quarta-feira, agosto 29, 2001

De vez em quando eu me torturo e leio blog de ex... Eu ainda acho ele um excelente escritor e não tiro um cent da sua capacidade como artista. Apenas as coisas na nossa vida particular não funcionaram como deviam. Eu tb tenho meus ressentimentos e minhas feridas pra lamber. Ele continua cultivando sua mitologia e eu começo a criar a minha. No momento em que nosso relacionamento acabou, eu nasci de novo. Mas críticas são legais: são a medida do quanto vc não é o que pensa. Aprendendo com as críticas, já sei que não sou bonita(ou sou menos bonita do que se esperava), que esse blog é um blog idiota e que escrevo textos mala. Como estou me sentindo mais bonita esses dias que a minha vida inteira, nunca me comprometi com a platéia sobre a qualidade do que escrevo, nem posso fugir do que sou nem do que fui, vou continuar postando textos malas e desenvolvendo idéias idiotas. Mas ainda te acho um puta escritor e preferia ser sua amiga. Fiz um filho com você, amo você profundamente, só não quero mais na minha vida os paradigmas que criamos ao longo de quase dez anos. Não quero mais ser a lua, refletindo sua visão de mim ou mesmo a forma como você me amava. Quero ser eu mesma, mesmo que eu seja medíocre ou mala. Pelo menos sou uma pessoa, não uma versão sua de saias. Temos estilos diferentes, mas no fundo ainda somos filhos do mesmo elemento. Ou vc não percebe quanto de mim seus textos ainda trazem?

domingo, agosto 26, 2001

Boa notícia, meninos e meninas. As coisas por aki estão cada vez melhores. Estou até me iludindo achando que vou conseguir colocar material novo na home-page em breve.

Onde será que se meteu a Ana Marta?
E Jim Morrison morreu ou continua vivo por aí?

Mistérios...
Sexta à noite, me dei algumas horas pra fazer uma coisa que não fazia há muito tempo: botei a mochila nas costas, vesti minhas lentes de contato de cores desiguais e atravessei a ponte. Precisava andar pelas ruas da cidade. Precisava sentir seu cheiro, caminhar pelas esquinas, ver o cristo iluminado de qualquer ponto da cidade, saber se os lugares que conheci estavam vivos ou mortos, que tipo de pessoas andam por minha cidade, se as ruas onde morei ainda guardam pedaços de mim. Passei por todos os lugares. TODOS. Eu estive lá. Era aquela garota estranha, de mochila nas costas e cigarro na mão, que tomou um chope sozinha naquela mesa de bar onde você também estava, fazendo versos ou escrevendo histórias, e quando você olhou de novo já tinha ido embora. É que ontem à noite, tudo era saudade. Acho que eu estava precisando disso, esse momento de solidão vadia. Outras noites, talvez, serão para mergulhar na multidão. A catarse, nesta sexta, foi outra: foi uma entrega apaixonada à alma da cidade que mora no meu coração, espalhando meus reais em chopes pelos bares. Talvez nossos personagens entrem um pouco dentro de nossas almas: andando pelas ruas da cidade, me lembrei de como surgiu Gabriel, o poeta-profeta de Decadência, que traduz o que vai na alma da cidade ao passar por suas ruas. Eu também tenho um amor impossível. Como diz um amigo: “it fits you well” Até aí, eu devia saber. NUNCA confie em paixões que nascem na lua minguante. NADA que começa sob o signo da lua minguante pode durar. Eu não poderia me enganar, no entanto: nada de bom poderia sair do encontro de som e luz, água e fogo. Eu odeio princesas louras virgens, boas meninas e namoradas perfeitas. Não é justo... é como no “Casamento do Meu Melhor Amigo”. Ela TINHA que ser tão legal que não posso achar um defeito? E eu nem tenho um amigo gay bonitão pra cantar “a little prayer” for me e dançar comigo no final do filme... Enfim, lamúrias. Anyway, estou voltando às origens... Viver não tem porto seguro e eu estou adiando meu “début” de propósito, estou amadurecendo perspectivas, quebrando velhos paradigmas, me dando um tempo. Mergulhando na cidade, eu me dei ao luxo de me abrir para ela. A superfície mudou, a essência permanece a mesma. Quantos anos se passaram desde que andei pela última vez na Cobal do Humaitá, fazendo compra de sacolão chapada de LSD? Qual a última vez em que beijei uma menina num Halloween do extinto Jumping Jack? Copacabana continua a mesma, há sempre um lugar para ir e dançar, os estilos musicais mudaram, os cabelos mudaram, mas Copacabana continua lá. Os bares do Flamengo e as ruas do Leblon também continuam lá, meio maurícios meio ok. Tenho alergia a gente certinha, me dá nos nervos, mas o carinho que tenho por aquelas ruas me faz esquecer. No meio de tanta gente vazia, sempre tem um ou outro com uma boa história pra contar. Esses, por sua vez, valem por uma noite inteira. E a cidade me deu, de presente, inspiração e determinação para continuar. Às duas da manhã, ela se converteu numa mistura de chorinho, roda de samba e rock das antigas e ganhou o cheiro e o gosto da Lapa, loucamente cheia de uma multitude de todas as tribos, de uma lado Legião Urbana, do outro funk e hip hop, mais um pouco e o insuportável pagode mauricinho. Minha Lapa, de onde o maldito prefeito maluquinho arrancou o Circo em troca de mais um factóide no jornal, que ainda tem a Fundição Progresso e os barzinhos com sinuca, salvou a minha noite e me fez vez a luz do dia por trás dos Arcos. Para abençoar minha noite e encerrar minha busca, já com o sol brilhando sobre minha cabeça, tomei café da manhã na Cruz Vermelha e meditei caminhando pelo Campo de Santana. Que a Senhora dos Caminhos sempre abençoe esta cidade. Quando o tempo chegar, estarei de volta a ela.

Friday night, I gave myself some hours to cross the bridge and come to the city. Wearing my unmatching colour contact lenses and my “city explorer” bag, I came. I needed to walk her streets once more. Feel its smell, cross its corners, see the christ shining upon every part of the city, to know if the places I lived were dead or still alive, see what kind of people was walking these same streets, the ones I lived, discover if they still guard some memory of my dwell. I went EVERY place. You didn’t see me? I was that strange girl with a cigarette in hands and a bag on my back, sitting alone in that same street bar you were, drawing something or writing histories and poetry, and when you looked again, wasn’t there anymore. Giggle, I wasn’t in the mood of staying much time at one place. Friday night, everything was (oh-ohw, THAT word we don’t know how to say in english… solidão, soledad, solitude, pick your choice. I MISSED living in the city with body and soul). I needed this, this bohemian loneliness, wandering alone in Rio. Maybe the characters we create crawl a little into our souls. I couldn’t help myself about remembering how I created Gabriel, the poet-prophet from Decadence, translating his city’s soul declaming poetry while walking on the streets. I have an impossible passion too. NEVER never never believe in passion borned after the sign of waning moon. I should know… nothing good can be brought mixing sound and light, fire and water. I hate blonde princesses, good girls and perfect girlfriends. It’s like “My Best Friend’s Wedding” without a nice gay friend to sing “A Little Prayer” for me and dance with me at the happy end. Isn’t fair. Oh, well, anyway, I’m coming back to my origins… Living is unsafe and crazy enough. I’m giving myself some time to mature new perspectives of life.

quinta-feira, agosto 23, 2001

Eu tinha escrevinhado um monte de coisa pra uploadear hoje, mas o blogger comeu tudinho entre uma desconexão forçada e o famoso "generating page". Me sinto o próprio Neil Gaiman: eu tb jurei nunca mais escrever direto nesta LACRAIA.
Nicholas (sempre me vem à cabeça aquele sotaque delicioso daquela vampira daquele seriado que passou pouco tempo na TV a cabo... Ni-cho-lah...) de volta pro RJ, vai pra Bunker e nem me chama :PPP
Gostei da idéia da lista, mas qual é a diferença entre "desenvolvedores" de quadrinhos e roteiristas, desenhistas e o crew todo? Ela seria restrita só aos "multi"? Existem listas de discussão pra apresentar a galera e criarem novos fanzines, mas todo desenhista que conheço (inclusive eu) sofre do mesmo mal: ninguém tem tempo e ningúem cumpre prazo..
Jim: melhor que "covers" fidedignas são versões que acrescentem alguma coisa ao original. Set your world on fire!!!
Hey Julian

folhas caem dentro de seus olhos
as páginas passam viradas ao vento
outras histórias escrita no ar
não há mais tempo

94
Se Houver um Tempo

Desperte, amor, a noite já chegou
Vamos brindar uma vez mais o fim das esperanças
Não há rotas a seguir, nenhum caminho
Há um velha e conhecida solidão no ar

Neste momento algo em mim está morto
Talvez a juventude chegue tarde demais
Talvez o fim seja inevitável
Nenhum de nós dois sabe do que é capaz
Nem se importa por ser um não-ser

Mas a velha chama da paixão ainda não apagou
ainda somos marginais no nosso amor
Fugindo dos limites de qualquer intimidade
Crianças da noite esquecendo o que não têm

Então vamos viver enquando ainda é tempo
Vamos apenas viver enquanto ainda é tempo
Antes que as flores murchem
Antes que o dia raie novamente
Não posso imaginar momento melhor que agora
Para ter você em meus braços mentindo o amor
Não admitindo que o que sentimos é mais forte que a dor
Veremos anoitecer fazendo amor sob a lua
Sem ter certeza de que haverá um depois
Esquecendo os erros em nossos caminhos
Apenas vivendo um último momento
Como se este fosse o primeiro
Fazendo já não poder existir adeus
Vindo de seus trêmulos lábios vazios
cálidos e amados lábios vazios
exalando melancolia em cada gemido
Não há coração inocente em nossos peitos abandonados
Mas juntamos alguns restos, colamos alguns pedaços
Uma vez senti um sopro de vida passar por mim
Quando olhei em seus olhos procurando me esconder

Quem sabe o amor seja algo assim
Uma história sem começo, nenhum nexo
Esqueça tudo, me dê outro beijo
Não quero pensar por esta noite inteira
Quero viver apenas mais algum tempo
Apenas para ver onde eu posso chegar

3-93
enquanto pego o já amarelecido cahier de poesie, acho algumas pérolas no meio da confusão da minha aborrescência (às vezes acho que minha vida se divide entre antes de 95 e depois de 2000...)
Este é mais um daqueles posts perdidos de quem não tem Internet em casa... agora nem no trb... ô repressão...
Ando finalmente conseguindo me forçar a ter tempo pra começar a preparar material pra minha HP sair do "placeholder
"
Continuo chegando atrasada no trb e tô me fodendo pra isso. Larguei de mão desde antes de quebrar a perna...
Bom, boas notícias sobre a HP:
Estou atualizando o traço e o character design dos personagens de Kika, a última das virgens, criada pelo Alexandre. meu ex. Falando nisso, estou escrevendo a continuação de Agnus Dei, que está bem fiel ao estilo de criação utilizado em Sinchronicity, mas publicar Agnus Dei no site ainda depende do Alexandre aprovar sua publicação, já que os personagens são dele.
Virtual Allie, o mangá-hentai em dois níveis de leitura que criei ao concluir o projeto experimental sobre Quadrinhos Virtuais começa a ser roteirizado
Fotos atualizadas minhas e do Gabriel já foram escaneadas e estou trb elas no Fireworks. Lanika adolescente e Gabriel recém-nascido entre elas :-)) Estou pensando em fazer um ensaio com meu look atual, além da já conhecida "egotrip do banheiro". De repente até rola um erotismo soft, foda é arrumar um fotógrafo legal. Viagens, viagens...
Minhas poesias tb vão pro ar em breve, junto com os contos que estou devendo. A maioria já foi digitada, só falta escolher o formato em que vão pro ar. Provavelmente, com um linkezinho pra contar "histórias de bastidores". Espero que fique interessante, rezo pra não ficar "over" mas refino e debugo no meio do caminho.
Comecei a organizar a cronologia das histórias de Decadência (ainda não coloquei o Tales from). Até o momento, são por alto mais de 60 histórias, fechadas em cinco arcos, até o final explosivo :-))
Faço ou não faço uma sessão de esboços de desenhos? Hmmmm...
Henriques e cia, e-mail me ou me liguem, o aniversário do GABRIEL é DIA 4 DE SETEMBRO AGORA!!!!!!

segunda-feira, agosto 20, 2001

Awake.
Shake your hair from your dreams,
my sweet child, my dear one.
First thing you see…

Há seis meses eu estava morta.
Como uma planta sufocada, seca, sem sol e sem água, eu morri. Minha catábase foi lenta e dolorosa: eu vinha morrendo aos poucos, ao longo dos anos, vendo tudo que amava e acreditava sendo pisado e destruído dentro de mim. Há seis meses atrás eu era uma sombra, pouco mais que um eidolon vagando no Hades. Muito pouco restava em mim. Mas é preciso morrer para renascer e, de algum jeito, quanto mais eu me feria, no ponto em que estava mais fraca, em que minha dor era mais profunda e eu estava mais frágil, eu descobri um ponto de luz. Me olhei no espelho além da sombra refletida: me fiz mulher, me fiz bonita e me fiz livre, subitamente, sem ter tempo de olhar para trás.
Minhas raízes eram fortes; eu renasci aos pouquinhos, de minhas próprias cinzas. Descobri que estava morta e agora tenho muito a aprender, sobre a vida e sobre mim mesma. Perdi dez anos da minha vida. Quando olho para trás, não sei como pude sofrer tanto, uma coisa tão sem sentido, e acreditar que não havia vida possível além daquela morte-vida. Mas agora! Tantas coisas que eu nem sonhava conhecer! Tanto a aprender! Aprender sobre tudo a viver: tudo o que me nomeava me foi tirado, e tendo que viver além dos rótulos e ilusões em que eu acreditava, reconquistando o que faz de mim quem sou apenas com minhas mãos nuas, traçando novos caminhos e retomando velhos projetos e antigas ambições, estou me preparando: estou aprendendo, concluindo e encerrando velhos projetos, ganhando segurança e perdendo o receio. Estou me recriando e descobrindo dentro de mim uma nova mulher.
Estou renascendo, e como um bebê não sei dizer ainda o que sou, quem sou e que nome dar às coisas ao meu redor. Estou me despindo de antigos véus, estou nua e em breve terei direito às minhas armas, e saberei o meu nome. Não sei ainda nada sobre mim, mas sei que já respiro. Eu estava morta e abri meus olhos para uma vida diferente. Gostaria de ter podido estender minha mão a meu algoz e tê-lo feito enxergar o mundo com outros olhos. Gostaria de ter tocado seu coração. Laços demais pesam dentro dele. Tanto que ele não percebe que, de formas diferentes, falamos e buscamos a mesma coisa; ainda somos filhos da mesma estrela.



Uma coisa que me irrita sobre os evangélicos: eu tive a paciência de um dia desses parar para ler um daqueles livrinhos, em que o homem num discurso inflamado defendia que o ser humano era como uma ovelha, que não sabia se defender desgarrada do rebanho e que só era feliz guiada por seu pastor. Sinceramente? Eu não estou nem aí para ser uma ovelha. Eu nunca fui com o rebanho e até onde sei, eu fico doente se alguém me prender em algum lugar. Também estou me lixando para o pastor. E se eu tivesse que escolher, também não seria um deles. Prefiro mil vezes correr com os lobos. Prefiro meus olhos bem abertos. Eu só tenho um guia: meu coração. E o que cometo são erros, não “pecados”. O caminho da ovelha é pura castração.

Nas últimas luas tenho dançado a dança de cadeiras invisíveis no palco do meu coração. É uma busca estranha de mim mesma, nos reflexos úmidos dentro dos olhos de estranhos que cruzam meus caminhos, beijando lábios que vêm e se vão, sem que nenhum toque minha alma, minha alma aflita, sem que nenhum momento me traga mais paz do que medo. Esse terror de me entregar me faz como o vento. Sopro à noite por paragens boêmias, e ao amanhecer retorno ao vazio, sem nada trazer nem nada levar. Apenas o tempo, inexorável, me assusta e me marca. Meu espírito vagueia pela anima mundi, tocando suavemente pontos luminosos conhecidos: qual deles cruzará o meu caminho? Quando meu animus virá até mim? As luas passam como ondas na praia e eu ainda estou aqui, e tudo que tenho agora são novas histórias para contar. Talvez as histórias sejam o que fica, depois que o coração já se foi.

Há mais ou menos uma semana, um rapaz de 16 anos sentou a meu lado no ônibus:
“Dá licença, tia”.
Eu ri:
“Não sei se tenho idade para ser chamada de tia”.
Foi a vez dele rir:
“É? E quantos anos você acha que tem?”.
Não sei. Mas sei que não me sinto, de jeito nenhum, um dia sequer mais velha que há dez anos atrás, quando EU tinha quinze. Tem dias que acho que minha idade é contabilizada pelas marcas que a vida deixou no meu corpo e na minha alma. Sou uma criança no amor, ingênua e sem defesas. Para as responsabilidades da vida, me faço mulher. E há dias em que não sou ninguém, apenas deixo o tempo passar.

Porque será que, quando digo que não sou ninguém, as pessoas não conseguem entender? :-)

segunda-feira, julho 30, 2001

So he came to my Dream tonight, wearing the pale mask of the God. His skin white and pale and soft, his strong body defined by soft muscles delined under his skin, stars dancing in the dark sky of his cape. He came to me and I was there, in my bed, naked, open, white, soft and tender. But I didn’t wanted the God, I wanted the man behind the mask of the God. So, gently, slowly, I touched his face and took it off, revealing the tender face of the storyteller. Human, beautiful, sad, sweet. He looked to me with melancholic eyes but before he could say a word I pressed tenderly my finger against his lips. No. I knew the wonderful stories that would come from him, that could make me stay delighted for nights and nights without end. He was The storyteller. But tonight, he was a man, like any man in the world. And this was his beauty. Slightly surprised, he took the hand I offered him and came to my bed. I seated his body and striped his few clothing, leaving his naked skin to my hands to caress and feel each tiny detail of his muscles under my fingers, caressing, pressing, touching, ignoring my own desire, my desperate need to give myself into his embrace. No. Time. My hands and fingers slowly undid the weight of his responsibilities and his fears and pains. I could feel the man inside the man coming from inside, making his way to the surface. And surprised, I saw tears into his divine eyes. I made myself even more softer to him and he reached my body to his with his strong arms, touching my lips with his lips. I opened my mouth to receive all his mixed emotions and feel the essence of masculinity on that body against mine, now carefully giving myself to his desires and needs, forgetting who I was and what I meant to become only the female under his hands, the girl under his lips, the woman whose body he possessed like an oblivion to his own pain. Passion. Instinct. The man behind the mask of the God becoming a greater God to the Goddess inside me. The passion growing, increasing, rhythmically. The night dancing around our bed, stars falling and ascending, the whole earth rounding, I felt the tiny green leaves and the dark calm waters touched by the moonlight dancing, I felt the wind that crosses the cold edges of solitary mountains, I felt the warmth of the cave where forest animals slept quietly. Whirling, grounding. I felt the earth, I was the mother and the sister and the daughter and the lover. Growing, increasing. I opened my eyes and his face was enlightened and radiating with strong masculinity, his sensuality increasing the intensity of my own lust, like an motto-continuum, making me want even more him hard inside me, his eyes shining with compassion and desire, his beautiful hair falling against his face. Over him the sky mixed colors and clouds run, competing with the moon and the stars, sometimes bringing lightning to clear the night. The man inside the man became the God inside the man and made me the Goddess to him. Our bodies united, dancing with lust, celebrated the most antique of the rites. Finally, I lost myself to the light when his seed found it’s way inside of my body. We screamed together, overwhelmed by our passion. And the earth slowly stopped her dance, and every thing with her, so suddenly there was nothing more than a man and a woman and a bed, embraced still, feeling the electricity of the union still running in both veins. He opened his eyes and smiled to me tenderly, satisfied. This time, it was his fingers that pressed my lips. There was nothing to be said. He got up on his feet and it was my time to feel my body aching with the absence of his warm body. Never my bed felt so strange, lonely, cold. So he smiled to me again, but it wasn’t the storyteller that laughed, it was the familiar face of the dream-god, his pale face and dark eyes with stars dancing inside them. So I wake, and I was alone.

domingo, julho 15, 2001

Sobre aquela discussão dos direitos autorais, leio a coluna do Xexéo no Globo hoje de manhã e fico pensando: porque será que, quando se toca nesse assunto, o que parece questão de bom senso sempre é a primeira coisa a ser esquecida?

MENTAL DISORDER BITCH PARADE
Socorro! Minha rádio mental está me torturando:
1- Lovefool - Cardigans
2 - Vício (!) - Roupa Nova
3 - Amor é preciso(?) - Sylvinho (que eu me recuso a chamar de "blau-blau")

sexta-feira, julho 13, 2001

Uma vez me perguntaram se era eu que escrevia os textos e poesias que de vez em quando posto aqui. Sim, e é tudo inédito na maioria das vezes. Quando cito, eu digo a fonte.

Once a friend asked if the poetry and texts I posted here were created by me. Yep, yes, everything I post here usually is my own creation. When it isn't, I put the name of the author on the end of the citation and it's usually under "" :-) Good girl, isn't?
Sexta à noite, nada pra fazer. Acabo de me despedir do meu gatinho, que foi passar o finde com a minha ex-sogra e o pai dele... Ai, esse aperto no coração sempre que ele vai... Pelo menos eu sei que ele tá se divertindo, ele adora a avó!!! :-)

Vamos falar sobre sonhos:

So he came to my Dream tonight, wearing the pale mask of the God. His skin white, pale and soft; his strong body defined by soft muscles under his skin, stars dancing in the dark sky of his cape. He came to me and I was there, in my bed, naked, open, white, soft and tender. But I didn’t want the God, I wanted the man behind the mask of the God. So, gently, slowly, I touched his face and took it off, revealing the tender face of the Storyteller. Human, beautiful, sad, sweet. He looked to me with melancholic eyes but before he could say a word I pressed softly my finger against his lips. No. I knew the wonderful stories that would come from him, that could make me stay delighted for nights and nights without end. He was The storyteller. But tonight, he was a man, like any man in the world. And this was his beauty. Slightly surprised, he accepted the hand I offered him and came to my bed. I seated his body and striped his few clothing, leaving his naked skin to my hands to caress and feel each tiny detail of his muscles under my fingers, caressing, pressing, touching, ignoring my own desire, my desperate need to give myself to his embrace. No. Time. My hands and fingers slowly undid the weight of his responsibilities and fears and pains. I could feel the man inside the man coming from inside, making his way to surface. And surprised, I saw tears into his divine eyes. I made myself even more softer to him and he reached my body to his with his strong arms, touching my lips with his lips. I opened my mouth to receive all his mixed emotions and feel the essence of masculinity on that body against mine, now carefully giving myself to his desires and needs, forgetting who I was and what I meant, to be only the female under his hands, the girl under his lips, the woman whose body he possessed like an oblivion to his own pain. Passion. Instinct. The man behind the mask of the God becoming a greater God to the Goddess inside me. The passion growing, increasing, rhythmically. The night dancing around our bed, stars falling and ascending, the whole earth rounding, I felt the tiny green leaves and the dark calm waters touched by the moonlight dancing, I felt the wind that crosses the cold edges of solitary mountains, I felt the warmth of the cave where forest animals slept quietly. Whirling, grounding. I felt the earth, I was the mother and the sister and the daughter and the lover. Growing, increasing. I opened my eyes and his face was enlightened and radiating with strong masculinity, his sensuality increasing the intensity of my own lust, like an motto-continuum, making me want even more him hard inside me, his eyes shining with compassion and desire, his beautiful hair falling and curling against his face. Over him the sky mixed colors and clouds runt, competing with the moon and the stars, sometimes bringing lightnings to clear the night. The man inside the man became the God inside the man and made me the Goddess to him. Our bodies united, dancing with lust, celebrated the most antique of the rites. Finally, I lost myself to the light when his seed found it’s way inside of my body. We screamed together, overwhelmed with our passion. And the earth slowly stopped her dance, and every thing with her, so suddenly there was nothing more than a man and a woman and a bed, embraced still, feeling the electricity of the union still running in both veins. He opened his eyes and smiled to me tenderly, satisfied. This time, it was his fingers that pressed my lips. There was nothing to be said. He got up on his feet and it was my time to feel my body aching with the absence of his warm body. Never my bed felt so strange, lonely, cold. So he smiled to me again, but it wasn’t the storyteller that laughed, it was the familiar face of the dream-god, his pale face and dark eyes with stars dancing inside them. So I wake, and I was alone. So I wait for the Dream to come again.

quarta-feira, julho 11, 2001

Hoje estou estupidamente prolixa. É o gesso na perna. Nada pra fazer, só viajar...
ANTES E DEPOIS – parte 2

Dois dias depois de botar o gesso, ligam do trabalho dizendo que contrataram um frila pra me substituir nessas duas semanas. Poxa, eles que até então não tinham ninguém pra botar no meu lugar rapidinho tiraram um coelho da manga... Porque eu acho que isso é o começo do fim? Mas eu parei de esquentar a cabeça. Eu tinha me programado pra trabalhar na próxima semana, me dispensaram? Ótimo! Vou usar minhas férias forçadas pra finalizar meu CD-portfolio e me dedicar a finalmente começar a transportar meu material pra web (só assim arrumei tempo!) O tal do Eduardo ta todo enrolado no meu lugar, mas até aí, é o que eu falei com um amigo ontem no telefone (meus pais estão ficando loucos, o telefone da casa deles não pára, hehe! Eu tô adorando! Liguem mais, adoro vocês!), feijão com arroz todo mundo faz, se eles se contentarem com isso vou fazer minha lasanha e meu estrogonofe em outro lugar :-) e por um preço melhor tb. A velha discussão entre ganhar mal e me estressar menos ou ganhar bem mas viver estressada perdeu o sentido a partir do momento em que ganho mal e me estresso... É chegada a hora de partir pra próxima. Aceito sugestões.
Minha semana ANTES: Domingo, dia do acidente: fazer compras com Gabriel em Alcântara, chegar em casa, fazer um almoço tranqüilo, brincar com meu filho a tarde toda. Segunda, psi de manhã, trb de tarde. Terça, seminário da Macromedia no Rio (já tinha confirmado presença e enchido o saco do meu chefe). Corre-corre no trb a semana toda por ser fechamento de quinzena. Sexta, meu “dia de folga de ser mãe”, dar aquela saidinha básica pra night já que tinha recebido o salário. Sábado, prova oral de francês e despedida da minha professora, Andréia, que vai lecionar no Rio, e da turma, que vai entrar de férias (modéstia à parte, a nossa é a turma mais ativa, bagunceira e criativa da Alliance Française de SG).
Minha semana DEPOIS: Domingo: Ir de Os em OS pra descolar um ortopedista, conseguir no máximo enfaixar a perna e ter que procurar um ortopedista particular durante a semana. Ao invés de ficar com meu filho, ter que ir ficar de molho na casa dos meus pais. Segunda: cancelei a psi até tirar o gesso. Manhã no ortopedista. À tarde, meu chefe desesperado me liga dizendo que precisa de mim no trb. Desloca um carro pra me levar pro trb e tal, mas eu fico cansada pacas. Nunca a cobra do Leonardo foi tão atenciosa, ele está tão feliz... Feliz demais, se é que vcs me entendem. Quando esse cara fica feliz, eu fico doente. Quer dizer que ele está aprontando alguma. Odeio gente que só fica feliz quando destrói a vida alheia. Tenho NOJO de gente falsa, me revolta o estômago, dá ânsia de vômito. Mas enfim, eles precisaram ver que eu tava com o pé engessado mesmo. Terça, perdi o seminário por motivos óbvios e enjoei de tanto ver TV. Hoje: tomei coragem de subir as escadas pra chegar até o computador (pode rir, vai) SENTADA nos degraus. É, to descendo e subindo a escada de bunda. Eu mesma acho graça. Ruim é o medo de me desequilibrar e me estabacar lá embaixo. Estamos testando o recém-adquirido gravador de CDs (um LG) e só pra variar, a única pessoa que se entendeu com o bichinho fui eu (é chato ser gostosa, pior é ser CDF gostosa! :-) Taí, to querendo tirar fotos novas, alguém se candidata?). O bichinho funciona bem, mas configurar gravador de CD é um pooooorreeee!!! De resto, o remédio que eu tou tomando por causa do pé ta me dopando. Nunca dormi tanto!!!! Pior que não tenho um sonho que preste. Logo eu, que só tenho sonho super complexo, elaborado, etc. Deve ser esse remédio: do meu subconsciente não salta nada que preste...
A prova no sábado ainda tá de pé (ui...) mas já vi que almoço de confraternização vai ser difícil.

Depois do episódio do namorado da namorada (o Nicholas sabe do que estou falando) e de ter brincado de anjo por algum tempo, alguma coisa acontece ao meu redor. Começou semana retrasada, em que me descobri de volta à velha rotina de levar cantadas de gente conhecida. Fiquei até meio deprê, sabe, tinha me esquecido como era isso, nos tempos pré-casamento rolava direto. Mas que é chato, é: você ta naquela de amizade, quer ter um amigo legal pra conversar com vc, vcs falam de um tudo e tal e lá pelas tantas o cara solta umas pérolas tipo “essa sua meia-calça é uma coisa de louco” e fica olhando descaradamente pras suas pernas. Como é que vc fala, sem perder a amizade, que vc prefere ficar pendurada de cabeça pra baixo no vão central da ponte Rio-Niterói do que ficar com ele e as chances de vc se assumir lésbica são infinitamente maiores(principalmente no meu caso, hehe) do que vc, mesmo desesperada por sexo, dar pra ele? Tem cara legal, sim, mas que simplesmente NÃO ROLA!!! É amigo, e pronto. Até porque, quando eu estou interessada num cara e a gente fica “amigo”, a gente nunca fica “amigo”, sempre rola um olhar diferente. Claaaaaro que, com esse meu jeitinho meio despachado (o Henrique diz que sou “coquete”) tem muita gente que confunde. Mas eu sempre dou os sinais de que rola ou que não rola. E sou cara de pau, mesmo. Se eu realmente estiver a fim de um cara, eu digo pra ele (de maneira sutil, dando os sinais certos, numa insinuação ao pé do ouvido, direto, direto tb não). Se eu fico enrolando, pode esquecer. Vc discou o número errado. Eu “brinco” muito com o assunto, mas quando quero mesmo, ajo diferente. Deixo a “coqueterie” de lado, sou romântica e ‘paixonada, intensa. Mas prezo muito a minha liberdade, e a alheia: se vc está comigo, vc está “com-migo”, eu não sou sua propriedade nem vc é a minha, vc tinha uma vida antes de me conhecer e eu tb tenho minha vida e mais o que fazer. Quando estou com vc, sou sua. Quando estou sozinha, sou minha e de mais ninguém. Não me importo em ser fiel, mas fidelidade pressupõe um compromisso. Se valer a pena, tudo bem. Mas então ta, ando me decepcionando com velhos amigos que usam o famoso “se colar colou”. Que foi? É porque estou separada? Por acaso ta escrito na testa “doida pra dar”?
Sim, acho interessante, de acordo com o uso que uma obra vai ter, de se pedir permissão ao autor de determinada obra para se utilizar elementos da mesma num trabalho. Complicado seria você pedir permissão a editora de uma revista, o fotógrafo que fez as fotos do editorial de moda daquela revista, para fazer uma colagem a partir dela (imagine vinte revistas de editoras variadas, cada qual com seu fotógrafo... argh!) pra aula do seu filho. Mas fazer uma tira em quadrinhos em homenagem a um personagem de outra tira, implica mais em fazer um convite à leitura da tira pelo autor da obra homenageada que pedir explicitamente sua permissão para utilizar o personagem (de acordo com o caso). Com os e-mails pedir permissão ficou mais fácil e menos dolorido (demorado), você tem mais liberdade para interagir com os autores da obra que se pretende utilizar eliminando os intermediários (gravadoras, editoras, etc) e deixando os autores mais livres para decidir sobre como expor suas obras. Se eu criei uma música baseada na minha filmadora não quer dizer que eu não seja autora da minha música só porque ela foi construída por computador, mas também não quer dizer que eu gostaria de ver todo mundo fazendo igual. Mas sim, eu gostaria de ver alguém pegando a filmadora, o computador e fazendo diferente, fazendo melhor. Porque não?

E até onde sei, o tal “estilo pessoal do autor”, após o boom de possibilidades de reprodução de uma obra na indústria “de massa” (hmmm, odeio esse termo), é o fator que mais agrega valor a uma obra atualmente. A “assinatura” conta, mais do que nunca.

Do ponto que achei interessante no texto: “ORIGINALIDADE – Em um contexto em que o recurso a materiais pré-concebidos é, crescentemente, a regra, a originalidade, que deve incorporar-se às obras passíveis de proteção autoral, poderá estar no estilo pessoal. E poderá ser sustentada a tese de que, uma vez o esforço artístico humano concentrado na forma de obra, sempre que a concretização da forma perceptível provier de recursos informáticos, a proteção poderá alcançar o plano das concepções, em que situam-se as estratégias expressivas cuja reiteração por um autor permitem identificar um estilo particular.” Sim, sim, sim, mas porque só restringir isso às obras criadas por meio da Informática? Num universo em que nada se cria, tudo se copia (quantos anos tem essa frase mesmo? Qual era o contexto da época em que ela surgiu?) o que sempre fez única a obra não foi o estilo pessoal do autor? Uma cadeira pode ser produzida em série, mas seu design é by Fulano. Bilhões de impressões de Sandman podem ser feitas, mas o estilo inconfundível das capas de Dave Mckean (feitas com técnicas de colagem e montagem) não se torna menos marcante. Uma das coisas interessantes nesta discussão é a diferença entre inspiração e plágio: se alguém copia descaradamente um original, com a intenção de reproduzir o autor, é plágio. Se alguém se utiliza de técnicas para obter um efeito semelhante, mas a concepção da obra é única, é chamado “inspiração”. Qual o limite entre um e outro? E quando a obra inspirada no estilo de um autor supera em méritos a obra que a inspirou?

O problema dos direitos autorais é que ninguém para pra pensar sobre esse tipo de propriedade industrial aplicada às reais condições da obra artística na sociedade atual. A tecnologia apenas levantou a ponta do tapete e tem muita gente posando de moderna discutindo furos que já existiam. Um exemplo? Sexta retrasada matei saudade da UFF assistindo uma aula do queridíssimo Moacy Cirne, sobre poema processo. O que é um poema-processo? É um poema que já traz embutido nele a possibilidade de ser modificado, de serem feitas versões que adicionem a marca pessoal do autor da versão ao poema original, designado “projeto”. De quem é a autoria do poema-processo? Da pessoa que escreveu o poema-projeto? De cada um dos autores de cada versão que o poema-processo possui? O interessante é que é uma obra que traz em si o pressuposto de poder ser modificada, copiada e remexida até que uma versão tenha evoluído tanto que só a forma remeta ao projeto original. Plágio consentido, senhores? Ou só um exercício criativo? Que lei de direitos autorais protege o poema-processo?

Aí pego o Jornal do Commércio de ontem, coluna “Internet & Ci@” (leitura obrigatória quando estou offline) pra ler o artigo “E-lawyer” intitulado “Braquintosh” sobre direitos autorais numa era em que os “autores modernos utilizam cada vez mais material que outros já terão criado antes”. Okeis, ponto. Não discordo duma vírgula do que o professor falou on artigo. Mas vamos colocar uns adendos aí: não é só a questão da Informática ter possibilitado a criação de obras sem a intervenção física do autor, a intervenção do autor ainda se faz necessária em algum nível. Vamos lá: “a informática torna possível a criação de obras sem que nenhum autor humano possa ser designado. Um exemplo é a música composta por um programa que, associado a uma filmadora, faz melodias em sintonia com os movimentos capturados da lente. As músicas assim produzidas não podem ser consideradas obras que o programador tenha diretamente criado”. Neguinho acha que com a Informática descobriu a roda. Embora computadores sejam utilizados para criar obras de arte experimentais, em qualquer faculdade de belas artes você verá exemplos de “instalações” em que atos pressupostamente mecanizados vão criar algum tipo de impacto sobre o espectador/apreciador daquela obra. Se não foi o artista que inventou o ventilador que borrifa gotas aleatórias de tinta sobre uma superfície, foi ele o autor intelectual da forma com que todos esses instrumentos interagem de maneira única para criar aquela experiência que carrega em si o impacto da “aura” que a torna arte. CLARO que se alguém perde um tempo precioso pra armar toda uma traquitana pra criar música utilizando movimentos capturados de uma câmera para produzir uma experiência única, é o autor dessa experiência, ou ao menos do resultado obtido através dela. Essa visão me irrita: computador é ferramenta, é um pincel poderoso pra cacete, mas é um pincel. Quem cria é o cara que ta lá, não importa se ele vai fazer uma colagem ou começar a partir do zero. Sim, porque colagem é outra coisa que sempre existiu. E se formos falar em “originalidade”, até mesmo os pintores renascentistas se “inspiravam” em obras do período romano, que se “inspiravam” nos gregos e até hoje nunca vi ninguém desmerecer essas obras por serem baseadas em outras. Agora, esse saudosismo do processo manual de confecção de obras artísticas me lembra coisa do século passado, de início da revolução industrial.