segunda-feira, agosto 18, 2014

Porque sempre que eu penso em Itaú eu penso em me matar

Está acontecendo novamente. E chega a ser irônico. Em uma fase em que eu finalmente estou conseguindo tentar reconstruir a minha vida, quase dez anos depois, enquanto eu estava indo para um evento ainda por cima patrocinado pelo Itaú, o assédio recomeçou.

Eu recebi um email de uma firma de cobrança, dizendo que se eu não pagasse uma quantidade de dinheiro que eu não tenho, eles me tirariam tudo o que eu tenho, na Justiça.

O problema é que o Itaú já me tirou tudo o que eu tinha uma vez. Inclusive quase tirou minha vida.

Todo mundo sabe como é isso: você não quer abrir conta em um banco diferente do seu, mas a empresa em que você trabalha faz você abrir uma conta salário no banco tal ou você não recebe. E foi assim que eu abri uma conta-salário no Itaú. Eu estava separada, morava de aluguel, era mãe solteira, sustentava sozinha o meu filho porque meu ex-marido parou de pagar pensão para o menino quando ele tinha cinco anos e o pouco que não era gasto fechando o mês foi investido em um fundo de renda fixa do Itaú.

Passaram-se os anos e a empresa em que eu trabalhava começou a ir mal das pernas. Começaram a atrasar nossos pagamentos. Ora, as contas não param de chegar e em determinado momento fui obrigada a pegar um empréstimo no Itaú. Eu vestia a camisa da empresa, estava acumulando cargos de vários funcionários nas costas e tinha a esperança de que a situação ia melhorar. Não melhorou. No dia em que peguei o último empréstimo de mil reais para conseguir pagar as contas acumuladas daquele mês, me demitiram. Eu já estava com depressão, acumulando o trabalho de 8 funcionários e carregando um setor inteiro nas costas e não ganhava nem perto disso. E era mãe solteira. E minha família achava que depressão era frescura.

A empresa pagou tudo direitinho, mas eu tive um problema com o Detran. Para poder receber ou ter acesso ao auxílio desemprego, eu precisava da minha carteira de identidade original, que havia sido furtada. O equipamento biométrico do Detran não reconhecia minhas digitais de jeito nenhum e levou quatro meses de idas e vindas e atestado médico de dermatologista explicando que eu era eu mesma para que enfim eu pudesse ter acesso ao dinheiro da rescisão. Que nesses quatro meses sem conseguir pagar o Itaú fizeram uma dívida pequena virar um pesadelo. O pouco que eu tinha recebido evaporou no momento em que tocou no banco. Saquei todo o dinheiro que havia guardado desde que comecei a trabalhar no meu primeiro emprego aos 19 anos, paguei.

Eu não tinha absolutamente mais nada a esta altura do campeonato e estava tão doente que não conseguia voltar a trabalhar. Comecei a ter síndrome de pânico. Sofria terrivelmente apenas para ir buscar meu filho na porta da escola e me controlava porque a cada sinal vermelho que eu via eu pensava em atravessar a rua quando ele abrisse e ser atropelada. Viver doía. Respirar doía. Eu não tinha dinheiro para comprar remédios e precisava contar com a caridade da psiquiatra que me atendia. Eu passava os dias encolhida em uma bola no chão da sala, desesperada, tentando pensar no meu filho. Minha melhor amiga me emprestou quatro mil reais que praticamente zeraram boa parte da dívida que eu tinha com o Itaú, ficou um saldo pequeno que eu tentei renegociar. E foi aí que a minha desgraça e a origem deste assédio que me persegue há quase dez anos reside.

Eu já estava tão doente que não conseguia mais sair de casa para pegar meu filho na escola. Um dia eu não conseguia mais falar e não conseguia mais sair de casa. Meu pai pegou meu filho na escola e começou a gritar comigo e brigar comigo que eu não podia ficar daquele jeito e tinha que reagir. Mas eu não tinha mais forças para nada, mal conseguia olhar pra ele e eu não conseguia sequer falar ou me mexer. A depressão havia literalmente me paralisado.

Perdi minha independência. Perdi meu apartamento. Tive que voltar para a casa dos meus pais onde os dias se confundiam e eu pontuava as horas quando a minha mãe me acordava para trazer comida e me obrigar a comer. Engordei dez quilos nos dois anos em que passei mal saindo daquela cama apenas para tomar banho e até a água do chuveiro doía na minha pele. Minha síndrome de pânico era tão forte que eu chorava só em pensar em ter que sair de casa. Era um inferno ter que tentar sair para ir ao médico e eu só conseguia sair acompanhada. Eu não tinha sequer um real para pagar uma passagem de ônibus (que custava dois) e só me locomovia acompanhada no bairro onde meus pais moravam. Enquanto isso o telefone tocava. Do banco.

Eu paguei as tais prestações da dívida renegociada até que não sobrou mais nada. Eu falei para a atendente ao telefone: olha, eu estou muito doente, eu não tenho como pagar absolutamente mais nada neste momento, eu já pensei até em me matar e só não faço isso por causa do meu filho, mas eu sou honesta, nunca tive uma dívida na vida, será que não existe algo que eu possa fazer para voltar a pagar vocês quando minha saúde melhorar? "sinto muito senhora mas não existe". E enquanto isso os juros sobre juros iam transformando aquela dívida em um monstro que ameaçava me engolir lentamente, mês a mês. Eu dizia "eu já paguei duas vezes o valor da dívida original e isso que vocês estão cobrando são apenas os juros, não é possível que não haja uma forma de segurar apenas essa cobrança de juros" mas o banco não estava nem aí para mim. E a cada uma dessas conversas eu passava as próximas horas pensando em me matar. Cortando os pulsos, pulando do segundo andar, me jogando na frente de um carro, tomando gasolina... Foram dois anos, acho que esgotei as possibilidades criativas de tanto pensar nisso. E me segurando, repetindo como um mantra, que eu tinha um filho e ele já não entendia porque a mamãe não brincava com ele e o que ia ser dele sozinho no mundo sem mim? Até o cansaço me levar a um estado de inconsciência.

Um belo dia uma advogada amiga do meu pai me deu um fio de luz: não é bonito, seu nome vai ficar sujo, mas você já pagou até mais do que devia, juros sobre juros são ilegais, você não tem escolha, deixe a dívida prescrever. Como disse, sou honesta e só a idéia de deixar uma dívida sem pagar me fez ficar vermelha de vergonha. Mas eu já havia feito tudo o que podia e eu precisava pensar em me curar e sobreviver. Foi doloroso, mas eu ignorei os telefonemas cada vez mais frequentes feitos nos horários mais loucos. E ainda passei meses naquela cama, onde os dias eram todos escuros e nebulosos.

Apareceram sintomas novos. Uma pressão tão forte dentro do meu crânio que parecia que meu cérebro estava sendo comprimido por um gigante sádico. Fui fazer uma tomografia do meu cérebro para afastar a possibilidade de algo físico e acabei encontrando o neurologista que salvou a minha vida. O dr. Alexandre olhou o meu exame, ouviu a minha história, explicou como cada um dos meus sintomas estava ligado a esta ou aquela alteração e que remédios usar para combater o problema. E pouco a pouco, muito lentamente, eu comecei a melhorar.

Isso foi em novembro. Em dezembro, tentando me animar e me tirar de casa um pouco, alguns amigos fizeram um mutirão para me fazer sair. Minha melhor amiga (aquela, que me emprestou dinheiro para pagar ao Itaú) veio me buscar em casa e pagar a minha passagem de ônibus para que eu pudesse ir à festa de aniversário de outra amiga, dormir na casa dessa amiga, e no dia seguinte ir à sua própria festa de aniversário. E foi nessa festa que eu conheci o meu marido. No começo achei ele louco: apostar em mim quando eu estava apenas começando a me recuperar de uma depressão tão severa que quase me matou? Mas ele não só me apoiou como me ajudou no processo longo e lento de cura e aos pouquinhos a ir reconstruir a minha vida. Um ano depois finalmente arrumei um emprego, em São Paulo.

O banco que apostou em mim, o Real, teve suas dívidas pagas e continuo me relacionando bem com o Santander até hoje. Zerei o cartão de crédito e nunca mais fiz outro. Nunca mais usei um cheque. Não tenho nem sequer cheque especial, eu cancelo qualquer tentativa de me darem um. Não acumulo bens. Tudo que tenho uso até gastar, tudo que não uso eu dôo. Agradeço todos os dias a cada vez que acordo e descubro que estou viva. E a única sombra na minha vida até 2010 era a dívida com o Itaú.

As cartas continuavam chegando com valores mais altos e mais loucos. 12.000 reais, 16.000 reais, 20.000 reais. Só de ver o envelope eu já tinha um ataque de síndrome de pânico, meu coração disparava, eu ficava sem ar e me sentia como se fosse desmaiar. Me assediaram por telefone também, até eu mudar o número. E descobriam o número novo, e continuavam ligando. Nunca vou ter condições de pagar isso, eu pensava. Eu ligava para a advogada, que me acalmava como podia. Foram anos penosos. A cada passo para a frente, a sombra da possibilidade de ter o pouco que eu estava usando para sobreviver arrancado de mim. A cada carta, uma nova recaída e pensar se eu deveria continuar insistindo ou não deveria logo me matar de uma vez.

Em 2010, a dívida prescreveu. Ir ao SERASA confirmar foi uma das coisas mais doloridas que eu fiz na minha vida. Mas meu nome está limpo e continua limpo até hoje. Eu me sinto desconfortável só de pisar em uma agência do Itaú. Tenho vontade de chorar só de lembrar que ontem estava em um evento patrocinado por eles. Recebendo um email de uma firma de cobrança que comprou a dívida prescrita, me ameaçando de mais uma vez perder tudo que eu tenho, o que não é muito. Faço bicos para pagar as contas.

Tenho alguns livros, o meu computador e algumas roupas no armário. Não tenho jóias. Tenho 3 gatos e, agora, graças ao cara que me ajudou a sair da depressão, mais uma filha pequena e linda. Mas dessa vez eu cansei do assédio e da tortura moral e das ameaças.

Vou tomar remédio para o resto da minha vida, já paguei e re-paguei tudo que eu podia, meu nome está limpo no Serasa e no SPC, não devo mais nada a ninguém e trilhei um longo caminho para estar onde estou hoje. O Itaú é um gigante. Eu sou apenas... eu.

Eles têm o poder de mandar enterrar essa porcaria com uma canetada.

Eu só tenho o poder de abrir meu coração na Internet e pedir para me deixarem viver o resto da minha vida em paz.

Chega, por favor.

sexta-feira, maio 16, 2014

The need for sleep paralysis awareness

When I was ten years old I had my first episode of sleep paralysis. I was terrified. You see, I was being bullied my entire young life for being "crazy" (I was socially awkward, loved books and high arts and wasn't interested in typical girly stuff -- resuming, I was a biiiig nerd). As I woke up suddenly from the sensation of my entire body caught in some kind of "force field" that didn't allow me to move and the sensation that something terrible would happen to me, the impact of my peers words dig deep: so I was, in fact, getting crazy. They were *right*! Not knowing what was happening, thinking that I was the only person I knew that experienced this, I became suicidal (in the somewhat innocent manner a ten year old thinks about it). I would lay in my bed for hours trying to stop breathing. I didn't want to exist anymore. But I didn't want to do something that would hurt my parents, either. I just wanted to stop breathing and die in my sleep.

Five years passed, my teen years weren't exactly better but I was only depressed and a little desperate that my preferences and tastes made me such an outcast in my city... And one day, in a magazine I was reading at a newsstand, there it was: an article about sleep paralysis. More than 20 years later and I still can feel the blood running away from my face when I realized that I was *completely normal*, not unique, there were plenty of people in the world experiencing the same I did and it was somewhat common for people in general experiencing anxiety to have at least one episode of it in their lifes. I was in tears. Of relief and the hurt of spending years thinking I was losing my mind...

As a young adult one time I consulted with a neurologist to see if there was *anything* that I could do to stop having sleep paralysis. As I was trying to explain it to the doctor, his eyes were skeptical and I knew he was misunderstanding me. "So, what you are saying is that you are having visual and auditory hallucinations?" "NO. Nononono, I only see and hear thing while I am in this state between sleeping and being awake. Never when I am fully awake." But he classified me as something he though he knew instead of admiting he was clueless.

I'm 38 years old now. I have two main factors that cause me to have a crisis: extreme anxiety and forgetting to take my antidepressant medication. I think the second is directly linked to the first. Along the duration of my life I have experienced all the classic nightmares of one that has sleep paralysis could have: "there's something in my closet that's out to get me", "FML there are bugs, spiders and other insects crawling all over my body and I can't move!!!", "FML2, I'm locked inside a coffin with a cadaver!!!", "there's something EVIL behind me and I can't move!" yada yada. And once a recursive inception-like nightmare where the more I tried to open my eyes and force me awake I would only wake up to discover I was still paralyzed and dreaming. Not cute.

One of the things that scare me a little is that for some years now I have been experienced pain the moment I start drifting asleep and realize I will become paralyzed. It's like a strong migraine, I can barely think. Makes me more and more desperate to just wake up and it's hard to think with this level of pain. I never heard of anyone feeling PAIN during sleep paralysis. Brain scans show that I seem normal. Once again, no one knows what the hell is wrong with me. As my family has some genetic factors for developing CVAs I *am* scared. I just wish health professionals wouldn't hammer me in their easy brand of mental health impaired and tried to discover what is wrong my me.

I'm not the only case of sleep paralysis in my family. After I became aware of it, I started discovering that two of my cousins had it in their teens. Being a Christian family, they "exorcized" their demons with pray. It worked, of course, because as I said, sleep paralysis is directly linked to anxiety.

The worst thing that happened in the last year is that my son, that is 15 years old, was robbed and developed post-traumatic stress. The psychiatrist started medicating him for anxiety, then my son confessed that he was hearing and seeing the "devil" before sleeping and was terrified of sleeping alone. The wise doctor immediately classified my son as having psychosis and started giving him strong antipsychotic medication.When I started digging (it took months to make my son speak, he was really embarrassed, scared of going crazy and didn't want to hurt my feelings) I finally discovered that he was NOT having a psychotic break. He was having SLEEP PARALYSIS. And we were criminally putting strong medication on his totally normal and developing brain!!! I feel mortified. I understand that he would want secrecy (I rarely speak about having it and my experience with neurologists and psychiatrists haven't been comforting) but that I would not question enough the authority of the doctor after all that happened to me?

SO I'm opening up. In the hopes that a teenager like myself at fifteen and my son can read this and discover that yes, you are completely normal. There's nothing wrong with your brain. You are not going crazy. Yes, it's scary. Terrifying, really. Really close to night terrors but not the same. A thin line between a nightmare and being awake. And lots of people in the world will understand you. Me included.

And by the way: there ARE doctors who have heard about sleep paralysis and the correct way to treat it is to treat the anxiety. Be it with medication, meditation or prayer. Whatever works for you. Every person is different.

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 A necessidade da conscientização sobre a existência da paralisia do sono

Quando eu tinha dez anos de idade tive meu primeiro episódio de paralisia do sono. Fiquei aterrorizada. Sabe, eu havia sofrido bullying por minha vidinha inteira até aquele momento por ser "maluca" (eu gostava mais de livros do que de gente, amava artes clássicas e era bem esquisita e desajeitada além de não estar interessada em coisas típicas de menina - resumindo, eu era muuuuito nerd). Quando adormeci e de repente comecei a sentir a sensação de ter todo o meu corpo preso em uma espécie de "campo de força" que não permitia que eu me mexesse e a certeza de que algo terrível iria acontecer comigo, o impacto de anos e anos ouvindo as mesmas palavras caiu sobre mim como um raio: Eu estava mesmo ficando louca. Eles estavam certos!!! Sem saber o que estava acontecendo, pensando que eu era a única pessoa que eu conhecia que havia tido essa experiência, eu me tornei suicida (da maneira um tanto inocente que alguém que tem dez anos de idade pensa nisso). Eu passava horas e mais horas na minha cama deitada tentando parar de respirar. Eu queria deixar de existir, mas não queria fazer algo que pudesse magoar os meus pais. Eu só queria parar de respirar e morrer enquanto eu dormia, antes da próxima crise de paralisia chegar.
Cinco anos se passaram e minha adolescência não foi exatamente melhor, mas eu estava levemente deprimida e um pouco desesperada mais porque as minhas preferências e gostos me faziam completamente alienígena para as pessoas da minha cidade... E um dia, folheando uma revista numa banca de jornal, meu queixo caiu: Havia um artigo sobre paralisia do sono. Mais de 20 anos depois eu ainda posso sentir o sangue sumir do meu rosto quando percebi que eu era *completamente* normal, não era a única, havia muitas pessoas no mundo passando por isso e é comum pessoas em geral passando por um período de ansiedade ter pelo menos um episódio de paralisia do sono em suas vidas. Fiquei com lágrimas nos olhos, de alívio e pelo sofrimento desnecessário de passar anos e anos pensando que eu estava enlouquecendo, por nada...
Já adulta procurei um neurologista para ver se havia alguma coisa que eu poderia fazer para parar com a paralisia do sono. Enquanto eu tentava explicar como me sentir para o médico, eu via dentro dos seus olhos que ele não estava entendendo do que diabos eu estava falando. "Então, o que você está dizendo é que você está tendo alucinações visuais e auditivas." "NÃO. Não não não não, eu só vejo e ouço alguma coisa quando estou nesse estado específico entre o sono e o despertar. Nunca quando estou 100% acordada. Isso jamais aconteceu." Mas ele tinha me classificado imediatamente como algo que ele achava que conhecia ao invés de admitir que ele não sabia com o que estava lidando. Eu obviamente nunca mais voltei nele.


Tenho 38 anos agora. Há dois principais fatores envolvidos sempre que tenho uma recaída da paralisia do sono: estou passando por uma situação que me deixa extremamente ansiosa ou esqueci de tomar a minha medicação antidepressiva. Tenho a impressão de que a segunda está diretamente ligada à primeira (esqueço o remédio, fico ansiosa, recaída no sono). Ao longo da vida experimentei todos os pesadelos clássicos que alguém com paralisia do sono poderia ter: "tem alguma coisa no armário querendo me pegar","tem insetos e aranhas rastejando por todo o meu corpo e eu não consigo me mexer!","estou trancada dentro de um caixão com um cadáver e eu não consigo me mexer! ","tem alguma coisa extremamente ruim e má bem atrás de mim, eu não consigo ver e não consigo me mexer e ela vai me pegar!" yada yada . E uma vez um pesadelo recursivo estilo inception: eu tentava abrir os olhos e me forçar a despertar, só para descobrir que eu ainda estava paralisada e presa dentro do sonho, aí eu tentava mexer um dedo e me forçar a acordar, só para descobrir que eu ainda estava sonhando, aí...
Uma das coisas que me apavoram é que de uns anos pra cá eu tenho sentido muita dor que começa a piorar conforme eu vou sentindo que estou adormecendo e entrando no estado de paralisia do sono. É como uma enxaqueca fortíssima, dói tanto que é difícil pensar direito. Fico cada vez mais desesperada para simplesmente acordar porque está doendo, mas difícil de controlar e pensar justamente porque está doendo. Nunca ouvi falar de alguém sentindo dor durante a paralisia do sono. Todos os exames mostram que meu cérebro parece fisicamente normal. Mais uma vez, ninguém sabe o que há de errado comigo. Como minha família tem alguns fatores genéticos para o desenvolvimento de AVCs, admito que estou assustada. Só queria que os profissionais de saúde não insistissem em tentar me encaixar na sua hipótese preferida de saúde mental prejudicada ao invés de tentar descobrir o que diabos está errado comigo de verdade.
Não sou o único caso de paralisia do sono na minha família . Depois de me tornar ciente do que eu tinha, comecei a sondar e descobri que dois dos meus primos tiveram isso na adolescência . Por ser de uma família cristã, eles "exorcizaram" seus demônios com rezas, novenas e orações. Funcionou, é claro, porque como eu disse, a paralisia do sono está diretamente ligada ao controle da ansiedade.
A pior coisa que aconteceu no ano passado é que meu filho de 15 anos foi roubado e ficou com estresse pós-traumático. O psiquiatra começou a medicá-lo para a ansiedade, aí meu filho confessou que estava ouvindo e vendo o "diabo" antes de dormir e tinha pavor de dormir sozinho. O sábio  médico imediatamente classificou meu filho como tendo uma crise psicótica causada pelo trauma e receitou um antipsicótico forte (que obviamente não adiantou em absolutamente nada e ele começou a aumentar a dose, que não adiantou em nada...) Quando comecei a fuçar (levou meses para fazer meu filho falar, ele estava realmente envergonhado, com medo de enlouquecer e não queria ferir meus sentimentos)  finalmente descobri que ele não estava tendo um surto psicótico. Ele estava tendo paralisia do sono. E nós estávamos criminalmente enfiando quantidades altas de uma medicaçãop fortíssima e absolutamente desnecessária no seu cérebro ainda em formação! Eu me sinto uma imbecil. Entendo perfeitamente que meu filho queria sigilo (eu raramente falo sobre ter paralisia do sono e minha experiência com neurologistas e psiquiatras não foi a mais reconfortante do universo, né?) mas como eu pude não questionar de forma nenhuma a autoridade do médico depois de tudo que aconteceu comigo? Burra.
Então, estou aqui revelando isso e botando na Internet. Na esperança de que adolescentes como eu fui aos quinze anos e como meu filho possam ler e descobrir que, sim, você é completamente normal. Não há nada de errado com seu cérebro. Você não está ficando louco. Sim, é assustador. Aterrorizante, apavorante. Muito parecido com terror noturno, mas não é a mesma coisa. Uma linha tênue entre estar tendo um pesadelo e estar acordado. E muitas pessoas no mundo vão entender você se você falar sobre isso. Incluindo eu.


E em tempo: existem médicos que já ouviram falar sobre paralisia do sono e a forma correta de tratá-la é tratando a ansiedade. Seja com medicação, meditação ou oração. Se funcionar, tá valendo.

sábado, dezembro 07, 2013

Oh hai! Eu sou uma Wishlist de aniversário!

Camiseta de caveirinhas da Geek.etc.br:


GANHEI!


Edredon Queen linha Cities da Tok & Stok


Canetas POSCA PC-3M ou PC-5M















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Eu ainda quero aqueles óculos de natação com grau... Descobri os Speedo Vision Pro, que vendem em algumas óticas apenas.

Não sabe o que me dar de aniversário meeeeesmo? Um eGift card cai moito bem!

http://www.comixology.com/egift-cards 
Esses da Comixology me permitem comprar minhas HQs preferidas e você escolhe o valor. 

Para livros a Amazon tem o Amazon Gift Card por email, que facilita comprar ebooks:

https://www.amazon.com/gp/product/B00A48G0D4/gcrnsts?ie=UTF8&qid=1386711647&ref_=sr_1_1_m&s=gift-cards&sr=1-1

O Rafa vive falando no Fitbit. Gostei deste modelo:

Fitbit Force











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segunda-feira, outubro 14, 2013

The people that I love don't love the comics that I love... and it hurts

Eu ainda lembro a primeira vez que vi Um Sonho de Mil Gatos. Eu havia mudado para uma escola nova após oito longos anos de bullying, estava no segundo ano do segundo grau e um colega de turma chegou com uma revista e disse: "você gosta de quadrinhos? Então você vai gostar disso aqui." Eu devorei aquela revista e li e reli aquela história durante o resto do período das aulas obcecadamente. Achei que era um one shot. Fui procurar nas bancas. E fiquei chocada quando descobri que Sandman era uma série. Eu nunca havia lido algo igual na minha vida. Procurei por edições antigas em todas as bancas que encontrava pelo caminho, em todas as bancas de jornal que encontrava, em qualquer estado em que estivesse. Procurava completar os pedaços dos quebra-cabeças dos arcos das histórias que já haviam sido publicadas e recolhidas e ninguém tinha mais. Era o começo da década de 90 e as bancas estavam recheadas de quadrinhos da Vertigo e publicações alternativas e eu deixava de comer para usar o dinheiro para comprar o que eu pudesse.

Mais ou menos nessa época eu comecei a frequentar um grupo de adolescentes na igreja católica local por diversos motivos: agradar minha mãe, conhecer gente nova, tentar qualquer coisa que pudesse me ajudar na minha eterna luta contra a depressão... E lá conheci o André, que era um colecionador de quadrinhos de verdade, do tipo que guardava cuidadosamente suas revistas em embalagens plásticas individuais e tinha estantes e mais estantes com séries completas. Eu mal pude acreditar quando ele disse que colecionava Sandman e me emprestou as revistas e eu pude ler, pela primeira vez, desde o começo, até o ponto em que estava na banca na época. Eu levava as revistas cuidadosamente na garupa da minha bicicleta e devorava cada uma, devolvendo todas sem sequer um risco a mais na capa. André um dia me levou ao centro do Rio e me apresentou não só a uma banca especializada em quadrinhos como a uma loja inteira dedicada a isso. A idéia de uma gibiteria era demais para minha mente de 15 anos. A banca tinha uma seção forrada de Akira de fora a fora e acima, edições encadernadas colecionando os primeiros volumes de Sandman. Eu não conseguia tirar os olhos daquelas edições e fazer cálculos mentais de quantos dias precisaria ficar sem comer para conseguir comprar pelo menos uma delas. Meu amigo me perguntou se eu queria e eu respondi, sem graça, que jamais teria dinheiro para pagar. Ele comprou os 4 volumes para mim. Eu chorei.

Ao longo dos anos, as editoras brasileiras pararam de publicar Sandman. Eu entrei na faculdade, casei e comecei a importar as revistas em inglês via Devir para completar minha coleção. Um misto daqueles 4 volumes, revistas muito velhinhas achadas em sebos, revistas near mint importadas do exterior, tudo muito difícil e suado de conseguir, anos de trabalho e dedicação.

Assim como essa história eu tenho outras.

Se você entrar na Amazon ou na Comixology consegue comprar Sandman completo virtualmente em segundos. A edição encadernada de luxo, impressa, completa, tá lá na Livraria Cultura. A minha coleção só tem valor pra mim.

Meu marido não liga para quadrinhos. Ele culpa a DC e a Marvel por isso. Ao longo dos anos eu tentei fazer ele ler alguma coisa. Eu dei de presente para ele uma vez Um Sonho de Mil Gatos e a edição nº8, a primeira aparição da Morte, quando fomos numa Comix. Ele nunca abriu as revistas e esqueceu que elas existiam. Eu nunca esqueci.

Meu filho de 15 anos não liga muito para ler, apesar de eu ter contado histórias para ele praticamente todas as noites da infância dele, apesar de eu ter levá-lo em várias Bienais do Livro, apesar de levá-lo a livrarias como programa regular, presenteá-lo com livros e quadrinhos, ele só sabe que Neil Gaiman é "aquele cara de quem a minha mãe gosta" e ele me pediu Maus de presente, mas apenas porque é obcecado pela 2ª Guerra Mundial. Todo o resto permanece largado. De alguma forma eu falhei feio em criar um leitor.

Eu já tive uma estante gigante forrada de quadrinhos em um apartamento. Fiz minha tese de faculdade sobre quadrinhos e internet. Sonhei quando era jovem para sonhar com isso em talvez entrar no mercado, publicar algo, criar minha própria webcomic aplicando algumas idéias que eu explorava na minha tese... Hoje, depois da última mudança eu tenho cerca de 3 caixas com quadrinhos e meu marido reclama que o apartamento não tem espaço para elas. Tanto esforço, tantas lembranças... Algumas coisas raras, também, e autografadas. Um dos autógrafos foi do Will Eisner, alguns meses antes dele morrer... Provavelmente vai tudo parar no lixo quando eu me for... mas pelo menos parte da história eu registro aqui. Enquanto o Google não decidir encerrar o Blogger e apagar tudo, sei lá. De porque essas coisas têm algum valor, ou como elas eram 20 anos atrás. 

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I still remember the first time I saw A Dream of a Thousand Cats . I had moved to a new school after eight long years of bullying , was a sophomore in high school and a classmate arrived with a book and said, "You dig comics? Then you will like this one." I devoured that comic book and read and re-read that story for the rest of the class period obsessively . At first I thought it was a one shot . I went looking for it at newsstands and was surprised when I discovered Sandman was a series. I had never read anything like it in my life . I looked for old editions in all newsstands, pawn shops, thrift stores that crossed my way, in any state they were. I sought to complete the pieces of puzzles of stories that had long been published and recalled and were impossible to find. It was the beginning of the 90s and the newsstands were filled with Vertigo comics and alternative publications and I stopped eating at school to save my lunch money to buy whatever I could with it.
Around that time I started going to a teenage catholic group at the local church for many reasons: to please my mother, meet new people and maybe they had something that could help me in my eternal struggle with depression ... And there I met André, who was a true comics collector, the kind that carefully wrapped each mint edition in plastic and had shelves and more shelves with complete comic series. I could hardly believe my ears when he said he collected Sandman and lent me the comics so I could read it for the first time since the beginning. I took them home walking in the air and devoured them all, carefully returning them without even an added speck of dust on a cover. It was such an honour! André took me one day to the center of Rio and introduced me not only to a newsstand specialized in comics as a whole store dedicated to it . The idea of ​​an entire comic book store blew my 15 years old mind. The
newsstand had a section lined with Akiraand above,trade paperbacks collecting the first four volumes of Sandman . I couldn't take my eyes away and kept making mental calculations of how many days I needed to skip food and collect lunch money to buy at least the cheaper one. My friend asked me if I wanted them and I replied, embarrassed, that I would never have enough money to afford them. And then he bought the four volumes to me. I cried.
Over the years, the Brazilian publishers stopped publishing Sandman. I went to college, got married and started importing American comics via Devir to complete my collection. A mix of those first four volumes, very shabby comics found in thrift stands and near mint imported comics from abroad forms the 75 comics of my Sandman collection. It was very difficult to achieve, took years of hard work, sweat and dedication.
I have many other histories like this one.
If you go on Amazon or Comixology, you can buy the complete Sandman right now in seconds. You can buy the
definitive printed edition in your favorite bookstore. There's a beautiful leathery deluxe one too. 
My collection only has value to me.
My husband does not care for comics. He blames DC and Marvel for this. Over the years I tried to make him at least read something. I gave to him once A Dream of a Thousand Cats and issue #8 , Death's first appearance, when we were in a convention called Comix. He never unwrapped the comics. He forgot they existed. I never forgot .
My 15 year old son does not care about reading, although I have read him stories almost every night of his childhood, though I took him to so many
Book Biennials full of attractions,despite taking him regularly to bookstores as a fun activity and gifting him with books and comics. He only knows that Neil Gaiman is "that guy mom likes" and he asked me to buy him Maus, but only because he's obsessed with WWII. Everything else remains untouched. Somehow I failed to create a reader. Kudos to me.
I've had a shelf lined with comics in many an apartment. I did my college thesis on comics and internet. I dreamed when I was young enough to dream I might work on comics, publish something, create my own webcomics applying some ideas that I explored in my thesis ... Today, after the last time we moved I have about 3 boxes of comics and my husband complains that the apartment does not have room for them . So much effort, so many memories ... Some rare stuff, too, and autographed. One of the autographs was Will Eisner's a few months before he died ... Probably it will all will end in the trash when I'm dead myself... but I don't want the history of why I had these things or why they were important die with me. That's why I'm writing here. It'll keep at least for the time Google does not decide to terminate Blogger and delete everything here. Because some of these things have some value, at least for the heart, or at the very last to show how things were 20 years ago.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

A tradicional wishlist de aniversário

Como foi que eu cheguei aos 37?

Ok, vamos lá:

- Um HD externo de 2Tb para fazer backup das minhas coisas
- Um cartão mini sd de 32Gb pro celular
- Um vale presente da Loungerie
- Um vale presente de sessões de drenagem linfática
- Um curso de Objective C (ando pensando na Caellum)
- Um par de Havaianas Pac Man que eu achei fofo
- Um par de sapatos confortável para caminhar pela cidade
- Um par de óculos de natação com correção de grau para miopia
- Um batom Maybelline Superstay 24 horas vermelho escuro só pra ver qualé :)

quinta-feira, outubro 27, 2011

The trouble with Siri

In one word: people. In one phrase: people that lack education a.k.a. douchebags. They'll want the shiny.

You see, when you think about a personal assistant Jetsons-like, you like to think about a perfect, idealized futuristic ambient. Reality has a LOT more noise. Technology can be blameless but the WAY people use it...

I live in a megalopolis where the majority of people seems to be composed by entitled egotistical narcissists with lack of empathy for anyone around them that isn't, well, THEM. I don't need to name names. If you live in a megalopolis, I'm pretty sure that people around you are eerily similar.

Here, specifically, we have a cultural problem of teens that love to hear loud terrible music on their cell phones. In the metro. Crowded metro. At rush hour. They have ear plugs, every fucking phone comes with them, but they REFUSE to use it. Try to imagine traveling with 3, 4 of these guys blasting music in the highest volume their cell phones can reach about "bitches taking it in da ass". 3, 4 different cellphones screaming at you at top levels at the same time for how long you take to commute. Every. day. And if you try to complain, they tell you to go fuck yourself. Sweet, uh?

Oh, but these young men are black and poor and yadayada you bigot you. Okay, try this one for size: I like to take the baby for a stroll in the park near home. When she falls asleep I usually sit on a bench, take my moleskine out and start doodling. But soon the human zoo around me demands attention, not even ONE of them paying attention to the green, beautiful park they're crossing: the young gangsta ones with their cellphones blasting music are here too, but also the 50-ish white dudes SCREAMING in their smartphones, many times on hands free/speakerphone about anything from business to where to go for dinner and once in a while disgusting details of their medical history that you shouldn't go around screaming to anyone to hear. Then you distract yourself trying to draw and another guy passes buy, no cellphone visible, screaming to himself while jogging. Schizophrenia? Nope. This douchebag has a bluetooth earplug. Women aren't exactly better. Once I heard an entire conversation between a girl in the bus and her boyfriend trying to make some sexy phone talk... while she was on speakerphone! The ENTIRE bus could hear the old "what are you wearing" and "I wanna do this and that to you, sexy" routine. Try to ask these people not to do this and the answer will be the same: fuck you (or the rich white dude version: who do you think YOU are to talk to me? Do you know WHO I am? Fuck you.)

As you can see, being an entitled asshole here is independent of age, class, money, skin color or gender.

Can you imagine this kind of person with an iPhone 4S in hands? Screaming bad jokes at Siri or asking their smartphones in the middle of a crowd if they want to sit on their dick? Just imagine a room full of these assholes talking to their phones. In the theater!

In a perfect world you would use it at home, in your car, on your own room at work and even in your bathroom*... but the world we live in is far from perfect and the fault is in our own lack of education. I'm no better than most and use my smartphone a LOT but at least my excess typing doesn't add to the cacophony around me.

Everyone's screaming, honking and blasting and not one of them are hearing themselves. Unfortunately, LOTS of them will have iPhones 4S in hands and when other brands follow in some months or years, we'll hear a LOT more douchebags screaming to their smartphones AND their smartphones screaming back. Fun future, uh?

*I heard a woman's conversation once in an office public restroom about how she would fire her nanny, screaming on speakerphone while taking a dump on the stall left to mine. PLEASE don't do it in a public place.

sábado, abril 02, 2011

14 dias

Duas semanas depois, nove meses de espera e as marcas recentes ainda no meu corpo, o peito cheio que só a presença dela alivia e eu ainda olho para ela e parece surreal que ela esteja aqui, minha vida mudada pra sempre e ainda é o começo.

quarta-feira, março 02, 2011

Playing with Barbie

So, in more or less 3 weeks I shall become the mother of a baby girl. You start to think about a lot of things when you become the mother of a girl. There's a whole world out there that wants to mold you to "fit" into certain concepts of what is the right or wrong way of being a girl today. Of course, I shall do what any mother would do: try to do my best.

 I'm not really a big fan of Mattel's classic blond bimbo Barbie, but I must say I really loved the concept of Barbie Computer Engineer. I think its a HUGE step on the matter of role models for little girls, but what bugs me is that I can't relate too much with blonde pastel bimbo computer engineer Barbie. I can't see myself when I look at her. Too much pink, too much pastel and don't even get me started on the fact that even in USA you DON'T have a majority of population composed of girls with blond hair and blue eyes. I'm a little sick of seeing beautiful brunette little girls playing with blond dolls and then asking their mothers to let them discolor their hair so they can feel "pretty".

So I played a little with Photoshop to create a Computer Engineer Barbie that I wouldn't mind buying to my daughter, trying to change very little indeed. A brunette with a more practical haircut, the glasses and laptop went from the mandatory pink to red (I dunno what happened with the toy industry but red seems to be hijacked to boys toys, like anything with Cars in it, and only pink is regarded as girly. Makes no sense to me). I kept pink, as accessory. It can be in the details and be nice if you don't overdo it. And I changed the t-shirt to a dark magenta, keeping it pinky but topping it up a notch. The jacket went from the multicolored pastel to a washed jeans with the same circuit board patterns, not fighting for attention with the t-shirt as it was before. Little changes, and yet I feel that you could walk into a IT department and find the doll in the right there, working as sysAdmin. I would love to see someone run with the concept and do a OOAK like this one.


Clica que amplia - click to see it bigger

 Então, em mais ou menos 3 semanas vou ser mãe de uma menina. Você começa a pensar em um monte de coisas quando você se torna mãe de menina. Há todo um mundo lá fora que quer moldá-la para se "encaixar" em certos conceitos do que é a certo ou errado em ser uma garota hoje em dia, e isso me incomoda um bocado. Claro que vou fazer o que qualquer mãe faria: tentar fazer o melhor possível dentro das circunstâncias.

 Eu não sou muito fã da clássica Barbie loira patricinha da Mattel, mas devo confessar que adorei o conceito da Computer Engineer Barbie. Acho que é um passo enorme na questão de modelos decentes para as meninas, mas o que me incomoda é que eu não consigo me identificar muito com a Barbie loira pastel engenheira de computação que lançaram. Eu não consigo me ver quando eu olho para ela. Muito rosa, muito tom pastel, e ainda tem o fato de que mesmo nos EUA você não tem uma maioria da população composta por meninas com cabelos loiros e olhos azuis. Estou um pouco enjoada de ver menininhas morenas, naturalmente lindas, brincando com suas bonecas majoritariamente loiras e em seguida pedindo pra mãe para deixá-las descolorir os cabelos e ficar loiras para que eles possam se sentir "bonitas de verdade".

Daí eu brinquei uma meia horinha no Photoshop para criar uma Computer Engineer Barbie que eu não me importaria de comprar para minha filha, tendo cuidado para mudar o menos possível do original, para ficar 100% factível. Criei uma morena clara, com um corte de cabelo moderno e prático. Mudei os óculos e o netbook do rosa obrigatório para o vermelho (não sei o que aconteceu com a indústria de brinquedos, mas o vermelho parece que foi desviado para brinquedos de meninos, como qualquer coisa com Carros por exemplo, e apenas o rosa é considerado como feminino. Não faz sentido para mim.) Eu mantive o rosa como acessório. Ele pode cair bem nos detalhes se você não exagerar. A camiseta eu mudei para um magenta escuro, mantendo o estilo "pink" mas fugindo do pastel. A jaqueta foi do pastel multicolorido para um jeans lavado com os mesmos padrões de placa de circuito, para não ficar disputando atenção com a camiseta como acontecia antes. São mudanças bem pequenas mesmo, e ainda assim eu sinto que você poderia entrar em um departamento de TI e encontrar uma garota como esta boneca, trabalhando como sysAdmin. Adoraria ver alguém correr com o conceito e fazer uma OOAK* neste estilo.

*bonecas personalizadas, "one of a kind" (modelos únicos, modificadas a partir de bonecas produzidas em massa)

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Hello 2011

This year started giving me a nephew. Soon I shall have my own daughter in my arms. My little Rigues! =)

quarta-feira, dezembro 01, 2010

A tradicional wishlist de aniversário

Vou fazer 35 anos e não tenho planos para comemorar. Talvez vá no restaurante japonês de estimação, mas não vou poder comer sushi estando grávida de seis meses. Ainda não me acostumei muito com a idéia... Eu nem sei como vai ser a minha vida daqui pra frente com essa mudança. Tudo está diferente. Inclusive eu.

Em duas semanas termino o curso de um ano de Histórias em Quadrinhos da Quanta. Foi o presente de aniversário que dei para mim mesma. Eu devia isso àquela menina de 17 anos que desenhava compulsivamente e foi para a Bienal de Quadrinhos de 1993 com uma pasta cheia de desenhos debaixo do braço. Ei, garota, essa foi pra você. Eu sei que você ainda está aqui, em algum lugar.

Ando menos interessada em presentes do que em saúde. Se eu não tivesse de batalhar constantemente contra a depressão e a síndrome de pânico a esta altura talvez eu já tivesse produzido alguns albuns de histórias em quadrinhos. Queria ter dinheiro para tentar terapia cognitivo-comportamental, algo novo, que me ajudasse a me estabilizar.

Ok, wishlist:

Wet Moon 1, 3, 4 e 5 de Ross Campbell. Publicado pela Oni Press, à venda na Amazon. Eu tenho o 2.

O novo iPod Nano











O novo iPod Nano, porque pessoa esqueceu na lavadora o Shuffle. De novo. E porque eu amo touchscreen.

• Um celular com Android.

• Coleção The Absolute Sandman (em inglês, capa dura): v1, v2, v3 e v4 na Amazon.

• The Graveyard Book (O Livro do Cemitério) de Neil Gaiman, baratinho na Livraria Cultura.

• The Animator's Survival Kit na FNAC com bom desconto.

Tudo o que está na minha Wishlist da Amazon: http://amzn.com/w/2P1G7L8UVAODU

Preciso de um notebook novo, porque o Positivo W98 tá morrendo, infelizmente.

Preciso de dinheiro e saúde para criar meus dois filhos.

Acho que é isso.

segunda-feira, outubro 25, 2010

Refletindo sobre energia solar

Há uma enorme fábrica de energia solar sendo construída no Canadá que deve processar energia suficiente para abastecer cerca de 12.800 casas. Muito legal e tal, só que este monstro troca um impacto por outro: a vasta área de floresta derrubada para a construção dos 90 hectares da fábrica terá seu impacto ambiental nos próximos anos. Não que a Embridge Inc., que ganha a vida com petróleo e tem um enorme vazamento de óleo em Michigan na conta se importe tanto assim com o impacto. Mas de uma forma meio torta, eles estão tentando molhar os pés e experimentar esse tal setor de energia limpa, sabe, com todo esse lance do petróleo não ser um recurso renovável e tudo mais... e eles estão fazendo isso da única forma que sabem: a velha forma.

Eu realmente acho que essas empresas estão perdendo dinheiro por não investir em pesquisa para produzir energia solar a partir do uso das superfícies éxternas das áreas que já temos construídas ao invés de sair por aí desmatando e construindo novas áreas para fábricas. Na verdade, há uma boa quantidade de pesquisa sobre o assunto acontecendo atualmente no meio acadêmico.
Uma idéia: construir painéis solares no formato de telhas. Torne-os simples de conectar, talvez até mesmo sem fio, usando contato indutivo na criação de uma rede. As pessoas podem simplesmente trocar suas telhas atuais pelas novas, que terão as mesmas medidas que as tradicionais. A energia coletada pode ser usda para alimentar as áreas de uso comum dos prédios, reduzindo o consumo de energia da rede pública necessário para aquele edifício. Cada apartamento/escritório pode ter uma tomada de energia solar para carregar celulares e outros gadgets com o excedente.
Outra coisa que vejo chegando num futuro próximo: tinta que funciona como uma célula de energia solar. Pinte as áreas externas das casas, edifícios, estacionamentos com ela e você terá uma enorme rede de células, suficiente para abastecer com mais do que apenas o que as telhas acima conseguiriam fornecer.
Já existe tecnologia para transformar janelas de vidro em painéis solares. E já há uma empresa fazendo  painéis solares em forma de telha. E há painéis solares flexíveis como tecido, sendo usados em tendas. Até agora, tudo que achei sobre tinta solar foi este artigo de 2005, sobre um spray de células solares plásticas sendo inventado na Universidade de Toronto e uma start-up chamada NextGen desenvolvendo um conceito de tinta muito semelhante ao citado acima, mas ainda não está à venda.
Então ao invés de construir uma nova fábrica
apenas para montar painéis solares enormes, que se use toda a cidade como fábrica de energia solar. Que se faça parcerias com as pequenas start-ups e se ganhe muito dinheiro vendendo telhados, janelas, tinta para transformar os edifícios existentes, carros, barracas, ruas e qualquer superfície externa em coletora de energia solar. Sim, eu aposto que com a quantidade certa de proteção contra o atrito cotidiano dos carros o asfalto também pode ser usado para captar energia solar. Há mercado também para prestação de serviços: treinamento, técnicos, suporte, conserto e manutenção, vendas...
A propósito, existe um bom lugar sim, para construir enormes fazendas solares: áreas desérticas. Há desertos na América do Norte, América do Sul, África, Ásia e Austrália. Pessoas que investirem no desenvolvimento de células utilizando materiais locais como base (como sílica a partir da areia, por exemplo) vão se tornar tão ricas quanto os exploradores de petróleo hoje em dia. As coisas já estão acontecendo rapidamente em lugares como Israel e Califórnia.

***Os links para os artigos, em inglês, estão no post em inglês ;)

Thinking about solar power

So, there's a huge solar factory being built in Canada that shall process enough energy to power an average of 12.800 houses. Nice, but this monster changes one impact to other: the vast area of forest that went down to build the 90 acres of factory will have its environmental impact in the years to come. Not that Embridge Inc., that deals with petroleum and has a huge leak of oil in Michigan to already account for, cares. In a (odd) way, they are trying to wet their feet in the clean energy business, what with petroleum not being a renewable resource and all and they're doing it the only way they know how to: the old way.

I still think that companies are losing money by not investing in research to harness solar energy from simple surfaces we already have built, instead of going about building factories. In fact, there's ALREADY good research been done about this subject in the academic world.

Here's one idea: build solar panels in the format of roof tiles. Make them simple to conect, maybe even wirelessly, with inductive contact, creating a grid. People can just change their existing roof tiles to the new tiles that will have the same measurements the traditional ones have. The collected energy can power common areas and reduce the public energy needed by that building. Every room in the building can have a solar powered socket to charge cellphones and other little gadgets with the surplus.

Another thing that I see coming in the near future: create paint that functions as solar cells. Paint the external areas of houses, buildings, parking lots with it and you'll have a huge grid of cells, enough to power more than just what the tiles above could collect.

There's already technology to transform glass windows in solar panels. And there's already a company doing the solar panels in the form of roof tiles. And here's flexible solar sheets being used to form a tent. So far all I found about solar paint was this article from 2005 about spray-on plastic solar cells being invented in the University of Toronto and a start up called NextGen developing paint that works prety much as I stated above, still not in the market.

So, don't build a new facility just to spread big solar panels, use the entire city as a facility. Partner with those small start ups and make lots of money selling the roof, windows, paint to make existing buildings, cars, tents, streets, any exposed surface solar powered. Yep, I bet that with the right amount of protection from everyday atrict asfalt too can be used to collect solar energy. There's market for services too: training, technicians, support, repair, sales...

I think that there IS a good place to build huge solar farms, by the way: desertic areas.  There are deserts in North America, South America, Africa, Asia and Australia. People that invest in developing cells using local materials as basis (like silica from sand, for example) will become as rich as the petroleum explorers today. Things are happening fast in places like Israel and California.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Grávida

Para os desavisados que não acompanham o meu twitter: bom, estou grávida. De 15, quase 16 semanas.
A gravidez tem blog próprio, assim como twitter próprio.

De resto, tenho escrito pouco aqui porque tenho twittado bem mais. Você pode acompanhar o que eu escrevo em http://twitter.com/lanika

domingo, junho 13, 2010

Fude Pen - Caneta Pincel - Brush Pen




Comprada na Livraria Sol em frente ao metrô Liberdade (SP), é recarregável e dá para comprar a recarga de nanquim lá mesmo. Foi dica do Mario Cau.

quarta-feira, junho 09, 2010

Robot Luv

Daí que entrei no MSN apenas e tão somente para ver um amigo. Uma pessoa randômica tenta me adicionar, resolvo dar o benefício da dúvida (why, oh, why) e...


****************@hotmail.com diz:
wassap 

Lanika diz:
Hi, I am at work

****************@hotmail.com diz:
hey cutie pie 

Lanika diz:
I don't recognize your name or email

****************@hotmail.com diz:
i'm 22/f your a male right?

Lanika diz:
Wow, you're a bot

****************@hotmail.com diz:
nice, I just got off work and finally got some time to relax which site did i msg you from again?

****************@hotmail.com diz:
http://******** CLICK HERE! and click accept on the left! i'll be waiting for you baby!

Lanika diz:
HAHAHAHAHAHA!!!!

****************@hotmail.com diz:
I am a little busy right now, i have some new pics that i'd like u to see, but i'd rather you see me on cam!!!

Lanika diz:
HAHAHAHAHA!!!!!!!!!!

****************@hotmail.com diz:
do you cam? Well i don't do yahoo cam or any other cam because i have been recorded before... But i do know one site you can watch me on cam, that assures me no one records...

Tá, cansei e bloqueei. O interessante aqui é que embora provavelmente gerado automaticamente, o endereço de email parecia bem real. Pelo papo foi fácil sacar que era um bot usando frases aleatórias puxadas de um banco de dados, sem nem sequer uma IA para conferir realidade à interação com a vítima.

O interessante é ver o realismo das frases. Acabo de encontrar o par perfeito pros random users punheteiros que sempre tentaram me adicionar e forçar uma barra no MSN. Se o bot falasse miguxês e português eles cairiam neste golpe como moscas.

Preciso repetir porque não uso mais MSN hoje em dia?

domingo, maio 30, 2010

ABOUT BUYING MUSIC

So, here at home we have a little cultural program to educate Gabriel: He receives R$20 a month to do whatever he wants, so he learns to deal with money AND he has the same amount as credit to spend in books (including graphic novels and we usually make exceptions and buy the book anyway if we think he made a good choice or he reaaaally wants that book).

I was thinking about extending the program and giving him R$20 (or U$10) in credit to buy music (mp3 for his mp3 player -- not an iPod). He likes rock, bands like Supertramp, Rolling Stones, Kaiser Chiefs, ACDC and recently has discovered Nirvana. It would be easy to just go around downloading mp3s for free and fuelling his player but I would love to teach him to, you know, GO LEGIT. So, what's the better way to manage it, giving the cap of 20 reais or 10 dollars a month? Gift cards in iTunes store? There is some kind of store with subscription service for X downloads a month within this range? How do I teach my curious tween about consuming music the same way I teach him about consuming (printed*) books?

Food for thought here: I learned about new music listening to radio and sharing mix tapes with my friends at school, and after MTV came to Brasil, seeing it too (it's a shame MTV no longer stands for Music television). Gabriel discovers new music seeing videoclips in Youtube, listening to online radios and exchanging mp3s via bluetooth on his cell phone with his friends at school.

Can you see it? The FORMAT changed but the way music spreads and reaches new listeners is still the same. MTV gave me REM, mix tapes brought me Tori Amos, radio brought me Nirvana. Youtube brought Kaiser Chiefs to Gabriel, games brought him Cardigans (Gran Turismo, My Favorite Game) and his exchange at school teaches ME about new stuff.

*ebook stores, I'm looking at YOU. There's no way I'll buy a book I can't share with my kid and he can't share with his friends or take it to school to show them how cool it is so, guess what, you may end with MORE readers. His school has a book club and so far I know that every book he took home is an interesting book to buy later for him. So, if I can't do with an ebook what I can do with a printed book I PAID for I won't give you my money for it and hope you go screw yourselves. It's just stupid that you think this won't make you sell more, you don't even trust the quality of the product you're selling. Well, I may be stupid too for my entire life I lent books to friends that liked them so much I never got them back and I just though it was cool that they enjoyed it so much and bought them again. We even have a saying here i Brasil, that "a lent book is a given book" (livro emprestado é livro dado). Boy, you suck at forming new readers/consumers.

So, feedback please about the better way to give Gabriel the R$20 a month credit to buy music? email me at lanika_@hotmail.com.

quinta-feira, maio 06, 2010

...it's always like this

I don't belong. There's no place to come back and everyday I try to build another home. I'm more confortable in my own: house, pace, peace.

The house where I was born was demolished some years ago. Today a building leaves no trace of what it was before. The ground where I made my first steps was levelled, removed, extinguished. And when I die no one will remember it ever existed.

The bedroom where I grew up is no longer mine. The bed I slept while looking to the stars in my windows was donated years ago. When I got out of my parents house they did not look back. The walls where I drew tiny drawings with pencil are neatly covered in white paint.

And all the houses I build before were nothing but temporary places. A place to come back from the night before. A place to rest and maybe make love. Home must be where the heart is, they say. All I know is I don't belong.

My memories fade in forgetful mist. The only place past is alive still. With every bit that is erased, a piece of it ceases to live.

I'm foreigner in a world I don't understand. The more I try the more I fail. I have no place to turn back. This home I try to build again, with remains of what may finally last.

segunda-feira, maio 03, 2010

Open Eyes

I will fly away but you just don't care
I won't look behind but I won't forget
Yes you hurt me for my differences
I just hope you feel the same pain
Someday...

Let life teach you when eyes cross your way
If someone tells me I'll be sure to laugh
When the pain then makes you understand
How it hurts, being judged for being different
Someday...

Silently you avoid my direction
I'll step through the door anyway
I won't look behind, with open eyes
I will make it all disappear
In the past...

sexta-feira, abril 30, 2010

"coisas para fazer antes de morrer"

Via @dj_spark

Você já...

1. Criou seu próprio blog.
2. Dormiu sob as estrelas. (e que estrelas!!!!)
3. Tocou numa banda.*
4. Visitou o Havaí.*
5. Viu uma chuva de meteoros.
6. Teve uma mini biblioteca em casa (ainda tenho)
7. Foi para a Disneylândia.*
8. Escalou uma montanha.*
9. Segurou um louva-deus.*
10. Cantou solo. (solita no chuveiro)
11. Pulou de bungee jump.*
12. Visitou Paris.
13. Viu uma tempestade de raios no mar.
14. Aprendeu uma forma de arte sozinho.
15. Chorou no show de uma das suas bandas favoritas.
16. Teve infecção alimentar.
17. Visitou a Estátua da Liberdade ou o Cristo Redentor.*
18. Cultivou seus próprios vegetais.
19. Viu a Mona Lisa na França.*
20. Transou com um dos seus melhores amigos (ex namorado conta?)
21. Participou de uma luta de travesseiros.
22. Viajou pedindo carona. (em Visconde de Mauá, mas lá todo mundo viaja :P)
23. Faltou por estar doente quando não estava.* (não, já é ruim faltar quando se está doente)
24. Construiu um forte de neve. *
25. Segurou um carneiro.*
26. Mergulhou pelado.
27. Correu uma maratona.*
28. Namorou, nem que por pouco tempo.
29. Viu um eclipse total.
30. Viu o nascer e o pôr-do-sol.
31. Disse “eu te amo” e realmente sentiu isso.
32. Esteve em um cruzeiro.*
33. Comeu sushi.
34. Visitou o lugar onde seus ancestrais nasceram.
35. Sobreviveu a uma doença em que poderia ter morrido.
36. Aprendeu uma língua nova sozinho.
37. Teve dinheiro o bastante pra ficar realmente satisfeito.
38. Viu a Torre de Pisa.*
39. Escalou nas rochas.*
40. Viu “David” de Michelangelo.*
41. Cantou karaokê.
42. Viu um géiser em erupção.*
43. Pagou uma refeição para um estranho. (várias vezes)
44. Visitou a África.
45. Andou na praia à luz da lua.
46. Foi transportado por uma ambulância.
47. Teve um retrato seu pintado.
48. Pescou no alto-mar.*
49. Viu a Capela Sistina.*
50. Esteve no topo da Torre Eiffel em Paris.*
51. Mergulhou ou fez snorkel.
52. Beijou na chuva.
53. Brincou na lama.
54. Foi à um cinema drive-in.
55. Foi ao cinema.
56. Visitou a Muralha da China.
57. Abriu seu próprio negócio.
58. Teve aula de artes marciais.(karatê)
59. Visitou a Rússia.
60. Trabalhou em uma cozinha do sopão.
61. Vendeu biscoitos de escoteiras.*
62. Admirou as baleias.
63. Ganhou flores sem motivo.
64. Doou sangue.
65. Pulou de pára-quedas.
66. Visitou um campo de concentração nazista.
67. Teve um cheque devolvido.
69. Salvou um brinquedo de infância.
70. Visitou o Lincoln Memorial.*
71. Comeu caviar.*
72. Fez um quilt.*
73. Foi até Times Square.*
74. Conheceu os Everglades.*
75. Foi demitido.
76. Assistiu à mudança de guardas em Londres.*
77. Quebrou um osso.
78. Andou em uma motocicleta de corrida.
79. Viu Grand Canyon ao vivo.*
80. Publicou um livro.
81. Visitou o Vaticano.*
82. Comprou um carro zero.*
83. Andou em Jerusalém.*
84. Teve uma foto sua no jornal. (mais de uma vez)
85. Leu a Bíblia inteira. (mais de uma vez)
86. Visitou a Casa Branca.*
87. Matou e preparou um animal para comer. *
88. Teve catapora. (e todas as doenças típicas da infância)
89. Salvou a vida de alguém.
90. Participou de um júri.*
91. Conheceu alguém famoso.
92. Participou de um clube do livro.
93. Perdeu um ente querido.
94. Teve um bebê.
95. Viu o Alamo ao vivo.*
96. Nadou no Great Salt Lake.*
97. Processou alguém ou foi processado.
98. Teve um celular.
99. Foi picado por uma abelha.
100. Foi ao Canal do Panamá.*
101. Quis alguém e não pôde ter.
102. Teve alguém e não quis ter.
103. Quis alguém e pôde ter mas não teve coragem o suficiente pra falar tudo que deveria dizer ao invés de ficar se fazendo de difícil.

Essa lista é meio bobinha e pela quantidade de lugares nos EUA e só uma referência ao Brasil foi obviamente traduzida de algum lugar... As coisas que estão marcadas com um asterisco não me interessam fazer nem um pouquinho e acho que não faria, ou se tivesse feito me seriam indiferentes. Eu já plantei mais de uma árvore, já tive um filho e provavelmente nunca vou escrever um livro (se eu publicar um album de quadrinhos já tá legal)

Antes de morrer eu ainda pretendo conseguir visitar Paris, o Japão na estação das cerejeiras e o Canadá e publicar ao menos uma história minha em algum lugar.