menina queria ler algo diferente, partia para os quadrinhos Marvel/DC, que eram "para meninos" e não havia opções menos infantis. Garotas lêem de tudo se houver uma história interessante por trás. Tive colegas de colégio que colecionavam Mad, Cripta ou telenovelas como Sétimo Céu. Eu mesma depois de determinada idade lia praticamente tudo que caia nas minhas mãos (e dei a sorte de pegar Lucky Luke, Asterix, Príncipe Valente dentre outros) mas não havia nem nunca houve no Brasil um mercado para formação de leitoras de quadrinhos pré-adolescentes e adolescentes. Desenhos animados até havia. Quadrinhos não. Claro que algumas garotas se interessaram em fazer quadrinhos de qualquer jeito, mas elas provavelmente sempre responderam por 1% da quantidade de garotos que começavam a desenhar o Homem Aranha e o Super-Homem nos cadernos da escola. E eram desestimuladas ou rotuladas com a única ambição coerente para uma garota que desenha quadrinhos: "um dia você vai trabalhar para o Maurício de Sousa".
Surge a década de 90 e de repente quadrinhos como Sandman, Monstro do Pântano e Livros da Magia começam a oferecer uma experiência completamente NOVA para as garotas. Do alto dos meus quinze anos eu lembro que olhei para aquilo e pensei que, pela primeira vez na vida, eu tinha descoberto um tipo de quadrinho que eu queria fazer. Ou coisas diferentes e interessantes, como os quadrinhos europeus publicados na Metal Pesado, na Porrada! e mesmo os quadrinhos do Laerte, do Glauco etc. Algumas meninas que só desenhavam bonecas com vestidos rendados e cheios de babados começaram a experimentar coisas diferentes nos cadernos, mas os meninos continuavam sendo muito mais incentivados.
Elas sempre foram as esquisitas, as exceções, as diferentes. Na hora de escolher a faculdade, o caminho invariavelmente segue na direção da faculdade de Belas Artes e muitas viram professoras de Educação Artística, outras artistas plásticas, umas poucas ilustradoras e algumas vão bater na porta do Maurício de Sousa :P
As outras são as que, como eu, escolheram trabalhar com publicidade ou design.
Das que se envolveram com quadrinhos e participaram de fanzines, normalmente foram as que faziam experimentos nas faculdades de artes ou as jogadoras de RPG.
Uma coisa legal que chamou a atenção de mais meninas para esse mercado foram eventos de quadrinhos que rolaram na década de 90, como a Bienal de quadrinhos e as Comic Manias etc. A maioria foi absorvida pelo mercado como ilustradoras ou simplesmente desistiu, mas elas estavam lá e chegaram a fazer fanzines e a publicar.
De repente em 2000 e tantos eu comecei a ver uma mudança no perfil das meninas que desenham, quando rolou o "boom" dos mangás. A indústria de quadrinhos japonesa sempre foi segmentada por idades e gênero, e as editoras trouxeram os Shonen e Shojos... Nunca vi tanta menina desenhando quadrinhos desde que os olhos cresceram :) E embora eu visse isso com um certo preconceito há algum tempo atrás, numa das últimas palestras de quadrinhos que assisti bati papo com uma menina que começou desenhando mangá e de repente começou a procurar por mais coisas além daquilo e estava desenvolvendo um estilo próprio de desenho, alternativo, e estava empolgada com os resultados que podia obter.
Não é que seja desinteressante para o público feminino. É que não há estímulo para a formação e renovação de público feminino leitor e produtor. As poucas que escolhem esse caminho são rotuladas como animais exóticos e diferentes. O mercado é quase inexistente e todo mundo tem de ganhar a vida, correr atrás, dar aula, fazer ilustração, trabalhar com publicidade... Curiosamente, desenhar mangá hoje em dia no Brasil tem se tornado uma das poucas coisas considerada uma tarefa mais feminina do que masculina e pelo que eu tenho observado em eventos ligados a animes e mangás, com cosplays etc, esse mercado está gerando um ciclo de pessoas que lêem, produzem e consomem com várias mulheres como desenhistas.
Fora os quadrinhos japoneses, mulheres consomem sobretudo quadrinhos alternativos e independentes. A questão é que normalmente são mulheres já envolvidas no meio alternativo e independente. Qualquer um compra quadrinhos da Marvel e da DC nas bancas, mas não é qualquer UMA que entra nas bancas para comprar quadrinhos. Normalmente vai ter pelo menos um piercing ou tatuagem, cabelo pintado, e preferir Vertigo a Tex.
Não acho que quadrinhos voltados especificamente para o público feminino vão funcionar. Eles tendem a ser forçados e garotas inteligentes não só percebem a diferença como se recusam a ser tratadas como idiotas. O que cria mulheres que fazem quadrinhos é acesso a quadrinhos e estímulo, ser socialmente aceita.
Não é verdade que outras artes não tenham o mesmo problema não... Que exemplos você tem de que isso não acontece?
Lanika
(que se empolgou :P)"
segunda-feira, julho 16, 2007
Anima Mundi SP
Pela primeira vez fomos eu e Gabriel para a Anima Mundi em SP. Namorado sentiu um pouco do gostinho do que é ser animaníaco e saímos de lá com mil e uma idéias loucas para filmes. Além de tudo, ele me inspira e bota pilha rs...
Definitivamente não é a mesma coisa que no Rio. O Memorial da América Latina é um espaço legal, o stand da Petrobrás estava um arraso, mas fora o povo das oficinas que é basicamente o mesmo do Rio ninguém sabia dar uma informação decente a respeito de nada. Argh!
De resto, Gabriel adorou a Anima Mundi este ano porque finalmente, com oito anos, ele pôde participar da maioria das oficinas. Fez desenhos para o Zootrópio, animou em areia, desenhamos em película (idéia e desenhos dele, eu de inbetweener) e em Sampa ele finalmente conseguiu fazer a concorridíssima animação com massinha :)
Além de ganhar vários brindes legais do filme Garoto Cósmico, domingo Gabriel ainda foi, por uma dessas sincronicidades da vida, sentar na frente do diretor do filme, o Alê Abreu. Trocou altas figurinhas e saiu de lá deslumbrado :) E com desenho autografado e o e-mail do Alê rs...
De resto enquanto namorado batia um papo com o pessoal do Muan, aconteceu uma situação engraçada: Um rapaz usando uma camiseta do Firefox com essa imagem aqui:

passa na minha frente. Acho a camiseta um barato e elogio, ele fica surpreso por ter encontrado uma usuária de Firefox na Anima Mundi (duh! Deveríamos ser centenas rs...). Eu mostro a ele que até meu filho usa Firefox e depois de algum tempo o papo acaba com fotos nossas usando broches com a logo da raposinha :P
Saldo final: Agora preciso dar um jeitinho de ano que vem levar o namorado pra conhecer a Anima Mundi carioca. E frase do finde: "Já se passaram quinze anos e eu ainda não fiz aquele curta pra passar no Anima Mundi" :P
Definitivamente não é a mesma coisa que no Rio. O Memorial da América Latina é um espaço legal, o stand da Petrobrás estava um arraso, mas fora o povo das oficinas que é basicamente o mesmo do Rio ninguém sabia dar uma informação decente a respeito de nada. Argh!
De resto, Gabriel adorou a Anima Mundi este ano porque finalmente, com oito anos, ele pôde participar da maioria das oficinas. Fez desenhos para o Zootrópio, animou em areia, desenhamos em película (idéia e desenhos dele, eu de inbetweener) e em Sampa ele finalmente conseguiu fazer a concorridíssima animação com massinha :)
Além de ganhar vários brindes legais do filme Garoto Cósmico, domingo Gabriel ainda foi, por uma dessas sincronicidades da vida, sentar na frente do diretor do filme, o Alê Abreu. Trocou altas figurinhas e saiu de lá deslumbrado :) E com desenho autografado e o e-mail do Alê rs...
De resto enquanto namorado batia um papo com o pessoal do Muan, aconteceu uma situação engraçada: Um rapaz usando uma camiseta do Firefox com essa imagem aqui:
passa na minha frente. Acho a camiseta um barato e elogio, ele fica surpreso por ter encontrado uma usuária de Firefox na Anima Mundi (duh! Deveríamos ser centenas rs...). Eu mostro a ele que até meu filho usa Firefox e depois de algum tempo o papo acaba com fotos nossas usando broches com a logo da raposinha :P
Saldo final: Agora preciso dar um jeitinho de ano que vem levar o namorado pra conhecer a Anima Mundi carioca. E frase do finde: "Já se passaram quinze anos e eu ainda não fiz aquele curta pra passar no Anima Mundi" :P
sábado, julho 07, 2007
Anima Mundi et alii
Correria louca por aqui, estudando, estruturando várias coisas ligadas a Design e ainda indo pra Sampa com a cria durante as férias dele.
Eu quero desesperadamente um laptop! Preciso conseguir levar o trabalho junto comigo.
Mas eis que pára tudo porque tá rolando mais uma edição da Anima Mundi na cidade :)
Assisti uma ótima palestra do pessoal do Toon Boom, consegui entrar na palestra do cara da Laika, que me deixou com água na boca e invejinha porque ele tá fazendo o FILME de Coraline!!! Vi várias sessões de curtas com a cria e esse é o primeiro ano que o Gabriel tem a idade mínima pra participar das oficinas de desenho animado. Yay!
O melhor de tudo? A gente vai viajar a tempo de pegar MAIS Anima Mundi em SP hehehehe...
Sim, eu sou assumidamente animaníaca. Nesses 15 anos, só não fui em um ano. Porque tava grávida de oito meses e meio do Gabriel e não queria entrar em trabalho de parto na sessão. E no ano seguinte ele foi assistir sua primeira sessão de cinema na Anima Mundi comigo :D
Eu quero desesperadamente um laptop! Preciso conseguir levar o trabalho junto comigo.
Mas eis que pára tudo porque tá rolando mais uma edição da Anima Mundi na cidade :)
Assisti uma ótima palestra do pessoal do Toon Boom, consegui entrar na palestra do cara da Laika, que me deixou com água na boca e invejinha porque ele tá fazendo o FILME de Coraline!!! Vi várias sessões de curtas com a cria e esse é o primeiro ano que o Gabriel tem a idade mínima pra participar das oficinas de desenho animado. Yay!
O melhor de tudo? A gente vai viajar a tempo de pegar MAIS Anima Mundi em SP hehehehe...
Sim, eu sou assumidamente animaníaca. Nesses 15 anos, só não fui em um ano. Porque tava grávida de oito meses e meio do Gabriel e não queria entrar em trabalho de parto na sessão. E no ano seguinte ele foi assistir sua primeira sessão de cinema na Anima Mundi comigo :D
terça-feira, junho 26, 2007
Ganhei o dia
Melhor amigo do Gabriel, vendo a gente jogar Playstation e Vampire (Redemption) no meu PC:
"Poxa, queria que a minha mãe fosse legal que nem você e gostasse de jogar também e tivesse um desses negócios que você tem (meu palm) e me deixasse jogar nele também (como eu deixo o Gabriel, rs)".
Em tempo: eu conheço (e adoro) a mãe dele. E eu quase consegui convencer ele de que eu uso o Palm para trabalhar e estudar rs...
"Poxa, queria que a minha mãe fosse legal que nem você e gostasse de jogar também e tivesse um desses negócios que você tem (meu palm) e me deixasse jogar nele também (como eu deixo o Gabriel, rs)".
Em tempo: eu conheço (e adoro) a mãe dele. E eu quase consegui convencer ele de que eu uso o Palm para trabalhar e estudar rs...
domingo, junho 24, 2007
Reciclagem
Acabo de dar uma bela limpeza no meu computador e instalar as versões mais recentes dos programas com que trabalho da Adobe (CS3) e da Corel (Draw X3 e Painter X). Nos próximos meses estarei separando uma semana para estudar e aprender truques e manhas de cada um deles :)
Reciclagem profissional faz bem pra pele e pro bolso :)
De resto, comecei a passar o material de Decadência para um wiki dentro do meu site, que vai facilitar muito a vida de quem não conhece a história, de quem conhece e quer escrever uma história ambientada na cidade e, claro, a minha :)
Reciclagem profissional faz bem pra pele e pro bolso :)
De resto, comecei a passar o material de Decadência para um wiki dentro do meu site, que vai facilitar muito a vida de quem não conhece a história, de quem conhece e quer escrever uma história ambientada na cidade e, claro, a minha :)
quarta-feira, junho 13, 2007
Dia dos namorados
Aniversário de namoro, do primeiro beijo e dia dos namorados um atrás do outro. O paraíso... nos braços dele.
Eu nunca vou esquecer o dia em que o vi pela primeira vez. Presente de aniversário adiantado, o melhor presente da minha vida. Eu estava tão cansada de tanta tristeza em minha vida... Aí chega este nerd (muuuuuito nerd mesmo, deliciosamente nerd) e vai entrando devagarinho no meu coração, aos pouquinhos, cada dia mais. Gata escaldada com medo até de gota de chuva, arisca, desconfiada, fui a cada dia sendo conquistada por esse homem, que passava cada vez mais tempo conversando comigo, e sentindo a minha falta da mesma forma que eu sentia a falta dele. Tão doce, carinhoso, atencioso... e inteligentíssimo, e charmoso a ponto de me fazer derreter toda só com um sorriso (e mais ainda quando parece criança feliz ao ver um trailer de Transformers). Ele me dá a atenção que eu preciso, e broncas também, quando minha (falta de) memória apronta das suas. Ele tem paciência, e fé em mim. Eu olho nos seus olhos e vejo em cada gesto que ele me ama. E só eu sei como amo esse menino.
É um amor diferente: intenso e apaixonado, mas um amor que redime, que cura, que não gera ansiedade, medo e perda. Um amor que constrói coisas e dá impulso e vontade de lutar para ficar um ao lado do outro, que transforma em êxtase cada segundo que passo em seus braços, que faz o tempo passar diferente, que faz com que eu seja o melhor que existe em mim quando estou ao lado dele. Não somos metades de um inteiro, somos apenas duas pessoas que encaixam muito bem uma na vida da outra. Ele faz o sol brilhar mais gostoso não só na sua presença, mas também na sua ausência. Ele me trata como eu mereço e como eu preciso, e eu levei anos para entender o que é isso.
Ele me faz rir, ele me faz gozar, ele me faz criar, ele me inspira, ele me consola e me abraça, ele me faz acreditar. Ele me faz feliz :)
E, sim, ele gosta do meu filho ;)
Sou doida por esse rapaz, por quem ele é, por tudo que ele faz, tenho orgulho em ser sua namorada, quero ficar ao lado dele enquanto as Gentis permitirem. E rezo a Elas para que seja muito tempo, e tão bom quanto estes seis/sete primeiros meses. Sei que vou fazer o que for preciso para ficar a seu lado e tentar fazê-lo tão feliz quanto ele me faz.
E comemorei o Dia dos Namorados da maneira que eu gostaria de tê-lo celebrado pela primeira vez na minha vida. E finalmente entendi tantas pequenas coisas que me escapavam antes... E hoje acordei mais bonita, mais feliz e mais mulher. Nos braços do homem que eu amo. Não existem palavras capazes de descrever o bem que ele me faz, e o quanto eu o adoro.
domingo, junho 03, 2007
Come and take the vitae of death
Re-instalei Vampire Redemption (para os desinformados, é o primeiro, que é muito parecido com Diablo 2) e aproveitei para tentar descobrir como passar de uma fase em que fiquei presa na última vez que joguei.
Naturalmente, estou dividindo a campanha com o Gabriel. A gente joga em turnos. O jogo é em INGLÊS. Gabriel tem 8 anos, está no 3º ano (antiga 2ª série do primário, ainda não me acostumei com a troca) as aulas de inglês ainda estão naquela fase de aprender o nome das coisas. Crianças têm essa facilidade absurda para aprender as coisas baseadas em tentativa e erro. Ainda lembro quando ele foi na casa de um amiguinho da escola jogar Playstation One, o jogo que eles gostavam estava em caracteres japoneses e eles sabiam PERFEITAMENTE que comandos usar e o que cada um queria dizer.
Meu molequinho joga jogos em inglês dando apelidos hilários pros personagens, eu também caio na onda, a gente se diverte. Hopper virou perereca, e eu acabei começando a dizer que vampiros possuídos pela Besta estavam "abestados". Daí que não é só isso: descobri que o moleque tem um talento nato para encontrar bugs nos jogos e se aproveitar deles. Ele trata os bugs como uma função do jogo, naturalmente. E volta e meia arrebenta com alguma solução para resolver uma parte do jogo em que eu estou batendo com a cabeça contra a parede há horas.
A última aconteceu hoje: Estamos na Teutonic Knights Prison, os cavaleiros são duros na queda, só Eric e Wilhem têm Feral Claws, eles são imunes a magia, não dá para se alimentar deles e nas partes baixas da prisão se você achar duas garrafas de vitae e um ou outro rato, não dá para manter o blood pool dos quatro membros com que você joga (Christof, Wilhem, Serena e Eric).
Eu vou preparar um snack pra gente e quando volto, encontro Gabriel detonando cavaleiros teutônicos com os quatro personagens com 100% de saúde e 80% de blood pool. Abismada, pergunto como ele fez isso. Ele me conta que "quando você bebe todo o sangue de um dos membros da sua equipe, ele não morre e você continua ganhando sangue". Basicamente ele fez com que 3 vampiros sugassem sangue do quarto até terem 100% de saúde e sangue e depois fez com que o quarto vampiro bebesse um pouco de sangue de cada membro da equipe. É cansativo e chatinho, mas numa situação de desespero sem sinal de uma blood stone por perto, funciona. Provavelmente este bug no jogo (o raciocínio normal seria acabar matando o personagem ao sugar toda sua vitae, e o próprio personagem reclama se você sugou sangue demais, dizendo que não pode te dar mais do que aquilo, por motivos óbvios a.k.a. auto-preservação) deve ser bem conhecido e explorado nos walkthrough da vida na Internerd. Só que meu molequinho de oito anos descobriu, por tentativa e erro, em um jogo cuja língua ele nem fala :)
Orgulho do meu pequeno nerd em formação :)
Naturalmente, estou dividindo a campanha com o Gabriel. A gente joga em turnos. O jogo é em INGLÊS. Gabriel tem 8 anos, está no 3º ano (antiga 2ª série do primário, ainda não me acostumei com a troca) as aulas de inglês ainda estão naquela fase de aprender o nome das coisas. Crianças têm essa facilidade absurda para aprender as coisas baseadas em tentativa e erro. Ainda lembro quando ele foi na casa de um amiguinho da escola jogar Playstation One, o jogo que eles gostavam estava em caracteres japoneses e eles sabiam PERFEITAMENTE que comandos usar e o que cada um queria dizer.
Meu molequinho joga jogos em inglês dando apelidos hilários pros personagens, eu também caio na onda, a gente se diverte. Hopper virou perereca, e eu acabei começando a dizer que vampiros possuídos pela Besta estavam "abestados". Daí que não é só isso: descobri que o moleque tem um talento nato para encontrar bugs nos jogos e se aproveitar deles. Ele trata os bugs como uma função do jogo, naturalmente. E volta e meia arrebenta com alguma solução para resolver uma parte do jogo em que eu estou batendo com a cabeça contra a parede há horas.
A última aconteceu hoje: Estamos na Teutonic Knights Prison, os cavaleiros são duros na queda, só Eric e Wilhem têm Feral Claws, eles são imunes a magia, não dá para se alimentar deles e nas partes baixas da prisão se você achar duas garrafas de vitae e um ou outro rato, não dá para manter o blood pool dos quatro membros com que você joga (Christof, Wilhem, Serena e Eric).
Eu vou preparar um snack pra gente e quando volto, encontro Gabriel detonando cavaleiros teutônicos com os quatro personagens com 100% de saúde e 80% de blood pool. Abismada, pergunto como ele fez isso. Ele me conta que "quando você bebe todo o sangue de um dos membros da sua equipe, ele não morre e você continua ganhando sangue". Basicamente ele fez com que 3 vampiros sugassem sangue do quarto até terem 100% de saúde e sangue e depois fez com que o quarto vampiro bebesse um pouco de sangue de cada membro da equipe. É cansativo e chatinho, mas numa situação de desespero sem sinal de uma blood stone por perto, funciona. Provavelmente este bug no jogo (o raciocínio normal seria acabar matando o personagem ao sugar toda sua vitae, e o próprio personagem reclama se você sugou sangue demais, dizendo que não pode te dar mais do que aquilo, por motivos óbvios a.k.a. auto-preservação) deve ser bem conhecido e explorado nos walkthrough da vida na Internerd. Só que meu molequinho de oito anos descobriu, por tentativa e erro, em um jogo cuja língua ele nem fala :)
Orgulho do meu pequeno nerd em formação :)
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