domingo, fevereiro 27, 2005

Gasparzinho...

Eu só tenho uma pergunta: por quê.

Embora sinta falta da sua amizade, estou vivendo em paz.

E, ahn, eu estou feliz. Com a minha vida e por você estar feliz com a sua.

Se um dia você quiser a minha amizade, ela continua aqui. Eu jamais deixei de ser sua amiga e de querer para você tudo de bom que existe no mundo.

Todo o resto que você tem feito ao longo dos meses é infantil e extremamente desnecessário, mas não é problema meu.
Repeteco :) Com ÊNFASE

One night stand é a arte de você se tornar tela em branco para que ele pinte suas fantasias. He's not interested in you, lady. He's interested in get laid. Cabe a você decidir se quer se prestar ao papel ou não. A grande maioria sabe apenas reproduzir uns rabiscos do que viu no poster central de alguma revista. Às vezes, no entanto, você se depara com um que sabe não só manusear as tintas como explorar e aproveitar bem as características do suporte. O resultado final é único, maravilhoso, você poderia experimentar infinitas variações sobre o mesmo tema. Algumas vezes é recíproco e artista e tela seguem reproduzindo a vida sob lençóis ardentes. Chato é quando ele estava apenas testando a capacidade do seu pincel :/

E isso basicamente resume o meu final de semana _o/ \o/ \o_ \o/ \o_

Com o pequeno diferencial de que estava mais um show particular de rock and a lot of roll :D

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

A ray of moonlight in the middle of the forest. A wet glimpse on the surface of clean water, sweet clean water of the fountain, running down to join forces and form a thundering, powerfull river. I miss basking myself in this light, naked child, steping alone on the green and dry leaves of the secret paths guarded by dark, gray and humid stones, silver in my neck, cold metal closed in my hand.

Here, take grasp of my hand. Come with me. Let's descend by this path. Let me guide you in the way of my misteries. I can see the beauty of the forest in your eyes. Who are you, beautiful stranger, for who these secrets aren't secrets at all? Will you join me under the ancient stone? Is it true? Do you bear the same mark than I? Do you know my Gods and the sweetness of the songs whispered by the leaves when dawn descends upon the green? I wasn't expecting any of this. Blessed, this is how I feel for here you are now, here with me. See? Here. Can you see what I did? On the sacred table there's apple and cake and wine. Drink with me. Eat with me. Celebrate with me Dionysius and Demeter. Let me look inside your eyes, and delight, for there's no need of words to tell what shines within them.

domingo, fevereiro 13, 2005

Oh tu, que és todo o meu desejo. Quão intensos e irresistíveis são os beijos que roubo de teus lábios em minhas fantasias... Quase posso adivinhar o sabor que têm os teus lábios, tua língua. Quase posso adivinhar que já tocaste quase tantas bocas quanto a minha. Um adversário à altura no mais antigo dos jogos. Brinco com a idéia de ter você como um gato brinca com sua comida.

Somos dois gatos, eu sei. Você, gato arredio, jeito malandro, curioso, olhando de cima do muro. Eu, vagando pela vizinhança à noite, procurando encrenca, chegando de mansinho, me esparramando abusadamente pelo teu gramado, rolando pelo chão e me divertindo em te olhar de soslaio, esperando.

Mas se em minhas ilusões já percorri cada milímetro do teu corpo adorado com minha língua e meus lábios já beijaram cada uma de tuas pintas, se teus dedos longos, brancos e finos já percorreram cada uma das minhas curvas, eu não ousaria ultrapassar a linha imaginária traçada pela minha timidez e se me perguntasses se era por ti que escrevi cada uma dessas linhas, eu negaria.

Sim, eu te quero e brinco com a idéia obssessivamente. Mas o que pode me dar a realidade de diferente daquilo que já tive mil vezes? Ter você uma noite, ter de esquecer esta noite uma vida inteira. Já estive aqui antes. Se posso vestir minhas fantasias com tua face, ousaria eu macular teu mistério com a realidade vazia? Mas o desejo é mais intenso que a razão, com um toque teu eu me renderia, minha máscara de indiferença se dissolveria, em teus braços eu dançaria, mesmo me sabendo errada e perdida, numa noite de lua crescente, no meio da rua ou em algum motel barato, quem sabe. Gata no cio, gato arredio, somos apenas gatos.
Feel so good to be me. Mostly because feel so good to be so bad...

More or less like "quando sou má sou muito melhor"

A Del e a Flau sabem do que estou falando :)
Eu acho que já escrevi aqui antes sobre isso mas se tem uma frase que eu odeio mais do que todas as outras nesta vida é "eu preciso conversar com você". Eu não gosto de surpresas. Eu nunca sei o que fazer quando acontece algo inesperado. não gosto que me tirem do eixo, que me desarmem. E eu nunca sei o que esperar de uma situação que comece com a frase "precisamos conversar". Para mim sempre será barra pesada. Eu imediatamente começo a processar mentalmente todas as merdas e coisas erradas que fiz ou deixei de fazer ou que poderia fazer relacionadas com a pessoa em questão. Se não descubro nada, começo a vasculhar meu HD em busca de merdas relacionadas com pessoas em comum. Os níveis de ansiedade sobem lá em cima. Eu me sinto miserável. Pior do que "preciso conversar sério com você" é o silêncio que se segue depois de uma afirmação dessas. A pessoa nunca fala logo o que é. Tem sempre A pausa. Parece que A PAUSA foi construída com o intuito de te jogar naquele inferno de ansiedade enquanto a pessoa escolhe as palavras com que vai falar o que tem a dizer. "Ohmgds, ele está escolhendo as palavras. É sério mesmo. Que merda eu fiz/aconteceu agora?" E normalmente é alguma coisa besta, não é tão sério assim, é até uma coisa legal, da última vez era uma proposta de emprego para um amigo. Mas eu ainda prefiro que enfiem palitos embaixo das minhas unhas do que ouvir "precisamos conversar". I just can't help it.
Eu havia escrito um mega-hyper-imenso post sobre meu Carnaval mas eu compartilho o meu computador com o Gabriel e eu criei um perfil só para ele no micro, então basicamente ele se aproveitou do momento em que saí do micro, fez log-off da minha ID e entrou no perfil dele. Sem se preocupar em salvar as janelas abertas do que a mamãe estava fazendo no micro :) É tão legal ver como o moleque tá se deschavando sozinho no micro que eu nem ligo. Ele é meu bug preferido.

Então. Mon'angello. Apareceu de surpresa na segunda antes do Carnaval no meu trabalho quando eu não esperava mais por ele, me pegando ocupada, me deixando vermelha e sem saber onde pôr as mãos, dizendo que estava com saudades e ia viajar e queria me ver antes de viajar e que nos veríamos depois do Carnaval. E sumiu de novo. Para todos os efeitos, estou oficialmente solteira :/ Que venham os nerds!

Sábado de Carnaval, festinha I Hate Samba com pessoas queridas. Ligo para meu ex-marido e ele topa ficar com Gabriel para que eu possa ir à festa. Eu não me lembro nos últimos cinco anos de ter imaginado que algum dia eu finalmente iria conhecer o apartamento da minha sogra (que afinal não era em Jacarepaguá, mas no Itanhangá e... onde diabos mesmo fica esse lugar? Só sei que fica longe e perto da Barra :) ), morgar de *ressaca* por lá no domingo e acordar na segunda para ficar vendo Gabriel brincar no play do prédio ao lado do meu ex-marido e sua atual esposa.

Fora alguns eventuais ajustes e aparas de arestas, acho que tudo correu muito bem. Tanto que deixei o molequinho lá por mais um dia.

E aí acabou que, na frente do micro, insone e sem filho, acabo sendo levada por doña Boneca para um "bloco de carnaval alternativo" chamado Charanga 3D em Copa.

É, você entendeu. Comecei meu Carnaval em Niterói, peguei um táxi em Laranjeiras que me levou num mega-tour Laranjeiras-Barra-Alto da boa Vista - Itanhangá-Alto-Tijuca, acordei domingo na Tijuca, segunda no Itanhangá, terça no Leme, e quarta fui às compras com Gabriel. E quinta ele foi no meu trabalho e fomos ao cinema ver Em Busca da Terra do Nunca. E nesse meio tempo matamos mais uns zumbis no shopping e é melhor parar com isso, porque os vendedores de fichas já estão falando comigo com aquela intimidade de "ah, ela vem todo dia aqui" :/

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Duas personagens novas para Decadência:

Duas personagens novas para Decadência:

A primeira é uma espécie de "vidente". Eu estava pensando em pessoas que se cortam, Clarice do tio Renato, "E Clarice está trancada no banheiro / E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete...E a dor é menor do que parece / Quando ela se corta ela esquece" e Redeyes, daquele one shot de Druid (escanear a história) "look what I have done. Pretty." e no conceito de "expurgar a dor ou aquilo que te incomoda". No caso desta personagem, a dor insuportável viria de dentro dela para a superfície da pele... E deve ser liberada através dos cortes, que formariam marcas, hieróglifos, símbolos ou whatever, com alguma espécie de aviso para algum outro personagem ou como chave para a resolução de algum impasse em alguma trama principal. A garota poderia tentar avisar algum dos personagens da trama principal de alguma reviravolta na história, sei lá. Mas a premissa é interessante. É quase como se fosse uma stigmata, mas que é forçada pelos presságios a se auto-flagelar. Troublesome background à vista. Hmmmm...

A outra personagem é mais indefinida ainda. Uma imagem de pesadelo, ontem à noite. Talvez baseada naqueles pesadelos criados por Morpheus na praia em Sandman? Ah, pesadelos... Mas ao invés de ser uma mulher sem rosto, é uma mulher sem olhos. Seus olhos são uma espécie de buraco negro. Me lembrei agora do Manto e da Adaga. Ela poderia ser um tipo de healer, absorvendo a dor dos outros? Uma espécie de vampiro de dor? Dor é energeia. Energia é alimento. Lembrei do Man-thing e sua sidekick naquela tentativa fristrada de relaunch, Sorrow. Man-thing, o monstro do pântano da Marvel. Pffff...

A questão é: já que elas vieram à tona, vamos tratar de usá-las. Toca analisar a storyline de Decadência e ver onde elas podem ser úteis. Ou deixá-las amadurecer, ganhar nome, tomar corpo e provavelmente soprar no meu ouvido suas próprias histórias? Possibilidades, possibilidades...

Tem um tempo que eu não saio criando personagens assim. Que bom. O processo continua tão caótico e cheio de referências como sempre. E é sempre melhor fazer algo com essa energia negativa acumulada do que deixá-la continuar me devorando por dentro. Dar à luz pequenos monstros. A culpa é de Sync. Estou quase fechando a diagramação inicial do roteiro de nove páginas e depois de passar uma tarde no Google fazendo pesquisas sobre cadáveres com queimaduras de terceiro grau, eu deveria saber que meu subconsciente daria tratos à bola... E tem também o fato de ter estourado as cabeças de uns zumbis no shopping segunda com Gabriel. A mãe dele é boa de tiro mas a jogabilidade de The House of The Dead é irritante. Bom, a gente se diverte com o que tem em mãos, eu acho.
Antigamente, sempre que eu me encontrava no estado que estou agora (down, muito down, down and low, waay down below. Bom, você entendeu. Na merda.) uma magia peculiar se manifestava, bela e inesperada: Sempre havia alguém, um certo alguém especial, que com sua presença, sua voz no telefone, ou mesmo aparecendo de surpresa num IM da vida no meio do expediente, transformava aquele dia vazio, negro e sem graça em um dia mágico. Pessoas que puxam o melhor de você. Eu sempre fiz questão de dizer, com sinceridade, agradecida: Fulano,você iluminou o meu dia!
Mas tem um tempo que isso não acontece. Sinto falta do irmão do dono da empresa chegando na sua cadeira de rodas, me fazendo ir comprar sorvete de passas pra ele no fim da rua, sentando do meu lado enquanto eu trabalhava, me ouvindo cantar "Winter" da Tori Amos para ele e me fazendo explicar o que a letra da música significava para mim. Sinto falta dos telefonemas do Jean Philippe, o pessoal da equipe de som achando graça e me imitando enquanto conversávamos em francês. Sinto falta de ir pegar a barca e encontrar alguma pessoa que me tire do meu modo absorto e apressado e me faça pular gritando de alegria em cima dela: "Fulaaaaaaaaaanooooooooooooo!!!!! Há quanto tempo!! Caaaara, que saudade!" e dar aquele abraço Felícia nele, poder sentar do lado na barca e ouvir as voltas que a vida dá. E sinto falta de poder abraçar apertado, deitar no colo, sentar de brincadeira na coxa, ou mesmo deitar a cabeça de fulano no colo e ficar fazendo cafuné muito e muito tempo, escutando ou simplesmente conversando bobagem.
Caralho, onde foi parar aquela vida? E onde estão as pessoas que iluminavam meus dias? Será que minha vida se tornou tão vazia e tão sem sentido que não posso mais ser tocada por essa velha magia?

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

quinta-feira, janeiro 27, 2005

planos

Hmmm... O trailer de Constantine me dá arrepios. De nojo. E eu já sei o que eu vou fazer pra minha pro´xima fanart: o legítimo Constantine louro canalha inglès apunhalando o viadinho do Keanu Reeves. Sem tirar o silk cut da boca.

A outra idéia é um revamp de Sandman, aquela cena ondeLúcifer beija Mazikeen no inferno.

No forno e para serem diagramados no Painter (oba! desenhar DIRETO no micro yay!) tem dois roteiros do meu roteirista oficial no momento (uma história de duas páginas e um spin-off de Decadência) e um do meu digníssimo (?) ex (um spin-off de Synchonicity apresentando uma personagem nova).

Mas paciência porque a minha prioridade no momento são a logo de uma empresa de TI de Campinas e um placeholder de site de um cliente.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

loucura

O cachimbo da paz?

A vida é bizarra. Depois de tanta briga, tanto aborrecimento, tanto desentendimento, tem um roteiro de HQ na minha bolsa... do meu ex-marido!

E eu fico aqui pensando que ao mesmo tempo que não dá para misturar e julgar a genialidade de um autor pela vida pessoal ou o caráter dele, eu não sei como conseguirei ser profissional com alguém que consegue despertar meu ódio mais profundo com tanta facilidade... E eu nem sequer confio nele!

Mas ele foi meu primeiro roteirista e eu trabalhei anos com ele... Acho que em parte foi instinto pegar um roteiro novo e pensar "eu posso desenhar isso de tal e tal jeito" antes de me lembrar QUEM estava me oferecendo o roteiro. Eh foda isso. Eu sei como as histórias dele funcionam, como o processo criativo, que referèncias usar, o que ele quer dizer em determinado detalhe.

Dessa vez parece "sério". Ha´ um editor, em Portugal. Já estive aqui antes: eu te darei o mundo se me adorares. Há em jogo aqui a sensação de que algo ficou faltando, Synchronicity o livro, a história em quadrinhos, o RPG, um projeto de anos incompleto sendo oferecido de
bandeja, a tentação de finalizá-lo grande demais.
O filho da puta me conhece bem demais. Just too much tasty. Eu mordi a maçã.

So now I dance with the Devil. Goddess have mercy on me.

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Aforismos de final de semana

Aforismos de final de semana 1

Nem todo idiota é poeta. Nem todo poeta é um idiota. Mas todo poeta bêbado é muito idiota.

domingo, janeiro 16, 2005

preconceito

Eu acho que não teve uma fase da minha vida em que eu não tenha sofrido algum tipo de preconceito. Por ser mulher, por ser bruxa ("e aí, como é esse negócio de ser bruxa? Faz um feitiço aí pra mim ver! Cadê tua vassoura?"), por ser bi (99,9% dos homens não entende que não fazer distinção de gênero para amar não significa que sou obrigada a realizar sua fantasia frustrada de menage a trois), por ser inteligente ("você vai acabar louca de tanto ler" ou "você é nerd, né?" ), por tantas coisas...

MAS de todos os preconceitos que alguém possa ter para ficar ao meu lado, tem um que me enoja mais do que todos os outros. Porque é profundamente injusto. É o preconceito contra o fato de que eu tenho um filho. É horrível, e infelizmente, é o mais comum.

Já ouvi coisas do tipo "fiquei com receio de namorar você porque mãe solteira só quer saber de namorar para prender o cara". Ou que "não tem tempo a perder namorando qualquer cara, ela está procurando um pai pro filho dela" ou que simplesmente "está desesperada e gruda". Máximas como "serve para comer, mas não para namorar" disfarçadas de forma sutil abundam por aí.

Pelamordetodososdeuses, é como se eu tivesse algum defeito, alguma má formação congênita, um braço no meio da testa, putaquepariu, é de uma criança que estamos falando! Um ex pelo menos admitiu que terminou comigo por causa do Gabriel, mais de um eu tenho certeza de que foi pelo mesmo motivo, inclusive o último.

São relacionamentos com "prazo de validade": conforme vai ficando mais sério, tudo o que seria normal num namoro, querer passar mais tempo junto, pensar em morar juntos etc, toca o alarme e vira o motivo para o descarte. Afinal, nós somos "pacote completo", "kit família" e a maioria dos caras quer começar sua vida com uma garota sem passado com quem ele possa ter os SEUS filhos. Tem os que "caem na real" quando vêem a até-então-amante-gostosa cantar pro filho dormir, correr atrás da criOnça pelo parque ou acordar cinco vezes de madrugada para consolá-lo porque ele teve um pesadelo. Pronto: adieu amour. OhmG, eu sou uma mãe. E daí?

O mais irônico é que eu não apresento qualquer um para o Gabriel (se você não conhece o Gabriel, SIM, você É qualquer um, nada pessoal), separo minha vida fora de casa da minha vida com ele, tomo o maior cuidado para não confundir as coisas, preservo o meu filho o máximo que posso sem deixar de conversar com ele sobre tudo. E nem por isso me furto de ser mulher, trabalhar, namorar, trepar, me embebedar, viver o momento presente etc. Meu filho já tem pai (mesmo que seja um psicopata esquizofrênico). O que eu quero, querido, é OUTRA coisa. AQUELA que você pode me dar. Mas não adianta. Eu já sei como o filme termina, mesmo quando o ator finge bem o seu papel. E eu acho muito triste que a coisa mais preciosa da minha vida seja a desculpa mais usada para ME usar.

Pior é saber que não sou a única que passa por isso.

domingo, janeiro 09, 2005

Encore le Vert

Hier, je crois, j'ai découvert
Pourquoi je ne peux pas te quitter
Tu as les yeux d'Absinthe
Je veux de toi m'enivrer

Quand la fée verte a touché mes lèvres
Et le feu a fait son cours dans mon corps
Il était de toi, mon ami indiferent
Que je voudrais être possedée

Ah! Pourquoi tes yeux si loin
N'arrivent jamais a me regarder?
Je dois rencontrer au fond de la bouteille
Ce vert que ta froidesse a toujours dénié


***
O poema me veio em francês. Há expressões que perdem o sentido que dei quando traduzidas. Eu bem que tentei, ficou horrível. Paciência.

segunda-feira, janeiro 03, 2005

reciclando

Volto de viagem, uma pia cheia de louca pra lavar, um monte de lixo para jogar fora, uma crionca para levar pra escola nova, uma fase nova no emprego... E me bateu na cabeca a ideia de comecar o ano bem. Cidade nova, vida nova etc etc. Porque nao investir um pouco de tempo em separar o (monte de) lixo e entrar num programa de
reciclagem? De quebra ainda ensino o molequinho a ser ecologico.

Sao Google me indica o caminho das pedras e eu acho um programa de reciclagem no site da Clin. Pelo telefone 2620-2175, pedi o ramal da Reciclagem, fui super bem atendida e fiz minha inscricao rapidamente. Eles indicam o dia de coleta no seu bairro e fornecem os sacos para a coleta. Voce pode se inscrever sozinho ou bater um papo com o sindico do seu predio para descolar mais adesoes ao programa.

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Engraçado o Orkut. Entro nele finalmente desde o dia 15. Vários spams no meu scrap pedindo para ser deletados. Várias pessoas que eu nunca vi mais gordas caindo de paraquedas me adicionando como amigos. Não é POSSÍVEL que esses imbecis não leiam meu profile, mas realmente... eles não lêem. Deleto, cancelo, mantenho meu Orkut limpinho e cheiroso. Entro na comunidade do IACS e esbarro em pelo menos seis colegas de faculdade que não vejo há anos. Mas este dia 31 me trouxe algo mais. Me trouxe D. E que coisa estranha, perceber que tudo aquilo aconteceu há tantas vidas atrás que hoje em dia parece não fazer o menor sentido. Uma esperança neste último dia do ano: a espada flamejante não durará para sempre. Um dia eu terei paz.
Último dia de 2004 À vista. It's coming. 2005. Yay!

Li/ouvi em algum lugar que o próximo ano será o ano da Lua. Well, também sei que estou passando pelo retorno de Saturno e, cara, no mês que ele rege o @#$@$% está me pegando DE JEITO. Eu estou mudando (oh, que novidade, você diria, você está SEMPRE em constante mutação!). Mas é uma mudança em direção a uma maturidade até então apenas esboçada em mim. Minha idade "interior" mudou. Quando você pensa em si mesmo, com quantos anos se sente? Até os 28 eu tive eternamente 20, no máximo 22. Não tenho maiores problemas em me sentir com 29 agora e estou até gostando disso.

Minha vida irá começar em 03 de janeiro de 2005.

Finalmente Gabriel estará a meu lado 24/7. A escola começa segunda. Deixo ele às 7h, chego no trabalho às 8h, saio às 17h, pego ele 18:30h. Nada de cinema (adulto) durante a semana, GANP toda quarta, etc. Final de semana com ele também, o que já vinha acontecendo. Com um pouco de sorte e uma babá posso pelo menos sair de vez em quando, nem que seja apenas para ir a uma DDK.

Meu chefe saiu da empresa. Isso quer dizer que, até segunda ordem, a partir de segunda le chef c'est moi. Maior sobrecarga de trabalho, maior responsabilidade, medo da minha dispersão natural ou de uma estafa, mas uma grande chance de demonstrar valor e batalhar uma promoção.

Começa uma fase mais doméstica, menos caótica e isso é bom. Tempo, talvez, para estudar no computador ou fora dele quando não estiver cuidando do Gabriel e da casa. Para desenhar. Para me organizar. Domar a entropia pelo menos um pouco será bom.

E eu preciso de um Palm novo desesperadamente :)
"Quantas pessoas existem aqui nesta cama entre eu e você?"
"Como assim?"
"Neste momento, aqui, para mim só existe você: eu vivo para o momento presente, eu amo fazer o que estou fazendo pelo simples fato de o fazer, e o fazer com você. Mas você carrega contigo todas as mulheres que vieram antes de mim, e todas as mulheres que virão depois. Não importa meu jeito de menina que se entrega misturado com um lampejo de fogo e desejo no olhar, não importa o calor febril das minhas coxas, as curvas das minhas coxas e meus cabelos úmidos de suor. Eu não estou sozinha nesta cama com você. Todas as outras mulheres que você um dia possuiu ou desejou estão aqui contigo. Essa é a diferença entre sexo apenas e paixão: na paixão, na cama, só existem dois."

Estou mentindo, eu penso. Há uma espada rubra flamejante que me separa há muito tempo de todos os homens, e ela tem uma data gravada nela, 22 de novembro de 2003, e não importa quanta força eu faça ou de que forma eu tente destrui-la, ela permanece ali. Eu a carrego para todos os lugares, não consigo me livrar dela, posso vê-la aqui agora, neste momento, ardendo sobre mim enquanto converso, entre nós, na cama. Há um fantasma na minha cama, neste momento, em todos os momentos. Eu não consigo me entregar a ninguém. E no ano domini de 2004, não há cavaleiros do ciclo arturiano, não há ninguém para arrancar esta espada de onde ela foi fincada, para parti-la em mil pedaços sob sua bota, e pacientemente me curar desta ferida. Eu sou Elaine, e não Guinevere. Até aí, nunca me permitiria ser ela, sempre achei Guinevere uma grande idiota. Mas não existe Lancelot nestes tempos modernos e tão vazios. Ou mesmo Galahad, ou Gawain. Não há, não há cavaleiros. Há a espada, há eu e minha torre de pedra no coração da floresta. Me acostumei com a solidão, e o desespero volta apenas em noites como esta, quente, abafada, assombrada por pesadelos sob a lua cheia. Há dias que eu odeio, como 25 de dezembro, e dias que me lembram da minha dor que faz aniversário, como 31 de dezembro. Um ano passou e a espada não perdeu sua força cruel, embora eu tenha me habituado a aceitar sua presença e não olhar para ela. Mas ela existe, está aqui, sua ponta de ferro duro e cruel pode ser sentida todas as vezes em que por qualquer motivo, cometo a ousadia de me permitir tentar viver. Eu grito, rangendo os dentes: deixe-me em paz! Deixe-me viver! Me deixe ser livre novamente! Ela permanece, impassível.

30 meses, dizem os cientistas, é o tempo biológico que dura uma paixão. 3 meses, 3 luas cheias, minha memória diz, é o tempo que a paixão leva para fenecer. Nesses três primeiros meses de descoberta, de fascinação pelo outro, só há duas pessoas na cama, eu e você. E você só tem olhos para mim e eu só tenho olhos para você. Eu prefiro esperar meses para ter sexo com paixão do que ter todos os dias sexo só por prazer...

A intimidade mata o romance. Logo o fascínio cede e você vai começar a mostrar sinais de todas as pequenas marcas psicológicas do que acha que é a maneira certa de possuir uma mulher. A partir da certeza da conquista, da posse, você se permitirá mostrar defeitos e manias e se sentir petulantemente seguro de que estou tão fascinada por você e tão necessitada de você que não irei criticá-lo ou abandoná-lo porque preciso de você. Pequenas implicâncias e críticas, e antes eu tinha porte no andar e meus gestos eram refinados, agora sou apenas esnobe, antes minha inteligência o atraía, agora sou metida e nerd. Nunca conheci um homem que escapasse dos estereótipos, que fugisse dos padrões, que fosse realmente diferente. Basta se sentir seguro o suficiente e você saberá como ele realmente se parece. Quando a luz dos olhos dele passou para dentro dos meus olhos eu soube que aquela chama iria se apagar. Sou guardiã de inúmeras chamas dentro de mim. Alguém tem de velar por elas, elas têm de viver em algum lugar.

Eu prefiro não amar. Não sentir nada por ninguém. Nunca conheci alguém sequer remotamente parecido comigo no jeito de pensar, sentir. Alguém que eu pudesse simplesmente falar o que eu penso e me sentir compreendida, não criticada. Ou pior, saber que aquela pessoa simplesmente não poderia me entender por mais que eu me explicasse: limites. Pessoas são limitadas. Não enxergam além de suas redomas. Amei, amo homens enxergando seus defeitos e qualidades, sou capaz de em apenas alguns momentos saber quanto tempo suportaria ficar ao lado de determinada pessoa, quanto tempo levará até que seus limites me sufoquem ou quanto vale sacrificar e me anular para me submeter a ficar a seu lado. Eu sempre amo uma pessoa por inteiro, defeitos e qualidades, limites e extravagâncias, sabendo o que me espera, recompensas e sacrifícios, o resto é apenas questão de tempo e escolher se quero viver aquela experiência ou não. Mas estou cansada de amar o que a vida me oferece, cansada de mais do mesmo. E todos os cavaleiros morreram há muito tempo, e eu estou sozinha num mundo estranho.

Eu disse ao poeta: você pode ter meus lábios ou você pode me ter por inteiro. No momento há alguém no meu corpo, há alguém no meu coração e há alguém na minha alma. Você prefere me ter por inteiro, ou apenas meus lábios? Ele me disse "os lábios seriam um bom começo". E eu chorei por ele, chorei por dentro. Se ele tivesse esperado poderia ter tudo, mas tudo o que ele queria era mais do mesmo.

Meu anjo vadio não veio, não houve dança esta noite. Mas houve vinho e um cigarro fumado criteriosamente e Fante me fez companhia. Há amantes melhores para uma noite de lua cheia, mas este foi, talvez, o mais apropriado. Em seu livro um terremoto, fora dele tsunamis. Como eu poderia não ter pesadelos com a anima mundi manchada pela sombra de 12.000 mortes pairando sobre ela?

quinta-feira, dezembro 30, 2004

petit poesie

O rosa rubra
Penetra com força teus espinhos
Na carne macia desta palma pálida
Perfura ávida e intensa
A barreira dolorosa que te separa
Da dúvida que corre em minhas veias
Junta ao teu o meu vermelho
Tinta fresca da fonte do meu corpo
E com ela traça descaminhos
Cala nesta dor palavras erradas
O rosa rubra, eu te daria a ela
Como quem dá o mundo em um gesto
Mas ela te decifraria?