Eu ainda me lembro da primeira vez que doei leite: Gabriel havia acabado de nascer e, no quarto da maternidade que eu dividia com outras três recém-mamães, o leite de uma delas ainda não tinha descido e seu bebêzinho chorava de fome. Eu tinha mais do que o suficiente para ajudar e amamentar o meu filhote... Para alguém que tem sérios problemas para manter um bebê dentro da barriga, eu me revelei uma mãe e tanto: tive leite praticamente jorrando dos seios a partir do quinto mês de gravidez. Gabriel foi um bebê guloso e mesmo assim eu tinha muito leite sobrando... Toca a procurar um lugar que aceitasse doações de leite materno.
Aí veio a surpresa: ligamos para vários lugares. Uns não sabiam dar informação, outros não pegavam em casa, outros simplesmente disseram que não estavam interessados. Eu fiquei besta: tanto bebê precisando de leite por aí e os caras recusando?! Literalmente tivemos de correr atrás de um lugar que aceitasse doações e pudesse pegar em casa. Finalmente descobrimos: O Instituto Fernandes Figueira, no Flamengo, para onde doei leite durante quase seis meses! Eu estava morando em São Gonçalo, na casa dos meus pais, e não houve um lugar em São Gonçalo ou Niterói que quisesse o leite que eu queria doar!
Quando Gabriel fez 5 anos, eu tive condições de fazer uma daquelas festas de aniversário com tudo a que se tem direito: mesa decorada, salgadinhos fritos na hora, bolo encomendado, sacola-surpresa pra molecada... Muitas crianças não foram e sobrou metade do bolo, muitos salgadinhos, docinhos e brinquedos. Não tive dúvidas: bati um papo com o Biel, fizemos uma triagem dos brinquedos dele, separamos uma boa leva para doar e ainda fiz uma mini-campanha via fotolog e blog pedindo para quem quisesse contribuir entregar itens no meu trabalho na época. Para minha agradável surpresa, muita gente boa apareceu com sacolas cheias de brinquedos :) Dessa vez a internet me valeu: encontrei um orfanato em Itaúna, São Gonçalo, que recebeu literalmente uma kombi lotada de doações, mais o bolo de aniversário, chapéus, docinhos, salgadinhos, uma verdadeira mini-festa para eles e uma lição legal pro meu filhote.
Agora que estou morando em SP estou tendo dificuldades em me achar: estou com REMÉDIOS sobrando da época em que operei. Acho um tremendo desperdício jogar remédio fora. Antibióticos, anti-inflamatórios e até alguns remédios de tarja preta que eu não vou mais usar. Caramba, pra onde doar? Cá estou eu, mais uma vez, correndo atrás. Até agora só vi páginas de ação social de bancos que não dizem o que eu quero saber e a página do Ajuda Brasil quer que eu faça um cadastro e forneça meus dados para fazer uma "doação de bens" e não esclarece onde nem como. Nem a pau, Juvenal. Parece que tem um lance de arrecadação de remédios do Rotary Clube no Tatuapé. MAS no site não diz que entidades estão sendo beneficiadas, o que me incomoda MUITO.
domingo, março 30, 2008
terça-feira, março 25, 2008
Originalidade na propaganda?
Então você é publicitário e teve uma idéia genial. Só que nada se cria, tudo se copia e há uma grande probabilidade do cara da "agência ao lado" ter assistido à mesma exposição, lido o mesmo catálogo, lido o mesmo livro sobre design russo ou visto os mesmos filmes e TER TIDO A MESMA IDÉIA QUE VOCÊ.
Isso quando alguém não pega uma idéia genial que foi veiculada em outro país e chupinha na cara de pau achando que ninguém vai descobrir.
Nessas horas não custa nada dar uma passada na seção Ad Mirror do site Coloribus e evitar pagar um king kong ou ser acusado de plágio. E se certificar de que a sua "idéia genial" já não foi usada ad nauseum por aí... Só é preciso paciência com o pop up irritante que de vez em quando pipoca na tela.
Isso quando alguém não pega uma idéia genial que foi veiculada em outro país e chupinha na cara de pau achando que ninguém vai descobrir.
Nessas horas não custa nada dar uma passada na seção Ad Mirror do site Coloribus e evitar pagar um king kong ou ser acusado de plágio. E se certificar de que a sua "idéia genial" já não foi usada ad nauseum por aí... Só é preciso paciência com o pop up irritante que de vez em quando pipoca na tela.
sábado, março 22, 2008
Meu pequeno está crescendo
... hoje, depois de andar por meia Niterói caçando o ovo de Páscoa que ele queria, almoçarmos juntos num japonês e chegarmos em casa exaustos, eu descubro que ele está com CC e precisa usar desodorante. Eu não posso mais achar graça quando ele pega o meu emprestado... E consigo sentir cada fio de cabelo branco na minha cabeça.
Gabriel tem 9 anos, está batendo no meu ombro e calça o mesmo número de sapato que eu. As pernas dele já são bem cabeludas para um menino da idade dele. Ninguém me preparou pro fato da pré-adolescência do meu filho começar a chegar tão cedo!
Gabriel tem 9 anos, está batendo no meu ombro e calça o mesmo número de sapato que eu. As pernas dele já são bem cabeludas para um menino da idade dele. Ninguém me preparou pro fato da pré-adolescência do meu filho começar a chegar tão cedo!
quarta-feira, março 19, 2008
Um mistério que só Steve Jobs explica
Eu já fiz incontáveis syncs no meu iPod Shuffle desde que o ganhei no dia dos namorados ano passado. No meu PC desktop que ficou no Rio, no mac mini, no meu notebook antes de reformatá-lo há algum tempo atrás. Como eu disse, reformatei meu notebook há cerca de um mês. Daí coloquei algumas músicas no HD, já que sem música eu não vivo. E instalei o Winamp para gerenciar o iPod.
O Winamp tem uma coisa que eu adoro que o iTunes não tem: ele permite fazer backup das músicas que estão no iPod para o micro, o que é ótimo quando você não tem as músicas que gosta de ouvir no computador que está usando naquele momento. E eis que eu mandei ele jogar todas as músicas que estavam no iPod no micro, e depois, aproveitando que havia algumas músicas já no micro que eu queria passar pro iPod, mandei o Winamp encher o iPod em modo shuffle (explicando para quem não tem um: o programa seleciona aleatoriamente as músicas para encher o seu iPod).
Aí começou o mistério: apareceram músicas no iPod que eu tenho certeza absoluta que NÃO estão no meu notebook e NÃO estavam no iPod quando eu mandei o Winamp fazer o backup no note. Eu chequei, aliás, mais de uma vez o notebook: catei cada arquivo de música que tenho nele e não achei nenhuma dessas faixas!
São as músicas da playlist do aniversário de 9 anos do Gabriel. Elas estavam no meu desktop que está no Rio, NUNCA estiveram neste notebook antes dele ser formatado, ele FOI formatado, elas NÃO estão no notebook agora. Quando eu mandei o Winamp pegar as músicas no iPod e backupear no micro, ele NÃO copiou essas faixas. E, mesmo assim, de algum jeito, elas foram parar no iPod depois que fiz o sync. É como se, de alguma forma, o Winamp tivesse recuperado a informação apagada da memória do iPod, o que ainda não explica porque as músicas estão nele mas não no meu HD. Eu não consigo achar uma explicação decente para isso.
De resto, eu acabei gostando de ter algumas das músicas da festinha do Gabriel no iPod, mesmo que sem querer. Sempre que toca alguma, eu lembro dele, e estou morrendo de saudades do meu filhotinho.
O Winamp tem uma coisa que eu adoro que o iTunes não tem: ele permite fazer backup das músicas que estão no iPod para o micro, o que é ótimo quando você não tem as músicas que gosta de ouvir no computador que está usando naquele momento. E eis que eu mandei ele jogar todas as músicas que estavam no iPod no micro, e depois, aproveitando que havia algumas músicas já no micro que eu queria passar pro iPod, mandei o Winamp encher o iPod em modo shuffle (explicando para quem não tem um: o programa seleciona aleatoriamente as músicas para encher o seu iPod).
Aí começou o mistério: apareceram músicas no iPod que eu tenho certeza absoluta que NÃO estão no meu notebook e NÃO estavam no iPod quando eu mandei o Winamp fazer o backup no note. Eu chequei, aliás, mais de uma vez o notebook: catei cada arquivo de música que tenho nele e não achei nenhuma dessas faixas!
São as músicas da playlist do aniversário de 9 anos do Gabriel. Elas estavam no meu desktop que está no Rio, NUNCA estiveram neste notebook antes dele ser formatado, ele FOI formatado, elas NÃO estão no notebook agora. Quando eu mandei o Winamp pegar as músicas no iPod e backupear no micro, ele NÃO copiou essas faixas. E, mesmo assim, de algum jeito, elas foram parar no iPod depois que fiz o sync. É como se, de alguma forma, o Winamp tivesse recuperado a informação apagada da memória do iPod, o que ainda não explica porque as músicas estão nele mas não no meu HD. Eu não consigo achar uma explicação decente para isso.
De resto, eu acabei gostando de ter algumas das músicas da festinha do Gabriel no iPod, mesmo que sem querer. Sempre que toca alguma, eu lembro dele, e estou morrendo de saudades do meu filhotinho.
Da série: bobagens que eu QUERO ter
sábado, março 15, 2008
Meus sonhos rendem HQs...
Então eu tinha mudado para os Estados Unidos, sei lá porque. Acho que por amor, namorado também estava por lá. Eu estava morando numa casa de família complicada, algumas pessoas me esnobando por ser estrangeira, outras presas aos seus próprios problemas e pelo menos uma adolescente Paris Hilton-wannabe com bulimia. Aprendendo a me virar naquela cidade estranha, indo trabalhar numa empresa grande que eu não lembro agora qual era, sou "interceptada" por policiais na rua e, well, you know the score: te jogam dentro do carro e te crivam de perguntas. Eu pensando em algo como la migra e hey, eu não estou ilegal aqui, acabo descobrindo que sei lá porque eles acham que eu possa ter alguma ligação com os militares do meu país e poderia ajudar eles a encontrar um determinado coronel das forças armadas que teria enfrentado antes um maluco que eles estavam encarando agora. O sujeito desenvolveu uma espécie de tecnologia para gravar um CD com uma frequência de sons capazes de desestabilizar moléculas ao seu alcance. Forte o suficiente para causar danos ao sistema auditivo de quem ouvisse o som, ou de causar danos cerebrais irreversíveis. Enfim, uma frequência sonora capaz de aleijar e matar. E estava ameaçando espalhar os tais CDs por lojas de departamento matando uma quantidade aleatória de pessoas caso suas exigências não fossem atendidas. Ele queria dinheiro, claro. O detalhe divertido no sonho é que ele queria dinheiro das grandes gravadoras. Quando os policiais, CIA, ou quem quer que fossem os agentes me mostraram a revista onde estava a tal matéria sobre o tal coronel que tinha enfrentado o maluco eu fiquei pasma: "mas isso é uma revista de ficção conhecida! Esse coronel que vocês estão procurando é um personagem de quadrinhos!!!" Era óbvio que o maluco usou a identidade de um vilão de histórias em quadrinhos para se apelidar, difícil foi acreditar que os americanos tivessem sido burros o suficiente para não perceber isso. Oh well, pelo menos isso poderia fornecer alguma pista sobre o perfil psicológico do cara, foi o que eu disse. Lamento não poder ajudar mais, não conheço ninguém nas força armadas brasileiras que conheça algo sobre tecnologia sônica, talvez meu irmão conheça. Me largaram no mesmo ponto onde me pegaram, o embaraçamento visível na cara deles, e eu pensando duas coisas: quem diria que ser fã de quadrinhos e revistas independentes um dia pudesse ser útil e hey, será que uma tecnologia assim é possível mesmo?
Essa foi a parte em que o sonho começou a degringolar para a mais pura viagem na maionese e de repente virou uma espécie de filme da Marvel onde o Quarteto Fantástico enfrentava robôs gigantes que literalmente estavam passando e pisoteando o lugar onde eu estava (que era uma espécie de prédio ao estilo Niemeyer, com cúpulas redonda etc, parecido com as obras dele em Brasília) e eu lá olhando aqueles monstros de metal imensos passando por cima da minha cabeça e pensando em sair daquela área aberta e procurar um lugar pra me esconder, ainda por cima encontro uma menininha baiana que se perdeu da mãe na confusão, cato ela e vou me esconder num vão entre os edifícios. No que estou tentando acalmar e consolar a menina, o homem-aranha aparece procurando por pessoas que ficaram presas no meio do conflito para resgatar e acha a gente. Tem uma cena ótima em que a menininha pergunta para ele como ele escala as paredes e ele mostra os pelos de aranha na ponta dos dedos. Ela faz uma cara de espanto e nojo e ele diz pra ela não ficar com medo (e eu rindo baixinho). Ele faz ela subir no cangote dele e começa a escalar o prédo com ela nas costas, provavelmente levando para um helicóptero de resgate ou algo assim. Eu espero, já que ele vai voltar para me resgatar também, e acordo. Me perguntando se a tal tecnologia sônica existiria mesmo ou seria possível.
Essa foi a parte em que o sonho começou a degringolar para a mais pura viagem na maionese e de repente virou uma espécie de filme da Marvel onde o Quarteto Fantástico enfrentava robôs gigantes que literalmente estavam passando e pisoteando o lugar onde eu estava (que era uma espécie de prédio ao estilo Niemeyer, com cúpulas redonda etc, parecido com as obras dele em Brasília) e eu lá olhando aqueles monstros de metal imensos passando por cima da minha cabeça e pensando em sair daquela área aberta e procurar um lugar pra me esconder, ainda por cima encontro uma menininha baiana que se perdeu da mãe na confusão, cato ela e vou me esconder num vão entre os edifícios. No que estou tentando acalmar e consolar a menina, o homem-aranha aparece procurando por pessoas que ficaram presas no meio do conflito para resgatar e acha a gente. Tem uma cena ótima em que a menininha pergunta para ele como ele escala as paredes e ele mostra os pelos de aranha na ponta dos dedos. Ela faz uma cara de espanto e nojo e ele diz pra ela não ficar com medo (e eu rindo baixinho). Ele faz ela subir no cangote dele e começa a escalar o prédo com ela nas costas, provavelmente levando para um helicóptero de resgate ou algo assim. Eu espero, já que ele vai voltar para me resgatar também, e acordo. Me perguntando se a tal tecnologia sônica existiria mesmo ou seria possível.
sexta-feira, março 07, 2008
Cool!
Checando no Google se o site Lanika.net está aparecendo direitinho nas primeiras páginas do ranking de busca por "lanika" (3o lugar no Google.com e Google BR, sendo que o primeiro e segundo lugar também são referências a mim), acabei descobrindo uma novidade:
Minha estampa Bi - Beautiful and Intelligent está no site Find my Tee!
"Findmytee offers some of the top tee shirt designs in the world from designers all over the world. You'll find t-shirts, sweats, and more!"
So far, o site faz um mirrowing pra minha loja no Cafepress, que tem estampas mais nerds ainda :)
Minha estampa Bi - Beautiful and Intelligent está no site Find my Tee!
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So far, o site faz um mirrowing pra minha loja no Cafepress, que tem estampas mais nerds ainda :)
quinta-feira, março 06, 2008
A fascinação pelo cheirinho da sua cara metade tem explicação científica
Eu sempre me embriago no cheirinho do meu namorado... Ele não entende e acha graça, mas eu é que acho graça dele não entender... Quando ele está do meu lado eu fico mais segura, menos estressada e durmo MUITO melhor. Os pesadelos que me atormentaram uma vida inteira todas as noites chegaram a desaparecer. Aliás, longe dele eu não consigo dormir direito. Efeito psicológico? Paixão pura? Nops, biologia.
A genetically complimentary mate means more than just initial attraction, however. It also leads to more female orgasms, better chances of conception, and an improved sex life. And the attraction based on scent isn’t just reserved for heterosexual couples. Gay men and lesbians respond as would be expected to body odors, but to the same sex.
mais aqui.
A genetically complimentary mate means more than just initial attraction, however. It also leads to more female orgasms, better chances of conception, and an improved sex life. And the attraction based on scent isn’t just reserved for heterosexual couples. Gay men and lesbians respond as would be expected to body odors, but to the same sex.
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"Timing"
Desde que mudei pra São Paulo ainda não tive oportunidade de sair muito. Nokia Trends ano passado para ver o show do She Wants Revenge, o chopinho ou cineminha eventual e, claro, a Campus Party. Nem sair pra dançar eu fui...
Daí que este final de semana tem:
- Exposição de Star Wars no Ibirapuera;
- Exposição sobre o DNA no Ibirapuera;
- 14o Fest Comix, simplesmente o maior festival de quadrinhos da América Latina (segundo os organizadores), no Centro de Evento São Luís, perto do metrô Consolação.
- Mercado Mundo Mix no Memorial da América Latina.
e... e...
E amanhã às 9:30 da manhã eu vou ARRANCAR UM SISO. O que deve garantir um final de semana muuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiito dolorido e à base de sopinha. Detalhe: painkillers abaixam a minha pressão (que já é naturalmente baixa), eu fico completamente zumbi. Imagine sair de casa assim.
Talk about TIMING. Argh!!!
Daí que este final de semana tem:
- Exposição de Star Wars no Ibirapuera;
- Exposição sobre o DNA no Ibirapuera;
- 14o Fest Comix, simplesmente o maior festival de quadrinhos da América Latina (segundo os organizadores), no Centro de Evento São Luís, perto do metrô Consolação.
- Mercado Mundo Mix no Memorial da América Latina.
e... e...
E amanhã às 9:30 da manhã eu vou ARRANCAR UM SISO. O que deve garantir um final de semana muuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiito dolorido e à base de sopinha. Detalhe: painkillers abaixam a minha pressão (que já é naturalmente baixa), eu fico completamente zumbi. Imagine sair de casa assim.
Talk about TIMING. Argh!!!
terça-feira, março 04, 2008
Tem coisas que só ser mãe faz com você...
Então durante a faxina do fim de semana resolvo limpar meu violão, que trouxe do Rio na última viagem e até então estava intocado (literalmente). Eu tenho esse violão desde que eu tinha 13 anos. Lembro que chorei de alegria no dia em que o ganhei. Nossa, ele vai fazer 20 anos comigo em dezembro!
Tiro o violão da capa e qual não é a minha surpresa ao ver que o safadinho do Gabriel colou pelo menos uns três adesivos de bichinhos, daqueles que vêm nos salgadinhos da Elma Chips, no corpo do violão? Minha primeira reação foi gritar "AAAAHHHHHH!!!! Meu violão!!!!!!!!!!" A segunda foi me emocionar: eu sei como pensa a cabecinha do meu filho. Eu lembro quando estava trabalhando em casa, no micro, e ele deixava dinossauros e outros bonecos na minha mesa e quando eu tentava devolver ele dizia que tinha colocado ali "pra enfeitar". E dizia que era pra mim lembrar dele enquanto estava trabalhando. O jeito do meu molequinho de fazer parte da minha vida, inserindo algo de "seu" nas minhas coisas. "Seu bobo, eu penso em você o tempo todo, acha que eu vou te esquecer?" "Eu sei, mas deixa. É pra enfeitar." E eu deixava.
E agora ele está tão longe, e eu sinto uma falta imensa dele. Confesso que sentei na cama com o violão nos braços e comecei a chorar de saudade. Eu amo demais aquele molequinho... Tudo que eu quero é conseguir reconstruir a minha vida para conseguir trazer ele para ficar ao meu lado!
Refazer minha vida em São Paulo e deixar meu filho no Rio até o final do ano foi a decisão mais acertada, mas ainda assim a mais difícil da minha vida. Tem horas que ser adulto e responsável pesa um bocado nas costas...
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Sem noção
Acabo de receber um e-mail de uma pessoa interessada em comprar a minha impressora Citizen Printiva... Detalhe: o post em que eu anunciei a dita é de 2003...
UPDATE: O cara sem noção havia me mandado um email com exatamente uma linha de texto. Sem dizer "oi" ou "tchau", apenas "mande seu telefone para negociar a impressora". Assim, como quem pede uma pizza. Respondi no mesmo tom, perguntando se ele tinha noção de que o post onde ele viu o anúncio tinha quatro anos de idade (na verdade cinco). Ele se deu ao luxo de me responder dizendo que eu não tenho "eduação" e mandando eu me danar.
Engraçado isso: o cara não sabe usar a Internet o suficiente para LER NO POST QUE ELE É DE 2003, manda um email completamente lacônico para uma pessoa que ele nunca viu na vida sem usar sequer do mínimo de netiqueta ou cortesia que se usa com um desconhecido com quem se pretende fazer negócios e eu que não tenho "eduação". Levando o coice em conta, eu diria tratar-se de um legítimo exemplar de Co.D.A.
UPDATE: O cara sem noção havia me mandado um email com exatamente uma linha de texto. Sem dizer "oi" ou "tchau", apenas "mande seu telefone para negociar a impressora". Assim, como quem pede uma pizza. Respondi no mesmo tom, perguntando se ele tinha noção de que o post onde ele viu o anúncio tinha quatro anos de idade (na verdade cinco). Ele se deu ao luxo de me responder dizendo que eu não tenho "eduação" e mandando eu me danar.
Engraçado isso: o cara não sabe usar a Internet o suficiente para LER NO POST QUE ELE É DE 2003, manda um email completamente lacônico para uma pessoa que ele nunca viu na vida sem usar sequer do mínimo de netiqueta ou cortesia que se usa com um desconhecido com quem se pretende fazer negócios e eu que não tenho "eduação". Levando o coice em conta, eu diria tratar-se de um legítimo exemplar de Co.D.A.
domingo, fevereiro 24, 2008
Mais coisas em SP que eu não consigo me acostumar
* NÃO pega celular dentro do metrô em SP. Eu SEMPRE me esqueço disso. E ter de sair de dentro da estação de metrô para conseguir mandar um SMS ou confirmar um compromisso é uma das coisas mais contraproducentes que eu já me vi obrigada a fazer, para ser educada.
* Os ônibus não têm numeração atrás. Se você chegou no ponto de ônibus e viu um que poderia servir para você parado, tem de perguntar para alguém se é aquele mesmo ou tentar correr até a lateral dele para ler o que está escrito. Duh.
* Os ônibus não têm numeração atrás. Se você chegou no ponto de ônibus e viu um que poderia servir para você parado, tem de perguntar para alguém se é aquele mesmo ou tentar correr até a lateral dele para ler o que está escrito. Duh.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
From the desk of Unca Neil: Como se pronuncia Neil Gaiman
Definitivamente como GAY-man e não como GÁI-man. Audio com a voz do próprio unca Neil.
Isso me lembra a Bienal de Quadrinhos de 93, quando um jornalista finalmente teve coragem de perguntar ao Bill Sienkiewicz como se pronunciava o sobrenome dele. Aliás, pelo que eu acabo de ver no site dele, ele levou a coisa a sério hahaha...
Eu já vi gente pronunciando Lanika dos jeitos mais diversos possíveis, btw. LÂ-nika, LÁ-nika, Lani-ká (meu francês), lein-ni-ka... e lankia! Sorry folks, a sílaba tônica é o NI. É La - NIII - ka. Rima com Awika :P
Isso me lembra a Bienal de Quadrinhos de 93, quando um jornalista finalmente teve coragem de perguntar ao Bill Sienkiewicz como se pronunciava o sobrenome dele. Aliás, pelo que eu acabo de ver no site dele, ele levou a coisa a sério hahaha...
Eu já vi gente pronunciando Lanika dos jeitos mais diversos possíveis, btw. LÂ-nika, LÁ-nika, Lani-ká (meu francês), lein-ni-ka... e lankia! Sorry folks, a sílaba tônica é o NI. É La - NIII - ka. Rima com Awika :P
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Motivos pelos quais eu amo o meu namorado
Estamos assistindo um documentário sobre a história dos videogames no Mac, pipoca e coca-cola a postos, de repente a trilha de fundo de uma cena me faz dar um gritinho empolgado: é uma música da década de 80 da qual eu tinha apenas um trecho instrumental na cabeça e que eu estava procurando há anos descobrir o nome. Chegou a tocar numa DDK mas eu nunca lembrei de perguntar ao DJ o nome dela. Explico isso para ele, terminamos de ver o capítulo do documentário e ele como bom nerd que é fuça a trilha sonora do episódio para descobrir a música para mim. Não tem o nome. Ele resolve repetir o trecho e me conta que a música faz parte da trilha sonora de um jogo conhecido. Um pouco de Google e Wikipedia depois, bingo! Ele descobriu a música. E de repente se lembra de algo e vira pra mim e diz que tem a música. Sabe porque? Porque ela está no primeiro CD que ele comprou na vida. Ele não é tão viciado em música quanto eu. Ele curte pop japonês. E ele comprou um CD de pop rock pós-punk new wave com uma das músicas raras que eu adoro muito antes de sonhar em me conhecer. Eu já nem penso mais em calcular qual a probabilidade disso acontecer, as coincidências na nossa vida deixariam os pentelhos do Jung em pé :)
*****************
Defeitos, todos nós temos: Eu tenho TRAUMA, D-E-T-E-S-T-O, abomino lavar louça. No que depender de mim, ela acumula. E eu sou extremamente distraída, cheia de falhas de memória e pródiga em esquecer coisas pela casa, seja um copo de coca-cola perdendo o gás no quarto ou os óculos dentro da gaveta de calcinhas :P Numa dessas ele puxa minha orelha por ter esquecido pela enésima vez um copo no quarto e eu dou o troco: "Eu tenho defeitos mas eu assumo, você já sabia que eu tinha falhas de memória antes de começar a namorar comigo. Mas você também é igualzinho a mim e eu não fico reclamando. Todo dia aparece um par de meias brancas abandonado em algum lugar do apartamento. Quando eu não cato e levo pro cesto de roupas, elas começam a se reproduzir. Se eu deixar ficar uma semana sem catar as meias, elas vão ter se espalhado pelo quarto e ficam lá, espalhadas pelo chão, me olhando com aquela cara de "cadê o meu papai?". Daí antes que elas comecem a me chamar de mamãe eu vou lá, com todo cuidado, cato meia por meia com todo o cuidado do mundo e levo lá pro cesto de roupas, que é o lugar delas."
Nisso ele olha bem pra minha cara, começa a rir e diz que eu devia fazer um livro infantil com a história das meias. Que ele chegou até a ver as meinhas bebês sozinhas e abandonadas no chão esperando que alguém as levasse pro cesto de roupas, e que já estava até começando a ficar com pena de verdade das meinhas. A sério. Que eu estou perdendo dinheiro se não aproveitar direito a minha criatividade. Ele pega minha conversa maluca e transforma numa idéia para produzir um livro: eu amo esse homem!
*************
Idéias malucas, 10 cents a dúzia: eu adoraria ter tempo para realizar pelo menos uma das nossas maluquices... Quando a Coca-Cola Zero foi lançada, pensamos em fazer uma animação stop motion da Coca de lata negra vestida como Darth Vader enfrentando uma Pepsi jedi. Com um pouquinho de After Effects + Photoshop para cuidar dos sabres de luz ia ficar foda :)
Falando nisso, vou ali desenhar uma estampa de camiseta com que eu sonhei por esses dias para colocar na minha loja no Cafepress antes que ele puxe a minha orelha :)
Google, WTF?
Tudo bem, o meu Gmail tá configurado para português, então rola uma tradução básica. Traduções quase sempre contém erros... Mas em matéria de erros de "tradução"/codificação esse foi forte: QUE PORRA É ESSA DO LADO DE (ARQUIVAR)? Árabe? Georgiano*?
Pelo lado bom, o "bug" não afetou a criação do filtro. E o blog sobre livros e cards alterados é tudo de bom! Não vejo a hora de ter tempo livre para fazer os meus!
*tks luv
sábado, fevereiro 16, 2008
Coisas em São Paulo com as quais ainda não me acostumei
1 - O "lullaby" do caminhão de gás
Eu ainda estranho escutar de vez em quando vinda da janela aquela musiquinha de canção de ninar do caminhão de gás daqui. E na minha cabeça não faz sentido: pra que a canção de ninar? Pra deixar os paulistas mais calminhos, com sono ou o que? Biiig WTF.
2 - O Metrô
Eu ainda estranho MUITO o metrô daqui. Tem coisas que chegam a ser diametralmente opostas ao do Rio. A principal é a falta de ar condicionado. No metrô do Rio, por mais que o calor esteja senegalês do lado de fora, você entra no metrô com aquela sensação de alívio. Aqui, pode estar frio e chovendo que o metrô sempre vai estar infernalmente QUENTE. Quente E abafado. Tão quente que meu filho passou mal a primeira vez que andou de metrô em São Paulo, sem sacanagem. É MUITO estranho, muito difícil de me acostumar.
O AUDIO do metrô é um capítulo à parte: acho que não fiz até hoje uma viagem de metrô onde o sistema de som não estivesse com defeito. Para piorar, não é uma gravação bilíngue estilo Iris Lettieri que anuncia a próxima estação: é o próprio motorista, com o som todo truncado e cortado, o que faz com que seja impossível ouvir o que ele fala e você fique tentando decifrar os pedaços e acabe deixando para lá. No começo eu ficava maluquinha porque não conhecia as estações e não sabia para onde estava indo direito. Agora aprendi a deixar o audio para lá e ficar atenta à sequência das estações sem me distrair. A locução dos motoristas é um espetáculo à parte: um dia quando voltávamos da Anima Mundi tivemos o privilégio de andar com o Bela Lugosi cover: sua voz e entonação eram idênticas às do Zé do Caixão.
Falando em audio, nas estações de metrô do Rio toca música clássica em todas as estações, que, aliás, são impecavelmente limpas com algumas raras exceções. Aqui, acho que só vi uma ou duas estações com música ambiente, e não sei se pelo tamanho ou pela idade, ou mesmo pelo projeto arquitetônico, mas a grande maioria das estações tem a aparência de ser muito mal conservada e um aspecto sujo, poluído mesmo.
Ah! Já ia esquecendo desta pérola: o bilhete metrô-ônibus não serve como ônibus-metrô! Só funciona se você usar PRIMEIRO no metrô e depois no ônibus. Se você tentar fazer o contrário o trocador do ônibus te olha com cara de WTF. E não compensa, sai 60 centavos mais caro que pagando as passagens com o cartão Bilhete Único, cuja integração metrô-ônibus, por sua vez, FUNCIONA para ônibus-metrô.
3 - O transporte público INTEIRO pára depois de meia-noite
Eu acho isso muito estranho: não só metrô, mas nenhum ônibus circula pela cidade de madrugada. Se você não tiver carro, não tiver dinheiro para pagar um taxi e não puder ir a pé para algum lugar você está literalmente FODIDO.
4 - Hollerith, bolacha e farol :P
Hollerith é o que eu estranho mais. Não consigo chamar contra-cheque de hollerith. E a primeira vez que me ofereceram uma bolacha eu achei que ia apanhar :P
Tem mais coisas, mas essas são aquelas que eu ainda não consegui me acostumar... affe :P
Eu ainda estranho escutar de vez em quando vinda da janela aquela musiquinha de canção de ninar do caminhão de gás daqui. E na minha cabeça não faz sentido: pra que a canção de ninar? Pra deixar os paulistas mais calminhos, com sono ou o que? Biiig WTF.
2 - O Metrô
Eu ainda estranho MUITO o metrô daqui. Tem coisas que chegam a ser diametralmente opostas ao do Rio. A principal é a falta de ar condicionado. No metrô do Rio, por mais que o calor esteja senegalês do lado de fora, você entra no metrô com aquela sensação de alívio. Aqui, pode estar frio e chovendo que o metrô sempre vai estar infernalmente QUENTE. Quente E abafado. Tão quente que meu filho passou mal a primeira vez que andou de metrô em São Paulo, sem sacanagem. É MUITO estranho, muito difícil de me acostumar.
O AUDIO do metrô é um capítulo à parte: acho que não fiz até hoje uma viagem de metrô onde o sistema de som não estivesse com defeito. Para piorar, não é uma gravação bilíngue estilo Iris Lettieri que anuncia a próxima estação: é o próprio motorista, com o som todo truncado e cortado, o que faz com que seja impossível ouvir o que ele fala e você fique tentando decifrar os pedaços e acabe deixando para lá. No começo eu ficava maluquinha porque não conhecia as estações e não sabia para onde estava indo direito. Agora aprendi a deixar o audio para lá e ficar atenta à sequência das estações sem me distrair. A locução dos motoristas é um espetáculo à parte: um dia quando voltávamos da Anima Mundi tivemos o privilégio de andar com o Bela Lugosi cover: sua voz e entonação eram idênticas às do Zé do Caixão.
Falando em audio, nas estações de metrô do Rio toca música clássica em todas as estações, que, aliás, são impecavelmente limpas com algumas raras exceções. Aqui, acho que só vi uma ou duas estações com música ambiente, e não sei se pelo tamanho ou pela idade, ou mesmo pelo projeto arquitetônico, mas a grande maioria das estações tem a aparência de ser muito mal conservada e um aspecto sujo, poluído mesmo.
Ah! Já ia esquecendo desta pérola: o bilhete metrô-ônibus não serve como ônibus-metrô! Só funciona se você usar PRIMEIRO no metrô e depois no ônibus. Se você tentar fazer o contrário o trocador do ônibus te olha com cara de WTF. E não compensa, sai 60 centavos mais caro que pagando as passagens com o cartão Bilhete Único, cuja integração metrô-ônibus, por sua vez, FUNCIONA para ônibus-metrô.
3 - O transporte público INTEIRO pára depois de meia-noite
Eu acho isso muito estranho: não só metrô, mas nenhum ônibus circula pela cidade de madrugada. Se você não tiver carro, não tiver dinheiro para pagar um taxi e não puder ir a pé para algum lugar você está literalmente FODIDO.
4 - Hollerith, bolacha e farol :P
Hollerith é o que eu estranho mais. Não consigo chamar contra-cheque de hollerith. E a primeira vez que me ofereceram uma bolacha eu achei que ia apanhar :P
Tem mais coisas, mas essas são aquelas que eu ainda não consegui me acostumar... affe :P
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Diabo, cuidado com o rabo - ou PHISHING assustador
(clique na imagem para ampliar)
É a primeira vez que vejo um scam simulando ser uma intimação para comparecimento em audiência. O que mais impressiona é que veio utilizando um e-mail que parece ser de uma pessoa real, e a lista de pessoas copiadas idem. Tá com pinta de vírus brabo, daqueles que utilizam a agenda de endereços de e-mail da vítima para se espalhar. Ao contrário dos scams de costume, não tem erros de português aparentes neste.
Não passou em dois testes banais que qualquer pessoa com meio cérebro usa numa ocasião dessas:
1 - eu não conheço o remetente, então já foi previamente selecionado como spam. Pode ser um e-mail legítimo de alguém que lê este blog, por exemplo, então sempre dou o benefício da dúvida... Mas não conhecer o remetente já liga o desconfiômetro. E eu não abro anexo sem confirmar nem do e-mail da minha mãe!
2 - bingo! Passo o mouse sem clicar sobre os links do "processo" e do MSN na mensagem, que apontam para o mesmo lugar: um domínio atmnt.com estranho, com redirect etc. Mais fake impossível. E o anexo per se é falso, a mensagem NÃO tem anexos e usa uma gif de um clipezinho para simulá-lo.
Mesmo assim, o scam impressiona e mexe com um medo primordial de qualquer pessoa, que é se ver envolvida em algum procedimento jurídico, seja como testemunha, vítima ou whatever.
A boa notícia é que o notebook está de volta em DEFINITIVO (Weeeeeeee!!!!!!) graças ao namorido e eu estou reinstalando todos os meus adorados programas nele enquanto digito :)
Para complicar, estou com uma dor de dente atroz e desanimada: tudo indica que vou precisar extrair os sisos, depois de 14 anos de convivência pacífica. Tudo que o mundo precisava: uma Lanika com 50% a menos de juízo...
UPDATE: Reunião transferida pra Campus Party \o/! E lá vamos nós!
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