quinta-feira, janeiro 31, 2002

Mastigo tua imagem
Te devoro inteiro
Me embriago no teu sorriso
Me afogo em meu desejo
A chuva que cai esta noite
Reflete o meu desespero
Mas não alivia o ardor
No qual me queimo e me perco
Morpheus não quis os meus olhos
Que velam por ti com zelo
Anseio pelos raios dourados
Onde só nuvens se desfazem
E emolduro tua imagem
Dentre minhas pupilas
Porque a noite calmamente vira dia
Onde a chuva quente vira lágrimas
Que meus olhos de vigília
Guardam em segredo
Porque por ti não sangro
E de ti pouco ou nada temo
Mas tua ausência me marca a pele
Sinto falta do teu cheiro
E como explicar essa saudade
Onde já não existe o tempo?
E se me embebebo em sua imagem
Nada aplaca nem acalma
Essa vontade louca de tê-lo
Vem, vem para meus braços
Toma enfim o que te dou de bom grado
Não me faças estrangeira em minha terra
Não me deixes sem palavras, nessa tristeza
Que cada gota desta chuva seja leito
Onde gozes do meu corpo lentamente
Sob as carícias e auspícios da aurora

(fiz esse para meu druida na véspera de Natal, não lembro se enviei ou publiquei na época)

quarta-feira, janeiro 23, 2002

Se esconder por trás de uma aparência de futilidade e superficialidade para não demonstrar quão profundos são os nossos sentimentos e a nossa dor, embora seja uma solução temporária, sempre me deixa um gosto esquisito na boca: é meio mentir para si mesmo ("who cares" em contraste com "can't u see I care?")

Nesse ponto, escorpianos me deixam nervosa. Fechados como rochas, mas com olhos de espelho: quando distraídos expõem a alma nos olhos, quando olham nos seus olhos, te refletem e à sua alma nos deles e decifram teus segredos, sem revelar aos deles.

quinta-feira, janeiro 17, 2002

Notícias do Front:
Finalmente quando saio de férias meu computador me recepcionou com uma enxurrada de badblocks no meu HD... Depois de umas dez ou doze horas tentando um exame de superfície que conseguiu apontar uma média de 60% de bbs por clusters intactos, joguei a toalha e me rendi ao fato de que coitado, ele até que resistiu bastante, mas acabou morrendo de velhice.

E SÓ porque ainda não fiz o cacete da aula prática no curso de montagem não me atrevi ainda a pegar o outro HD e abrir a máquina sozinha e me meter a gata-mestre. Isso na prática quer dizer que dependo da boa vontade do meu querido irmãozinho pentelho (que tem 23 anos e quase 2 metros de altura mas ainda é meu irmãozinho pentelho)... Mas não posso reclamar muito, afinal ele me DEU o novo HD.

Me deu a louca, vontade de aloprar geral, comecei cortando o cabelo curtinho... Estou i-rre-co-nhe-cí-vel. O corte ficou lindo, superfashion, um misto de asa delta com channel repicado. Pra completar, estou pensando em variar o bom e velho vermelho super intenso fazendo umas luzes ruivas por cima, uma coisa meio ton sur ton. Isso, ou encher ele de Aspa Color rosa de novo ou pintar ele de azul escuro (ia ficar massa, uma coisa bem anime... até que combina!). Mas acho que fazer mechas rosas já fica bem legal pra variar. São Gonçalo é uma cidade estranha... Se a menina da loja achou esquisito eu querer comprar tinta azul, porque @#$#^^$%&$$ eles vendem a tinta então?!

CLARO que mudança de cabelo também tem que ser acompanhada por mudança de guarda-roupa. BÁSICO. Mas estou numas mais de reformular o antigo que de incorporar elementos novos.

E essa demora irritante no conserto da minha máquina põe água no meu projeto de digitalizar uma miríade de textos, idéias e ilustrações que venho guardando no fundo do armário pegando poeira e amarelando há dez anos. Uma coisa legal de estar remexendo assim no passado é que hoje de manhã eu acordei com um puta tesão de voltar a pintar... é como andar de bicicleta, jamais se esquece o prazer indescritível e frenético das cores sendo passadas sobre o papel, a catarse do cheiro da tinta sob seus dedos, a incerteza febril do processo de criar intuitivo, sem saber o que vai surgir no final, de trabalhar um quadro sob uma inspiração indefinida, uma necessidade sôfrega, transbordando nas curvas e cores toda uma miríade de músicas e paixões, imprimindo na tela memórias e detalhes que nenhuma outra pessoa na face da terra poderá compreender, encerrar nessas linhas uma escrita misteriosa, uma confissão de si para si mesmo, tão íntima e intransferível que até mesmo você, após o passar dos anos, em se tornando outra pessoa jamais conseguirá ler o que quiz dizer a você mesmo...

terça-feira, janeiro 15, 2002

Vermelho
Rubro, feroz e intenso
Cor do meu sangue
Fúria e desejo
Espesso e selvagem
Pulsante como sexo
Ardente e profundo
Explícito e quente
Como um beijo
Nos meus lábios
Meus olhos
Meus cabelos
Vermelhos
Um impulso adiante
Do útero à vulva
A fruta madura
Vinho e rubis
Um corte no espectro
Crepúsculo ígneo
Tempero
Cor de minh’alma
Dias de lua
Fonte da vida
Dor lancinante
Paixão e desespero
Cor do meu sangue
Rubro, feroz e intenso
Vermelho

domingo, janeiro 13, 2002

Adorável: uma livraria "ponta de estoque" com TODOS os livros a APENAS R$5 no meio do primeiro piso do shopping Bay Market.
O pessoal é SUPER simpático e os livros baratinhos... Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, literatura internacional etc.
O nome: BOOK OUTLET. Não tem o telefone no marcalivros que ganhei, mas a loja é a 125 (um pouco depois da Fire Rock). Dêem uma força pro pessoal que assim eles conseguem ampliar o acervo e trazer mais coisas!
A primeira resolução de ano-novo já está sendo devidamente executada. Comecei ontem o curso básico de Montagem na Estácio de Sá. Já estava na hora de perder o medo de abrir a máquina e parar de depender dos outros até pra instalar um fax modem!!!

Ah, sim, eu caí no Yoni.com procurando por deusas. Eles têm textos resumidos sobre hécate, lilith e kali muito interessantes. Basta clicar no link "bitch" e vc acha... ;-)
Gente, estava navegando pela web procurando por Mitologia Grega, uma das minhas paixões, e me deparei com sites ótimos!

Projeto Perseus, in english, mas o mais completo de todos. É um projeto que visa criar uma vastíssima biblioteca virtual com textos-fontes de estudos para divulgar o conhecimento humano (sobertudo textos clássicos) e torná-lo o mais acessível possível aos estudantes. Todos os dados são interligados por uma quantidade imensa de hyperlinks, é MUITO BOM!
http://www.perseus.tufts.edu/

Bons sites em português:

Heros - http://www.fflch.usp.br/dh/heros/index2.html, com belíssimas ilsutrações de pintores clássicos

Grécia Antiga - http://warj.med.br/ - completíssimo!

E O SITE MAIS CURIOSO DA MINHA NAVEGAÇÃO DESTA TARDE DE DOMINGO FOI ESTE:
http://www.yoni.com/loverf/vulvaintro.shtml

literalmente, VAGINAS de seda!!!!! Vulvas de todas as cores, formatos e tamanhos. São as "vaginas da Deusa", como descritas pela artista que as criou. São maravilhosas!

O yOni.com é um site simplesmente DELICIOSO!!!!! É um webzine feminista mas delicioso! Cada poesia, texto, e até uma livraria... Como a própria autora do site diz, é uma celebração do feminino!

E para os desavisados, yoni quer dizer VAGINA. É um dos nomes mais bonitos. Tb gosto de kteis, é um nome poderoso. Francamente, "vagina" é um nomezinho muito impessoal... Anyway, qualquer diminutivo carinhoso do seu termo preferido ainda é o melhor nome para chamar "aquelas partes", hehehe...

sexta-feira, janeiro 11, 2002

O meu reveillon foi dez... e essa virada está me trazendo a oportunidade de enxergar a vida de nvos ângulos... Quarta-feira voltei das férias com a "psi" e falei pra ela q tinha passado os últimos dias do ano trancada na casa da minha tia em Minas (chovia cântaros) e refletindo sobre minha vidinha... O principal insight (o foda dos insights é que para quem está de fora eles sempre parecem óbvios, mas são conclusões sobre sua vida q vc pode passar a vida inteira sem ter como ver) foi que, a minha vida inteira, eu acreditei que PORQUE ALGUÉM DIZIA QUE ME AMAVA TUDO O QUE ESSA PESSOA FALAVA PARA MIM DEVERIA SER VERDADE. Isso quer dizer que, se você me detonasse mas eu amasse você eu ficava sem defesas e acreditava que o que você estava falando era para o meu bem, mesmo que isso não correspondesse à realidade. Isso me levou a uma vida desgraçadamente deprimente e até a tentativas de suicídio. Como posso ter levado anos para entender que a realidade pode ser independente do que as pessoas que amamos nos impõem como sendo a única verdade? E que uma pessoa pode te machucar radicalmente acreditando naquilo que ela fala, e pior, que aquilo que ela fala é para o seu bem? É chato, difícil e doloroso de admitir que nossas realidades pessoais não devem ser calcadas naquilo que as pessoas que amamos e me quem confiamos, a quem entregamos nossos sentimentos, dizem ou fazem. Temos uma tendência inata a tomar o que eles dizem como verdades absolutas, até porque o amor é cego, surdo e burro.
Isso nos leva a um desafio: superar o medo de me entregar e gostar de uma pessoa e incorrer no mesmo erro E aprender a amar de uma forma completamente nova, mas madura, sem perder no entanto o frescor e o tesão. Eu acho que é um bom desafio. DIFÍCIL mas interessante.
Falando em teias de aranha, estou passando muito tempo sem postar exatamente por estar me dedicando a organizar a bagunça offline da minha vida... Revolução total de início de ano. E resolvi me forçar a dar cabo de antigos auto-preconceitos.

Resoluções de ano novo:
- fazer um curso de montagem e manutenção de micros (pra parar de depender dos outros)
- tirar carteira de motorista (idem)
- voltar pra AF mas só quando tiver grana para bancar as duas provas, o DELF e o DALF (já estou no terceiro ano, quero os certificados)
- aproveitar meu período de férias do trabalho pra confeccionar minha home-page e colocá-la no ar, bem como passar a limpo no computador TODOS os textos espalhados por cadernos e afins entulhando meu armário. DIGITALIZAR é a palavra de ordem, na verdade mais digitar porque OCR é um LIXO.

Assim que resolver meus problemas com o banco (eu e 90% da classe média devemos estar há meses no cheque especial), já decidi que vou colocar Gabriel na Na'tação. A idéia é a cada ano introduzir uma nova atividade. Este ano, natação; ano que vem, inglês (o CCAA e outros cursos tem turmas para kids a partir de 4 anos), quando ele tiver 5 anos, informática. Porque não? Quando ele tiver uns sete anos já deve estar me dando aula :-)))))

Bom, num exercício de futurologia espero que demore ele fazer sete anos porque irei fazer trinta! O que me consola é saber que até lá vamos estar com celulares 3G e se tudo der certo, bastante web wireless...
Me irrita um pouco esse hype todo em cima da coisa... É óbvio que internet é uma forma de comunicar dados prática e interativa, que unida com uma base pequena, eficiente e movel tem tudo para se incorporar ao nosso dia a dia, como handhelds e afins já vêm demonstrando. Então, qual a grande surpresa? a COMODIDADE da coisa foi o que fez o boom de tecnologias como o telefone celular, por exemplo. Somos animais preguiçosos. Prefiro mil vezes movimentar minha conta do banco pela web do que encarar quatro horas de fila como tive de fazer outro dia pra assinar um mero contrato. Prefiro comprar online que gastar sola de sapato procurando em trinta lojas algo que sei que encontro com um "search" na web. Porque é PRÁTICO. Aceitamos a tecnologia em nossas vidas porque ela integra em nosso dia-a-dia soluções práticas, e incorporamos essas soluções a nossa rotina. Menos hype e mais rapidez!!! Essa realidade que o povo anda guardando a sete chaves lá em cima pra mim já poderia ser dia-a-dia. É um saco ter q esperar primeiro vir caro, depois virar boom, baratear custos e popularizar pra depois integrar...
Eu SEI que não posto desde o ano passado, então vamos tirar a poeria dessa página...
As teias de aranha nao, porque eu gosto!

Estou muito contente, finalmente chegou o pentagrama celta que encomendei na whispered prayers, loja do site a mystical grove... mais a agenda 2002 da Llewellyn books e o calendario de parede, quew eu jah compro desde 2000... Eu só me ressinto da Lewellyn não fazer uma versão de seu witch calendar para o hemifério sul. Eu seria a primeira a comprar!!!

E O MEU PENTAGRAMA NOVO (que já está devidamente consagrado à grande Deusa e seu consorte) É LINDOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, dezembro 31, 2001

Mental Disorder Bitch Parade - as músicas que não param de tocar na minha rádio mental

1 - Slow emotion Replay, do The The
2 - Sky, Sonique
3 - Por enquanto, Cássia Eller
4 - Try a Litle tenderness, Cássia Eller
5 - Renato Russo cantando "turn around, don´t wisper out my name... so close the door likely when you go... who was the one who made me feel unkind, so very well sweet love of mine..."

E o Márcio, meu primo mineiro, diz q na rádio mental dele não para de tocar Unforgiven do Metallica.
E JUIZ DE FORA também tem cybercafé! Estou postando essas linhas do ACESSA.COM, tel (32)3215-5202, o único cybercafé decente que pude achar na cidade! Então tá valendo a dica, vcs jah sabem de onde ler seus e-mails caso se percam em Minas...

domingo, dezembro 30, 2001

Oie, meus amores. Estou postando direto da terra do pão de queijo para o mundo. Perdida em Juiz de Fora para o Reveillon... E já louca pra voltar. Estou me sentindo mais sozinha no mundo. Cássia Eller morreu. Estava aqui relendo Clarice Lispector quando recebi a notícia. Clarice Lispector é o que eu quero ser quando crescer... Uma mulher que nasceu em 1925 e morreu em 77 parece ser uma das raras pessoas que, pelo seu modo de escrever, via o mundo com olhos que poderiam compreender o meu. Estou só, no meio da mediocridade do dia a dia, que parece acompanhar as pessoas comuns independente da cidade onde se esteja.

Anyway, feliz 2002

segunda-feira, dezembro 24, 2001

Vocês acharam que acabou???? Nã-Nã-Nã, tem mais... esse é um texto looongo que escrevi pouco depois do meu aniversário, que explica como me sinto e tem uma boa dose das minhas filosofices.

Vocês devem estar achando que eu sumi de novo... Mas é por uma boa causa: estou imersa, neste fim de ano, num processo de auto-avaliação radical, profundo e intenso, para gerar uma renovação aproveitando o fluxo de energias catalisadoras de mudanças típicas dessa época do ano emanadas pela alma do mundo e assim acertar minhas contas com o ano do Machado, utilizando-o como impulso para remodelar a mim mesma e expurgar tudo aquilo que no momento me impede de evoluir para a espiral seguinte. É necessário romper o ciclo de erros e coisas pendentes de forma radical (o machado corta de dois lados e seus cortes são profundos, sim, e SANGRAM porque o sofrimento nesse caso também tem dois lados: é necessário cortar fora o tecido gangrenado para que a ferida nova possa cicatrizar definitivamente e o tecido volte a crescer e se regenere) e assim poder adentrar o ano do Espelho na espiral acima, finalmente rompendo e me libertando do círculo autodestrutivo que me puxa para baixo inconscientemente, me fazendo girar a roda sem sair do lugar, prisioneira do tempo ao invés de transcendê-lo, repetindo sempre os mesmos erros e me recriminando pelas mesmas falhas, sem subir para o clico acima.
A palavra chave aqui é condicionamento. Romper com todos os padrões que foram incutidos na sua cabeça pelo meio externo e ainda resistir ao impacto que essa resistência gerará no mesmo meio, que tentará ferozmente te fazer desistir e voltar ao seu lugar. É que quando se sai da posição acomodada, há uma ruptura do equilíbrio onde as coisas foram se ajeitando até se posicionarem como agora. Só que este é um equilíbrio viciado e aparente, mais ou menos como martelar peças que não cabem num buraco até que as arestas dessas sejam desgastadas e as peças caibam, mesmo que precariamente. Quando você começa a evoluir, o ambiente rapidamente reage a você: seus amigos dizem que você está “estranho”, sua família pergunta de onde você tirou essas idéias, você se sente vazio ao perceber que os programas fúteis com que preenchia seu tempo são entediantes e não fazem sentido. Então, e aqui eu vou pegar emprestado o tio Crowley, a única forma de conseguir superar a onda esmagadora contrária, que alguns wiccanos interpretam como período da sombra e faz parte da descida ao inferno ou katábase, é se utilizando da Vontade. Isso mesmo, Thelema. Sem uma legítima Vontade de transcender esse círculo, o esforço é em vão e cai-se novamente, senão no mesmo ciclo, em outro ainda mais baixo, tendo-se que recomeçar a subida novamente. Como uma turma de recuperação: você tem que passar de novo por aquele grau, mas como já tem alguma experiência, ou você se acomoda achando que será fácil ou usa isso a seu favor para finalmente aprender a lição que faltava e desta vez conseguir ir adiante.
Pode parecer estranho ligar katábase (a descida ao inferno do iniciado) com a elevação espiritual na espiral cíclica, mas é exatamente isso: a katábase é um processo de descida “para cima”, um mergulho naquilo que há de mais essencial e puro em si mesmo e o expurgo de todos os excessos desnecessários para a subida, deixar a vida anterior para trás sem olhar para o que se deixou, porque senão como Orfeu e Eurídice você poderá começar a se apegar ao passado e assim quebrar a determinação de sua Vontade em ir adiante, ficando paralizado ou ainda caindo de volta na mesma situação de antes.
Existem dois tipos de katábase: um, o mais difícil e ao mesmo tempo mais “fácil” e rápido, é o da “iluminação” alcançado por adeptos do zen-budismo. Esse implica ao indivíduo a morte total e aniquilante do seu aspecto material anterior e renascimento em uma esfera tridimensional da qual a espiral é um mero reflexo, se tornando um indivíduo extraordinário e enxergado complexos de realidade para os quais a mente do homem comum não está preparada. É o caso da iluminação de um Buda, da ressurreição do Cristo etc. É a katábasis do Messias.
O outro tipo de katábase é múltipla: aos poucos, conforme o indivíduo vai evoluindo e ascendendo na espiral, tem que passar não por uma única morte mas pela morte de cada aspecto seu que interagia com os elementos do meio exterior que são característicos daquele ciclo que, quanto menos refinada a Vontade e a alma daquela pessoa, mais se enraízam inexoravelmente nela, prendendo-a e imobilizando-a. O tipo de pessoa que classifico como “gado”, que vive para crescer, se reproduzir e morrer, só enxergando a satisfação das necessidades básicas imediatas, os “ignorantes” por assim dizer, porque estão cegos e surdos, são o melhor exemplo disso. Essas pessoas não suportam mudanças no seu modus vivendi e nem pensamentos “avançados” sobre temas fora da sua esfera de conhecimento. Mas eles são necessários também, porque funcionam como lastro e base da sociedade. Deve-se ter menos compaixão deles (porque à sua maneira eles recebem exatamente aquilo que pedem de seus deuses) que consciência de suas limitações e assim vê-los como crianças, seus espíritos adormecidos contentam-se com o que suas vidas trazem, inclusive as pequenas tragédias pessoais. Pode-se inclusive amá-los, desde que se tenha consciência de que sua forma de amor puxará para baixo, porque o amor que conhecem é o amor-posse. Esse amor é aquele que a pessoa diz “se você não age como espero você não me ama” ou pergunta “porque você fez isso se diz que me ama”? É o amor que escraviza o objeto amado e reflete a insegurança de quem diz que ama.
A katábase múltipla é o processo mais longo e dolorido, extremamente difícil, mas é também o mais acessível ao homem comum, que dentro desta vida pode renascer e se renovar continuamente até ascender um grau onde, teoricamente, ele poderia se “iluminar”, ou seja, ambas não são excludentes e este processo de katábase múltipla pode servir como base para a iluminação definitiva.
Um dos maiores erros que o iniciado comete após adquirir algumas habilidades, como refinar sua telepatia e telecinésia, por exemplo, é ceder ao Ego e ao pensamento de que é melhor que o comum dos homens. Ao se destacar, ele erra por se excluir e se diferenciar da corrente harmônica da anima mundi. Todo orgulho desmedido é o espelho de uma insegurança não resolvida. E uma falha da superfície polida do cristal lapidado poderá esconder uma rachadura apenas esperando para, ao próximo toque do buril, quebrar o cristal em mil pedaços. É que a insegurança disfarçada em orgulho é uma falha na estruturação da verdadeira Vontade e quanto mais egocêntrico, mais cego se torna, preparando-se apenas a queda novamente na base material/mais pesada da espiral. O iniciado que está em harmonia com seu caminho escolhido não precisa dizer “eu sou”. Ele já tem consciência e segurança do que é, assim como estuda o que pode vir a ser. Todos nós temos a partícula divina em nós mesmos, mas é mais belo contemplá-la e se harmonizar para liberá-la de seu receptáculo que ficar provando a si mesmo que se tem poder.
Mas então é isso aí. Estou tentando botar meus pingos nos “i”, não sei se vou conseguir. Preciso ainda refletir sobre muita coisa e acertar muitas pontas soltas... Mas se eu conseguir deixar de cometer pelo menos um dos erros que cometo sempre, me sentirei menos frustrada se a vida me colocar de novo de “recuperação”. Anyway, o momento é propício.
E feliz Litha pra quem de Litha e feliz Natal pra quem de Natal.


Então tá, alguém me explica porque eu adoro ouvir música eletrônica às quatro horas da manhã? só que hoje estou indócil demais e os mantras indianos misturados com batidas trance não se harmonizam com minha need for speed...
Fotos de Litha em www.geocities.com/diariodeumbruxo, clique em fotos de Litha (doh!) Só me vi em uma delas, mas tá valendo
Ah, tá. Eu estava relendo agora meus posts e lembrei: fora meus pais, teve mais uma pessoa (a ú-ni-ca) que não só lembrou de me ligar como ainda por cima me deu um susto na segunda-feira, me dando de presente quase-exatamente uma das coisas que eu queria. O meu querido amigo Neir, lá do trb, que me chega na segunda munido de uma sacola do Boticário contendo um lindo perfume e um cartão mais lindo ainda, ah sei lá, tudo lindo, pronto... Incrível como ele NÃO esquece! A deo-colônia parece ter sido escolhida a dedo, "melodie parfumée", hehehe... Mas eu ainda quero o Absinto. For Men. Teimosa messsss...mo.
Como já encomendei o pentagrama, agora só falta a câmerazinha... E para o Gabriel pensei em dar um notebook que vi na C&V de outra marca, um "alfabyte" bonitinho, o bicho canta, conta junto com a criança e ensina as letrinhas... fofo.
Haha, eu fico aqui pensando: algum dia, quando ficar online em casa finalmente voltar a ser uma rotina, eu terei tempo de editar um template melhor para esse weblog e passarei a linkar os textos em separado, ao invés de sair metendo tudo assim a seco direto no weblog... Mas quer saber? É preguiça de linkar mesmo... And I swear to the Goddess, pelo menos um ou dois se dão ao trb de ler tudo o que escrevo... Bom, material é o que não falta, né?
Por onde ando navegando: será que alguém realmente se interessa por onde ando navegando? Eu fico aqui que nem uma louca sem sono postando esse MONTE de texto às duas da manhã...

neilgaiman.com. parada obrigatória de qualquer surfada na web
Dei uma boa busca por HDs virtuais gratuitos. Necas. Vc tem que gastar pelo menos umas cinco doletas ou então se sujeitar a espaços tão pequenos que é mais fácil comprar uma caixa de disquetes...
peguei um programinha pra me "ajudar a lembrar" das passwords que esqueci, se é que vocês me entendem ;-) no site de sempre.
Andei postando umas abobrinhas na "comunidade" virtual que meu druida criou para a gente, e fazendo uns uploads interessantes para ele ter o que fazer nas suas férias forçadas. cá entre nós, eu detesto a Micosofre, mas por amor a ele eu até suporto os "Mess" da vida... Mas tem jeito não, ainda prefiro o ICQ... MESMO que agora ele seja daquela empresa que tem aquele browserzinho esquisito que distribui aqueles CDs gratuitos que dão excelentes descansos de copos e matéria-prima para arte abstrata... Aquela das três letrinhas que termina com "ol"... Aquela do rock in rio... hehehehe
Encomendei um pentagrama e mais o calendario de parede da Llewellyn e o datebook (agenda) de 2002, Witches Calendar, básico, no site da Mystical Grove. No Empório Wicca que não sei porque cargas dágua fui fuçar lá, achei um pentagrama que vi sendo vendido no camelô a um real sendo vendido por três, porque estava na promoção, já que o preço "normal" era 5 paus. Wow.
Pra comprar o datebook catei tb na Amazon e no próprio site da Llewellyn, que era o mais caro. A Amazon oferecia um desconto maior que o AMG, mas o FRETE deles era absurdamente mais CAAARO! Meda. E eu q sempre fui rata de Amazon. Mas 17 dólares de frete por dois livros dá vontade de chorar...