Sexta-feira.
Chovia. Estava frio. Apenas uma amizade muito antiga poderia me fazer correr para pegar meu filho na escola e encarar um engarrafamento até São Gonçalo. Coisa assim de... Quase 25 anos de amizade. Por algo assim, tudo vale a pena.
Chegamos ao SESC. O evento fervia as gotas de chuva que ousavam tocar o lugar onde se homenageava o Rei Lagarto com vinho e poesia.
Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
It's our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive...
E ela vem, sobe no palco. Um sobretudo encobre o segredo. O segredo se desnuda em Fogo. Fogosa ela é, por direito. Vestido amarelo e os ombros descobertos, a força de Iansã, vestida com as cores de Oxum. Ela vem, para não deixar pedra sobre pedra. E suas palavras hipnotizam a platéia. Ela brinca com eles, os leva para onde bem quer, rainha das fêmeas, majestosa, poderosa, única. Uma chama bruxuleante e brincalhona no meio de um evento normalmente regido pelas sombras baudelairianas mal iluminadas pelas velas da Taverna. Ela explode no palco e captura os corações ao seu redor, um a um, falando do que conhece melhor: SEXO. Quando tudo termina, as palmas explodem. Ela entrega o palco nas mãos do êmulo do Rei Lagarto.
The crystal ship is being filled.
A thousand girls. A thousand thrills.
A million ways to spend your time.
When we get back,
I'll drop a line...
Uma justa homenagem, tio Jim, a suas orgias báquicas no palco. Amém, Fogosa. Amém!
quarta-feira, julho 13, 2005
terça-feira, julho 12, 2005
You are Barbatine! You are well-read and love to
learn. You were gloomy in your youth and found
nothing you liked to taste, but you're older now,
and have an incisive sense of humour that
makes you and others smile.
Which Barbapapa Personality Are You?
brought to you by Quizilla
segunda-feira, julho 11, 2005
Prólogo
Sábado, oito horas da manhã. A festa julina da escola do Gabriel foi cancelada.
I.e. = Oba! Aproveitar o finde e ir pra FLIP!
- Alô, Pai do Gabriel? Você vai pegar o menino dez horas que nem combinamos?
- !$!@$! $!%@#% @$¨%@¨@$$¨sua @#$%@% @%@%@%@ %#%@¨# &$¨@ $@$@!!!!!
- Ok, então estou levando ele pra Paraty comigo.
- !@$@ %@%@#% @#%@% @%@#%@%@ #%@ %@%@% @@%@#%!!!
- Tchau.
*******
On the road
E é assim que começa. Ela, eu e ele (meu filho) vamos para a Rodoviária. Lá, descubro que esqueci a Certidão de Nascimento do molequinho em casa. @$%@#$@! digo eu. Volto em casa com o filhote só para pegar a bendita, Ela segue na frente. Nem demora tanto assim, estamos no ônibus, Gabriel repetindo sem parar que aquela era a primeira viagem dele, yay, e depois de meia hora, naturalmente, começou com "já estamos em Paraty? Quanto tempo falta pra chegar em Paraty? Aqui já é Paraty?" Normal.
I've got a secret for you
Meu celular toca anormalmente para um sábado à tarde. Parece que todo mundo lembrou de me ligar justo quando resolvo viajar. Só boas notícias, só pequenos segredos. Fiquei contente pelos envolvidos. Paremos por aqui :)
Quilômetros rodados
Chegamos lá, Ela nos esperando. Saímos da rodoviária direto pra FLIP. Descubro que devo dar razão ao Josemar (que um dia mostrou uma foto minha na web pros colegas de trabalho e descobriu que dois me conheciam e um já tinha até sido apaixonado por mim rs), pois eu vou pra Paraty, no rabo do Estado, cinco horas de viagem do Rio e a primeira coisa que descubro é que não tem apenas UM, mas DOIS ex meus na cidade. Um deles levando um CARRINHO DE BEBÊ. Bom, levando-se em conta que eu levava pela mão um menino de seis anos me chamando de mamãe, rs...
O homem-bomba e a mulher-cachaça
Paraty é... muito bonito. Lindo, mesmo. Quero voltar com calma. Há um Albergue da Juventude lindinho na cidade. A noite de sábado foi biritar batidinhas e cachaça e ver minha espousa beber até apagar no colo do Gabriel e vice-versa (ele apagou de cansaço mesmo, duh). Acho que poderia ter curtido mais a viagem SE Gabriel não tivesse adquirido uma nova fixação na praça da cidade: Bombinhas. O pequeno aprendiz de Bin Laden não quis saber de barraca de livros, stand da FLIP, off-FLIP, peça de teatro, teatro de bonecos, andar a cavalo, passear de barco nem dar uma volta na praia. Trocou tudo por um pack de bombinhas e ficar correndo atrás da molecada na praça. Eu me senti meio como aquela mãe que dá um puta brinquedo eletrônico cheio de brica-braques, luzes e controle remoto pro filho e vê ele preferir brincar com a CAIXA em que veio o brinquedo :/
Dream a little dream mon amour
E eu não posso evitar de pensar, de lembrar, de tentar capturar um traço que seja, um cheiro, um pouco, qualquer coisa que fosse, dele. Ele esteve no Brasil. Ele esteve em Paraty. Mas as ruas não têm seu cheiro, ou a culpa é minha mesma, que não conheço o perfume da sua pele? Como é estranho pensar em pisar naquelas ruas sem sequer saber se foi por elas que Ele andou. Mas não há nada, nada. A chuva, o tempo, o que foi que lavou seus rastros do ar? E o que eu não daria para estar ao lado dele naqueles instantes... Quando a noite veio, no entanto, ele também veio, em meus sonhos. Dormimos abraçados, como dissemos tantas vezes que faríamos. E na manhã de domingo, quando acordei em Paraty ao lado do meu filho, o frio deu lugar ao sol e por alguns momentos, à tarde naquela praça vendo o moleque brincar, tomando sorvete e andando pelas ruas à procura de um presente para o velho Leão, eu até esqueci que estou doente e triste. Dentre MINHAS nuvens de chuva, Paraty me trouxe um raio de sol, afinal.
Sábado, oito horas da manhã. A festa julina da escola do Gabriel foi cancelada.
I.e. = Oba! Aproveitar o finde e ir pra FLIP!
- Alô, Pai do Gabriel? Você vai pegar o menino dez horas que nem combinamos?
- !$!@$! $!%@#% @$¨%@¨@$$¨sua @#$%@% @%@%@%@ %#%@¨# &$¨@ $@$@!!!!!
- Ok, então estou levando ele pra Paraty comigo.
- !@$@ %@%@#% @#%@% @%@#%@%@ #%@ %@%@% @@%@#%!!!
- Tchau.
*******
On the road
E é assim que começa. Ela, eu e ele (meu filho) vamos para a Rodoviária. Lá, descubro que esqueci a Certidão de Nascimento do molequinho em casa. @$%@#$@! digo eu. Volto em casa com o filhote só para pegar a bendita, Ela segue na frente. Nem demora tanto assim, estamos no ônibus, Gabriel repetindo sem parar que aquela era a primeira viagem dele, yay, e depois de meia hora, naturalmente, começou com "já estamos em Paraty? Quanto tempo falta pra chegar em Paraty? Aqui já é Paraty?" Normal.
I've got a secret for you
Meu celular toca anormalmente para um sábado à tarde. Parece que todo mundo lembrou de me ligar justo quando resolvo viajar. Só boas notícias, só pequenos segredos. Fiquei contente pelos envolvidos. Paremos por aqui :)
Quilômetros rodados
Chegamos lá, Ela nos esperando. Saímos da rodoviária direto pra FLIP. Descubro que devo dar razão ao Josemar (que um dia mostrou uma foto minha na web pros colegas de trabalho e descobriu que dois me conheciam e um já tinha até sido apaixonado por mim rs), pois eu vou pra Paraty, no rabo do Estado, cinco horas de viagem do Rio e a primeira coisa que descubro é que não tem apenas UM, mas DOIS ex meus na cidade. Um deles levando um CARRINHO DE BEBÊ. Bom, levando-se em conta que eu levava pela mão um menino de seis anos me chamando de mamãe, rs...
O homem-bomba e a mulher-cachaça
Paraty é... muito bonito. Lindo, mesmo. Quero voltar com calma. Há um Albergue da Juventude lindinho na cidade. A noite de sábado foi biritar batidinhas e cachaça e ver minha espousa beber até apagar no colo do Gabriel e vice-versa (ele apagou de cansaço mesmo, duh). Acho que poderia ter curtido mais a viagem SE Gabriel não tivesse adquirido uma nova fixação na praça da cidade: Bombinhas. O pequeno aprendiz de Bin Laden não quis saber de barraca de livros, stand da FLIP, off-FLIP, peça de teatro, teatro de bonecos, andar a cavalo, passear de barco nem dar uma volta na praia. Trocou tudo por um pack de bombinhas e ficar correndo atrás da molecada na praça. Eu me senti meio como aquela mãe que dá um puta brinquedo eletrônico cheio de brica-braques, luzes e controle remoto pro filho e vê ele preferir brincar com a CAIXA em que veio o brinquedo :/
Dream a little dream mon amour
E eu não posso evitar de pensar, de lembrar, de tentar capturar um traço que seja, um cheiro, um pouco, qualquer coisa que fosse, dele. Ele esteve no Brasil. Ele esteve em Paraty. Mas as ruas não têm seu cheiro, ou a culpa é minha mesma, que não conheço o perfume da sua pele? Como é estranho pensar em pisar naquelas ruas sem sequer saber se foi por elas que Ele andou. Mas não há nada, nada. A chuva, o tempo, o que foi que lavou seus rastros do ar? E o que eu não daria para estar ao lado dele naqueles instantes... Quando a noite veio, no entanto, ele também veio, em meus sonhos. Dormimos abraçados, como dissemos tantas vezes que faríamos. E na manhã de domingo, quando acordei em Paraty ao lado do meu filho, o frio deu lugar ao sol e por alguns momentos, à tarde naquela praça vendo o moleque brincar, tomando sorvete e andando pelas ruas à procura de um presente para o velho Leão, eu até esqueci que estou doente e triste. Dentre MINHAS nuvens de chuva, Paraty me trouxe um raio de sol, afinal.
terça-feira, julho 05, 2005
Sexta
Loud! com Mr. Bond e show dos Autoramas.
Sábado
DDK com Devil of Tequila e show do Projeto Mobius.
Domingo
Encontro de motociclistas com o padrinho do Gabriel e show da Eternal Flame.
Segunda
Acordo de manhã me sentindo bem apenas para descobrir que minha sanidade resolveu fugir pela tangente. Talvez a loucura tenha ciúmes da felicidade. Um lembrete amargo da minha realidade. Mas se tem alguma coisa que eu sou, é mais teimosa do que essa doença. Eu sobrevivi. Mais uma vez.
Aí de noite eu ligo o foda-se e vou com doña Anfetalila ver o Batman, très bon. "Seu Exu espanta-bandido" é sem dúvida nenhuma o melhor de todos os "filmes de Batman" feitos até hoje. Agora vou ali tomar meu remédio pra dormir e rezar para acordar melhor amanhã. Mais uma vez.
Loud! com Mr. Bond e show dos Autoramas.
Sábado
DDK com Devil of Tequila e show do Projeto Mobius.
Domingo
Encontro de motociclistas com o padrinho do Gabriel e show da Eternal Flame.
Segunda
Acordo de manhã me sentindo bem apenas para descobrir que minha sanidade resolveu fugir pela tangente. Talvez a loucura tenha ciúmes da felicidade. Um lembrete amargo da minha realidade. Mas se tem alguma coisa que eu sou, é mais teimosa do que essa doença. Eu sobrevivi. Mais uma vez.
Aí de noite eu ligo o foda-se e vou com doña Anfetalila ver o Batman, très bon. "Seu Exu espanta-bandido" é sem dúvida nenhuma o melhor de todos os "filmes de Batman" feitos até hoje. Agora vou ali tomar meu remédio pra dormir e rezar para acordar melhor amanhã. Mais uma vez.
sexta-feira, julho 01, 2005
Dez anos atrás...
Era sábado. Eu fui até Alcântara comprar flores e frutas para a cesta que ofereceríamos a Buda. Sem ensaio prévio, não sabíamos direito como seria a cerimônia. O templo em Santa Teresa, será que as pessoas conseguiriam chegar lá? Decidi que não haveria festa depois, apenas um chá na saída do casamento. A essa hora a cesta estava pronta, o vestido de noiva passado, a coroa de flores do meu cabelo pronta. So weird. Eu ia me casar no dia seguinte. Tinha 19 anos e não sabia como deveria me sentir. Achava que deveria me sentir nas nuvens, estonteantemente feliz, deslumbrada, nervosa. Eu estava calma e estranhamente triste. E no dia seguinte permaneci triste, inclusive durante toda a cerimônia. Eu não conseguia entender porque. Hoje eu entendo perfeitamente.
Dez anos depois, eu passo a tarde toda teclando com um garoto no MSN. Ele tem 19 anos. Eu já tive 19 anos, e uma vida inteira começando pela frente. Há dez anos atrás.
Era sábado. Eu fui até Alcântara comprar flores e frutas para a cesta que ofereceríamos a Buda. Sem ensaio prévio, não sabíamos direito como seria a cerimônia. O templo em Santa Teresa, será que as pessoas conseguiriam chegar lá? Decidi que não haveria festa depois, apenas um chá na saída do casamento. A essa hora a cesta estava pronta, o vestido de noiva passado, a coroa de flores do meu cabelo pronta. So weird. Eu ia me casar no dia seguinte. Tinha 19 anos e não sabia como deveria me sentir. Achava que deveria me sentir nas nuvens, estonteantemente feliz, deslumbrada, nervosa. Eu estava calma e estranhamente triste. E no dia seguinte permaneci triste, inclusive durante toda a cerimônia. Eu não conseguia entender porque. Hoje eu entendo perfeitamente.
Dez anos depois, eu passo a tarde toda teclando com um garoto no MSN. Ele tem 19 anos. Eu já tive 19 anos, e uma vida inteira começando pela frente. Há dez anos atrás.
quinta-feira, junho 30, 2005
Então o Shadow morreu. O hamster companheiro da falecida Coraline, casal sucessor de Hertz e Neo.
Gabriel até que aceitou bem a morte do Shadow. Levei ele na loja de animais, e ao invés de comprar hamsters chineses ele preferiu levar um casal de topolinos. Que são os ratos mais pequeninos, fodamente espertos e legais que já adentraram nossa casa. Eles são mansos, não mordem, uns doces. Gabriel os batizou Alberta e Luís.
Aí... Aí os ratos fugiram da gaiola. E desapareceram atrás do armário do Gabriel. Durante uma semana e meia, mais ou menos. Às vezes achávamos eles, prendíamos na gaiola de novo e os aprendizes de Houdini fugiam misteriosamente... de novo! E de novo, de novo...
Eis que anteontem Gabriel chegou da escola em casa e GRITOU por mim porque havia filhotinhos de rato em cima do seu cesto de brinquedos e ele achava que havia deixado cair alguns dentro do cesto. Descobrimos que a Alberta pariu na MEIA DE FUTEBOL do Gabriel e fez um ninho na minha BOINA FRANCESA.
E em quinze dias temos seis ratos. Gabriel não quer dar nem vender. Fico pensando em quantos meses vou ter de batizar o quarto dele de Hammelin.
Gabriel até que aceitou bem a morte do Shadow. Levei ele na loja de animais, e ao invés de comprar hamsters chineses ele preferiu levar um casal de topolinos. Que são os ratos mais pequeninos, fodamente espertos e legais que já adentraram nossa casa. Eles são mansos, não mordem, uns doces. Gabriel os batizou Alberta e Luís.
Aí... Aí os ratos fugiram da gaiola. E desapareceram atrás do armário do Gabriel. Durante uma semana e meia, mais ou menos. Às vezes achávamos eles, prendíamos na gaiola de novo e os aprendizes de Houdini fugiam misteriosamente... de novo! E de novo, de novo...
Eis que anteontem Gabriel chegou da escola em casa e GRITOU por mim porque havia filhotinhos de rato em cima do seu cesto de brinquedos e ele achava que havia deixado cair alguns dentro do cesto. Descobrimos que a Alberta pariu na MEIA DE FUTEBOL do Gabriel e fez um ninho na minha BOINA FRANCESA.
E em quinze dias temos seis ratos. Gabriel não quer dar nem vender. Fico pensando em quantos meses vou ter de batizar o quarto dele de Hammelin.
sábado, junho 25, 2005
Testando
testando, 1, 2, 3...
Nah. No fundo no fundo tudo isso é só um teste que faço comigo mesma na esperança que um dia alguém me mostre que pode ser diferente.
I'm a believer. Todo o resto é charme. E esquizofrenia.
Nah. No fundo no fundo tudo isso é só um teste que faço comigo mesma na esperança que um dia alguém me mostre que pode ser diferente.
I'm a believer. Todo o resto é charme. E esquizofrenia.
Consegui uma paz estranha à custa de abdicar de muitas coisas. Há anos não me permito amar alguém. Matei com determinação os poucos germes de paixão que insistiram em brotar no terreno baldio do meu peito e até que foi fácil. Eu não procurei: amor, paixão, tesão, homens, mulheres. Eles me procuraram, uma ou duas vezes. Dei o que cada um queria, embora não tenha dado o que esperavam. E de mim, qualquer parte que fosse, nunca mais dei nada a ninguém. Um controle frio e absoluto sobre cada aspecto. Uma determinação forte demais de nunca deixar acontecer de novo. Eu ando pelo mundo todos os dias. Interajo, falo, até rio. Mas você nunca vai saber, nunca vai enxergar, a não ser que olhe por tempo suficiente dentro dos meus olhos, o quão me fechei para qualquer coisa ao meu redor. Você não vai olhar porque você não se interessa por isso. E mesmo se você tentasse, se começasse a intuir a verdade, eu me retrairia.
Poucas pessoas até hoje começaram sequer a entender porque dentro do meu olhar existe tanta tristeza, a maior parte do tempo oculta em algum canto, mas eternamente existente. É porque fizeram as perguntas certas do jeito errado, ou as perguntas erradas mesmo. A incapacidade de sair de si mesmo e tentar enxergar com os olhos do outro é comum demais por estes dias. Eu? Eu silenciosamente observo e aprendo como você é, como você sente, o que você sente e até que segredos você esconde, sabendo que você não pode fazer o mesmo por mim. Você não me mentende e me julga por seus própros parâmetros que raramente se aplicam a mim. Se às vezes eu me submeto, é por curiosidade de saber até onde isso pode ir ou por pena, mesmo. Ou apenas para constatar que a história sempre se encaminha e sempre termina do mesmo jeito. Tudo previsível.
Penso duas ou três vezes em interagir com o mundo lá fora. Existe um lugar dentro da mente das pessoas, fora delas, qualquer coisa que não seja mais do mesmo? Qualquer coisa que eu não tenha visto antes? Qualquer coisa que se sinta, com tantos sentimentos deve ter algum que sirva? Eu nunca sei se vivi demais ou se apenas estou entediada demais ou se ando nos últimos anos apenas pelos lugares errados. Se for isso, onde está o lugar certo? E nesse lugar existirá alguém para me dizer que meu tédio está errado e que existe algo além de mais do mesmo e outros tipos de paz além da paz do eremita? Um lugar onde meu autismo seja desnecessário, onde eu esteja à vontade fora da solidão que criei ao meu redor e que hoje abandono raramente, porque estar só comigo mesma, mesmo que perturbada por lembranças ocasionais de amores, tesões, paixões, sentimentos e mágos passados, é o que mais amo e mais desejo neste momento? Bah. No creo. Estou apenas brincando comigo mesma.
Poucas pessoas até hoje começaram sequer a entender porque dentro do meu olhar existe tanta tristeza, a maior parte do tempo oculta em algum canto, mas eternamente existente. É porque fizeram as perguntas certas do jeito errado, ou as perguntas erradas mesmo. A incapacidade de sair de si mesmo e tentar enxergar com os olhos do outro é comum demais por estes dias. Eu? Eu silenciosamente observo e aprendo como você é, como você sente, o que você sente e até que segredos você esconde, sabendo que você não pode fazer o mesmo por mim. Você não me mentende e me julga por seus própros parâmetros que raramente se aplicam a mim. Se às vezes eu me submeto, é por curiosidade de saber até onde isso pode ir ou por pena, mesmo. Ou apenas para constatar que a história sempre se encaminha e sempre termina do mesmo jeito. Tudo previsível.
Penso duas ou três vezes em interagir com o mundo lá fora. Existe um lugar dentro da mente das pessoas, fora delas, qualquer coisa que não seja mais do mesmo? Qualquer coisa que eu não tenha visto antes? Qualquer coisa que se sinta, com tantos sentimentos deve ter algum que sirva? Eu nunca sei se vivi demais ou se apenas estou entediada demais ou se ando nos últimos anos apenas pelos lugares errados. Se for isso, onde está o lugar certo? E nesse lugar existirá alguém para me dizer que meu tédio está errado e que existe algo além de mais do mesmo e outros tipos de paz além da paz do eremita? Um lugar onde meu autismo seja desnecessário, onde eu esteja à vontade fora da solidão que criei ao meu redor e que hoje abandono raramente, porque estar só comigo mesma, mesmo que perturbada por lembranças ocasionais de amores, tesões, paixões, sentimentos e mágos passados, é o que mais amo e mais desejo neste momento? Bah. No creo. Estou apenas brincando comigo mesma.
quinta-feira, junho 23, 2005
Todo dia eles fazem tudo sempre igual...
*******@hotmail.com diz:
oi
*******@hotmail.com diz:
quer me ver
Erlainn of the Yule time diz:
como assim?
*******@hotmail.com diz:
na cam
Erlainn of the Yule time diz:
O conceito "estou no trabalho" te diz alguma coisa?
*******@hotmail.com diz:
nossa
Erlainn of the Yule time diz:
Escreva "eu não vou abordar mulheres me oferecendo na web cam às 4 da tarde" no quadro negro cem vezes
*******@hotmail.com diz:
desculpe
Erlainn of the Yule time diz:
Depois tente fazer isso no meio da rua para ver se alguém chama a polícia he
*******@hotmail.com diz:
ok
*******@hotmail.com diz:
pode deixar
*******@hotmail.com diz:
oi
*******@hotmail.com diz:
quer me ver
Erlainn of the Yule time diz:
como assim?
*******@hotmail.com diz:
na cam
Erlainn of the Yule time diz:
O conceito "estou no trabalho" te diz alguma coisa?
*******@hotmail.com diz:
nossa
Erlainn of the Yule time diz:
Escreva "eu não vou abordar mulheres me oferecendo na web cam às 4 da tarde" no quadro negro cem vezes
*******@hotmail.com diz:
desculpe
Erlainn of the Yule time diz:
Depois tente fazer isso no meio da rua para ver se alguém chama a polícia he
*******@hotmail.com diz:
ok
*******@hotmail.com diz:
pode deixar
terça-feira, junho 21, 2005
Sinto falta de dançar com Shiva e beber com Dionísio. Mas eles não andam com garotas lloronas e no momento eu sou uma delas.
Continuo tomando minhas 50mg diárias de Sertralina e tentando me convencer de que devo contnuar viva mais um dia. E enquanto isso no Orkut gente sem noção continua me adicionando enquanto canta Caetano (você é leeenda).
Eu quero uma revolução já. Com fritas, por favor.
Continuo tomando minhas 50mg diárias de Sertralina e tentando me convencer de que devo contnuar viva mais um dia. E enquanto isso no Orkut gente sem noção continua me adicionando enquanto canta Caetano (você é leeenda).
Eu quero uma revolução já. Com fritas, por favor.
quarta-feira, junho 15, 2005
Três caballeros.
O primeiro mentiu. Surpresa falsa, presente de grego, dor ainda por acontecer. Saber que você joga tão baixo assim faz muito mais fácil lembrar de te esquecer. E desentenrrar aquela velha macvmba que eu guardei só pra você. You should know better than trusting in witches, boy. Espero que você tenha uns dias realmente muito interessantes, moço. Estou trabalhando para isso.
O segundo tinha uma razão. Mas estou cansada demais para perdoar uma ausência, e por ter me permitido tornar sua presença em minha vida importante de novo a ponto de precisar dele quando comecei a ficar doente. Eu preciso aprender a só ser. Levando-se em conta que a cada dia confirmo mais e mais o quão só posso contar comigo mesma, isso não deveria ser difícil.
O terceiro fez aniversário e eu sequer pude dar os parabéns ao telefone, mas disse que se eu melhorasse seria seu melhor presente. Fquei devendo, infelizmente. Porque estou com febre há dias e um siso me torturando desde sábado que resolveu fazer toda a região do meu ouvido à minha garganta se inflamar e inchar enquanto a próxima consulta à dentista não vem (sim, todos os meus médicos são mulheres).
E eu sei porque quase qualquer coisa que me acontece me deixa doente, meu sistema imunológico está no dedão do pé esquerdo (aquele com a unha encravada, he), é o câncer na alma se refletindo no corpo, so fragile, si fragile, quase todos os dias febre, pressão baixa, dor de cabeça e um problema novo. É meio como fazer quimioterapia, você se mata em parte para não morrer de todo. Pelo menos meu cabelo não cai mais do que sempre caiu... E pelo menos no trabalho já sabem quão mal eu estou. O que, de certa forma, é um alívio.
O primeiro mentiu. Surpresa falsa, presente de grego, dor ainda por acontecer. Saber que você joga tão baixo assim faz muito mais fácil lembrar de te esquecer. E desentenrrar aquela velha macvmba que eu guardei só pra você. You should know better than trusting in witches, boy. Espero que você tenha uns dias realmente muito interessantes, moço. Estou trabalhando para isso.
O segundo tinha uma razão. Mas estou cansada demais para perdoar uma ausência, e por ter me permitido tornar sua presença em minha vida importante de novo a ponto de precisar dele quando comecei a ficar doente. Eu preciso aprender a só ser. Levando-se em conta que a cada dia confirmo mais e mais o quão só posso contar comigo mesma, isso não deveria ser difícil.
O terceiro fez aniversário e eu sequer pude dar os parabéns ao telefone, mas disse que se eu melhorasse seria seu melhor presente. Fquei devendo, infelizmente. Porque estou com febre há dias e um siso me torturando desde sábado que resolveu fazer toda a região do meu ouvido à minha garganta se inflamar e inchar enquanto a próxima consulta à dentista não vem (sim, todos os meus médicos são mulheres).
E eu sei porque quase qualquer coisa que me acontece me deixa doente, meu sistema imunológico está no dedão do pé esquerdo (aquele com a unha encravada, he), é o câncer na alma se refletindo no corpo, so fragile, si fragile, quase todos os dias febre, pressão baixa, dor de cabeça e um problema novo. É meio como fazer quimioterapia, você se mata em parte para não morrer de todo. Pelo menos meu cabelo não cai mais do que sempre caiu... E pelo menos no trabalho já sabem quão mal eu estou. O que, de certa forma, é um alívio.
segunda-feira, junho 13, 2005
Five days.
And I know that the world doesn't spin around me. I know too well. I cried for help and the answer was silence. Now I feel odd, almost ashamed, my pride bruised, I should have known. I don't trust anyone, you wave you pretty blue eyes to me and I forget all about why I wear these scars and the past years. I have a word for you, and it's not the one you use to call yourself when you think about us, it rolls in my tongue and my brain time and time again but I know that spill it in your face would crush you and hurt you in a way I don't want (even if it doesn't help ME to know the truth and carry this burden but I'm used to suffering). Your silence is my clue about things like now and then and she or me. You made your choice. You played a little with my loneliness and my feelings for the sake of past times but your present and your future are well chosen and there's no space in your life for me. I have lived this situation so many times before that it shouldn't hurt anymore. In fact, it doesn't. What hurts, lover, sweetheart, angel, is it being YOU.
Now please be a nice guy, tell her that you love her and forget all your petty illusions about me. Oh, right, and keep disappeared.
And I know that the world doesn't spin around me. I know too well. I cried for help and the answer was silence. Now I feel odd, almost ashamed, my pride bruised, I should have known. I don't trust anyone, you wave you pretty blue eyes to me and I forget all about why I wear these scars and the past years. I have a word for you, and it's not the one you use to call yourself when you think about us, it rolls in my tongue and my brain time and time again but I know that spill it in your face would crush you and hurt you in a way I don't want (even if it doesn't help ME to know the truth and carry this burden but I'm used to suffering). Your silence is my clue about things like now and then and she or me. You made your choice. You played a little with my loneliness and my feelings for the sake of past times but your present and your future are well chosen and there's no space in your life for me. I have lived this situation so many times before that it shouldn't hurt anymore. In fact, it doesn't. What hurts, lover, sweetheart, angel, is it being YOU.
Now please be a nice guy, tell her that you love her and forget all your petty illusions about me. Oh, right, and keep disappeared.
sexta-feira, junho 10, 2005
Numa realidade alternativa qualquer eu voltaria para a casa dos meus pais e conseguiria sair da merda em, digamos, seis meses...
Eu faria vestibular para a ESDI. Eu faria o curso da Fábrica de Quadrinhos. O colégio do Gabriel não seria em período integral. Eu me alimentaria direito. Eu teria pelo menos umas 3 crises nervosas por conta da minha mãe por mês. Mas eu pelo menos estaria evoluindo.
Nesta realidade aqui me esperam o hospital ou o sanatório, em breve, muuuito breve. Talvez não, se o tratamento fizer efeito. Mas de qualquer jeito, não posso fazer nada que consta no parágrafo acima. Não estou indo para cima, só para baixo. E não tenho para onde voltar.
Eu faria vestibular para a ESDI. Eu faria o curso da Fábrica de Quadrinhos. O colégio do Gabriel não seria em período integral. Eu me alimentaria direito. Eu teria pelo menos umas 3 crises nervosas por conta da minha mãe por mês. Mas eu pelo menos estaria evoluindo.
Nesta realidade aqui me esperam o hospital ou o sanatório, em breve, muuuito breve. Talvez não, se o tratamento fizer efeito. Mas de qualquer jeito, não posso fazer nada que consta no parágrafo acima. Não estou indo para cima, só para baixo. E não tenho para onde voltar.
Surpresa.
E eu pensei que nada mais poderia me machucar. Estirada numa cama durante um dia inteiro pensando que nada pode ser pior do que estar viva vivendo desse jeito. Agora acho que o pior que posso fazer é dar razão à forma como eu estava pensando ontem. Não, não há um maldito motivo para viver uma porra de dia atrás do outro, além de covardia e excesso de responsabilidade. E uma esperança vaga, tão concreta como qualquer outra fantasia, de que em algum dia em algum lugar eu possa me sentir diferente.
Eu pensei que pessoas mortas não poderiam mais se ferir. Exceto talvez pelo cadáver que arrasto comigo. É, eu senti esse golpe. Eu sempre soube que este dia viria. Eu quero beber dessa taça amarga até o fim. Vou esmiuçar cada faceta dessa tristeza, ela é minha, só minha essa dor. Não sei se é melhor continuar anestesiada pelos dias que passam, o tempo cura tudo, o tempo criou crostas nas minhas feridas mas o sangue estagnado ainda flui fresco se você puxar com suas unhas... e eu não gosto de pensar que tanto tempo se passou e que merda, que bosta, não cicatrizou ainda? Estou tão cansada de tudo isso...
Viver para que? Para confirmar as certezas que me ferem ou tentar fingir que elas não existem e viver uma vida de superficialidades?
I hope you enjoy. Não pude ser blasé e fingir que não me importo. É, eu me importo sim. Não, eu não mudei nada. Mas você sabia como seria, não? Eu estou sofrendo. É problema meu. Daqui a pouco eu te esqueço de novo.
E eu pensei que nada mais poderia me machucar. Estirada numa cama durante um dia inteiro pensando que nada pode ser pior do que estar viva vivendo desse jeito. Agora acho que o pior que posso fazer é dar razão à forma como eu estava pensando ontem. Não, não há um maldito motivo para viver uma porra de dia atrás do outro, além de covardia e excesso de responsabilidade. E uma esperança vaga, tão concreta como qualquer outra fantasia, de que em algum dia em algum lugar eu possa me sentir diferente.
Eu pensei que pessoas mortas não poderiam mais se ferir. Exceto talvez pelo cadáver que arrasto comigo. É, eu senti esse golpe. Eu sempre soube que este dia viria. Eu quero beber dessa taça amarga até o fim. Vou esmiuçar cada faceta dessa tristeza, ela é minha, só minha essa dor. Não sei se é melhor continuar anestesiada pelos dias que passam, o tempo cura tudo, o tempo criou crostas nas minhas feridas mas o sangue estagnado ainda flui fresco se você puxar com suas unhas... e eu não gosto de pensar que tanto tempo se passou e que merda, que bosta, não cicatrizou ainda? Estou tão cansada de tudo isso...
Viver para que? Para confirmar as certezas que me ferem ou tentar fingir que elas não existem e viver uma vida de superficialidades?
I hope you enjoy. Não pude ser blasé e fingir que não me importo. É, eu me importo sim. Não, eu não mudei nada. Mas você sabia como seria, não? Eu estou sofrendo. É problema meu. Daqui a pouco eu te esqueço de novo.
quarta-feira, junho 08, 2005
... E é loucura, é inevitável, é na alma e não no corpo, e é sua voz no meu ouvido, ta voix dans mon oreille, os suspiros e gemidos, nós de novo, aqui, sempre longe, sempre perto, sempre misturados um dentro do outro, nossas fantasias tolas, nossa vontade agora proibida, apenas amigos, mas que amigos qual o quê querido se é a tua voz sussurrando no meu ouvido e as minhas mãos percorrendo teu corpo inteiro e o fogo, ah o fogo vai me consumir inteira... Se é meu sol e tua lua, se era para ser e ainda não foi, que sei eu além de que hoje eu acordei e os ecos da tua voz ainda estão no meu ouvido, a lembrança dos teus e dos meus gemidos, o calor misturado ao frio, ta voix, ta voix, ta voix oui, oui, a me pènetrer entière, un coup dans mon âme, parem o mundo que eu quero descer, pare com isso que eu quero de novo, mais uma vez, será que você sabe como fazer comigo daquele jeito que eu gosto? Parfois... E eu aqui considero déjà fait.
Eu poderia percorrer todos os detalhes mas tudo se mistura agora na minha mente, e a febre permanece, assim como o calor entre minhas pernas. Eu estava adormecida e você me despertou e agora o que eu faço com meu corpo so aware, so aware of you... E eu só quero mais um pouco, mais uma vez, talvez, enquanto inevitavelmente a vida nos leva um para o outro apenas para que fujamos novamente um do outro... Far away so close still.
Eu poderia percorrer todos os detalhes mas tudo se mistura agora na minha mente, e a febre permanece, assim como o calor entre minhas pernas. Eu estava adormecida e você me despertou e agora o que eu faço com meu corpo so aware, so aware of you... E eu só quero mais um pouco, mais uma vez, talvez, enquanto inevitavelmente a vida nos leva um para o outro apenas para que fujamos novamente um do outro... Far away so close still.
domingo, junho 05, 2005
Inspira. Respira. É assim que tudo começa. É assim que a noite termina. Com um beijo.
Mais uma dose? É claro que eu tou a fim. Do you want some gin, Jim?
O tédio é o tédio é o tédio é o tédio. "Sempre mais do mesmo. Não era isso o que você queria ouvir? Mas não adianta me explicar com tanta determinação exatamente o que eu penso como sinto e como sou, eu realmente nem sabia que eu pensava assim..."
How does it feel when you're on your own? Hey, someone left a soul in my kitchen. Unhappy girl, left all alone, playing solitaire, you are locked in a prison of your own device and you can't see what it does to me to see you crying...
Para algumas coisas ele serviu. Black messiah. Falta de porrada, talvez.
E se eu pudesse iria para minha floresta e passaria lá uma semana vivendo monasticamente, acompanhada talvez de umas boteilles de bon vin, qqs cigarettes e lápis aquareláveis. Mas gostei de ter visto pessoas adoradas, e achar graça de coisas que minha intuição gritava, e perceber que pouco ou nada me surpreende. Mas eu gostaria. De ser surpreendida. Um pouquinho só. Mas não hoje, hoje chega, quero ficar aqui com meu cigarro e meu copo vazio. E daqui a pouco me partir ao meio, me destacar de mim mesma e ir procurar o abraço carinhoso e a empolgação do meu filho.
De novo, Tio Renato? Haja o que houver meu filho estará esperando por mim.
Mais uma dose? É claro que eu tou a fim. Do you want some gin, Jim?
O tédio é o tédio é o tédio é o tédio. "Sempre mais do mesmo. Não era isso o que você queria ouvir? Mas não adianta me explicar com tanta determinação exatamente o que eu penso como sinto e como sou, eu realmente nem sabia que eu pensava assim..."
How does it feel when you're on your own? Hey, someone left a soul in my kitchen. Unhappy girl, left all alone, playing solitaire, you are locked in a prison of your own device and you can't see what it does to me to see you crying...
Para algumas coisas ele serviu. Black messiah. Falta de porrada, talvez.
E se eu pudesse iria para minha floresta e passaria lá uma semana vivendo monasticamente, acompanhada talvez de umas boteilles de bon vin, qqs cigarettes e lápis aquareláveis. Mas gostei de ter visto pessoas adoradas, e achar graça de coisas que minha intuição gritava, e perceber que pouco ou nada me surpreende. Mas eu gostaria. De ser surpreendida. Um pouquinho só. Mas não hoje, hoje chega, quero ficar aqui com meu cigarro e meu copo vazio. E daqui a pouco me partir ao meio, me destacar de mim mesma e ir procurar o abraço carinhoso e a empolgação do meu filho.
De novo, Tio Renato? Haja o que houver meu filho estará esperando por mim.
sábado, junho 04, 2005
Um sopro de esperança na vida dos meus amigos e eu penso que de repente, um dia, poderia acontecer comigo.
Nah. Estou velha e descrente demais para essas coisas mas feliz por eles. Acho que me tornei meio voyeur da felicidade alheia. Uma velhinha de 80 anos no corpo de uma pré-balzaquiana... Pensando "um dia eu vivi isso" mas no más.
argh. Preciso de uma taça de vinho e um pouco de luar. Now to get out and dance.
Hemingway's the best drink!!!
Nah. Estou velha e descrente demais para essas coisas mas feliz por eles. Acho que me tornei meio voyeur da felicidade alheia. Uma velhinha de 80 anos no corpo de uma pré-balzaquiana... Pensando "um dia eu vivi isso" mas no más.
argh. Preciso de uma taça de vinho e um pouco de luar. Now to get out and dance.
Hemingway's the best drink!!!
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