sexta-feira, janeiro 17, 2003

Mudança de planos: sai Mutante e entra show do O Rappa... me deeeeeeeeixaaaaaaa que hoje eu tô de bobeira...
Duas lágrimas, três talvez, caíram há pouco de meus olhos por causa da minha ingenuidade... E eu lamento em silêncio. The song remains the same... e eu aprendo a duras penas a perder a confiança nos outros. Fica a pergunta que nunca se cala no fundo da minha mente: porquê? Porque tem de ser assim? E me sinto irremediavalmente tola.
Lá vem, lá vem de novo o velho ritual... cineminha com o filhote sábado, depois sair pra dançar e o coração longe...
This is a day for spiritual gatherings: The messenger of Shiva is coming. I hope to see him today. He brings into his bag the winds of change... Nothing else will be as it was before. And after, when the day dawns I'll see my ancient spiritual mother... she'll pay a visit to me and I'm, to say the least, feeling really honored.

Talked to my beloved DJ yesterday, sweet Hermes o' mine, who asked me to see the moon last night in a new fashion... Life weights a little less when you know there's someone so far from you that cares.

Still hurts, sweet hon. But don't mind. I always survive deception and life. I have your promise that you'll be here in February to make me smile :-)

My french angel passes hard times and my heart feels small to bear the pain of so many of my dearies... So does that special someone... So does my druid... Times past times... This too shall past, I know they're strong. I'm the fragile one here and even I finish finding my way

quinta-feira, janeiro 16, 2003

quarta-feira, janeiro 15, 2003

Ahhh... quem pode me entender? Estive flutuando entre sentimentos inconstantes, me alçando à felicidade em pleno céu azul e caindo nos abismos sem fim da minha depressão, sentindo pequenas gotas geladas salpicando meu rosto... Granizo... Algumas pedras de gelo quando caem sobre mim tiram sangue... mas aprendi a pacientemente pegar o pano e secar o chão depois da chuva. Até porque os arco-íris que surgem por trás das nuvens compensam o sacrifício...

Eu ainda estou ferida por dentro, embora as feridas do meu corpo estejam cicatrizadas. Fechei as portas do meu corpo, preciso mais do abraço que do beijo e minha confiança se perdeu. "Me and a gun", um fantasma do passado. Eu pensei que era forte até acontecer outra vez... Ando outra vez pelas ruas desconfiando tristemente do olhar dos homens. Não quero seu desejo, tenho medo dele. Tenho medo que abusem de mim... Tenho medo de me ferir... E ser vista como um pedaço de carne a ser consumido no momento me é insuportável... é a lembrança amarga do quanto fui pequena e indefesa... Do quanto fui usada e ferida, exatamente como se eu não fosse mais que um naco de carne... essa humilhação ainda traz sombras ao meu coração e até que isso passe, até que eu consiga refazer meus passos e encontrar alguém que me mostre que não é assim, vou ficar aqui encolhida no meu canto deixando cicatrizar as feridas que um homem a quem eu amei tanto fez miseravelmente na minha alma... E a certeza que evoca as lágrimas, a impotência com a qual eu tenho que conviver é que eu deixei que ele fizesse isso comigo. Não pude me defender nem reagir... E agora terei que viver com isso. MAIS uma vez.

Tenho mergulhado em livros tentando fugir de mim mesma, tentando não pensar... O casamento do Alex, a perda do meu Palm, a lista de material escolar do Gabriel, as contas a pagar, todos bons motivos para viver sem olhar para dentro. Lembro das Flores do Mal do Renato Russo. "Fingir é fácil demais". Ou seria fugir?
Este post aí embaixo estava no Palm... e eu aqui pensando nos meandros de minh'alma... coincidência.

terça-feira, janeiro 14, 2003

Vejo meus sonhos escorrer pelos meus dedos como pintura fresca na tela sendo lavada pela chuva... como vou chorar minhas lágrimas incolores e salgadas sobre esses filhos não nascidos? Ou serão sonhos impossíveis como balões de gás a que a gente tenta se agarrar antes que o fio escape por entre os dedos e a mais suprema ironia ver que os anos nos tornam cansados demais para até mesmo erguer nossos braços tentando alcançar com a ponta dos dedos esse fio tão tênue e sempre longe demais?
Meu PALM VOLTOU! Graças a todos os Deuses!

E Graças à honestidade e à confiabilidade e presteza do pessoal da COOPASA.
Fica aqui o telefone deles pra quem quiser dar uma força pra empresa ou estiver precisando alugar vans pra eventos e talz: (21)3711-0141. Quem precisar, prestigie! É tão difícil encontrar gente assim hoje em dia e uma bênção quando a gente acha :-)
NO FUTURO OS BLOGS PODERIAM SER ASSIM? SEI LÁ, MAS É UMA HQ MUUUUUUUUUITO BEM FEITA

Set the controls for the heart of the sun


é pra clicar aí, tá?

segunda-feira, janeiro 13, 2003

Sobrevivi ao casamento do meu irmão... Engraçado que a maior resolução que tomei com relação a isso é que devo botar o pé na estrada com mais frequência este ano... Viajar vai me fazer bem. Sinto falta de estar na estrada. Quero ir para Minas tão logo minha situação melhore. Pedro Leopoldo ou Juiz de Fora, pra começar. Quero voltar a Lorena e depois com mais tempo, DF. Meu irmão vai morar em Anápolis e quero ver meus primos que moram em Brasília. São Paulo e Minas são "logo ali", Brasília é que vai demandar tempo e planejamento. Mas assim que sobrar uma grana, mundo aí vou eu...

sexta-feira, janeiro 10, 2003


ACABEI DE LER

COMECEI A LER
Tem gosto de sangue na minha boca e o sangue é meu. Gostaria de ser uma deusa e imaginar que ele pingaria dos meus lábios e se transformaria em flores vermelhas e que minhas lágrimas seriam água fresca para dar vida a essas flores... Mas meus olhos estão secos. Minha boca está seca.

Me sinto meio nua sem o Palm... Pior: em algum lugar por aí alguém deve estar sabendo demais sobre a minha vida, lendo meus diários, fraquezas, poesias... ou não.

Preciso descansar... Sinto falta de minha cachoeira, quero sumir no meio da floresta... Como me sinto viva no meu santuário, como me sinto sufocada longe do meu idílio!...

Me pergunto quando vou poder descansar mesmo... Estou cansada de sofrer. E de ser só. E de só ser, rs.
Ataque romântico-piegas-desesperado: Fico sonhando com o dia em que ele finalmente virá, e olhará dentro dos meus olhos e lerá neles toda a minha dor, tristeza e solidão. E eu lerei nos seus olhos sua compreensão. Então ele me abraçará como se eu fosse uma criança assustada e eu saberei, na segurança dos seus braços, que posso descansar... Que encontrei um porto seguro, alguém em quem confiar, alguém para onde voltar... Que esse sentimento de estar me debatendo inutilmente num mar bravio acabou, que posso me deitar nas areias da praia e respirar sob a luz do sol... Porque é isso que me falta, isso que procuro. Estou cansada de ter medo de me ferir, de desconfiar, de não poder me dar... Me sinto um bicho que foi ferido e agora olha desconfiado para qualquer um que tente se aproximar, mas estou cansada, perdi muito sangue e muita coisa. Preciso de alguém que cuide de mim, que seja minha base, minha segurança, minha fortaleza... Oh sim, aprendi a ser forte sozinha, mesmo me achando fraca. Mas sou uma criança forçada a lutar numa guerra, eu quero ir para casa... Me pergunto todas as noites se algum dia ele irá chegar... ou será que meu derradeiro alívio só virá no dia em que depois de tanta luta meus olhos se fecharem e não houver mais outro lugar para repousar que no ventre da Mãe?
Estou AMARGA. Gosto de ser doce.
Estou CANSADA. Gosto de ser incansável.
Perdi meu Palm na van... Meus joelhos parecem geléia. Rezem por mim para que uma boa alma o devolva...
Meu irmão vai casar no sábado...

...minha situação com relação à minha família continua insustentável. Como será ter que manter as aparências diante dos tios e primos que já estão chegando? Vou ter que me fazer de surda. Sempre fui a ovelha negra da família, agora serei mais crucificada do que nunca. Ninguém está interessado em ouvir a minha versão. Pior: se acharão no direito de me criticar. Afinal, eu que sou a má. Oh, infernos!!!! Ouvir que eu deveria ter respeito pela minha mãe sabendo que ela não respeita sequer um dos meus direitos? Que todos os filhos são ingratos e só pensam em usar e abusar dos pais? E isso tendo minha casa e meu filho... Sei o que me espera e cada segundo que passa só serve para me deixar mais ansiosa. Vai ser horrível. Vou ser forçada a sorrir e me calar e fingir que está tudo bem ou que sou fria demais para me importar. SE eu for é isso que me espera. SE eu não for, estarei assinando o atestado que não presto e não dou a mínima pra família.
CLARO que quero ir. Detesto a idéia de ter de entrar numa igreja para assistir a um casamento cristão e foram-se os anos em que eu tinha paciência com missas e dogmas católicos, mas a igreja de Pachecos faz parte da minha história de vida e eu fui muito feliz ali... Aqueles gramados verdes sob a luz da lua ainda me trazem memórias doces ao coração.
MAS minha mãe tornará cuidar do meu filho um fardo insuportável, repetindo de minuto em minuto que devo olhar ele e se estou vendo onde ele está... Talvez não se ela estiver cuidando do próprio filho, quem sabe? Oh, como queria que me deixassem em paz! Porque não posso fazer as coisas por prazer, porque tudo que essa gente põe o dedo se torna uma obrigação? Porque não posso ir ao casamento do meu irmão feliz por ele, desejando-lhe um futuro brilhante e me divertir um pouco pra variar?

... improvável.
JANELA SOBRE OS POEMAS
blog de poesia, interesting

segunda-feira, janeiro 06, 2003

Este foi um final de semana de pérolas jogadas aos porcos. De passados queimados na fogueira. De lágrimas e dor. E de começos.

É preciso um estado de espírito peculiar para se fazer "faxina de virada de ano" em casa. Eu, que ao longo dos anos carrego lembranças e memórias de pequenas alegrias e momentos sagrados, às vezes encho o saco e saio passando a régua despudoradamente. É preciso essa coisa de baixar Shiva mesmo, senhor da Criação e Destruição, para jogar fora sem olhar pra trás o passado e fazer lugar para as coisas novas que estão por vir. No space pra coisas tipo "vou guardar isso porque pode ser útil um dia." Vou usar/precisar num passado próximo? Não? Lixo. Se precisar? Compro outro. Já há alguns spins da Roda tenho notado que cada vez menos me apego ao passado. Projetos antigos ainda guardo, porque sei que as idéias são boas e um dia ainda pretendo re-utilizá-las. Fazer re-leituras de re-leituras de re-leituras de mim mesma... existe fim para esse ciclo fatal? Minha arte talvez seja a única coisa a que ainda me apego, o espelho mais caro que ainda conservo para olhar para o passado... Poesias, desenhos e canções.
Um antigo amor veio me ver este final de semana. Joguei-o também dentro da fogueira, let's quote the raven: NEVER MORE is NEVER MORE. Sempre dói ver a beleza virando cinzas. Pois que eu dance a dança de Fênix: das cinzas desse passado que não me serve mais renasço mais forte, mais bela, mais mulher e sobrevivo, mais uma vez. O que não me mata me torna mais forte, né, tio Mi?

Estou cansada de gente que eu amo vivendo no passado. TEIMOSAMENTE se agarrando a coisas do passado para justificar seus discursos. Não me prendo às imagens que criam de mim. NÃO tenho a menor intenção de ser quem esperam que eu seja apenas para me encaixar no perfil de vilã/inimiga/culpada/sei lá o quê... É tão banal que simplesmente me entedia. Serei sempre como Caetano em O QUERERES, do contra sim. Já era assim quando tentaram me rotular pela primeira vez. EU não SOU o que VOCÊ quer que eu me torne. O que você vê além de apenas um dos meus aspectos? Quantas facetas você vê do cristal? Aponte seu dedo em outra direção. Quero viver a minha vida em paz. O retrato estático no porta-retrato congelado em algum lugar do passado por acaso pode equivaler à plenitude da carne, do calor da minha pele, do sangue correndo nas veias que tocam meu coração, das mil pequenas tristezas e alegrias que compõem a rotina diária da alma de uma sagitariana típica? Eu estou AQUI. Quem sou em minha plenitude e o que vai em minha alma expostos para quem quiser ver no fundo do meu olhar, que você conhece tão bem. Basta OLHAR dentro dos meus olhos. Qualquer outra verdade que não essa não passa do personagem que você criou em sua mente para me vestir. E na boa, eu não sou esse vestido que estou usando agora. Até porque prefiro caminhar nua.

sexta-feira, janeiro 03, 2003

Itsy Bitsy Spider

The Itsy Bitsy Spider
The itsy bitsy spider
Went up the water spout
Down came the rain
And washed the spider out.
Out came the sun and
Dried up all the rain
And the itsy bitsy spider
Went up the spout again!

Gabriel canta assim:

A dona aranha
A dona aranha
subiu pela parede,
veio a chuva forte
e a derrubou.
O sol já vai sumindo
e a lua a surgir
E a dona aranha continua a subir.
Ela é teimosa e desobediente,
sobe, sobe e sobe
e nunca está contente,
O sol já vem surgindo
E a Lua a sumir
E a dona aranha
Continua a subir.

...O que invariavelmente termina em cosquinhas e risadas!!!
MARA FRIEDMAN, maravilhosa!


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