quinta-feira, maio 31, 2001

Sobre pessoas limitadas 2 – O que eu sempre falei para o Edinho é que eu costumo primeiro ficar irritada com pessoas limitadas mas depois tendo a ser complacente, uma vez que ainda creio em “ama teu próximo como a ti mesmo”. Nessas horas baixa a Grande Mãe e tendo a ver pessoas limitadas como crianças que ainda não tiveram oportunidade de amadurecer espiritualmente ou mesmo mentalmente. Pode verificar: quanto mais limitada é uma pessoa, mais infantil ela se mostra. Agora acho importante frisar que existem duas formas de ser infantil, uma boa e uma ruim. A diferença entre childish e childlike. Bom é quando vc conserva da sua infância sua curiosidade, sua capacidade de brincar com a realidade e consigo mesmo, assim como a criatividade, imaginação et vontade de experimentar o novo. Ruim é a parte imatura, o medo de crescer, de ir além, a estagnação. Enfim, tendo a perdoar e acreditar que essa pessoa um dia possa crescer na vida o suficiente para ver as coisas com outros olhos. CONVIVER com outras pessoas é dar uma prova diária da sua capacidade de compreensão com relação a outro ser humano. Agora simplesmente deixar para lá sem apreender nada dessa experiência também é um erro, você sempre tem que APRENDER algo ou então tudo que se passa perde o sentido, foi em vão.
Existem três formas de se adquirir conhecimento: aprendendo com os erros e acertos dos outros; aprendendo com suas próprias experiências; absorvendo conhecimento de fontes externas, como livros, web, tv e outros meios que transmitem informação e FILTRANDO esse conhecimento dessas três fontes para formular suas próprias teorias. Nenhuma realidade ou premissa está errada desde que alguém acredite nela, porque, como dizemos em publicidade, se não te serve é porque você não é o público-alvo daquela propaganda. Mas o que para minhas premissas é absurdo é plain cold facts para outra pessoa.
Sobre pessoas limitadas: você deve estar pensando: mas VOCÊ também é uma delas!!! Sim, sou. Se vc parar pra lembrar, os alfas de Huxley tb eram limitados. Uma vez eu tive um longo debate com Edinho, um saxofonista amigo meu (ou colega, ou conhecido, sei lá) sobre isso. Sempre que nos vemos acabamos discutindo religião e filosofias de vida. Gosto disso. Sobre limitações, uma das coisas que sempre me incomodou no texto de Huxley foi o fato das pessoas se limitarem à sua condição e serem CONDICIONADAS a isso. Tudo bem que deltas e gamas, as “castas” mais baixas, tenham um Q.I. tão limitado que aceitem sempre esse condicionamento sem questionar, mas um beta ou mesmo um alfa? Ok, no fim do livro é revelado que existe um ilha para as pessoas que não se adequam ao condicionamento, que parece um paraíso mas no fundo é apenas outra forma de condicionar... Bom, talvez o que me irrite na limitação das pessoas é que elas não só são limitadas, mas GOSTAM de ser assim. Eu admiro profundamente uma pessoa que não se conforma, que tenta de todas as maneiras escapar desse condicionamento. É frustrante e ingrato, sim, mas é humano também. Não suporto pensar que só há UM JEITO CERTO de viver, ou você faz aquilo daquele jeito ou você vai ver só. E se levantarmos a ponta do véu de Maya? Alguns caminhos levam à destruição, outros são boas alternativas. Infelizmente só há um jeito de saber: tentando e se fodendo, tentando e vendo que funciona. Ficar estagnado num PARADIGMA é a pior coisa que um ser humano pode fazer consigo mesmo. A incapacidade de entender como as coisas funcionam e ficar lá, parado, ao invés de fuçar e tentar descobrir o que acontece se vivar essa chave aqui me irrita. Levi diz que se enumerarmos todas as coisas que não gostamos acharemos nosso diabo pessoal. Pois é exatamente isso que não quero ser. Não quero me cristalizar em um PARADIGMA só porque é mais cômodo assim. Às vezes minha rebeldia é burra, porque sou limitada. Mas tendo a acreditar que não só há luz no fim do túnel como há outras coisas além do túnel e há vários tipos de túneis e coisas que não se assemelham à realidade dos túneis de forma geral.
Uma vez falei a um amigo que não era com todas as pessoas que eu acertava fazer massagem, porque isso dependia mais da sintonia entre as pessoas do que da vontade de fazer a coisa. Ele riu. Mas existem coisas que independem da cabeça, são puro corpo. Eu quando gosto de alguém gosto logo com os cinco sentidos. Gosto do cheiro da pele, da cor, gosto do tato, das partes ásperas e das macias, do contraste dos pêlos contra minha pele, do cheiro do cabelo, do brilho dos olhos e da cor e da forma da boca, do gosto da língua na minha, do gosto da pele e de todas as partes do corpo onde minha língua toca. Gosto do som da respiração, do som até mesmo dos passos, das pequenas modulações de voz (sou só eu ou o som da voz de um homem pode ter tantas texturas quanto a superfície de seu corpo? Voz rouca e mãos fortes, voz suave e aquela pequena dobra suave que divide a nuca, onde a pelugem mal se adivinha...) Sou capaz de sentir a presença de alguém no ambiente pelo perfume característico de seu corpo, por um suspiro numa sala fechada ou pelo som de seus passos. E às vezes, nem preciso disso. Muito poucos me surpreeendem de costas, sempre SEI quem está atrás de mim, graças àquela assinatura energética que falei acima. Uma colega de trabalho não pode compreender como posso gostar de uma pessoa pelo cheiro ou pelo som da voz. Pessoas assim me lembram Huxley em seu Admirável Mundo Novo. Pessoas limitadas sempre me lembram Admirável Mundo Novo.
Estava pensando sobre como nosso relacionamento com as pessoas altera nossa capacidade de percepção e que isso muda de acordo com as pessoas e situações envolvidas. Tipow: quando estou pensando, meu cérebro age de uma forma e sinto meu corpo e percebo as coisas de certa maneira. Quando alguém fala comigo, algo nesta forma de percepção se altera, sinto isso energeticamente, como se a comunicação com as pessoas alterasse a química cerebral de uma forma que, admito, algumas vezes acho ruim. Sendo assim, a forma como nos comunicamos com as pessoas não parte somente desse pressuposto que ambos conheçam linguagens verbais e não-verbais, mas da interação de toda sua unidade física com a do outro. Talvez por isso, por essa espécie de “assinatura enérgética” eu me sinta bem ao lado de certas pessoas e não consiga me relacionar com outras. Há pessoas que “exalam” uma espécie de energia escura (que defino como negativa mas que nesse caso é mera convenção). Algumas pessoas me passam isso apenas quando em determinadas situações, outras são assim ad infinitum. Sendo assim, há pessoas com quem não suporto conviver e me fazem “intuir” que irão me fazer mal, em algum plano. É como se comunicassem isso ao meu cérebro sutilmente. Mas voltando ao ponto sobre comunicação, essa alteração na minha percepção REALMENTE me incomoda, porque isso quer dizer que estou dando poder à pessoa que conversa comigo, pelo menos em algum nível, sobre mim. E a pior coisa que podemos fazer é dar poder aos outros. Mas nesse caso seria a escolha entre Não se comunicar ou aprender como controlar o “controle” que damos aos outros quando nos comunicamos com eles. Existem outras situações que alteram a minha percepção, mas de forma controlada, como quando vc se abre para meditação ou para “sentir” a presença da Deusa num jardim ou em ambientes especiais.
A Boa e Velha Solidão

Se preparem porque esse é um post atípico. E vem mais por aí. Estou a fim de teorizar e botar no papel as coisas que penso e acredito, talvez seja uma boa forma de descobrir o fio da meada.

Tenho um texto que vcs em breve vão ver na minha HP em que digo que a Solidão é uma dama infeliz... Mas é verdade. Seu toque até pode ser desejado, mas normalmente fugimos dela como ingratos, não agüentamos ficar muito tempo sozinhos. É verdade, eu detesto ficar sozinha. Só que tem um problema: no nível em que todos nós vivemos, nascemos e morremos sozinhos. Nunca você vai saber exatamente como sinto, como penso e como sou, citando o tio Renato. Mesmo que vc consiga desenvolver suas capacidades telepáticas, vc nunca vai ter o panorama completo do caos da minha mente e entender exatamente como formulei aqueles padrões que me regem. Somos únicos em nossos amores, dores, filosofias e identidades. E por isso mesmo, nascemos e vivemos sós, mas nos recusamos teimosamente a viver assim. No fundo, no fundo, somos um bando de solitários agrupados tentando se comunicar através de códigos rústicos e imperfeitos. A linguagem mais perfeita ainda é tão pouco estudada... Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, me basta um gesto. E mesmo gestos não são universais. Pegue um japonês. Um membro do islã, um americano e um brasileiro, coloque todos na mesma sala e tente fazê-los se entender por gestos sem ofender ninguém. Rá!

quarta-feira, maio 30, 2001

Sem saco pra nada hoje, mas pelo menos as coisas aqui acalmaram... :PPP
Esse computador do trb vai travar rapidin.

terça-feira, maio 29, 2001

Ok, parem o mundo que eu quero descer! Parem as máquinas! Eu não quero mais brincar... Eu achei que já tinha visto de tudo na minha vida, que já tinha passado por muita coisa, mas vou dizer uma coisa: acho sinceramente que não há limites pra maldade humana. Menos ainda pra capacidade que as pessoas doentes têm de deturpar as coisas pra destruir a vida de alguém. Tentaram FODER com a minha vida com F maiúsculo essa última sexta. E se vocês querem saber, quase conseguiram foder com a minha cabeça. Pirei, pirei mesmo. Pensei até em me matar. Só não foderam mais comigo porque deu tempo de eu começar a me armar.
Eu só queria saber quem foi que deu férias pro meu escritor e colocou como temporário no lugar dele o Kafka! Eu me sinto numa mistura d'O Julgamento com alguma coisa que o Chris Carter escreveu quando estava inspirado... Pior é ter que viver no climinha "trust no one". Preciso cair fora daqui rapidinho... e de grana, numa base urgente. Ah, e meninos e meninas, podem ficar preocupados sim, porque a coisa é séria. Tão séria que eu não posso nem sequer confiar de falar qual é numa página web. Terror, terror. Sabem comoo é que eu relaxei? Assistindo Lendas Urbanas e lendo nos intervalos Noite na Taverna do Álvares de Azevedo. É pra entrar numa de terror? Então vamos mergulhar de cabeça, ne c'est pas? (Vergonha... faltei aula de francês depois da prova só pra não ver minha nota...)

sexta-feira, maio 25, 2001

teste
Estou me preparando pra passar alguns dos meus contos pra web, na minha página do HPG. Provavelmente Amor Debaixo Dágua parte 1, Agnus Dei e Solidão. Talvez algumas short tales que escrevi quando era teen. A princípio, só em português. Translations a seguir. Nas próximas semanas.

I gonna put some tales I wrote when I was a teen soon on my home-page at HPG (www.lanika.hpg.com.br). First in Portuguese only, but I gonna work on translations soon. On the next few weeks. Wish me luck to have the time I need :-)
Visitem www.nonlinear.art.br, página do meu amigo Nicholas. Muito boa!

Finalmente tio Neil atualizou seu blog e falou sobre o Brasil. Leiam em www.americangods.com/journal

Go to www.nonlinear.art.br from my dear friend Nicholas. Cool page!
Finally unca Neil updated his blog talking about the south-american tour. On www.americangods/journal

quarta-feira, maio 23, 2001

No Samhain deste ano eu realmente senti a roda girar, sabe... A chegada do outono costuma ser uma coisa sutil por aqui. Às vezes me espanto como a natureza consegue ficar ainda mais linda... As primeiras frentes frias finalmente chegaram e as primeiras chuvas pouco depois que eu fiz como as folhas, me descolei da minha velha árvore e fui voar para longe carregada por Eos, meu velho amigo. E como a essência do próprio outono, me sinto mais livre mas um pouco triste, como se o frio do inverno aos poucos abrisse caminho dentro da alma da gente. As manhãs começam mais preguiçosas quando a luz do sol aos poucos entra pela janela do meu quarto e aquece o ambiente, me fazendo ter coragem de sair debaixo do edredom. O outono chegou, o Samhain veio e eu fui com ele. Mas uma folha nunca deixa de ser folha e se eu tiver que ser uma, quero ser como as folhas da Fortuna, que basta você deixar juntinho do solo que em poucos dias fazem brotar novas mudas de cada pequena dobra de suas bordas. Este vai ser um inverno longo e frio, além de solitário. Mas me sinto feliz e aquecida por dentro, porque estou aprendendo tantas coisas e estou crescendo ao longo do caminho. É como hibernar. Vou passar um tempo quietinha só aprendendo o que posso ser e fazer e quem sabe quando o calor voltar eu não floresça e me torne algo realmente novo? Só o tempo dirá. Até lá, existem muitas luas pra passar.
Fiquei deprimida, mas já perdi um bocado de coisas desde novembro do ano passado. Ano passado, eu fiquei deprimida, estressada e ansiosa até o limite da minha sanidade. Houve dias em que eu fiquei MUITO perto de perder o controle. Mas enfim.
Esse ano finalmente tomei coragem de assumir que queria me separar depois de sete anos onde muita água rolou embaixo da ponte. Casei muito nova e cometi um bocado de erros, inclusive o de achar que a vida só podia ser vivida daquele jeito. No último mês, tenho aprendido muito sobre isso. E sim, PODE e DEVE ser diferente. Graças ao fato de ter sido roubada, troquei meu celular antigo que eu no fundo no fundo detestava (na época comprei um tijolão da Ericsson só pra TER um celular) por um que eu sempre quis ter mas tinha receio e adiava comprar porque era caro e afinal, eu já tinha um. O cartão o RealVISA trocou em menos de 15 dias. Como roubaram meus óculos, passei a usar lentes em tempo integral (mas ainda preciso comprar óculos pra quando tirar as lentes). O que perdi dentro daquele zip não tem volta, mas tento aprender a me desapegar um pouco das coisas que criei, normalmente sou muito apegada a elas e isso bem ou mal me ensina a desligar.
Estou adiando escrever isso por um tempo, por pura preguiça. Mas depois do prato do dia sendo Surpresa à Leonardo nada melhor pra relaxar. É que notei que minha vida começou realmente a mudar depois do Samhain desse ano (30/4-1/5). Foi quando as coisas que estavam realmente engasgadas começaram a acontecer. Uma coisa que senti no início deste ano, tão forte que não tenho dúvidas, é que este é um ano de decisão, um mediador entre o que aconteceu nos últimos tempos e o que vai acontecer. É mais ou menos assim: imagine todas as coisas que você sabe que TEM de fazer mas fica postergando, as coisas realmente importantes na sua vida. Antes, isso era uma questão de escolha. Agora, deixou de ser: ou você AGE, ou você corre o risco de ver a vida agir por você. De um jeito ou de outro, algo tem de ser feito. Nem que seja você perder algumas coisas no meio do caminho pra aprender a dar valor a elas. Desde que esse ano começou, eu já perdi um bocado de coisas. Até ser roubada fui, quando assistia o show do Capital Inicial no Rock na Praia, lá em Botafogo. Levaram TU-DO, celular, cartão de crédito e – o mais valioso pra mim – um zip disk contendo arquivos particulares, desde fotos que eu odiaria ver divulgadas na Internet até arquivos de diário e dois anos de trabalho de freela pra um ex-cliente. Poesias, o escambau. Não tinha backup, eram coisas MUITO pessoais e nunca nem imaginei que um dia fosse perder aquele zip. Foi como se eu tivesse que passar uma borracha em tudo que criei e fiz em todo o ano de 2000. Assim: plec! Num estalar de dedos.
E hoje na hora do almoço o cara aqui do trabalho vem me dizer que meu chefe quer marcar uma reunião pra discutir o meu comportamento dentro da empresa mas se recusa a dizer o que foi que eu fiz. Uh-oh... Aí vem merda! O pior é que eu só lembro de ter feito uma ou outra coisa que se enquadram no critério que ele está falando. Só UMA é realmente preocupante. Não vou esperar até sexta-feira pra saber o que foi que eu fiz. Agora sou EU que quero falar com meu chefe. Afinal, sempre joguei aberto com ele. E tenho a sincera desconfiança de que não tem nada a ver com coisas que eu fiz com meus colegas de trabalho, mas o que a visão do CARA em questão aqui do trabalho considera certo ou errado na minha postura. Se for isso, foda-se. Sou sincera, sempre falei o que penso, todas as brincadeiras com meus colegas - e eu perguntei a eles - sempre foram consideradas brincadeiras e meu jeito É e sempre vai ser esse. Sou diferente, sim, meio maluquinha, sim, sempre fui e sempre vou ser. Se for alguma coisa que valha a pena ser corrigida, ok, me falem que eu não faço mais. Agora se for algo que todos na empresa fazem e só eu estiver sendo julgada, vou ficar muito p***. Perdi a fome na hora. Odeio esse climinha!

terça-feira, maio 22, 2001

Uma coisa que eu adoro no blog é que vc tem que ler tudo MANGÁ style... Será que é porque eu sou canhota?

Something I love about blog is the fact you have to read all the post manga style... Would it be because I write with my left? (I hate that word u use in english, so no way I gonna call myself this way).
Tem dias que eu acho que falo demais... LOL
And finally Henrique comes, with his particular style, and says to not bother about paying him for the book because he spoke with Cristina, his wife (she’s PERFECT for him, they’re really a lucky couple) and they decided to give it to me as a gift for the late Mother’s Day! I swear, it made tears come to my eyes. It was the sweetest thing someone did to me on the last months. He has this rare capacity to comove me and leave me without reaction. He said I deserved this and I said “don’t but YOU make me feel special as if I deserved so I only have to thank you for this”. No one in the world can even try to imagine how it was important to me. Deep inside, Henrique is always remembering me that it is on the simpler things that the essence of life truly inhabits. I’ll be always gratefull for this. All the thanks I could give wouldn’t be sufficient.
E aí me vem o Henrique e chega com aquele jeitinho dele e diz que conversou com a Cris (Cristina, a esposa dele, eu acho que ele encontrou a melhor mulher possível pra se casar, ela é maravilhosa!) e diz que é pra mim não esquentar em pagar o Livro dos Sonhos pra ele, que ele não tinha me dado nada de Dia das Mães e que eu merecia. Juro, eu fiquei com vontade de chorar pro resto da noite. Ele tem essa rara capacidade de me comover e me deixar sem reação. Eu fiquei sem saber o que dizer. E disse “não mereço não, mas você me faz ser especial. Eu só posso te agradecer por isso!” E ningúem no mundo tem idéia do que isso significa pra mim. Uma noite que estava até meio aborrecida, afinal eu acabei fazendo algo que não queria (acompanhando o Alexandre e não vendo nem metade dos stands que queria, mas isso não foi culpa dele) ficou perfeita com um gesto tão simples... No fundo, Henrique vive me lembrando que é nos gestos simples que se esconde a essência da vida. Ou seja, nesse final de semana eu passei de uma depressão leve a uma paz doce e terminei me estressando um pouco porque acabei dormindo na casa da minha ex-sogra (será que isso realmente existe?). Embora eu queira ser amiga dele, sim, não quero mais fazer programas na companhia dele. Ainda é muito cedo. Eu tenho muito que aprender sozinha. Tenho um novo mundo pra criar e muita coisa pra fazer. Nossa ligação é muito forte, mas uma hora vai ter que ser rompida. E tenho medo de como vai ser.
O resto da Bienal se resumiu em correr atrás do Gabriel e ficar horas no stand da Devir vendo todos aqueles TPB caríssimos que eu não ia poder comprar mesmo... E atrapalhar a sessão de autógrafos do lançamento da Front ali no stand. O pobre coitado do OTA foi nocauteado no rosto pelo Gabriel, que não gostou muito do fato daquele cara não saber quem era a mamãe. Até aí, eu disse a ele que eu realmente não era ninguém. Só a mãe do Gabriel. Pra que mais?

So I passed the rest of the evening running after Gabriel and spending hours on Devir’s stand (comics book store) reading and admiring all those TPBs I don’t have the money to buy anyway :-) and spoiling the signing launch from Front, a comics book from some friends. My son knocked out the face of one of them. Oh, the shame :-) Maybe it’s because he said he didn’t knew me after all those years? :P

So. I’m there waiting with Alex and his copy of Dreamhunters stoled from one of his “disciples” (ask him, not me) and Henrique that had buyed a copy of the Book of Dreams on the stand and me... with BARE HANDS!! So I asked Henrique to put a copy of the Book of Dreams on his card for me (Gods, sometimes I feel myself SO STUPID...) and he did it, with pleasure. So gentle! I was SO HAPPY!!! So line went on and unca Neil went on too, signing the books like an automatic signing-line of production mechanically and patiently (poor Unca Neil, but I understand him, I swear). I took mom’s camera to do that one a Kodak moment, even feeling a little idiot. I shoot Henrique and Alexandre so I asked him to sign for me and Gabriel. Boy, I felt idiot but I didn’t want to go away :-) I found it sweet that he learned to write “good dreams” in portuguese for the signing. After two days of pratice he almost knew how to spell this :-)) I had pity on him but hey, he was there on business, don’t? And hell, I know what he thinks of signings anyway. Alex asked unca’s blog adress with his “writer’s matter” blasé excuse but I visited it before him :P It’s www.americangods.com/journal. Kind of obvious. It’s the name of his next book.