quinta-feira, outubro 02, 2008

Terapia Ocupacional: uma história de terror ilustrada envolvendo aliens, um cliente sem noção, um ilustrador preguiçoso e um sobrinho micreiro...


Era uma vez a Crefito de SP, que queria homenagear os terapeutas ocupacionais em 13 de outubro. Principalmente os terapeutas alienígenas sem nariz com olhos de mangá que têm mãos atrofiadamente pequenas e que cuidam de famílias de pessoas também sem nariz com olhos de mangá e bocas pequenas, finas e deformadas, sendo que a figura paterna é uma lésbica com sérios problemas de obesidade e uma mão gorda de dedos extremamente atrofiados, que provavelmente encontrou na mulher quase normal mas também híbrida alienígena o par perfeito para gerar, por engenharia genética, um híbrido de terceira geração. A menina, no entanto, saiu com olhos ainda maiores e alienígenas, praticamente só formados pelas pupilas (e provavelmente cega por conta disso), além de ter herdado a total ausência de nariz e a pequena boca deformada das mães.

Isso é o que acontece quando você quer pagar pouco por um trabalho, resumindo em 2 palavras: VERGONHA ALHEIA.

Posso até ver o ilustrador preguiçoso traçando por cima uma foto tirada de um banco de imagens estilo Getty para evitar pagar os royalties, sem dar a mínima para detalhes como anatomia e pagando de "moderno" deixando as imagens sem rosto. O cliente (que provavelmente pagou uma merreca pela ilustração já que deve ter reservado a sua verba para comprar espaço no metrô e não queria gastar muito com a "arte") não entendeu o modernismo do desenho sem rosto e pediu ao ilustrador pra desenhar uma cara nas figuras. O ilustrador bateu o pé, defendeu sua idéia e disse que por aquela bananada e mariola que recebeu não podia fazer mais nada. O cliente pão-duro disse "ok" e perguntou ao sobrinho se "num dava pra dá um jeitinho". O sobrinho jeitosamente desenhou aquelas caras de mangá tudoaver com o estilo do ilustrador (ou baixou algum clipart e colou por cima, o mais provável). O cliente achou "lindo" porque era de graça mermo e resolvia o problema dele e também para agradar à irmã, mãe do moleque, que pagou um curso de Coréu pra ele aprender a mexer com computador e está satisfeita pelo filho ter a oportunidade de fazer "um trabalho de verdade que vai aparecer até no metrô".

E agora o mico está lá, nos metrôs da linha azul, para quem quiser testemunhar o que a falta de noção e vergonha própria faz pela imagem de uma empresa/associação.

O "segredo da família saudável" passa longe, beeem longe daquele cartaz... A não ser que seja uma saudável família de híbridos alienígenas :P