segunda-feira, março 14, 2005
E eu tenho mais relacionamentos em potencial do que consigo dar conta. Como a mosca do Raul Seixas, vai um e logo vem outro em seu lugar.
Homens bonitos, de corpo perfeito, interessados em fazer bem o que se propõem a fazer. E do tipo que alguns amigos insistem que não existe, he. Eu não procurei por isso, e ando meio indiferente aos que vêm e vão na minha vida. Nada permanece aqui dentro. Apenas o tédio.
Talvez seja o fato de que tudo ao meu redor seja potencial mas nada seja concreto, inteiro, down to earth. Falta commitment, não sei.
Gostaria de ter alguma certeza na minha vida. Vejo pessoas ao meu redor tendo o que eu gostaria de ter. Com as pessoas com quem eu gostaria de ter tido. A impressão terrível de que já gastei todas as minhas fichas e a melancolia de saber que, apesar de saber que é inútil, eu ainda gostaria de viver isso. De que houvesse algo novo na minha linha do horizonte. Tem alguém lá fora vivendo uma vida que eu gostaria que tivesse sido a minha. Sendo feliz. Essa não é a razão principal do meu cansaço de tudo. Mas deve ser um dos motivos.
sexta-feira, março 11, 2005
Eu ando pelas ruas fumando um cigarro.
Sugando a fumaça como quem tenta puxar a alma e os pensamentos para dentro.
Meus demônios andam à flor da pele demais por esses dias.
Dizem que eu não sei segurar um cigarro como um fumante faria - verdade...
Eu brinco com ele entre meus dedos e trago a fumaça, escondendo o rosto com a mão
Acho que fumo apenas como quem comete pequenos suicídios
Como quem tenta se manter inteira em meio à loucura
"Isso ainda vai te matar" ouço alguém dizer
"Obrigada", eu penso, "é isso mesmo que estou querendo"
Mas não sou fumante, apenas estou fumante
Nesses dias em que não tenho controle sobre nada
gosto de pensar que pelo menos minha morte me pertence, e danço com ela
Num jogo sutil de mim para mim mesma.
Mas sou covarde e tenho um filho para criar.
Ele - Gata, esse teu corpo, esse teu jeito, que meu Deus me perdoe, chega até a ser um pecado...
Ela - Tá aí uma diferença entre a minha religião e a sua... Na minha religião, não existe pecado. O que nós fazemos é sagrado. A mulher foi criada à imagem e semelhança da Deusa, o homem à imagem e semelhança do Deus. Da união dos dois surge a Vida. Isso é bonito, é bom, é belo. Olha só pra você, eu te acho bonito, sexy, másculo... Olha pra mim, você gosta do que vê? Nossos corpos combinam tão bem, está sentindo? Eles foram feitos pelos deuses para se unirem, se encaixarem, se possuírem... Isso não tem nada de pecado, meu bem. Vem cá e deixa eu te mostrar...
...
Once upon a friday night
Penumbra. Calor. Dois corpos molhados de suor, se abraçando, beijos quentes como a noite de verão interminável.
Ele - Posso te perguntar uma coisa? Porque eu?
Ela - Porque eu QUERO.
Ele - É, é um motivo tão bom quanto qualquer outro.
Eles se beijam, e a noite continua como deve ser.
SEXtafeira
Divagações de SEXta-feira
Em praticamente todas as línguas, há variações com a raiz "con" para designar boceta*: cona, cone, coño, etc. Sendo assim, e pensando em histórias em quadrinhos, o que diabos quer dizer Conan, o Bárbaro? "Boceteiro, o bárbaro"? É o cúmulo do personagem machista e fodão (ops). E não é que nas hqs ele pega geral? Será que a quantidade de espadadas que ele dá por revista corresponde à quantidade de mulheres que ele pega em cada cidade por que passa? Porque de repente eu me sinto como uma personagem coadjuvante de Mallrats? >:)
Outra palavra que me vem à cabeça (ui!) é cone. É um objeto interessantíssimo, ao mesmo tempo tem o feminino, a porção interna, o receptáculo, e o lado masculino, fálico, externo, que penetra, pontiagudo... Puro yin-yang em forma geométrica.
Hum, er... I need to get laid. Now.
*Nessas horas eu me lembro do Chico Doido de Caicó e o poema preferido de mon'Angello, "Xibiu, xota e xoxota...", depois eu posto aqui, hay que pegar o livro e digitar.
quinta-feira, março 10, 2005
lixo
Eu fumo. Eu bebo. E eu reciclo meu lixo.
É interessante ver que apesar de a cada dia cometer pequenos suicídios eu ainda consigo ser ecologicamente consciente :/
segunda-feira, março 07, 2005
como conquistar uma garota nerd
Como conquistar uma garota nerd
Sábado à noite, Gabriel entediado de me ver brincando no Orkut, vamos
ao shopping ficar de bobeira assistindo a molecada jogar House of The
Dead (vai gostar de atirar em zumbi assim lá em casa!) e talvez dar um
pulo na "nossa" livraria, a Siciliano.
E uns garotos da idade do Gabriel lá estavam, com zilhões de fichas.
De repente ele surge no corredor, vestido à la Clark Kent, alto,
magro, de óculos, charmoso, vem na direção da máquina com intimidade,
pára do nosso lado, penso imediatamente que deve ser pai de um dos
garotos. Não era. Estava esperando a vez de jogar.
Fidapu manda muuuuito no jogo! Com uma ficha, mira impecável,
postura ereta, vai matando cada zumbi no caminho sem desperdiçar
bala... Estamos eu e Gabriel embasbacados, impressionados, o cara não
erra uma, as pessoas em volta páram para assistir. Eu digo que ele
manda muito bem e ele puxa assunto comigo, sem tirar os olhos da tela
e sem perder a pose. Pergunta se as outras crianças são meus sobrinhos
ou amiguinhos de shopping do Gabriel, se estou acompanhada (!),
explico que só tenho o Gabriel, a gente mora perto do shopping,
estamos apenas matando tempo etc. Ele fala que em casa prefere jogar
jogos de estratégia como Age of Mithology (!!), eu abro um sorriso de
orelha a orelha, é um dos meus jogos preferidos, viro noite jogando no
computador. "Ah, é mesmo?" Ele trabalha na administração do shopping e
volta e meia desce ali para jogar, quer saber se eu estou sempre ali e
daqui a pouco fica explícito que ele é o responsável por três dos
quatro maiores scores do jogo naquela máquina. Essa é a cena em que
ele me pede meu e-mail(!!!). Porque gostou de mim e quer me ver
de novo e já que eu moro ali perto a gente pode tomar um chope
qualquer dia desses...
E com um score desses e tendo conquistado meu filho zerando seu jogo
preferido com UMA ficha (os deuses sabem quantas fichas eu já gastei
naquela josta) como dizer não?
Um legítimo nerd mallrat. São Kevin Smith ouviu as minhas preces.
Gotta catch them all!!!
*********
Domingo, mon'Angello et moi, despedido sexta, dommage... Resta a
esperança de que o próximo trabalho que ele arrumar não o obrigue a
ficar viajando o tempo todo. He should know better than to leave me
alone in a saturday night rs...
sábado, março 05, 2005
E estou desconfiada de que mon'Angello vai me dar uma orquídea... Eu perdi a conta. Há quantas luas estamos juntos? Quase cinco... Nada mal para algo completamente despretensioso.
Saudaaaaaades da minha marida :(
Vou ali tomar um sorvete com o Gabriel.
Eu não posso deixar de sorrir. Não é a primeira vez. O momento passou. Sou exigente demais nos meus devaneios. Tu as vieilli, mon rêve. Como uma orquídea cultivada com carinho por mais de um ano, que agora começa a murchar e perder seu encanto. Oh brighteyes, where thou lost thy light?
Divertido descobrir que estive tão perto, alguns meses atrás, no auge do meu devaneio. Se eu tivesse ousado um pouco mais, o momento teria sido o certo. Agora, o que teria sido não seria o mesmo. Mas eu me conheço, e sei que, se ainda estiver escrito que irá acontecer, será um belo requiem em nome daquilo que não foi. É apenas a tranquilidade doce e absurda de quem sabe que tudo o que quer vem na minha mão, e eu quis você tempo demais para abdicar de uma noite ao seu lado, uma manhã com sabor de despedida, uma vez e nunca mais.
O preço de se ter aquilo o que se quer é ter aquilo o que se quer. Eu quis você no passado, mas não sei se desejo o que você se tornou. Damn, rs... Porque diabos eu tinha que ser tão tímida e insegura? Agora é tarde demais.
quarta-feira, março 02, 2005
Kind of sad. Cabezzas rolando no trabalho. Climinha. Contenção de despesas não respeita o fato de você estar na empresa há anos e dar o sangue e vestir a camisa. Sendo assim, como conseguir arranjar motivação para trabalhar além do fato de que se você não mostrar serviço você pode ser o próximo? Eu adoro meu trabalho, assim como adorava boa parte das pessoas que foram embora.
E parece ser a dança de Kali cortando gerALL e fazendo um colar de cabeças de guerreiros valorosos. Saturno tá de namorada nova ou batendo um papo "cabeça" com Urano e Plutão? Q pasa? Na empresa do meu querido também, cabezzas rolando e talvez até mesmo a dele. E ontem revisitando meu hades pessoal ao lado de uma amiga querida ajudei-a a guilhotinar uma cabezza na minha frente, mas essa pelo menos foi por um motivo justo.
domingo, fevereiro 27, 2005
Eu só tenho uma pergunta: por quê.
Embora sinta falta da sua amizade, estou vivendo em paz.
E, ahn, eu estou feliz. Com a minha vida e por você estar feliz com a sua.
Se um dia você quiser a minha amizade, ela continua aqui. Eu jamais deixei de ser sua amiga e de querer para você tudo de bom que existe no mundo.
Todo o resto que você tem feito ao longo dos meses é infantil e extremamente desnecessário, mas não é problema meu.
One night stand é a arte de você se tornar tela em branco para que ele pinte suas fantasias. He's not interested in you, lady. He's interested in get laid. Cabe a você decidir se quer se prestar ao papel ou não. A grande maioria sabe apenas reproduzir uns rabiscos do que viu no poster central de alguma revista. Às vezes, no entanto, você se depara com um que sabe não só manusear as tintas como explorar e aproveitar bem as características do suporte. O resultado final é único, maravilhoso, você poderia experimentar infinitas variações sobre o mesmo tema. Algumas vezes é recíproco e artista e tela seguem reproduzindo a vida sob lençóis ardentes. Chato é quando ele estava apenas testando a capacidade do seu pincel :/
E isso basicamente resume o meu final de semana _o/ \o/ \o_ \o/ \o_
Com o pequeno diferencial de que estava mais um show particular de rock and a lot of roll :D
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Here, take grasp of my hand. Come with me. Let's descend by this path. Let me guide you in the way of my misteries. I can see the beauty of the forest in your eyes. Who are you, beautiful stranger, for who these secrets aren't secrets at all? Will you join me under the ancient stone? Is it true? Do you bear the same mark than I? Do you know my Gods and the sweetness of the songs whispered by the leaves when dawn descends upon the green? I wasn't expecting any of this. Blessed, this is how I feel for here you are now, here with me. See? Here. Can you see what I did? On the sacred table there's apple and cake and wine. Drink with me. Eat with me. Celebrate with me Dionysius and Demeter. Let me look inside your eyes, and delight, for there's no need of words to tell what shines within them.
domingo, fevereiro 13, 2005
Somos dois gatos, eu sei. Você, gato arredio, jeito malandro, curioso, olhando de cima do muro. Eu, vagando pela vizinhança à noite, procurando encrenca, chegando de mansinho, me esparramando abusadamente pelo teu gramado, rolando pelo chão e me divertindo em te olhar de soslaio, esperando.
Mas se em minhas ilusões já percorri cada milímetro do teu corpo adorado com minha língua e meus lábios já beijaram cada uma de tuas pintas, se teus dedos longos, brancos e finos já percorreram cada uma das minhas curvas, eu não ousaria ultrapassar a linha imaginária traçada pela minha timidez e se me perguntasses se era por ti que escrevi cada uma dessas linhas, eu negaria.
Sim, eu te quero e brinco com a idéia obssessivamente. Mas o que pode me dar a realidade de diferente daquilo que já tive mil vezes? Ter você uma noite, ter de esquecer esta noite uma vida inteira. Já estive aqui antes. Se posso vestir minhas fantasias com tua face, ousaria eu macular teu mistério com a realidade vazia? Mas o desejo é mais intenso que a razão, com um toque teu eu me renderia, minha máscara de indiferença se dissolveria, em teus braços eu dançaria, mesmo me sabendo errada e perdida, numa noite de lua crescente, no meio da rua ou em algum motel barato, quem sabe. Gata no cio, gato arredio, somos apenas gatos.
Então. Mon'angello. Apareceu de surpresa na segunda antes do Carnaval no meu trabalho quando eu não esperava mais por ele, me pegando ocupada, me deixando vermelha e sem saber onde pôr as mãos, dizendo que estava com saudades e ia viajar e queria me ver antes de viajar e que nos veríamos depois do Carnaval. E sumiu de novo. Para todos os efeitos, estou oficialmente solteira :/ Que venham os nerds!
Sábado de Carnaval, festinha I Hate Samba com pessoas queridas. Ligo para meu ex-marido e ele topa ficar com Gabriel para que eu possa ir à festa. Eu não me lembro nos últimos cinco anos de ter imaginado que algum dia eu finalmente iria conhecer o apartamento da minha sogra (que afinal não era em Jacarepaguá, mas no Itanhangá e... onde diabos mesmo fica esse lugar? Só sei que fica longe e perto da Barra :) ), morgar de *ressaca* por lá no domingo e acordar na segunda para ficar vendo Gabriel brincar no play do prédio ao lado do meu ex-marido e sua atual esposa.
Fora alguns eventuais ajustes e aparas de arestas, acho que tudo correu muito bem. Tanto que deixei o molequinho lá por mais um dia.
E aí acabou que, na frente do micro, insone e sem filho, acabo sendo levada por doña Boneca para um "bloco de carnaval alternativo" chamado Charanga 3D em Copa.
É, você entendeu. Comecei meu Carnaval em Niterói, peguei um táxi em Laranjeiras que me levou num mega-tour Laranjeiras-Barra-Alto da boa Vista - Itanhangá-Alto-Tijuca, acordei domingo na Tijuca, segunda no Itanhangá, terça no Leme, e quarta fui às compras com Gabriel. E quinta ele foi no meu trabalho e fomos ao cinema ver Em Busca da Terra do Nunca. E nesse meio tempo matamos mais uns zumbis no shopping e é melhor parar com isso, porque os vendedores de fichas já estão falando comigo com aquela intimidade de "ah, ela vem todo dia aqui" :/
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Duas personagens novas para Decadência:
A primeira é uma espécie de "vidente". Eu estava pensando em pessoas que se cortam, Clarice do tio Renato, "E Clarice está trancada no banheiro / E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete...E a dor é menor do que parece / Quando ela se corta ela esquece" e Redeyes, daquele one shot de Druid (escanear a história) "look what I have done. Pretty." e no conceito de "expurgar a dor ou aquilo que te incomoda". No caso desta personagem, a dor insuportável viria de dentro dela para a superfície da pele... E deve ser liberada através dos cortes, que formariam marcas, hieróglifos, símbolos ou whatever, com alguma espécie de aviso para algum outro personagem ou como chave para a resolução de algum impasse em alguma trama principal. A garota poderia tentar avisar algum dos personagens da trama principal de alguma reviravolta na história, sei lá. Mas a premissa é interessante. É quase como se fosse uma stigmata, mas que é forçada pelos presságios a se auto-flagelar. Troublesome background à vista. Hmmmm...
A outra personagem é mais indefinida ainda. Uma imagem de pesadelo, ontem à noite. Talvez baseada naqueles pesadelos criados por Morpheus na praia em Sandman? Ah, pesadelos... Mas ao invés de ser uma mulher sem rosto, é uma mulher sem olhos. Seus olhos são uma espécie de buraco negro. Me lembrei agora do Manto e da Adaga. Ela poderia ser um tipo de healer, absorvendo a dor dos outros? Uma espécie de vampiro de dor? Dor é energeia. Energia é alimento. Lembrei do Man-thing e sua sidekick naquela tentativa fristrada de relaunch, Sorrow. Man-thing, o monstro do pântano da Marvel. Pffff...
A questão é: já que elas vieram à tona, vamos tratar de usá-las. Toca analisar a storyline de Decadência e ver onde elas podem ser úteis. Ou deixá-las amadurecer, ganhar nome, tomar corpo e provavelmente soprar no meu ouvido suas próprias histórias? Possibilidades, possibilidades...
Tem um tempo que eu não saio criando personagens assim. Que bom. O processo continua tão caótico e cheio de referências como sempre. E é sempre melhor fazer algo com essa energia negativa acumulada do que deixá-la continuar me devorando por dentro. Dar à luz pequenos monstros. A culpa é de Sync. Estou quase fechando a diagramação inicial do roteiro de nove páginas e depois de passar uma tarde no Google fazendo pesquisas sobre cadáveres com queimaduras de terceiro grau, eu deveria saber que meu subconsciente daria tratos à bola... E tem também o fato de ter estourado as cabeças de uns zumbis no shopping segunda com Gabriel. A mãe dele é boa de tiro mas a jogabilidade de The House of The Dead é irritante. Bom, a gente se diverte com o que tem em mãos, eu acho.
Mas tem um tempo que isso não acontece. Sinto falta do irmão do dono da empresa chegando na sua cadeira de rodas, me fazendo ir comprar sorvete de passas pra ele no fim da rua, sentando do meu lado enquanto eu trabalhava, me ouvindo cantar "Winter" da Tori Amos para ele e me fazendo explicar o que a letra da música significava para mim. Sinto falta dos telefonemas do Jean Philippe, o pessoal da equipe de som achando graça e me imitando enquanto conversávamos em francês. Sinto falta de ir pegar a barca e encontrar alguma pessoa que me tire do meu modo absorto e apressado e me faça pular gritando de alegria em cima dela: "Fulaaaaaaaaaanooooooooooooo!!!!! Há quanto tempo!! Caaaara, que saudade!" e dar aquele abraço Felícia nele, poder sentar do lado na barca e ouvir as voltas que a vida dá. E sinto falta de poder abraçar apertado, deitar no colo, sentar de brincadeira na coxa, ou mesmo deitar a cabeça de fulano no colo e ficar fazendo cafuné muito e muito tempo, escutando ou simplesmente conversando bobagem.
Caralho, onde foi parar aquela vida? E onde estão as pessoas que iluminavam meus dias? Será que minha vida se tornou tão vazia e tão sem sentido que não posso mais ser tocada por essa velha magia?