segunda-feira, março 07, 2005

como conquistar uma garota nerd

Como conquistar uma garota nerd

Sábado à noite, Gabriel entediado de me ver brincando no Orkut, vamos
ao shopping ficar de bobeira assistindo a molecada jogar House of The
Dead (vai gostar de atirar em zumbi assim lá em casa!) e talvez dar um
pulo na "nossa" livraria, a Siciliano.

E uns garotos da idade do Gabriel lá estavam, com zilhões de fichas.
De repente ele surge no corredor, vestido à la Clark Kent, alto,
magro, de óculos, charmoso, vem na direção da máquina com intimidade,
pára do nosso lado, penso imediatamente que deve ser pai de um dos
garotos. Não era. Estava esperando a vez de jogar.

Fidapu manda muuuuito no jogo! Com uma ficha, mira impecável,
postura ereta, vai matando cada zumbi no caminho sem desperdiçar
bala... Estamos eu e Gabriel embasbacados, impressionados, o cara não
erra uma, as pessoas em volta páram para assistir. Eu digo que ele
manda muito bem e ele puxa assunto comigo, sem tirar os olhos da tela
e sem perder a pose. Pergunta se as outras crianças são meus sobrinhos
ou amiguinhos de shopping do Gabriel, se estou acompanhada (!),
explico que só tenho o Gabriel, a gente mora perto do shopping,
estamos apenas matando tempo etc. Ele fala que em casa prefere jogar
jogos de estratégia como Age of Mithology (!!), eu abro um sorriso de
orelha a orelha, é um dos meus jogos preferidos, viro noite jogando no
computador. "Ah, é mesmo?" Ele trabalha na administração do shopping e
volta e meia desce ali para jogar, quer saber se eu estou sempre ali e
daqui a pouco fica explícito que ele é o responsável por três dos
quatro maiores scores do jogo naquela máquina. Essa é a cena em que
ele me pede meu e-mail(!!!). Porque gostou de mim e quer me ver
de novo e já que eu moro ali perto a gente pode tomar um chope
qualquer dia desses...

E com um score desses e tendo conquistado meu filho zerando seu jogo
preferido com UMA ficha (os deuses sabem quantas fichas eu já gastei
naquela josta) como dizer não?

Um legítimo nerd mallrat. São Kevin Smith ouviu as minhas preces.
Gotta catch them all!!!

*********

Domingo, mon'Angello et moi, despedido sexta, dommage... Resta a
esperança de que o próximo trabalho que ele arrumar não o obrigue a
ficar viajando o tempo todo. He should know better than to leave me
alone in a saturday night rs...

sábado, março 05, 2005

Ganhei *O* CD de presente de um adorável novo amigo rs... Beekeeper da Tori Amos.

E estou desconfiada de que mon'Angello vai me dar uma orquídea... Eu perdi a conta. Há quantas luas estamos juntos? Quase cinco... Nada mal para algo completamente despretensioso.

Saudaaaaaades da minha marida :(

Vou ali tomar um sorvete com o Gabriel.
O momento veio, o momento passou. Ah vida, como você é estranha. Mas quem sou eu para me queixar, eu que já tive tudo aquilo que quis, cada coisa que desejei, mesmo que fosse por um breve momento? Talvez por isso o tédio, a necessidade de me aquietar. Não há mais desafios a não ser tentar tirar a cabeça do travesseiro a cada manhã para vencer a mim mesma. Eu ainda gosto de pensar que algum dia haverá outro corpo nu na minha cama junto ao meu todas as manhãs quando eu acordar, gosto de ter um homem para cuidar e que também cuide de mim. Posso fechar meus olhos e ver desfilar fragmentos de lembranças incontáveis de mais manhãs do que sou capaz de lembrar. Manhãs boas, felizes, gostosas... e muito bem acompanhadas.

Eu não posso deixar de sorrir. Não é a primeira vez. O momento passou. Sou exigente demais nos meus devaneios. Tu as vieilli, mon rêve. Como uma orquídea cultivada com carinho por mais de um ano, que agora começa a murchar e perder seu encanto. Oh brighteyes, where thou lost thy light?

Divertido descobrir que estive tão perto, alguns meses atrás, no auge do meu devaneio. Se eu tivesse ousado um pouco mais, o momento teria sido o certo. Agora, o que teria sido não seria o mesmo. Mas eu me conheço, e sei que, se ainda estiver escrito que irá acontecer, será um belo requiem em nome daquilo que não foi. É apenas a tranquilidade doce e absurda de quem sabe que tudo o que quer vem na minha mão, e eu quis você tempo demais para abdicar de uma noite ao seu lado, uma manhã com sabor de despedida, uma vez e nunca mais.

O preço de se ter aquilo o que se quer é ter aquilo o que se quer. Eu quis você no passado, mas não sei se desejo o que você se tornou. Damn, rs... Porque diabos eu tinha que ser tão tímida e insegura? Agora é tarde demais.

quarta-feira, março 02, 2005

Ahhh... Mon'angello. Veio, pediu desculpas pelo Carnaval, muitas viagens a trabalho e como resistir ao jeito como ele fica chateado com o fato de eu estar chateada com ele? Eu tenho coração de manteiga com homens com jeito de criança.

Kind of sad. Cabezzas rolando no trabalho. Climinha. Contenção de despesas não respeita o fato de você estar na empresa há anos e dar o sangue e vestir a camisa. Sendo assim, como conseguir arranjar motivação para trabalhar além do fato de que se você não mostrar serviço você pode ser o próximo? Eu adoro meu trabalho, assim como adorava boa parte das pessoas que foram embora.

E parece ser a dança de Kali cortando gerALL e fazendo um colar de cabeças de guerreiros valorosos. Saturno tá de namorada nova ou batendo um papo "cabeça" com Urano e Plutão? Q pasa? Na empresa do meu querido também, cabezzas rolando e talvez até mesmo a dele. E ontem revisitando meu hades pessoal ao lado de uma amiga querida ajudei-a a guilhotinar uma cabezza na minha frente, mas essa pelo menos foi por um motivo justo.

domingo, fevereiro 27, 2005

Gasparzinho...

Eu só tenho uma pergunta: por quê.

Embora sinta falta da sua amizade, estou vivendo em paz.

E, ahn, eu estou feliz. Com a minha vida e por você estar feliz com a sua.

Se um dia você quiser a minha amizade, ela continua aqui. Eu jamais deixei de ser sua amiga e de querer para você tudo de bom que existe no mundo.

Todo o resto que você tem feito ao longo dos meses é infantil e extremamente desnecessário, mas não é problema meu.
Repeteco :) Com ÊNFASE

One night stand é a arte de você se tornar tela em branco para que ele pinte suas fantasias. He's not interested in you, lady. He's interested in get laid. Cabe a você decidir se quer se prestar ao papel ou não. A grande maioria sabe apenas reproduzir uns rabiscos do que viu no poster central de alguma revista. Às vezes, no entanto, você se depara com um que sabe não só manusear as tintas como explorar e aproveitar bem as características do suporte. O resultado final é único, maravilhoso, você poderia experimentar infinitas variações sobre o mesmo tema. Algumas vezes é recíproco e artista e tela seguem reproduzindo a vida sob lençóis ardentes. Chato é quando ele estava apenas testando a capacidade do seu pincel :/

E isso basicamente resume o meu final de semana _o/ \o/ \o_ \o/ \o_

Com o pequeno diferencial de que estava mais um show particular de rock and a lot of roll :D

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

A ray of moonlight in the middle of the forest. A wet glimpse on the surface of clean water, sweet clean water of the fountain, running down to join forces and form a thundering, powerfull river. I miss basking myself in this light, naked child, steping alone on the green and dry leaves of the secret paths guarded by dark, gray and humid stones, silver in my neck, cold metal closed in my hand.

Here, take grasp of my hand. Come with me. Let's descend by this path. Let me guide you in the way of my misteries. I can see the beauty of the forest in your eyes. Who are you, beautiful stranger, for who these secrets aren't secrets at all? Will you join me under the ancient stone? Is it true? Do you bear the same mark than I? Do you know my Gods and the sweetness of the songs whispered by the leaves when dawn descends upon the green? I wasn't expecting any of this. Blessed, this is how I feel for here you are now, here with me. See? Here. Can you see what I did? On the sacred table there's apple and cake and wine. Drink with me. Eat with me. Celebrate with me Dionysius and Demeter. Let me look inside your eyes, and delight, for there's no need of words to tell what shines within them.

domingo, fevereiro 13, 2005

Oh tu, que és todo o meu desejo. Quão intensos e irresistíveis são os beijos que roubo de teus lábios em minhas fantasias... Quase posso adivinhar o sabor que têm os teus lábios, tua língua. Quase posso adivinhar que já tocaste quase tantas bocas quanto a minha. Um adversário à altura no mais antigo dos jogos. Brinco com a idéia de ter você como um gato brinca com sua comida.

Somos dois gatos, eu sei. Você, gato arredio, jeito malandro, curioso, olhando de cima do muro. Eu, vagando pela vizinhança à noite, procurando encrenca, chegando de mansinho, me esparramando abusadamente pelo teu gramado, rolando pelo chão e me divertindo em te olhar de soslaio, esperando.

Mas se em minhas ilusões já percorri cada milímetro do teu corpo adorado com minha língua e meus lábios já beijaram cada uma de tuas pintas, se teus dedos longos, brancos e finos já percorreram cada uma das minhas curvas, eu não ousaria ultrapassar a linha imaginária traçada pela minha timidez e se me perguntasses se era por ti que escrevi cada uma dessas linhas, eu negaria.

Sim, eu te quero e brinco com a idéia obssessivamente. Mas o que pode me dar a realidade de diferente daquilo que já tive mil vezes? Ter você uma noite, ter de esquecer esta noite uma vida inteira. Já estive aqui antes. Se posso vestir minhas fantasias com tua face, ousaria eu macular teu mistério com a realidade vazia? Mas o desejo é mais intenso que a razão, com um toque teu eu me renderia, minha máscara de indiferença se dissolveria, em teus braços eu dançaria, mesmo me sabendo errada e perdida, numa noite de lua crescente, no meio da rua ou em algum motel barato, quem sabe. Gata no cio, gato arredio, somos apenas gatos.
Feel so good to be me. Mostly because feel so good to be so bad...

More or less like "quando sou má sou muito melhor"

A Del e a Flau sabem do que estou falando :)
Eu acho que já escrevi aqui antes sobre isso mas se tem uma frase que eu odeio mais do que todas as outras nesta vida é "eu preciso conversar com você". Eu não gosto de surpresas. Eu nunca sei o que fazer quando acontece algo inesperado. não gosto que me tirem do eixo, que me desarmem. E eu nunca sei o que esperar de uma situação que comece com a frase "precisamos conversar". Para mim sempre será barra pesada. Eu imediatamente começo a processar mentalmente todas as merdas e coisas erradas que fiz ou deixei de fazer ou que poderia fazer relacionadas com a pessoa em questão. Se não descubro nada, começo a vasculhar meu HD em busca de merdas relacionadas com pessoas em comum. Os níveis de ansiedade sobem lá em cima. Eu me sinto miserável. Pior do que "preciso conversar sério com você" é o silêncio que se segue depois de uma afirmação dessas. A pessoa nunca fala logo o que é. Tem sempre A pausa. Parece que A PAUSA foi construída com o intuito de te jogar naquele inferno de ansiedade enquanto a pessoa escolhe as palavras com que vai falar o que tem a dizer. "Ohmgds, ele está escolhendo as palavras. É sério mesmo. Que merda eu fiz/aconteceu agora?" E normalmente é alguma coisa besta, não é tão sério assim, é até uma coisa legal, da última vez era uma proposta de emprego para um amigo. Mas eu ainda prefiro que enfiem palitos embaixo das minhas unhas do que ouvir "precisamos conversar". I just can't help it.
Eu havia escrito um mega-hyper-imenso post sobre meu Carnaval mas eu compartilho o meu computador com o Gabriel e eu criei um perfil só para ele no micro, então basicamente ele se aproveitou do momento em que saí do micro, fez log-off da minha ID e entrou no perfil dele. Sem se preocupar em salvar as janelas abertas do que a mamãe estava fazendo no micro :) É tão legal ver como o moleque tá se deschavando sozinho no micro que eu nem ligo. Ele é meu bug preferido.

Então. Mon'angello. Apareceu de surpresa na segunda antes do Carnaval no meu trabalho quando eu não esperava mais por ele, me pegando ocupada, me deixando vermelha e sem saber onde pôr as mãos, dizendo que estava com saudades e ia viajar e queria me ver antes de viajar e que nos veríamos depois do Carnaval. E sumiu de novo. Para todos os efeitos, estou oficialmente solteira :/ Que venham os nerds!

Sábado de Carnaval, festinha I Hate Samba com pessoas queridas. Ligo para meu ex-marido e ele topa ficar com Gabriel para que eu possa ir à festa. Eu não me lembro nos últimos cinco anos de ter imaginado que algum dia eu finalmente iria conhecer o apartamento da minha sogra (que afinal não era em Jacarepaguá, mas no Itanhangá e... onde diabos mesmo fica esse lugar? Só sei que fica longe e perto da Barra :) ), morgar de *ressaca* por lá no domingo e acordar na segunda para ficar vendo Gabriel brincar no play do prédio ao lado do meu ex-marido e sua atual esposa.

Fora alguns eventuais ajustes e aparas de arestas, acho que tudo correu muito bem. Tanto que deixei o molequinho lá por mais um dia.

E aí acabou que, na frente do micro, insone e sem filho, acabo sendo levada por doña Boneca para um "bloco de carnaval alternativo" chamado Charanga 3D em Copa.

É, você entendeu. Comecei meu Carnaval em Niterói, peguei um táxi em Laranjeiras que me levou num mega-tour Laranjeiras-Barra-Alto da boa Vista - Itanhangá-Alto-Tijuca, acordei domingo na Tijuca, segunda no Itanhangá, terça no Leme, e quarta fui às compras com Gabriel. E quinta ele foi no meu trabalho e fomos ao cinema ver Em Busca da Terra do Nunca. E nesse meio tempo matamos mais uns zumbis no shopping e é melhor parar com isso, porque os vendedores de fichas já estão falando comigo com aquela intimidade de "ah, ela vem todo dia aqui" :/

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Duas personagens novas para Decadência:

Duas personagens novas para Decadência:

A primeira é uma espécie de "vidente". Eu estava pensando em pessoas que se cortam, Clarice do tio Renato, "E Clarice está trancada no banheiro / E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete...E a dor é menor do que parece / Quando ela se corta ela esquece" e Redeyes, daquele one shot de Druid (escanear a história) "look what I have done. Pretty." e no conceito de "expurgar a dor ou aquilo que te incomoda". No caso desta personagem, a dor insuportável viria de dentro dela para a superfície da pele... E deve ser liberada através dos cortes, que formariam marcas, hieróglifos, símbolos ou whatever, com alguma espécie de aviso para algum outro personagem ou como chave para a resolução de algum impasse em alguma trama principal. A garota poderia tentar avisar algum dos personagens da trama principal de alguma reviravolta na história, sei lá. Mas a premissa é interessante. É quase como se fosse uma stigmata, mas que é forçada pelos presságios a se auto-flagelar. Troublesome background à vista. Hmmmm...

A outra personagem é mais indefinida ainda. Uma imagem de pesadelo, ontem à noite. Talvez baseada naqueles pesadelos criados por Morpheus na praia em Sandman? Ah, pesadelos... Mas ao invés de ser uma mulher sem rosto, é uma mulher sem olhos. Seus olhos são uma espécie de buraco negro. Me lembrei agora do Manto e da Adaga. Ela poderia ser um tipo de healer, absorvendo a dor dos outros? Uma espécie de vampiro de dor? Dor é energeia. Energia é alimento. Lembrei do Man-thing e sua sidekick naquela tentativa fristrada de relaunch, Sorrow. Man-thing, o monstro do pântano da Marvel. Pffff...

A questão é: já que elas vieram à tona, vamos tratar de usá-las. Toca analisar a storyline de Decadência e ver onde elas podem ser úteis. Ou deixá-las amadurecer, ganhar nome, tomar corpo e provavelmente soprar no meu ouvido suas próprias histórias? Possibilidades, possibilidades...

Tem um tempo que eu não saio criando personagens assim. Que bom. O processo continua tão caótico e cheio de referências como sempre. E é sempre melhor fazer algo com essa energia negativa acumulada do que deixá-la continuar me devorando por dentro. Dar à luz pequenos monstros. A culpa é de Sync. Estou quase fechando a diagramação inicial do roteiro de nove páginas e depois de passar uma tarde no Google fazendo pesquisas sobre cadáveres com queimaduras de terceiro grau, eu deveria saber que meu subconsciente daria tratos à bola... E tem também o fato de ter estourado as cabeças de uns zumbis no shopping segunda com Gabriel. A mãe dele é boa de tiro mas a jogabilidade de The House of The Dead é irritante. Bom, a gente se diverte com o que tem em mãos, eu acho.
Antigamente, sempre que eu me encontrava no estado que estou agora (down, muito down, down and low, waay down below. Bom, você entendeu. Na merda.) uma magia peculiar se manifestava, bela e inesperada: Sempre havia alguém, um certo alguém especial, que com sua presença, sua voz no telefone, ou mesmo aparecendo de surpresa num IM da vida no meio do expediente, transformava aquele dia vazio, negro e sem graça em um dia mágico. Pessoas que puxam o melhor de você. Eu sempre fiz questão de dizer, com sinceridade, agradecida: Fulano,você iluminou o meu dia!
Mas tem um tempo que isso não acontece. Sinto falta do irmão do dono da empresa chegando na sua cadeira de rodas, me fazendo ir comprar sorvete de passas pra ele no fim da rua, sentando do meu lado enquanto eu trabalhava, me ouvindo cantar "Winter" da Tori Amos para ele e me fazendo explicar o que a letra da música significava para mim. Sinto falta dos telefonemas do Jean Philippe, o pessoal da equipe de som achando graça e me imitando enquanto conversávamos em francês. Sinto falta de ir pegar a barca e encontrar alguma pessoa que me tire do meu modo absorto e apressado e me faça pular gritando de alegria em cima dela: "Fulaaaaaaaaaanooooooooooooo!!!!! Há quanto tempo!! Caaaara, que saudade!" e dar aquele abraço Felícia nele, poder sentar do lado na barca e ouvir as voltas que a vida dá. E sinto falta de poder abraçar apertado, deitar no colo, sentar de brincadeira na coxa, ou mesmo deitar a cabeça de fulano no colo e ficar fazendo cafuné muito e muito tempo, escutando ou simplesmente conversando bobagem.
Caralho, onde foi parar aquela vida? E onde estão as pessoas que iluminavam meus dias? Será que minha vida se tornou tão vazia e tão sem sentido que não posso mais ser tocada por essa velha magia?

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

quinta-feira, janeiro 27, 2005

planos

Hmmm... O trailer de Constantine me dá arrepios. De nojo. E eu já sei o que eu vou fazer pra minha pro´xima fanart: o legítimo Constantine louro canalha inglès apunhalando o viadinho do Keanu Reeves. Sem tirar o silk cut da boca.

A outra idéia é um revamp de Sandman, aquela cena ondeLúcifer beija Mazikeen no inferno.

No forno e para serem diagramados no Painter (oba! desenhar DIRETO no micro yay!) tem dois roteiros do meu roteirista oficial no momento (uma história de duas páginas e um spin-off de Decadência) e um do meu digníssimo (?) ex (um spin-off de Synchonicity apresentando uma personagem nova).

Mas paciência porque a minha prioridade no momento são a logo de uma empresa de TI de Campinas e um placeholder de site de um cliente.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

loucura

O cachimbo da paz?

A vida é bizarra. Depois de tanta briga, tanto aborrecimento, tanto desentendimento, tem um roteiro de HQ na minha bolsa... do meu ex-marido!

E eu fico aqui pensando que ao mesmo tempo que não dá para misturar e julgar a genialidade de um autor pela vida pessoal ou o caráter dele, eu não sei como conseguirei ser profissional com alguém que consegue despertar meu ódio mais profundo com tanta facilidade... E eu nem sequer confio nele!

Mas ele foi meu primeiro roteirista e eu trabalhei anos com ele... Acho que em parte foi instinto pegar um roteiro novo e pensar "eu posso desenhar isso de tal e tal jeito" antes de me lembrar QUEM estava me oferecendo o roteiro. Eh foda isso. Eu sei como as histórias dele funcionam, como o processo criativo, que referèncias usar, o que ele quer dizer em determinado detalhe.

Dessa vez parece "sério". Ha´ um editor, em Portugal. Já estive aqui antes: eu te darei o mundo se me adorares. Há em jogo aqui a sensação de que algo ficou faltando, Synchronicity o livro, a história em quadrinhos, o RPG, um projeto de anos incompleto sendo oferecido de
bandeja, a tentação de finalizá-lo grande demais.
O filho da puta me conhece bem demais. Just too much tasty. Eu mordi a maçã.

So now I dance with the Devil. Goddess have mercy on me.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Aforismos de final de semana

Aforismos de final de semana 1

Nem todo idiota é poeta. Nem todo poeta é um idiota. Mas todo poeta bêbado é muito idiota.

domingo, janeiro 16, 2005

preconceito

Eu acho que não teve uma fase da minha vida em que eu não tenha sofrido algum tipo de preconceito. Por ser mulher, por ser bruxa ("e aí, como é esse negócio de ser bruxa? Faz um feitiço aí pra mim ver! Cadê tua vassoura?"), por ser bi (99,9% dos homens não entende que não fazer distinção de gênero para amar não significa que sou obrigada a realizar sua fantasia frustrada de menage a trois), por ser inteligente ("você vai acabar louca de tanto ler" ou "você é nerd, né?" ), por tantas coisas...

MAS de todos os preconceitos que alguém possa ter para ficar ao meu lado, tem um que me enoja mais do que todos os outros. Porque é profundamente injusto. É o preconceito contra o fato de que eu tenho um filho. É horrível, e infelizmente, é o mais comum.

Já ouvi coisas do tipo "fiquei com receio de namorar você porque mãe solteira só quer saber de namorar para prender o cara". Ou que "não tem tempo a perder namorando qualquer cara, ela está procurando um pai pro filho dela" ou que simplesmente "está desesperada e gruda". Máximas como "serve para comer, mas não para namorar" disfarçadas de forma sutil abundam por aí.

Pelamordetodososdeuses, é como se eu tivesse algum defeito, alguma má formação congênita, um braço no meio da testa, putaquepariu, é de uma criança que estamos falando! Um ex pelo menos admitiu que terminou comigo por causa do Gabriel, mais de um eu tenho certeza de que foi pelo mesmo motivo, inclusive o último.

São relacionamentos com "prazo de validade": conforme vai ficando mais sério, tudo o que seria normal num namoro, querer passar mais tempo junto, pensar em morar juntos etc, toca o alarme e vira o motivo para o descarte. Afinal, nós somos "pacote completo", "kit família" e a maioria dos caras quer começar sua vida com uma garota sem passado com quem ele possa ter os SEUS filhos. Tem os que "caem na real" quando vêem a até-então-amante-gostosa cantar pro filho dormir, correr atrás da criOnça pelo parque ou acordar cinco vezes de madrugada para consolá-lo porque ele teve um pesadelo. Pronto: adieu amour. OhmG, eu sou uma mãe. E daí?

O mais irônico é que eu não apresento qualquer um para o Gabriel (se você não conhece o Gabriel, SIM, você É qualquer um, nada pessoal), separo minha vida fora de casa da minha vida com ele, tomo o maior cuidado para não confundir as coisas, preservo o meu filho o máximo que posso sem deixar de conversar com ele sobre tudo. E nem por isso me furto de ser mulher, trabalhar, namorar, trepar, me embebedar, viver o momento presente etc. Meu filho já tem pai (mesmo que seja um psicopata esquizofrênico). O que eu quero, querido, é OUTRA coisa. AQUELA que você pode me dar. Mas não adianta. Eu já sei como o filme termina, mesmo quando o ator finge bem o seu papel. E eu acho muito triste que a coisa mais preciosa da minha vida seja a desculpa mais usada para ME usar.

Pior é saber que não sou a única que passa por isso.

domingo, janeiro 09, 2005

Encore le Vert

Hier, je crois, j'ai découvert
Pourquoi je ne peux pas te quitter
Tu as les yeux d'Absinthe
Je veux de toi m'enivrer

Quand la fée verte a touché mes lèvres
Et le feu a fait son cours dans mon corps
Il était de toi, mon ami indiferent
Que je voudrais être possedée

Ah! Pourquoi tes yeux si loin
N'arrivent jamais a me regarder?
Je dois rencontrer au fond de la bouteille
Ce vert que ta froidesse a toujours dénié


***
O poema me veio em francês. Há expressões que perdem o sentido que dei quando traduzidas. Eu bem que tentei, ficou horrível. Paciência.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

reciclando

Volto de viagem, uma pia cheia de louca pra lavar, um monte de lixo para jogar fora, uma crionca para levar pra escola nova, uma fase nova no emprego... E me bateu na cabeca a ideia de comecar o ano bem. Cidade nova, vida nova etc etc. Porque nao investir um pouco de tempo em separar o (monte de) lixo e entrar num programa de
reciclagem? De quebra ainda ensino o molequinho a ser ecologico.

Sao Google me indica o caminho das pedras e eu acho um programa de reciclagem no site da Clin. Pelo telefone 2620-2175, pedi o ramal da Reciclagem, fui super bem atendida e fiz minha inscricao rapidamente. Eles indicam o dia de coleta no seu bairro e fornecem os sacos para a coleta. Voce pode se inscrever sozinho ou bater um papo com o sindico do seu predio para descolar mais adesoes ao programa.