domingo, dezembro 02, 2001
Funny... when I started this journal it was just a way to keep thoughts and news and share it with friends... So "blogging" became fashion and lots of people did blogs to show themselves and live by the counter hits... there's blogs fashioned to be discussion groups and people who seem to never get enough so keeps more blogs one can even read :-)) I'll NEVER get myself used with person that lives to say their blogs received "xxx" hits a day... And NOW there's blogs just to criticize blogs... There's a "weblog" comunity so to say whose lives are all about this! I'll never get used... Gonna die thinking its just... weird. Eek. And I still prefer to spend my time living outside the web, caring about my kid, kissing, dancing, anything and keep this space to tell my dear ones a little about me and a little about what I'm thinking these days... And IF someday you see something likely a counter at this page, shoot to kill! It's not me! It's an alien evil clone!!!!
Esquisito... quando comecei com essa coisa de diário virtual, era apenas uma maneira legal de falar algumas abobrinhas e dividir pensamentos com meus amigos. Aí começou o "boom" da coisa, reportagem em jornal, milhares de blogs pipocando por aí, blog com cara de lista de discussão, gente com mais de 3 blogs... Eu NUNCA vou me acostumar com blog com contador de visitas e arrotando vaidade por receber "xxx" visitas por dia... Mas mais estraño que isso pra mim é ver blogs que apenas servem para... criticar blogs! Tem gente que usa blog pra aparecer e se autopromover e tem gente que vive pra dizer o quanto esses caras são ridículos... Tem toda uma "comunidade bloger" ou sei lá como eles se chamam girando em torno disso... É o que mais me espanta quando clico nos links da página do Eletrokaos... UGH. Eu ainda prefiro perder o meu precioso tempo vivendo além de ficar na frente do computador e continuar usando esse espaço para falar um pouco do que eu penso e como eu ando para os meus amigos...
E se vocês um dia virem um counter nesta página, NÃO tenham dúvidas: É VIRUS!!!!!!!!!
E se vocês um dia virem um counter nesta página, NÃO tenham dúvidas: É VIRUS!!!!!!!!!
Saudades: Da Cris e do Henrique (me liga, padrinho do Gabriel!!!), do Cyrne (assinem o Balaio!!! peçam para o e-mail mcirne@imagelink.com.br, um pouco de CULTURA faz bem pra pele!), Ana Marta sumiu (vamos levar adiante a home-page da Justiça Feminina?), Jim Morrison vendeu o celular pelo visto, André Taffarelo continua arrebentando em www.eletrokaos.blogspot.com, o outro Henrique tomou vergonha, saiu da AZ e achou um trabalho de verdade :-), André Corrêa já está solo outra vez, com projeto de outra agência de publicidade. Antônio não me diz se voltou de SP ou continua por lá... Alfredo, não me esqueci de você, sou enrolada messsmo... Koalinha, koalinha, o que seria de mim sem você? Visitem www.koalix.net... Nicholas está brincando de ping-pong entre Floripa e o RJ e até agora a gente não conseguiu se ver... Outro que está brincando com fotos digitais. Um dos melhores blogs que já vi: www.nonlinear.art.br
And LAST BUT NOT LEAST, a BIG HUG to my dear friends Anders and Paul. You know how you're important to me :-)
And all that stuff above is just to say I miss some dear brazilian friends of mine :-) Please come by more times, I'll try to keep this blog in english and portuguese, as ever since u asked me :-)
And my dear druid, Sidney, está devendo a sua home-page... Casa de ferreiro, espeto de pau. Que nem eu :-) Somos perfeccionistas demais, pelo visto...
And LAST BUT NOT LEAST, a BIG HUG to my dear friends Anders and Paul. You know how you're important to me :-)
And all that stuff above is just to say I miss some dear brazilian friends of mine :-) Please come by more times, I'll try to keep this blog in english and portuguese, as ever since u asked me :-)
And my dear druid, Sidney, está devendo a sua home-page... Casa de ferreiro, espeto de pau. Que nem eu :-) Somos perfeccionistas demais, pelo visto...
Eu voltei... Agora vocês vão ter que me aturar de novo... ou não, sei lá. Basta não ler as besteiras que escrevo :-)
O mais estraño é que estou voltando a pedidos... Sim, por incrível que pareça, pra minha surpresa, com tanto blog no mundo tem gente que pára pra ler essa porcaria :-)))) Como estamos em dezembro, tenho uma vaga esperança de que algo surreal aconteça e a Telemerda resolva que vale a pena finalmente instalar uma linha telefônica na minha casa, mas por enquanto essa novela ainda não acabou...
Poucas coisas aconteceram nestes dois meses...
- Gabriel agora é um viciado em Sítio do Pica Pau Amarelo (eu não caibo em mim mesma de orgulho)
- Lanika descobre o amor on da web e arruma um namorado virtual (me sinto a própria Lili Online)
- A namorada do namorado saiu de campo e o mais engraçado que agora que o território está livre eu já não me importo mais... Já era tempo, foram DOIS anos pastando... :-))
- Algumas coisas continuam as mesmas: Continuo trabalhando na Planeta e ganhando mal (mas um pouquinho mais agora); A política no meu trabalho está sendo de arroxo e repressão, o que me deixa com mais vontade ainda do que antes de sartar fora do barco, mas a minha curiosidade pra ver onde essa campanha política vai dar ainda me atrela ao job...; A telemerda AINDA não instalou meu telefone; O meu ex-marido AINDA não compareceu em nenhuma audiência da separação...; E eu AINDA não vejo nenhum sentido na guerra do Afeganistão :-) Ah, tá, também continuo sem um pingo de vergonha na cara.
Criei um novo preconceito: NUNCA MAIS saio com caras que trabalhem/sejam donos de restaurante/buffet para eventos.. PRINCIPALMENTE se tiverem pinta de bom moço. NUNCA mais!!!! Chegou perto, falou o nome, é bonitinho e tal, trabalha com quê? Buffet, restaurante etc... Eu SAIO correndooo!!! E não, não vou contar porquê :-)
Ah, tá, e encomendei uma WEBCAM. Vou ficar insuportável de câmera digital na mão, com tantas idéias na cabeça...
O mais estraño é que estou voltando a pedidos... Sim, por incrível que pareça, pra minha surpresa, com tanto blog no mundo tem gente que pára pra ler essa porcaria :-)))) Como estamos em dezembro, tenho uma vaga esperança de que algo surreal aconteça e a Telemerda resolva que vale a pena finalmente instalar uma linha telefônica na minha casa, mas por enquanto essa novela ainda não acabou...
Poucas coisas aconteceram nestes dois meses...
- Gabriel agora é um viciado em Sítio do Pica Pau Amarelo (eu não caibo em mim mesma de orgulho)
- Lanika descobre o amor on da web e arruma um namorado virtual (me sinto a própria Lili Online)
- A namorada do namorado saiu de campo e o mais engraçado que agora que o território está livre eu já não me importo mais... Já era tempo, foram DOIS anos pastando... :-))
- Algumas coisas continuam as mesmas: Continuo trabalhando na Planeta e ganhando mal (mas um pouquinho mais agora); A política no meu trabalho está sendo de arroxo e repressão, o que me deixa com mais vontade ainda do que antes de sartar fora do barco, mas a minha curiosidade pra ver onde essa campanha política vai dar ainda me atrela ao job...; A telemerda AINDA não instalou meu telefone; O meu ex-marido AINDA não compareceu em nenhuma audiência da separação...; E eu AINDA não vejo nenhum sentido na guerra do Afeganistão :-) Ah, tá, também continuo sem um pingo de vergonha na cara.
Criei um novo preconceito: NUNCA MAIS saio com caras que trabalhem/sejam donos de restaurante/buffet para eventos.. PRINCIPALMENTE se tiverem pinta de bom moço. NUNCA mais!!!! Chegou perto, falou o nome, é bonitinho e tal, trabalha com quê? Buffet, restaurante etc... Eu SAIO correndooo!!! E não, não vou contar porquê :-)
Ah, tá, e encomendei uma WEBCAM. Vou ficar insuportável de câmera digital na mão, com tantas idéias na cabeça...
quarta-feira, outubro 24, 2001
Este blog se encontra temporariamente desligado ou fora da área de cobertura. Tente mais tarde. Obrigada!
Decidi que não dá pra ficar atualizando a página sem um telefone em casa. Definitivamente preciso de um telefone em casa. Enquanto isso, paciência. A boa notícia é que "parece" que a Telemar finalmente resolveu instalar a minha linha. Mas isso só deve acontecer, SE acontecer, em dezembro.
Claaaaaaaaaro que quando eu voltar a ter telefone em casa, vcs nunca mais vão se ver livres de mim, rárárá!!!!!
Decidi que não dá pra ficar atualizando a página sem um telefone em casa. Definitivamente preciso de um telefone em casa. Enquanto isso, paciência. A boa notícia é que "parece" que a Telemar finalmente resolveu instalar a minha linha. Mas isso só deve acontecer, SE acontecer, em dezembro.
Claaaaaaaaaro que quando eu voltar a ter telefone em casa, vcs nunca mais vão se ver livres de mim, rárárá!!!!!
domingo, setembro 23, 2001
Só pra dizer que eu não comentei sobre o assunto
A infâmia se propaga pela rede:
Subject: Fw: Rapidinhas - WTC
1- O que uma torre disse pra outra?
- BOEING !!!!
2- Como estah o site do pentagono?
- Site under construction !!!
3-Qual o novo slogan da American Airlines?
- Pegamos voce no seu escritorio !!!!
4- Qual o novo slogan (2) da United Airlines?
- Se voce perder o primeiro aviao, 18 minutos depois a gente te pega !!!
5-O que eh a ultima moda em NY?
- Chegar de aviao no escritorio !!!!!
A infâmia se propaga pela rede:
Subject: Fw: Rapidinhas - WTC
1- O que uma torre disse pra outra?
- BOEING !!!!
2- Como estah o site do pentagono?
- Site under construction !!!
3-Qual o novo slogan da American Airlines?
- Pegamos voce no seu escritorio !!!!
4- Qual o novo slogan (2) da United Airlines?
- Se voce perder o primeiro aviao, 18 minutos depois a gente te pega !!!
5-O que eh a ultima moda em NY?
- Chegar de aviao no escritorio !!!!!
segunda-feira, setembro 10, 2001
Tenham paciência e leiam tudinho que postei, vale pra semana toda :P
PROLIXA, como sempre.
Estou colecionando Andrés neste blog! Chegou mais um! Bem-vindo, André Correia. Boa sorte com sua futura agência!
E continuem lendo o blog do outro andré http://www.eletrokaos.blogspot.com/
E um beijo pro andré sumido, aliás, os dois sumidos...
Eh bien, deixa eu parar por aqui. Isso tá brega demais até pra mim.
Eternal
Eternal perdido em águas sem sentido
O que esperavas de mim, doce sonho?
O descaso de outrora agora avante ultraja
A poesia que faço sem demora nasce
Este mar sentido em águas perdidas
Que sonho de mim esperava, ó doce?
O avante agora descaso ultraja outrora
A demora que faço nasce poesia
Sentidos perdidos em águas eternas
Que doce espera sonhavas de mim?
O agora ultraja outrora: avante o descaso
O nascer demora a fazer-se poesia
94
O corretor ortográfico
Não sabe o que é poesia
O corretor gramatical
Não sabe o que cabe no poema
O assistente da máquina
Se oferece sem entender
Para transformar verso em prosa
Quão frio é o coração
Dos homens que criam a máquina!
8/01
Esses dois são pro meu grande amigo e professor Moacy Cirne, meu orientador na faculdade, que comemora o Balaio Incomum por estes dias comemora 15 ANOS DE BALAIO! Ele devia se chamar Balaio Invencível.
"O panfleto Balaio, xerografado, está completando hoje exatos 15 anos, com uma tiragem acumulada de 265.300 cópias em 1436 números. Já este Balaio Porret@, que agora se inicia (a ser atualizado aos sábados, com eventuais edições extras), pretende ser o ponto de partida para a futura págin@ do nosso jornalzine. Houve, inclusive, no decorrer de 2000, uma experiência inaugural através da desenhista Elaine Costa, ex-aluna de Comunicação da UFF. No momento, entendemos a presente “viagem” como uma panfletagem eletrônica, dentro do espírito libertário do próprio Balaio impresso, com sua libertinagem criadora, a favor da poesia e do imaginário em transe..." PARABÉNS FESSOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Eternal perdido em águas sem sentido
O que esperavas de mim, doce sonho?
O descaso de outrora agora avante ultraja
A poesia que faço sem demora nasce
Este mar sentido em águas perdidas
Que sonho de mim esperava, ó doce?
O avante agora descaso ultraja outrora
A demora que faço nasce poesia
Sentidos perdidos em águas eternas
Que doce espera sonhavas de mim?
O agora ultraja outrora: avante o descaso
O nascer demora a fazer-se poesia
94
O corretor ortográfico
Não sabe o que é poesia
O corretor gramatical
Não sabe o que cabe no poema
O assistente da máquina
Se oferece sem entender
Para transformar verso em prosa
Quão frio é o coração
Dos homens que criam a máquina!
8/01
Esses dois são pro meu grande amigo e professor Moacy Cirne, meu orientador na faculdade, que comemora o Balaio Incomum por estes dias comemora 15 ANOS DE BALAIO! Ele devia se chamar Balaio Invencível.
"O panfleto Balaio, xerografado, está completando hoje exatos 15 anos, com uma tiragem acumulada de 265.300 cópias em 1436 números. Já este Balaio Porret@, que agora se inicia (a ser atualizado aos sábados, com eventuais edições extras), pretende ser o ponto de partida para a futura págin@ do nosso jornalzine. Houve, inclusive, no decorrer de 2000, uma experiência inaugural através da desenhista Elaine Costa, ex-aluna de Comunicação da UFF. No momento, entendemos a presente “viagem” como uma panfletagem eletrônica, dentro do espírito libertário do próprio Balaio impresso, com sua libertinagem criadora, a favor da poesia e do imaginário em transe..." PARABÉNS FESSOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.
Pagan Man
Eyes like stars
Firing like a wolf’s
His skin smells like oak trees
And his lips taste like moon
He knows the ways of the forest
He knows the secrets of night
He’s child of the triple goddess
Would he be god to mine?
Will you cross my way
Make love with me
On the beltane’s fires
Pagan child, pagan man
Be the horned god to me
Dark long hair curls
Silver star shining
Over his beautiful body
He bears her blessing mark
He knows the dagger and the circle
He hears the song of ancient times
He feels the moon in his veins
Would he be the god in my arms?
Come and cross my way
Make love with me
On the beltane’s fires
Pagan child, pagan man
Be the horned god to me
Este é pagão mesmo... Dedicado a Dionísio, pourquoi pas?
This one is dedicated to the god Dioniso
Eyes like stars
Firing like a wolf’s
His skin smells like oak trees
And his lips taste like moon
He knows the ways of the forest
He knows the secrets of night
He’s child of the triple goddess
Would he be god to mine?
Will you cross my way
Make love with me
On the beltane’s fires
Pagan child, pagan man
Be the horned god to me
Dark long hair curls
Silver star shining
Over his beautiful body
He bears her blessing mark
He knows the dagger and the circle
He hears the song of ancient times
He feels the moon in his veins
Would he be the god in my arms?
Come and cross my way
Make love with me
On the beltane’s fires
Pagan child, pagan man
Be the horned god to me
Este é pagão mesmo... Dedicado a Dionísio, pourquoi pas?
This one is dedicated to the god Dioniso
The wake
In a hopeless night
Without moon in the sky
Singer found its way
Through the ancient party
She went with him
For unstoppable hours
He came to her, in undulating waves
And she told him mysteries
He said you’ve been looking
In the wrong direction
Any history starts here
And the other pages you drew
Are from a book already departed
She caressed him
For a little moment
Waning moon turns to new in the sky
It’s time to wake, pretty child
Dance through the night old songs
In a hopeless night
Without moon in the sky
Singer found its way
Through the ancient party
She went with him
For unstoppable hours
He came to her, in undulating waves
And she told him mysteries
He said you’ve been looking
In the wrong direction
Any history starts here
And the other pages you drew
Are from a book already departed
She caressed him
For a little moment
Waning moon turns to new in the sky
It’s time to wake, pretty child
Dance through the night old songs
Sweet child, all alone, so lost
Where will you go?
If the night denies her mysteries
Will ya open to the world?
Would you risk body and soul
Just to not be alone?
Is it too much pain
To survive one more time?
Let the time pass by itself
Turn your back way home
Sit on computer and write a song
But she still asks for a miracle
In times she just doesn’t know
A stranger in the crowd
Depression, cigarettes, some cold
And if the answer is finally yes
Will you dare the next step
Just to run from loneliness?
Where will you go?
If the night denies her mysteries
Will ya open to the world?
Would you risk body and soul
Just to not be alone?
Is it too much pain
To survive one more time?
Let the time pass by itself
Turn your back way home
Sit on computer and write a song
But she still asks for a miracle
In times she just doesn’t know
A stranger in the crowd
Depression, cigarettes, some cold
And if the answer is finally yes
Will you dare the next step
Just to run from loneliness?
For if I loose myself tonight
Will I ever find the edge again?
Am I doing it again
Loosing myself for someone to find?
I seek the poetry of night
On the lost poet’s eyes
But only find bodies with young empty minds
“Will you be to me king of night?”
Kings of night, princes for one time
Easing pain pills to trick loneliness
Meaningless histories just to kill time
Like keeping same old vices
Until the next morning rises
Will I ever find the edge again?
Am I doing it again
Loosing myself for someone to find?
I seek the poetry of night
On the lost poet’s eyes
But only find bodies with young empty minds
“Will you be to me king of night?”
Kings of night, princes for one time
Easing pain pills to trick loneliness
Meaningless histories just to kill time
Like keeping same old vices
Until the next morning rises
Brainwashed blog to satisfy the masses
Hoje eu acordei cedinho, tomei meu café da manhã bonitinho que era um pãozinho, uma mariola e um toddinho e depois fui tomar um banho gostoso pra ir para o meu trabalho. Lá fora os passarinhos piavam os carrinhos buzinavam e as crianças brincavam. Escovei meus dentões, coloquei meus óculos , peguei minha bolsinha e fui alegre e contente para minha rotina de professorinha primária. Um homem feio falou uma coisa feia para mim. Então delicadamente pedi a ele que fosse mais bem educado e segui meu caminho.
Se eu um dia começar a viver assim, me façam um favor: me matem!
Pô, diário virtual Não é coluninha de fofocas. Eu escrevo online o que eu escrevia offline, minhas viagens na maionese e tal. Escrevo pra mim e pra quem gosta do que eu escrevo, não pra ser analisada por um bando de gente ridícula querendo classificar o que sinto e o que penso em gênero, número e grau. Fizeram isso com meu amigo Nick, se fizessem comigo eu jogava uma bomba no site deles. Eu escrevo para mim e para os meus amigos, Nick, Sidney, Anders, Cirne, Aninha, os Henriques, a Cris, os Andrés, Antônio e agora talvez até o Koalinha (que não posso deixar de sacanear, engordou vinte quilos – vc achou os kilos que eu perdi, santa?). Daqui a pouco vou ter quase tantos leitores quanto o Agamenon Mendes Pedreira.
Hoje eu acordei cedinho, tomei meu café da manhã bonitinho que era um pãozinho, uma mariola e um toddinho e depois fui tomar um banho gostoso pra ir para o meu trabalho. Lá fora os passarinhos piavam os carrinhos buzinavam e as crianças brincavam. Escovei meus dentões, coloquei meus óculos , peguei minha bolsinha e fui alegre e contente para minha rotina de professorinha primária. Um homem feio falou uma coisa feia para mim. Então delicadamente pedi a ele que fosse mais bem educado e segui meu caminho.
Se eu um dia começar a viver assim, me façam um favor: me matem!
Pô, diário virtual Não é coluninha de fofocas. Eu escrevo online o que eu escrevia offline, minhas viagens na maionese e tal. Escrevo pra mim e pra quem gosta do que eu escrevo, não pra ser analisada por um bando de gente ridícula querendo classificar o que sinto e o que penso em gênero, número e grau. Fizeram isso com meu amigo Nick, se fizessem comigo eu jogava uma bomba no site deles. Eu escrevo para mim e para os meus amigos, Nick, Sidney, Anders, Cirne, Aninha, os Henriques, a Cris, os Andrés, Antônio e agora talvez até o Koalinha (que não posso deixar de sacanear, engordou vinte quilos – vc achou os kilos que eu perdi, santa?). Daqui a pouco vou ter quase tantos leitores quanto o Agamenon Mendes Pedreira.
Hehe, estava pensando nas conseqüências de um dos meus posts.. tem gente que se vê o que eu escrevi sobre aquela sexta vai cair pra trás: ué, mas você fuma? Você bebe? Eu NUNCA vi vc fazendo nada disso... Logo Vc! Sim, é verdade. No dia a dia vc não vai me ver por aí com um cigarro na mão ou tomando chope no bar da esquina. A mãe do Gabriel não fuma nem bebe. Não é hipocrisia; é uma questão de escolha. Quando estou com meu filho, quero me dedicar integralmente a ele, de corpo e alma. Qualquer substância que interfira na minha percepção está fora do roteiro. Meu amor por ele é maior que qualquer egoísmo, e manter um vício perto de uma criança é o extremo do egoísmo. Outro ponto importante é que eu jamais me permiti viciar em nada: tenho ojeriza a qualquer coisa que me prenda. Isso inclui substâncias químicas. Não entendo gente que precisa fumar unzinho pra escrever, cheirar pra ter coragem, pra que usar muletas pra fazer o que qualquer pessoa pode fazer com um pouco mais de determinação? Fuga da realidade também é uma coisa idiota, vira bola de neve. Já fumei muito beck na faculdade, mas nunca quando estava deprimida e nunca quando sentia que precisava. Já cheguei ao chão por causa de depressão mas nunca afoguei minhas mágoas numa garrafa. Minha realidade podre eu sempre traduzi desesperadamente em desenho, prosa, música e verso. Nunca precisei de algo de fora pra viajar nas ondas mais loucas, minha loucura eu faço a partir do que está dentro de mim. Agora: odeio moralismo barato. Fiz minha escolha, mas me recuso a viver uma vida inodora, insípida e incolor. Não fumo, mas de vez em quando acendo um cigarro. Não bebo, mas de vez em quando tomo um vinhozinho. Vivo para meu filho, mas de vez em quando tiro uma noite para mim. Porque? Para me lembrar de que há vida além da minha vida, para sentir o que está além de mim, para aprender com meus erros e para me humanizar. Andar na linha tênue entre minhas escolhas, olhar para o abismo e sorrir para ele, saber que você poderia estar do outro lado do espelho. Ou talvez seja apenas meu gosto por contradizer o que as pessoas – incluindo eu mesma – pensam a meu respeito. Como no Quereres do Caetano.
Ah sim, e eu continuo me esforçando pra tentar achar um defeito e odiar a namorada do namorado. Ou pelo menos, achar um jeito de odiar a ele, mas quanto mais tento odiá-lo mais fundo eu caio... :-)
A página de abertura das minhas fotos e do Gabriel tá prontinha. Estou formatando as seqüências de fotos no Fireworks/Dreamweaver, mas agora é pra breve. Vou uploadear para ouvir opiniões, antes de colocar os links.
Ah sim, e eu continuo me esforçando pra tentar achar um defeito e odiar a namorada do namorado. Ou pelo menos, achar um jeito de odiar a ele, mas quanto mais tento odiá-lo mais fundo eu caio... :-)
A página de abertura das minhas fotos e do Gabriel tá prontinha. Estou formatando as seqüências de fotos no Fireworks/Dreamweaver, mas agora é pra breve. Vou uploadear para ouvir opiniões, antes de colocar os links.
Estive pensando no que um amigo disse ontem após ler as besteiras que posto... E de novo Admirável Mundo Novo me vem à baila... A famosa cena em que uma ilha era oferecida às pessoas que gostavam de “pensar diferente”, onde se encontraria tudo que eles necessitavam. Huxley teria pensado em Avalon, na Ilha dos Bem-Aventurados, o “céu” dos católicos, qual delas? Todas? Comum a todas é a idéia de “provas” terrenas preparando o caráter do “herói” para ir viver num lugarzinho melhor, perfeito, livre de todas as suas penas, recompensado por todas as aporrinhações que teve nesta vida. De qualquer forma, “rebeldia” na Internet soa mesmo como um novo tipo de conformismo, uma fuga da realidade. A verdade é que, no dia-a-dia, isso não me satisfaz nem me consola. Estou longe, muito longe disso. Gostaria de ser, não sou, sinto muito. Não consigo me conceber abandonando uma noite de lua para ficar horas teclando na frente do computador ou deixar de sentir o calor do sol. Esses pequenos idílios me fazem sentir viva. A vida passa muito depressa e a minha é solitária por excelência. Nascemos sós e morremos sós, verdade, ninguém pode penetrar nossas mentes e nossas almas. Mas talvez alguns dentre nós se sintam mais solitários que os outros. Andei procurando os consolos que a sociedade oferece a gente como eu, de bom grado, até. Mas não encontrei até agora lugares onde as pessoas tocassem no que vai na alma. São lugares para ajudar as pessoas a olharem para a superfície dos erros que cometem, o que busco é algo que possa curar a ferida feita a punhal em minha alma. E normalmente as pessoas têm um véu sobre os olhos, talvez até por questão de sobrevivência, fazendo com que seus problemas as tornem cegas e egoístas: “o meu problema é o pior do mundo; todo mundo têm problemas”, frases que me irritam. Conheci pessoas que achavam que uma dor de cabeça que sentissem era mais grave do que a dor que você sentia após ter perdido um filho. Egoísmo, quando não é questão de preservação, me irrita profundamente. Só que isto vem da mesma mente que acha que viver uma vida se privando e cedendo sempre aos outros é uma merda. Ah, minhas pequenas contradições. E volto a dizer que melhor do que equilíbrio, a resposta para estas questões é sincronicidade.
Andei pensando naquela história das ovelhas. Por isso que política no Brasil é esta merda. Numa sociedade em que os únicos líderes que são ouvidos ensinam às massas populares que elas devem gostar de ser “ovelhas” pois só sendo comandadas por alguém (mesmo que seja Jeová ou Jesus ou o pastor bonitão, afinal pastor é um padre que come sem transformar ninguém em mula-sem-cabeça, muito mais apetecível) elas podem querer ser felizes e almejar o reino dos céus... Quanto mais aumenta o número de comandados por essa turma, mais despontam candidatos políticos evangélicos. Com um argumento como esse, com uma massa de miseráveis dizendo “amém” às suas lavagens cerebrais diárias, eles até eu estão demorando. Até agora só elegeram um governador (que eu saiba, não sei de outros estados). O que vai ser quando eles finalmente conseguirem conquistar toda a massa de miseráveis, desesperados e oprimidos? Muitos espertos já se “converteram”, porque sabem que o futuro está ali. Até já posso ver uma nova Inquisição, em Maricá uma vez disseram ao “rapaz bonzinho que ajudava com as bolsas” sem saber quem ele era (meu ex)que iriam se reunir para exorcizar a “casa do diabo” que tinha o símbolo do demônio (um pentagrama) sobre o batente da porta (por acaso a nossa casa). Dois ou três mais agressivos já vieram ME perguntar se eu sabia o que era a estrela que EU carrego no peito. EU me pergunto se essas pobres ovelhas sabem que as coisas nesta vida vão além das vendas que elas colocaram nos olhos por vontade(?) própria. Mas há dias em que fico preocupada: já vi gente inteligente, capaz de raciocínio, de repente ao se tocar numa palavrinha mágica (digamos, uma discussão sobre a Bíblia) simplesmente deixar de raciocinar, de EXISTIR e dar lugar a um discurso inflamado e fanático que não parece sequer estar saindo de sua boca; essas pessoas viram uma espécie de autômatos, “possuídos” por uma programação mental fortíssima, repetindo a ferro e fogo palavras que já ouvi saírem iguais, exatas, nas mesmas palavras, das bocas de outros “crentes”. E eu, que sou louca assumida, conheço melhor do que ninguém aquele brilho sinistro no olhar deles, aquela fúria, que sempre me assusta. Nessas horas as “ovelhas” viram soldados de Cristo. O que esses caras estão planejando? Já não basta perpetuar preconceitos e tabus. Algo ainda vai acontecer.
Aí direis: mas e você? Você não é a mesma que vai lá, dançar nas boates com eles a música alienante de letras imbecis? Sim, mas eu uso a música das ovelhas para fazer mágica, seu espaço profano para promover minha katabasis. Além do mais, não é privilégio dos lobos beijar bem. Eu fico com ovelhas, sim, por vezes até vou para a cama com elas, só que elas não sabem se despir de seus preconceitos e dos seus medos. Agora, amar e namorar de verdade, não apenas me apaixonar por achar bonitinho e ficar junto por um tempo, só consigo realmente pelos lobos. É que limitações me irritam. Até aí, conheci lobos que no fundo queriam ser ovelhas. Hehe, talvez fossem apenas ovelhas revoltadas. Ovelhas em pele de lobo, há! Mas existem.
Às vezes me sinto como na história do Patinho Feio, só que numa versão mais psicodélica. Eu fui criada ouvindo de crianças no colégio em que estudei que eu era maluca por ser inteligente demais. Eu era uma coisinha dentuça, de óculos (que eram constantemente quebrados pelos meus “amiguinhos”), rabo de cavalo (não gostava de pentear o cabelo desde pequena) e roupas maiores do que o meu tamanho, “pra economizar porque criança cresce rápido”(deve ser por isso que fico com raiva quando dão roupas pro meu filho para uma criança com o dobro da idade dele, trauma :-)). Hoje sou considerada não apenas inteligente, como descobri que posso ser bonita. Ainda lembro dos meus quinze anos, quando empombei com a minha mãe querendo comprar a centésima calça semi-bag para o colégio e comprei uma jeans justíssima, do tipo que mostra até a marca da calcinha na bunda. Passei a andar sem os óculos também, já querendo trocá-los por lentes. E de batom. O pessoal no colégio caiu pra trás. Eu me lembro, divertida, disso até hoje. Foi estranhíssimo! Os meninos, que até então costumavam me seguir pra gritar que eu era maluca passaram a me seguir porque descobriram que eu tinha bunda :-)
Uma das coisas que me entedia hoje em dia é que os filhos dos homens que deitaram com Leila Diniz são tão ou mais preconceituosos que os homens daquela época. Fizeram a revolução sexual para minha geração conhecer o sexo com camisinha, mas as cabecinhas (de cima) continuam com mentalidade de idade das pedras. (A de baixo continua se metendo em qualquer coisa que aparece na frente, desde que seja úmida e quentinha) Parece que vivemos no seriado Caras e Caretas, só que os Caretas hoje se fazem de “cool”. Não importa a maquiagem que eles vestem, se são maconheiros hippies ou mauricinhos evangélicos, no fundo todos pensam igual a seus avós. Ugh.
Dúvida cruel: Ipanema ou Monjolos? Marisa Monte ou “Entornáveis”? Por via da dúvidas, e embora Ipanema não seja Botafogo, pra ambos os lugares não levarei celular, documento ou bolsa, muito mal o dinheiro da passagem. Sabe lá? Viver sem o tijolão da Ericsson já foi difícil, como vou viver sem o meu Talkabout lindinho?
Aparentar futilidade é um dos melhores disfarces para a subversão.
Falar em camisinha, taí uma coisa que me irrita com a invenção da AIDS: a obrigatoriedade que minha geração sente em usar camisinha. O contato mais íntimo que possa existir entre dois seres humanos, na verdade é roubado. Sua pele na minha, sua semente no meu corpo, pode me matar. E logo eu, que sou “bicho dadeiro”, fui nascer pra ser mulher depois da década de 90... Claro que não quero me matar em troca de um pouco de prazer a mais, mas bem que podiam liberar logo a cura pra essa doença maldita ao invés de ficarem aí, fazendo jogo de que não existe cura pra lucrar mais com isso... Remédio caro, controle de natalidade, um certo tom dramático, controle dos hábitos sexuais de toda uma população, verba para pesquisas medicinais... Realmente é lucrativo demais para liberarem a cura, não? Os heróis do Cazuza morreram de overdose, os meus, alguém soropositivo bem posicionado matou. Pagamos o preço de nossa fragilidade, de nossa solidão. Somos tão fáceis de manipular...
Engraçado, ultimamente Acima do Sol do Skank parece que tem sido escrita pra mim. História da minha vida. Mas será que existe alguém assim?
Alguém aí lembra de um filme com a Goldie Hawn e o Stevie Martin em que ela vive uma mentirosa contumaz que simplesmente decide ir morar na casa que ele construiu para a mulher com quem queria se casar e ele se vê envolvido com todas aquelas mentiras, mas acaba se apaixonando e pra provar que a ama, quando ela vai embora, ele começa a mentir também para ficar com ela? Eu vivi sete anos assim, sem saber o que era real ou inventado na pessoa com quem eu vivi. Onde começava o homem, onde terminava o escritor? Chegou a um ponto em que até mesmo a maneira com que ele me traiu virou mais uma história, sem se distinguir os detalhes reais e imaginários. Porque não se pode apenas pegar a realidade nua e crua e contá-la de forma interessante? Uma vez ele começou a contar um fato que eu tinha presenciado, com detalhes absurdos, e ainda pediu minha confirmação. Sorri amarelo. Porque inventar, se a história era legal? Será que ele um dia soube que muitos amigos dele riam pelas costas dos detalhes inventados de suas histórias, que consideravam aquilo coisa de quem está desesperado pra chamar a atenção? Irônico, porque se eu falasse sobre isso, ele diria que saiu da minha boca. Irônico, porque ele dizia que EU era louca pra chamar a atenção. Toda vez que ainda ouço alguém falar isso, me parte o coração. Ah, será que essas coisas um dia vão mudar?
Será que EU vou conseguir me transformar em alguém melhor?
Andei pensando naquela história das ovelhas. Por isso que política no Brasil é esta merda. Numa sociedade em que os únicos líderes que são ouvidos ensinam às massas populares que elas devem gostar de ser “ovelhas” pois só sendo comandadas por alguém (mesmo que seja Jeová ou Jesus ou o pastor bonitão, afinal pastor é um padre que come sem transformar ninguém em mula-sem-cabeça, muito mais apetecível) elas podem querer ser felizes e almejar o reino dos céus... Quanto mais aumenta o número de comandados por essa turma, mais despontam candidatos políticos evangélicos. Com um argumento como esse, com uma massa de miseráveis dizendo “amém” às suas lavagens cerebrais diárias, eles até eu estão demorando. Até agora só elegeram um governador (que eu saiba, não sei de outros estados). O que vai ser quando eles finalmente conseguirem conquistar toda a massa de miseráveis, desesperados e oprimidos? Muitos espertos já se “converteram”, porque sabem que o futuro está ali. Até já posso ver uma nova Inquisição, em Maricá uma vez disseram ao “rapaz bonzinho que ajudava com as bolsas” sem saber quem ele era (meu ex)que iriam se reunir para exorcizar a “casa do diabo” que tinha o símbolo do demônio (um pentagrama) sobre o batente da porta (por acaso a nossa casa). Dois ou três mais agressivos já vieram ME perguntar se eu sabia o que era a estrela que EU carrego no peito. EU me pergunto se essas pobres ovelhas sabem que as coisas nesta vida vão além das vendas que elas colocaram nos olhos por vontade(?) própria. Mas há dias em que fico preocupada: já vi gente inteligente, capaz de raciocínio, de repente ao se tocar numa palavrinha mágica (digamos, uma discussão sobre a Bíblia) simplesmente deixar de raciocinar, de EXISTIR e dar lugar a um discurso inflamado e fanático que não parece sequer estar saindo de sua boca; essas pessoas viram uma espécie de autômatos, “possuídos” por uma programação mental fortíssima, repetindo a ferro e fogo palavras que já ouvi saírem iguais, exatas, nas mesmas palavras, das bocas de outros “crentes”. E eu, que sou louca assumida, conheço melhor do que ninguém aquele brilho sinistro no olhar deles, aquela fúria, que sempre me assusta. Nessas horas as “ovelhas” viram soldados de Cristo. O que esses caras estão planejando? Já não basta perpetuar preconceitos e tabus. Algo ainda vai acontecer.
Aí direis: mas e você? Você não é a mesma que vai lá, dançar nas boates com eles a música alienante de letras imbecis? Sim, mas eu uso a música das ovelhas para fazer mágica, seu espaço profano para promover minha katabasis. Além do mais, não é privilégio dos lobos beijar bem. Eu fico com ovelhas, sim, por vezes até vou para a cama com elas, só que elas não sabem se despir de seus preconceitos e dos seus medos. Agora, amar e namorar de verdade, não apenas me apaixonar por achar bonitinho e ficar junto por um tempo, só consigo realmente pelos lobos. É que limitações me irritam. Até aí, conheci lobos que no fundo queriam ser ovelhas. Hehe, talvez fossem apenas ovelhas revoltadas. Ovelhas em pele de lobo, há! Mas existem.
Às vezes me sinto como na história do Patinho Feio, só que numa versão mais psicodélica. Eu fui criada ouvindo de crianças no colégio em que estudei que eu era maluca por ser inteligente demais. Eu era uma coisinha dentuça, de óculos (que eram constantemente quebrados pelos meus “amiguinhos”), rabo de cavalo (não gostava de pentear o cabelo desde pequena) e roupas maiores do que o meu tamanho, “pra economizar porque criança cresce rápido”(deve ser por isso que fico com raiva quando dão roupas pro meu filho para uma criança com o dobro da idade dele, trauma :-)). Hoje sou considerada não apenas inteligente, como descobri que posso ser bonita. Ainda lembro dos meus quinze anos, quando empombei com a minha mãe querendo comprar a centésima calça semi-bag para o colégio e comprei uma jeans justíssima, do tipo que mostra até a marca da calcinha na bunda. Passei a andar sem os óculos também, já querendo trocá-los por lentes. E de batom. O pessoal no colégio caiu pra trás. Eu me lembro, divertida, disso até hoje. Foi estranhíssimo! Os meninos, que até então costumavam me seguir pra gritar que eu era maluca passaram a me seguir porque descobriram que eu tinha bunda :-)
Uma das coisas que me entedia hoje em dia é que os filhos dos homens que deitaram com Leila Diniz são tão ou mais preconceituosos que os homens daquela época. Fizeram a revolução sexual para minha geração conhecer o sexo com camisinha, mas as cabecinhas (de cima) continuam com mentalidade de idade das pedras. (A de baixo continua se metendo em qualquer coisa que aparece na frente, desde que seja úmida e quentinha) Parece que vivemos no seriado Caras e Caretas, só que os Caretas hoje se fazem de “cool”. Não importa a maquiagem que eles vestem, se são maconheiros hippies ou mauricinhos evangélicos, no fundo todos pensam igual a seus avós. Ugh.
Dúvida cruel: Ipanema ou Monjolos? Marisa Monte ou “Entornáveis”? Por via da dúvidas, e embora Ipanema não seja Botafogo, pra ambos os lugares não levarei celular, documento ou bolsa, muito mal o dinheiro da passagem. Sabe lá? Viver sem o tijolão da Ericsson já foi difícil, como vou viver sem o meu Talkabout lindinho?
Aparentar futilidade é um dos melhores disfarces para a subversão.
Falar em camisinha, taí uma coisa que me irrita com a invenção da AIDS: a obrigatoriedade que minha geração sente em usar camisinha. O contato mais íntimo que possa existir entre dois seres humanos, na verdade é roubado. Sua pele na minha, sua semente no meu corpo, pode me matar. E logo eu, que sou “bicho dadeiro”, fui nascer pra ser mulher depois da década de 90... Claro que não quero me matar em troca de um pouco de prazer a mais, mas bem que podiam liberar logo a cura pra essa doença maldita ao invés de ficarem aí, fazendo jogo de que não existe cura pra lucrar mais com isso... Remédio caro, controle de natalidade, um certo tom dramático, controle dos hábitos sexuais de toda uma população, verba para pesquisas medicinais... Realmente é lucrativo demais para liberarem a cura, não? Os heróis do Cazuza morreram de overdose, os meus, alguém soropositivo bem posicionado matou. Pagamos o preço de nossa fragilidade, de nossa solidão. Somos tão fáceis de manipular...
Engraçado, ultimamente Acima do Sol do Skank parece que tem sido escrita pra mim. História da minha vida. Mas será que existe alguém assim?
Alguém aí lembra de um filme com a Goldie Hawn e o Stevie Martin em que ela vive uma mentirosa contumaz que simplesmente decide ir morar na casa que ele construiu para a mulher com quem queria se casar e ele se vê envolvido com todas aquelas mentiras, mas acaba se apaixonando e pra provar que a ama, quando ela vai embora, ele começa a mentir também para ficar com ela? Eu vivi sete anos assim, sem saber o que era real ou inventado na pessoa com quem eu vivi. Onde começava o homem, onde terminava o escritor? Chegou a um ponto em que até mesmo a maneira com que ele me traiu virou mais uma história, sem se distinguir os detalhes reais e imaginários. Porque não se pode apenas pegar a realidade nua e crua e contá-la de forma interessante? Uma vez ele começou a contar um fato que eu tinha presenciado, com detalhes absurdos, e ainda pediu minha confirmação. Sorri amarelo. Porque inventar, se a história era legal? Será que ele um dia soube que muitos amigos dele riam pelas costas dos detalhes inventados de suas histórias, que consideravam aquilo coisa de quem está desesperado pra chamar a atenção? Irônico, porque se eu falasse sobre isso, ele diria que saiu da minha boca. Irônico, porque ele dizia que EU era louca pra chamar a atenção. Toda vez que ainda ouço alguém falar isso, me parte o coração. Ah, será que essas coisas um dia vão mudar?
Será que EU vou conseguir me transformar em alguém melhor?
domingo, setembro 02, 2001
Tb tem muitas pessoas escrevendo em blogs "de grupo", que cada vez mais parecem com listas de discussão. Até aí, mais uma pro museu de grandes novidades: a galera está fazendo hoje por e-mail e blog a mesmíssima coisa que a galera dos tempos de BBS fazia com seus "newsgroups". Engraçado pensar que o pessoal q entrou depois do "boom" da popularização dos micros como distração para a classe média (videogames de luxo ao invés de ferramentas de trb) nem sabe o que é a USENET. A única vantagem das novas listas é se adaptar a protocolos já consagrados e dispensar o velho protocolo "news", tornando a coisa mais abrangente...
Estou assustada com a quantidade de pessoas que conheço que escrevem mais de um blog. Eu não consigo me conceber trb que nem uma louca, cuidando do GAbriel, mantendo uma HP, lendo cerca de 600 mails por dia e ainda escrevendo em 3 blogs! Até aí, depois que meu telefone chegar, é bem capaz disto acontecer... Afinal, dormir pra quê, né?
Sou eu ou de repente em todo lugar que ue vou esbarro em alguém pagão?
Pior que perdi meu pentagrama hoje, no mercado... Será que alguma alma caridosa vai entregá-lo nos achados e perdidos? odeio isso, me sinto nua sem ele. Não que nudez seja realmente um problema ou que eu me sinta menos pagã sem ele, mas eu adorava aquele pentagrama e estou me sentindo esquisita...
Pior que perdi meu pentagrama hoje, no mercado... Será que alguma alma caridosa vai entregá-lo nos achados e perdidos? odeio isso, me sinto nua sem ele. Não que nudez seja realmente um problema ou que eu me sinta menos pagã sem ele, mas eu adorava aquele pentagrama e estou me sentindo esquisita...
quarta-feira, agosto 29, 2001
De vez em quando eu me torturo e leio blog de ex... Eu ainda acho ele um excelente escritor e não tiro um cent da sua capacidade como artista. Apenas as coisas na nossa vida particular não funcionaram como deviam. Eu tb tenho meus ressentimentos e minhas feridas pra lamber. Ele continua cultivando sua mitologia e eu começo a criar a minha. No momento em que nosso relacionamento acabou, eu nasci de novo. Mas críticas são legais: são a medida do quanto vc não é o que pensa. Aprendendo com as críticas, já sei que não sou bonita(ou sou menos bonita do que se esperava), que esse blog é um blog idiota e que escrevo textos mala. Como estou me sentindo mais bonita esses dias que a minha vida inteira, nunca me comprometi com a platéia sobre a qualidade do que escrevo, nem posso fugir do que sou nem do que fui, vou continuar postando textos malas e desenvolvendo idéias idiotas. Mas ainda te acho um puta escritor e preferia ser sua amiga. Fiz um filho com você, amo você profundamente, só não quero mais na minha vida os paradigmas que criamos ao longo de quase dez anos. Não quero mais ser a lua, refletindo sua visão de mim ou mesmo a forma como você me amava. Quero ser eu mesma, mesmo que eu seja medíocre ou mala. Pelo menos sou uma pessoa, não uma versão sua de saias. Temos estilos diferentes, mas no fundo ainda somos filhos do mesmo elemento. Ou vc não percebe quanto de mim seus textos ainda trazem?
domingo, agosto 26, 2001
Sexta à noite, me dei algumas horas pra fazer uma coisa que não fazia há muito tempo: botei a mochila nas costas, vesti minhas lentes de contato de cores desiguais e atravessei a ponte. Precisava andar pelas ruas da cidade. Precisava sentir seu cheiro, caminhar pelas esquinas, ver o cristo iluminado de qualquer ponto da cidade, saber se os lugares que conheci estavam vivos ou mortos, que tipo de pessoas andam por minha cidade, se as ruas onde morei ainda guardam pedaços de mim. Passei por todos os lugares. TODOS. Eu estive lá. Era aquela garota estranha, de mochila nas costas e cigarro na mão, que tomou um chope sozinha naquela mesa de bar onde você também estava, fazendo versos ou escrevendo histórias, e quando você olhou de novo já tinha ido embora. É que ontem à noite, tudo era saudade. Acho que eu estava precisando disso, esse momento de solidão vadia. Outras noites, talvez, serão para mergulhar na multidão. A catarse, nesta sexta, foi outra: foi uma entrega apaixonada à alma da cidade que mora no meu coração, espalhando meus reais em chopes pelos bares. Talvez nossos personagens entrem um pouco dentro de nossas almas: andando pelas ruas da cidade, me lembrei de como surgiu Gabriel, o poeta-profeta de Decadência, que traduz o que vai na alma da cidade ao passar por suas ruas. Eu também tenho um amor impossível. Como diz um amigo: “it fits you well” Até aí, eu devia saber. NUNCA confie em paixões que nascem na lua minguante. NADA que começa sob o signo da lua minguante pode durar. Eu não poderia me enganar, no entanto: nada de bom poderia sair do encontro de som e luz, água e fogo. Eu odeio princesas louras virgens, boas meninas e namoradas perfeitas. Não é justo... é como no “Casamento do Meu Melhor Amigo”. Ela TINHA que ser tão legal que não posso achar um defeito? E eu nem tenho um amigo gay bonitão pra cantar “a little prayer” for me e dançar comigo no final do filme... Enfim, lamúrias. Anyway, estou voltando às origens... Viver não tem porto seguro e eu estou adiando meu “début” de propósito, estou amadurecendo perspectivas, quebrando velhos paradigmas, me dando um tempo. Mergulhando na cidade, eu me dei ao luxo de me abrir para ela. A superfície mudou, a essência permanece a mesma. Quantos anos se passaram desde que andei pela última vez na Cobal do Humaitá, fazendo compra de sacolão chapada de LSD? Qual a última vez em que beijei uma menina num Halloween do extinto Jumping Jack? Copacabana continua a mesma, há sempre um lugar para ir e dançar, os estilos musicais mudaram, os cabelos mudaram, mas Copacabana continua lá. Os bares do Flamengo e as ruas do Leblon também continuam lá, meio maurícios meio ok. Tenho alergia a gente certinha, me dá nos nervos, mas o carinho que tenho por aquelas ruas me faz esquecer. No meio de tanta gente vazia, sempre tem um ou outro com uma boa história pra contar. Esses, por sua vez, valem por uma noite inteira. E a cidade me deu, de presente, inspiração e determinação para continuar. Às duas da manhã, ela se converteu numa mistura de chorinho, roda de samba e rock das antigas e ganhou o cheiro e o gosto da Lapa, loucamente cheia de uma multitude de todas as tribos, de uma lado Legião Urbana, do outro funk e hip hop, mais um pouco e o insuportável pagode mauricinho. Minha Lapa, de onde o maldito prefeito maluquinho arrancou o Circo em troca de mais um factóide no jornal, que ainda tem a Fundição Progresso e os barzinhos com sinuca, salvou a minha noite e me fez vez a luz do dia por trás dos Arcos. Para abençoar minha noite e encerrar minha busca, já com o sol brilhando sobre minha cabeça, tomei café da manhã na Cruz Vermelha e meditei caminhando pelo Campo de Santana. Que a Senhora dos Caminhos sempre abençoe esta cidade. Quando o tempo chegar, estarei de volta a ela.
Friday night, I gave myself some hours to cross the bridge and come to the city. Wearing my unmatching colour contact lenses and my “city explorer” bag, I came. I needed to walk her streets once more. Feel its smell, cross its corners, see the christ shining upon every part of the city, to know if the places I lived were dead or still alive, see what kind of people was walking these same streets, the ones I lived, discover if they still guard some memory of my dwell. I went EVERY place. You didn’t see me? I was that strange girl with a cigarette in hands and a bag on my back, sitting alone in that same street bar you were, drawing something or writing histories and poetry, and when you looked again, wasn’t there anymore. Giggle, I wasn’t in the mood of staying much time at one place. Friday night, everything was (oh-ohw, THAT word we don’t know how to say in english… solidão, soledad, solitude, pick your choice. I MISSED living in the city with body and soul). I needed this, this bohemian loneliness, wandering alone in Rio. Maybe the characters we create crawl a little into our souls. I couldn’t help myself about remembering how I created Gabriel, the poet-prophet from Decadence, translating his city’s soul declaming poetry while walking on the streets. I have an impossible passion too. NEVER never never believe in passion borned after the sign of waning moon. I should know… nothing good can be brought mixing sound and light, fire and water. I hate blonde princesses, good girls and perfect girlfriends. It’s like “My Best Friend’s Wedding” without a nice gay friend to sing “A Little Prayer” for me and dance with me at the happy end. Isn’t fair. Oh, well, anyway, I’m coming back to my origins… Living is unsafe and crazy enough. I’m giving myself some time to mature new perspectives of life.
Friday night, I gave myself some hours to cross the bridge and come to the city. Wearing my unmatching colour contact lenses and my “city explorer” bag, I came. I needed to walk her streets once more. Feel its smell, cross its corners, see the christ shining upon every part of the city, to know if the places I lived were dead or still alive, see what kind of people was walking these same streets, the ones I lived, discover if they still guard some memory of my dwell. I went EVERY place. You didn’t see me? I was that strange girl with a cigarette in hands and a bag on my back, sitting alone in that same street bar you were, drawing something or writing histories and poetry, and when you looked again, wasn’t there anymore. Giggle, I wasn’t in the mood of staying much time at one place. Friday night, everything was (oh-ohw, THAT word we don’t know how to say in english… solidão, soledad, solitude, pick your choice. I MISSED living in the city with body and soul). I needed this, this bohemian loneliness, wandering alone in Rio. Maybe the characters we create crawl a little into our souls. I couldn’t help myself about remembering how I created Gabriel, the poet-prophet from Decadence, translating his city’s soul declaming poetry while walking on the streets. I have an impossible passion too. NEVER never never believe in passion borned after the sign of waning moon. I should know… nothing good can be brought mixing sound and light, fire and water. I hate blonde princesses, good girls and perfect girlfriends. It’s like “My Best Friend’s Wedding” without a nice gay friend to sing “A Little Prayer” for me and dance with me at the happy end. Isn’t fair. Oh, well, anyway, I’m coming back to my origins… Living is unsafe and crazy enough. I’m giving myself some time to mature new perspectives of life.
quinta-feira, agosto 23, 2001
Nicholas (sempre me vem à cabeça aquele sotaque delicioso daquela vampira daquele seriado que passou pouco tempo na TV a cabo... Ni-cho-lah...) de volta pro RJ, vai pra Bunker e nem me chama :PPP
Gostei da idéia da lista, mas qual é a diferença entre "desenvolvedores" de quadrinhos e roteiristas, desenhistas e o crew todo? Ela seria restrita só aos "multi"? Existem listas de discussão pra apresentar a galera e criarem novos fanzines, mas todo desenhista que conheço (inclusive eu) sofre do mesmo mal: ninguém tem tempo e ningúem cumpre prazo..
Gostei da idéia da lista, mas qual é a diferença entre "desenvolvedores" de quadrinhos e roteiristas, desenhistas e o crew todo? Ela seria restrita só aos "multi"? Existem listas de discussão pra apresentar a galera e criarem novos fanzines, mas todo desenhista que conheço (inclusive eu) sofre do mesmo mal: ninguém tem tempo e ningúem cumpre prazo..
Se Houver um Tempo
Desperte, amor, a noite já chegou
Vamos brindar uma vez mais o fim das esperanças
Não há rotas a seguir, nenhum caminho
Há um velha e conhecida solidão no ar
Neste momento algo em mim está morto
Talvez a juventude chegue tarde demais
Talvez o fim seja inevitável
Nenhum de nós dois sabe do que é capaz
Nem se importa por ser um não-ser
Mas a velha chama da paixão ainda não apagou
ainda somos marginais no nosso amor
Fugindo dos limites de qualquer intimidade
Crianças da noite esquecendo o que não têm
Então vamos viver enquando ainda é tempo
Vamos apenas viver enquanto ainda é tempo
Antes que as flores murchem
Antes que o dia raie novamente
Não posso imaginar momento melhor que agora
Para ter você em meus braços mentindo o amor
Não admitindo que o que sentimos é mais forte que a dor
Veremos anoitecer fazendo amor sob a lua
Sem ter certeza de que haverá um depois
Esquecendo os erros em nossos caminhos
Apenas vivendo um último momento
Como se este fosse o primeiro
Fazendo já não poder existir adeus
Vindo de seus trêmulos lábios vazios
cálidos e amados lábios vazios
exalando melancolia em cada gemido
Não há coração inocente em nossos peitos abandonados
Mas juntamos alguns restos, colamos alguns pedaços
Uma vez senti um sopro de vida passar por mim
Quando olhei em seus olhos procurando me esconder
Quem sabe o amor seja algo assim
Uma história sem começo, nenhum nexo
Esqueça tudo, me dê outro beijo
Não quero pensar por esta noite inteira
Quero viver apenas mais algum tempo
Apenas para ver onde eu posso chegar
3-93
Desperte, amor, a noite já chegou
Vamos brindar uma vez mais o fim das esperanças
Não há rotas a seguir, nenhum caminho
Há um velha e conhecida solidão no ar
Neste momento algo em mim está morto
Talvez a juventude chegue tarde demais
Talvez o fim seja inevitável
Nenhum de nós dois sabe do que é capaz
Nem se importa por ser um não-ser
Mas a velha chama da paixão ainda não apagou
ainda somos marginais no nosso amor
Fugindo dos limites de qualquer intimidade
Crianças da noite esquecendo o que não têm
Então vamos viver enquando ainda é tempo
Vamos apenas viver enquanto ainda é tempo
Antes que as flores murchem
Antes que o dia raie novamente
Não posso imaginar momento melhor que agora
Para ter você em meus braços mentindo o amor
Não admitindo que o que sentimos é mais forte que a dor
Veremos anoitecer fazendo amor sob a lua
Sem ter certeza de que haverá um depois
Esquecendo os erros em nossos caminhos
Apenas vivendo um último momento
Como se este fosse o primeiro
Fazendo já não poder existir adeus
Vindo de seus trêmulos lábios vazios
cálidos e amados lábios vazios
exalando melancolia em cada gemido
Não há coração inocente em nossos peitos abandonados
Mas juntamos alguns restos, colamos alguns pedaços
Uma vez senti um sopro de vida passar por mim
Quando olhei em seus olhos procurando me esconder
Quem sabe o amor seja algo assim
Uma história sem começo, nenhum nexo
Esqueça tudo, me dê outro beijo
Não quero pensar por esta noite inteira
Quero viver apenas mais algum tempo
Apenas para ver onde eu posso chegar
3-93
Este é mais um daqueles posts perdidos de quem não tem Internet em casa... agora nem no trb... ô repressão...
Ando finalmente conseguindo me forçar a ter tempo pra começar a preparar material pra minha HP sair do "placeholder
"
Continuo chegando atrasada no trb e tô me fodendo pra isso. Larguei de mão desde antes de quebrar a perna...
Bom, boas notícias sobre a HP:
Estou atualizando o traço e o character design dos personagens de Kika, a última das virgens, criada pelo Alexandre. meu ex. Falando nisso, estou escrevendo a continuação de Agnus Dei, que está bem fiel ao estilo de criação utilizado em Sinchronicity, mas publicar Agnus Dei no site ainda depende do Alexandre aprovar sua publicação, já que os personagens são dele.
Virtual Allie, o mangá-hentai em dois níveis de leitura que criei ao concluir o projeto experimental sobre Quadrinhos Virtuais começa a ser roteirizado
Fotos atualizadas minhas e do Gabriel já foram escaneadas e estou trb elas no Fireworks. Lanika adolescente e Gabriel recém-nascido entre elas :-)) Estou pensando em fazer um ensaio com meu look atual, além da já conhecida "egotrip do banheiro". De repente até rola um erotismo soft, foda é arrumar um fotógrafo legal. Viagens, viagens...
Minhas poesias tb vão pro ar em breve, junto com os contos que estou devendo. A maioria já foi digitada, só falta escolher o formato em que vão pro ar. Provavelmente, com um linkezinho pra contar "histórias de bastidores". Espero que fique interessante, rezo pra não ficar "over" mas refino e debugo no meio do caminho.
Comecei a organizar a cronologia das histórias de Decadência (ainda não coloquei o Tales from). Até o momento, são por alto mais de 60 histórias, fechadas em cinco arcos, até o final explosivo :-))
Faço ou não faço uma sessão de esboços de desenhos? Hmmmm...
Henriques e cia, e-mail me ou me liguem, o aniversário do GABRIEL é DIA 4 DE SETEMBRO AGORA!!!!!!
Ando finalmente conseguindo me forçar a ter tempo pra começar a preparar material pra minha HP sair do "placeholder
"
Continuo chegando atrasada no trb e tô me fodendo pra isso. Larguei de mão desde antes de quebrar a perna...
Bom, boas notícias sobre a HP:
Estou atualizando o traço e o character design dos personagens de Kika, a última das virgens, criada pelo Alexandre. meu ex. Falando nisso, estou escrevendo a continuação de Agnus Dei, que está bem fiel ao estilo de criação utilizado em Sinchronicity, mas publicar Agnus Dei no site ainda depende do Alexandre aprovar sua publicação, já que os personagens são dele.
Virtual Allie, o mangá-hentai em dois níveis de leitura que criei ao concluir o projeto experimental sobre Quadrinhos Virtuais começa a ser roteirizado
Fotos atualizadas minhas e do Gabriel já foram escaneadas e estou trb elas no Fireworks. Lanika adolescente e Gabriel recém-nascido entre elas :-)) Estou pensando em fazer um ensaio com meu look atual, além da já conhecida "egotrip do banheiro". De repente até rola um erotismo soft, foda é arrumar um fotógrafo legal. Viagens, viagens...
Minhas poesias tb vão pro ar em breve, junto com os contos que estou devendo. A maioria já foi digitada, só falta escolher o formato em que vão pro ar. Provavelmente, com um linkezinho pra contar "histórias de bastidores". Espero que fique interessante, rezo pra não ficar "over" mas refino e debugo no meio do caminho.
Comecei a organizar a cronologia das histórias de Decadência (ainda não coloquei o Tales from). Até o momento, são por alto mais de 60 histórias, fechadas em cinco arcos, até o final explosivo :-))
Faço ou não faço uma sessão de esboços de desenhos? Hmmmm...
Henriques e cia, e-mail me ou me liguem, o aniversário do GABRIEL é DIA 4 DE SETEMBRO AGORA!!!!!!
segunda-feira, agosto 20, 2001
Awake.
Shake your hair from your dreams,
my sweet child, my dear one.
First thing you see…
Há seis meses eu estava morta.
Como uma planta sufocada, seca, sem sol e sem água, eu morri. Minha catábase foi lenta e dolorosa: eu vinha morrendo aos poucos, ao longo dos anos, vendo tudo que amava e acreditava sendo pisado e destruído dentro de mim. Há seis meses atrás eu era uma sombra, pouco mais que um eidolon vagando no Hades. Muito pouco restava em mim. Mas é preciso morrer para renascer e, de algum jeito, quanto mais eu me feria, no ponto em que estava mais fraca, em que minha dor era mais profunda e eu estava mais frágil, eu descobri um ponto de luz. Me olhei no espelho além da sombra refletida: me fiz mulher, me fiz bonita e me fiz livre, subitamente, sem ter tempo de olhar para trás.
Minhas raízes eram fortes; eu renasci aos pouquinhos, de minhas próprias cinzas. Descobri que estava morta e agora tenho muito a aprender, sobre a vida e sobre mim mesma. Perdi dez anos da minha vida. Quando olho para trás, não sei como pude sofrer tanto, uma coisa tão sem sentido, e acreditar que não havia vida possível além daquela morte-vida. Mas agora! Tantas coisas que eu nem sonhava conhecer! Tanto a aprender! Aprender sobre tudo a viver: tudo o que me nomeava me foi tirado, e tendo que viver além dos rótulos e ilusões em que eu acreditava, reconquistando o que faz de mim quem sou apenas com minhas mãos nuas, traçando novos caminhos e retomando velhos projetos e antigas ambições, estou me preparando: estou aprendendo, concluindo e encerrando velhos projetos, ganhando segurança e perdendo o receio. Estou me recriando e descobrindo dentro de mim uma nova mulher.
Estou renascendo, e como um bebê não sei dizer ainda o que sou, quem sou e que nome dar às coisas ao meu redor. Estou me despindo de antigos véus, estou nua e em breve terei direito às minhas armas, e saberei o meu nome. Não sei ainda nada sobre mim, mas sei que já respiro. Eu estava morta e abri meus olhos para uma vida diferente. Gostaria de ter podido estender minha mão a meu algoz e tê-lo feito enxergar o mundo com outros olhos. Gostaria de ter tocado seu coração. Laços demais pesam dentro dele. Tanto que ele não percebe que, de formas diferentes, falamos e buscamos a mesma coisa; ainda somos filhos da mesma estrela.
Uma coisa que me irrita sobre os evangélicos: eu tive a paciência de um dia desses parar para ler um daqueles livrinhos, em que o homem num discurso inflamado defendia que o ser humano era como uma ovelha, que não sabia se defender desgarrada do rebanho e que só era feliz guiada por seu pastor. Sinceramente? Eu não estou nem aí para ser uma ovelha. Eu nunca fui com o rebanho e até onde sei, eu fico doente se alguém me prender em algum lugar. Também estou me lixando para o pastor. E se eu tivesse que escolher, também não seria um deles. Prefiro mil vezes correr com os lobos. Prefiro meus olhos bem abertos. Eu só tenho um guia: meu coração. E o que cometo são erros, não “pecados”. O caminho da ovelha é pura castração.
Nas últimas luas tenho dançado a dança de cadeiras invisíveis no palco do meu coração. É uma busca estranha de mim mesma, nos reflexos úmidos dentro dos olhos de estranhos que cruzam meus caminhos, beijando lábios que vêm e se vão, sem que nenhum toque minha alma, minha alma aflita, sem que nenhum momento me traga mais paz do que medo. Esse terror de me entregar me faz como o vento. Sopro à noite por paragens boêmias, e ao amanhecer retorno ao vazio, sem nada trazer nem nada levar. Apenas o tempo, inexorável, me assusta e me marca. Meu espírito vagueia pela anima mundi, tocando suavemente pontos luminosos conhecidos: qual deles cruzará o meu caminho? Quando meu animus virá até mim? As luas passam como ondas na praia e eu ainda estou aqui, e tudo que tenho agora são novas histórias para contar. Talvez as histórias sejam o que fica, depois que o coração já se foi.
Há mais ou menos uma semana, um rapaz de 16 anos sentou a meu lado no ônibus:
“Dá licença, tia”.
Eu ri:
“Não sei se tenho idade para ser chamada de tia”.
Foi a vez dele rir:
“É? E quantos anos você acha que tem?”.
Não sei. Mas sei que não me sinto, de jeito nenhum, um dia sequer mais velha que há dez anos atrás, quando EU tinha quinze. Tem dias que acho que minha idade é contabilizada pelas marcas que a vida deixou no meu corpo e na minha alma. Sou uma criança no amor, ingênua e sem defesas. Para as responsabilidades da vida, me faço mulher. E há dias em que não sou ninguém, apenas deixo o tempo passar.
Porque será que, quando digo que não sou ninguém, as pessoas não conseguem entender? :-)
Shake your hair from your dreams,
my sweet child, my dear one.
First thing you see…
Há seis meses eu estava morta.
Como uma planta sufocada, seca, sem sol e sem água, eu morri. Minha catábase foi lenta e dolorosa: eu vinha morrendo aos poucos, ao longo dos anos, vendo tudo que amava e acreditava sendo pisado e destruído dentro de mim. Há seis meses atrás eu era uma sombra, pouco mais que um eidolon vagando no Hades. Muito pouco restava em mim. Mas é preciso morrer para renascer e, de algum jeito, quanto mais eu me feria, no ponto em que estava mais fraca, em que minha dor era mais profunda e eu estava mais frágil, eu descobri um ponto de luz. Me olhei no espelho além da sombra refletida: me fiz mulher, me fiz bonita e me fiz livre, subitamente, sem ter tempo de olhar para trás.
Minhas raízes eram fortes; eu renasci aos pouquinhos, de minhas próprias cinzas. Descobri que estava morta e agora tenho muito a aprender, sobre a vida e sobre mim mesma. Perdi dez anos da minha vida. Quando olho para trás, não sei como pude sofrer tanto, uma coisa tão sem sentido, e acreditar que não havia vida possível além daquela morte-vida. Mas agora! Tantas coisas que eu nem sonhava conhecer! Tanto a aprender! Aprender sobre tudo a viver: tudo o que me nomeava me foi tirado, e tendo que viver além dos rótulos e ilusões em que eu acreditava, reconquistando o que faz de mim quem sou apenas com minhas mãos nuas, traçando novos caminhos e retomando velhos projetos e antigas ambições, estou me preparando: estou aprendendo, concluindo e encerrando velhos projetos, ganhando segurança e perdendo o receio. Estou me recriando e descobrindo dentro de mim uma nova mulher.
Estou renascendo, e como um bebê não sei dizer ainda o que sou, quem sou e que nome dar às coisas ao meu redor. Estou me despindo de antigos véus, estou nua e em breve terei direito às minhas armas, e saberei o meu nome. Não sei ainda nada sobre mim, mas sei que já respiro. Eu estava morta e abri meus olhos para uma vida diferente. Gostaria de ter podido estender minha mão a meu algoz e tê-lo feito enxergar o mundo com outros olhos. Gostaria de ter tocado seu coração. Laços demais pesam dentro dele. Tanto que ele não percebe que, de formas diferentes, falamos e buscamos a mesma coisa; ainda somos filhos da mesma estrela.
Uma coisa que me irrita sobre os evangélicos: eu tive a paciência de um dia desses parar para ler um daqueles livrinhos, em que o homem num discurso inflamado defendia que o ser humano era como uma ovelha, que não sabia se defender desgarrada do rebanho e que só era feliz guiada por seu pastor. Sinceramente? Eu não estou nem aí para ser uma ovelha. Eu nunca fui com o rebanho e até onde sei, eu fico doente se alguém me prender em algum lugar. Também estou me lixando para o pastor. E se eu tivesse que escolher, também não seria um deles. Prefiro mil vezes correr com os lobos. Prefiro meus olhos bem abertos. Eu só tenho um guia: meu coração. E o que cometo são erros, não “pecados”. O caminho da ovelha é pura castração.
Nas últimas luas tenho dançado a dança de cadeiras invisíveis no palco do meu coração. É uma busca estranha de mim mesma, nos reflexos úmidos dentro dos olhos de estranhos que cruzam meus caminhos, beijando lábios que vêm e se vão, sem que nenhum toque minha alma, minha alma aflita, sem que nenhum momento me traga mais paz do que medo. Esse terror de me entregar me faz como o vento. Sopro à noite por paragens boêmias, e ao amanhecer retorno ao vazio, sem nada trazer nem nada levar. Apenas o tempo, inexorável, me assusta e me marca. Meu espírito vagueia pela anima mundi, tocando suavemente pontos luminosos conhecidos: qual deles cruzará o meu caminho? Quando meu animus virá até mim? As luas passam como ondas na praia e eu ainda estou aqui, e tudo que tenho agora são novas histórias para contar. Talvez as histórias sejam o que fica, depois que o coração já se foi.
Há mais ou menos uma semana, um rapaz de 16 anos sentou a meu lado no ônibus:
“Dá licença, tia”.
Eu ri:
“Não sei se tenho idade para ser chamada de tia”.
Foi a vez dele rir:
“É? E quantos anos você acha que tem?”.
Não sei. Mas sei que não me sinto, de jeito nenhum, um dia sequer mais velha que há dez anos atrás, quando EU tinha quinze. Tem dias que acho que minha idade é contabilizada pelas marcas que a vida deixou no meu corpo e na minha alma. Sou uma criança no amor, ingênua e sem defesas. Para as responsabilidades da vida, me faço mulher. E há dias em que não sou ninguém, apenas deixo o tempo passar.
Porque será que, quando digo que não sou ninguém, as pessoas não conseguem entender? :-)
segunda-feira, julho 30, 2001
So he came to my Dream tonight, wearing the pale mask of the God. His skin white and pale and soft, his strong body defined by soft muscles delined under his skin, stars dancing in the dark sky of his cape. He came to me and I was there, in my bed, naked, open, white, soft and tender. But I didn’t wanted the God, I wanted the man behind the mask of the God. So, gently, slowly, I touched his face and took it off, revealing the tender face of the storyteller. Human, beautiful, sad, sweet. He looked to me with melancholic eyes but before he could say a word I pressed tenderly my finger against his lips. No. I knew the wonderful stories that would come from him, that could make me stay delighted for nights and nights without end. He was The storyteller. But tonight, he was a man, like any man in the world. And this was his beauty. Slightly surprised, he took the hand I offered him and came to my bed. I seated his body and striped his few clothing, leaving his naked skin to my hands to caress and feel each tiny detail of his muscles under my fingers, caressing, pressing, touching, ignoring my own desire, my desperate need to give myself into his embrace. No. Time. My hands and fingers slowly undid the weight of his responsibilities and his fears and pains. I could feel the man inside the man coming from inside, making his way to the surface. And surprised, I saw tears into his divine eyes. I made myself even more softer to him and he reached my body to his with his strong arms, touching my lips with his lips. I opened my mouth to receive all his mixed emotions and feel the essence of masculinity on that body against mine, now carefully giving myself to his desires and needs, forgetting who I was and what I meant to become only the female under his hands, the girl under his lips, the woman whose body he possessed like an oblivion to his own pain. Passion. Instinct. The man behind the mask of the God becoming a greater God to the Goddess inside me. The passion growing, increasing, rhythmically. The night dancing around our bed, stars falling and ascending, the whole earth rounding, I felt the tiny green leaves and the dark calm waters touched by the moonlight dancing, I felt the wind that crosses the cold edges of solitary mountains, I felt the warmth of the cave where forest animals slept quietly. Whirling, grounding. I felt the earth, I was the mother and the sister and the daughter and the lover. Growing, increasing. I opened my eyes and his face was enlightened and radiating with strong masculinity, his sensuality increasing the intensity of my own lust, like an motto-continuum, making me want even more him hard inside me, his eyes shining with compassion and desire, his beautiful hair falling against his face. Over him the sky mixed colors and clouds run, competing with the moon and the stars, sometimes bringing lightning to clear the night. The man inside the man became the God inside the man and made me the Goddess to him. Our bodies united, dancing with lust, celebrated the most antique of the rites. Finally, I lost myself to the light when his seed found it’s way inside of my body. We screamed together, overwhelmed by our passion. And the earth slowly stopped her dance, and every thing with her, so suddenly there was nothing more than a man and a woman and a bed, embraced still, feeling the electricity of the union still running in both veins. He opened his eyes and smiled to me tenderly, satisfied. This time, it was his fingers that pressed my lips. There was nothing to be said. He got up on his feet and it was my time to feel my body aching with the absence of his warm body. Never my bed felt so strange, lonely, cold. So he smiled to me again, but it wasn’t the storyteller that laughed, it was the familiar face of the dream-god, his pale face and dark eyes with stars dancing inside them. So I wake, and I was alone.
domingo, julho 15, 2001
Sobre aquela discussão dos direitos autorais, leio a coluna do Xexéo no Globo hoje de manhã e fico pensando: porque será que, quando se toca nesse assunto, o que parece questão de bom senso sempre é a primeira coisa a ser esquecida?
MENTAL DISORDER BITCH PARADE
Socorro! Minha rádio mental está me torturando:
1- Lovefool - Cardigans
2 - Vício (!) - Roupa Nova
3 - Amor é preciso(?) - Sylvinho (que eu me recuso a chamar de "blau-blau")
MENTAL DISORDER BITCH PARADE
Socorro! Minha rádio mental está me torturando:
1- Lovefool - Cardigans
2 - Vício (!) - Roupa Nova
3 - Amor é preciso(?) - Sylvinho (que eu me recuso a chamar de "blau-blau")
sexta-feira, julho 13, 2001
Uma vez me perguntaram se era eu que escrevia os textos e poesias que de vez em quando posto aqui. Sim, e é tudo inédito na maioria das vezes. Quando cito, eu digo a fonte.
Once a friend asked if the poetry and texts I posted here were created by me. Yep, yes, everything I post here usually is my own creation. When it isn't, I put the name of the author on the end of the citation and it's usually under "" :-) Good girl, isn't?
Once a friend asked if the poetry and texts I posted here were created by me. Yep, yes, everything I post here usually is my own creation. When it isn't, I put the name of the author on the end of the citation and it's usually under "" :-) Good girl, isn't?
Sexta à noite, nada pra fazer. Acabo de me despedir do meu gatinho, que foi passar o finde com a minha ex-sogra e o pai dele... Ai, esse aperto no coração sempre que ele vai... Pelo menos eu sei que ele tá se divertindo, ele adora a avó!!! :-)
Vamos falar sobre sonhos:
So he came to my Dream tonight, wearing the pale mask of the God. His skin white, pale and soft; his strong body defined by soft muscles under his skin, stars dancing in the dark sky of his cape. He came to me and I was there, in my bed, naked, open, white, soft and tender. But I didn’t want the God, I wanted the man behind the mask of the God. So, gently, slowly, I touched his face and took it off, revealing the tender face of the Storyteller. Human, beautiful, sad, sweet. He looked to me with melancholic eyes but before he could say a word I pressed softly my finger against his lips. No. I knew the wonderful stories that would come from him, that could make me stay delighted for nights and nights without end. He was The storyteller. But tonight, he was a man, like any man in the world. And this was his beauty. Slightly surprised, he accepted the hand I offered him and came to my bed. I seated his body and striped his few clothing, leaving his naked skin to my hands to caress and feel each tiny detail of his muscles under my fingers, caressing, pressing, touching, ignoring my own desire, my desperate need to give myself to his embrace. No. Time. My hands and fingers slowly undid the weight of his responsibilities and fears and pains. I could feel the man inside the man coming from inside, making his way to surface. And surprised, I saw tears into his divine eyes. I made myself even more softer to him and he reached my body to his with his strong arms, touching my lips with his lips. I opened my mouth to receive all his mixed emotions and feel the essence of masculinity on that body against mine, now carefully giving myself to his desires and needs, forgetting who I was and what I meant, to be only the female under his hands, the girl under his lips, the woman whose body he possessed like an oblivion to his own pain. Passion. Instinct. The man behind the mask of the God becoming a greater God to the Goddess inside me. The passion growing, increasing, rhythmically. The night dancing around our bed, stars falling and ascending, the whole earth rounding, I felt the tiny green leaves and the dark calm waters touched by the moonlight dancing, I felt the wind that crosses the cold edges of solitary mountains, I felt the warmth of the cave where forest animals slept quietly. Whirling, grounding. I felt the earth, I was the mother and the sister and the daughter and the lover. Growing, increasing. I opened my eyes and his face was enlightened and radiating with strong masculinity, his sensuality increasing the intensity of my own lust, like an motto-continuum, making me want even more him hard inside me, his eyes shining with compassion and desire, his beautiful hair falling and curling against his face. Over him the sky mixed colors and clouds runt, competing with the moon and the stars, sometimes bringing lightnings to clear the night. The man inside the man became the God inside the man and made me the Goddess to him. Our bodies united, dancing with lust, celebrated the most antique of the rites. Finally, I lost myself to the light when his seed found it’s way inside of my body. We screamed together, overwhelmed with our passion. And the earth slowly stopped her dance, and every thing with her, so suddenly there was nothing more than a man and a woman and a bed, embraced still, feeling the electricity of the union still running in both veins. He opened his eyes and smiled to me tenderly, satisfied. This time, it was his fingers that pressed my lips. There was nothing to be said. He got up on his feet and it was my time to feel my body aching with the absence of his warm body. Never my bed felt so strange, lonely, cold. So he smiled to me again, but it wasn’t the storyteller that laughed, it was the familiar face of the dream-god, his pale face and dark eyes with stars dancing inside them. So I wake, and I was alone. So I wait for the Dream to come again.
Vamos falar sobre sonhos:
So he came to my Dream tonight, wearing the pale mask of the God. His skin white, pale and soft; his strong body defined by soft muscles under his skin, stars dancing in the dark sky of his cape. He came to me and I was there, in my bed, naked, open, white, soft and tender. But I didn’t want the God, I wanted the man behind the mask of the God. So, gently, slowly, I touched his face and took it off, revealing the tender face of the Storyteller. Human, beautiful, sad, sweet. He looked to me with melancholic eyes but before he could say a word I pressed softly my finger against his lips. No. I knew the wonderful stories that would come from him, that could make me stay delighted for nights and nights without end. He was The storyteller. But tonight, he was a man, like any man in the world. And this was his beauty. Slightly surprised, he accepted the hand I offered him and came to my bed. I seated his body and striped his few clothing, leaving his naked skin to my hands to caress and feel each tiny detail of his muscles under my fingers, caressing, pressing, touching, ignoring my own desire, my desperate need to give myself to his embrace. No. Time. My hands and fingers slowly undid the weight of his responsibilities and fears and pains. I could feel the man inside the man coming from inside, making his way to surface. And surprised, I saw tears into his divine eyes. I made myself even more softer to him and he reached my body to his with his strong arms, touching my lips with his lips. I opened my mouth to receive all his mixed emotions and feel the essence of masculinity on that body against mine, now carefully giving myself to his desires and needs, forgetting who I was and what I meant, to be only the female under his hands, the girl under his lips, the woman whose body he possessed like an oblivion to his own pain. Passion. Instinct. The man behind the mask of the God becoming a greater God to the Goddess inside me. The passion growing, increasing, rhythmically. The night dancing around our bed, stars falling and ascending, the whole earth rounding, I felt the tiny green leaves and the dark calm waters touched by the moonlight dancing, I felt the wind that crosses the cold edges of solitary mountains, I felt the warmth of the cave where forest animals slept quietly. Whirling, grounding. I felt the earth, I was the mother and the sister and the daughter and the lover. Growing, increasing. I opened my eyes and his face was enlightened and radiating with strong masculinity, his sensuality increasing the intensity of my own lust, like an motto-continuum, making me want even more him hard inside me, his eyes shining with compassion and desire, his beautiful hair falling and curling against his face. Over him the sky mixed colors and clouds runt, competing with the moon and the stars, sometimes bringing lightnings to clear the night. The man inside the man became the God inside the man and made me the Goddess to him. Our bodies united, dancing with lust, celebrated the most antique of the rites. Finally, I lost myself to the light when his seed found it’s way inside of my body. We screamed together, overwhelmed with our passion. And the earth slowly stopped her dance, and every thing with her, so suddenly there was nothing more than a man and a woman and a bed, embraced still, feeling the electricity of the union still running in both veins. He opened his eyes and smiled to me tenderly, satisfied. This time, it was his fingers that pressed my lips. There was nothing to be said. He got up on his feet and it was my time to feel my body aching with the absence of his warm body. Never my bed felt so strange, lonely, cold. So he smiled to me again, but it wasn’t the storyteller that laughed, it was the familiar face of the dream-god, his pale face and dark eyes with stars dancing inside them. So I wake, and I was alone. So I wait for the Dream to come again.
quarta-feira, julho 11, 2001
ANTES E DEPOIS – parte 2
Dois dias depois de botar o gesso, ligam do trabalho dizendo que contrataram um frila pra me substituir nessas duas semanas. Poxa, eles que até então não tinham ninguém pra botar no meu lugar rapidinho tiraram um coelho da manga... Porque eu acho que isso é o começo do fim? Mas eu parei de esquentar a cabeça. Eu tinha me programado pra trabalhar na próxima semana, me dispensaram? Ótimo! Vou usar minhas férias forçadas pra finalizar meu CD-portfolio e me dedicar a finalmente começar a transportar meu material pra web (só assim arrumei tempo!) O tal do Eduardo ta todo enrolado no meu lugar, mas até aí, é o que eu falei com um amigo ontem no telefone (meus pais estão ficando loucos, o telefone da casa deles não pára, hehe! Eu tô adorando! Liguem mais, adoro vocês!), feijão com arroz todo mundo faz, se eles se contentarem com isso vou fazer minha lasanha e meu estrogonofe em outro lugar :-) e por um preço melhor tb. A velha discussão entre ganhar mal e me estressar menos ou ganhar bem mas viver estressada perdeu o sentido a partir do momento em que ganho mal e me estresso... É chegada a hora de partir pra próxima. Aceito sugestões.
Minha semana ANTES: Domingo, dia do acidente: fazer compras com Gabriel em Alcântara, chegar em casa, fazer um almoço tranqüilo, brincar com meu filho a tarde toda. Segunda, psi de manhã, trb de tarde. Terça, seminário da Macromedia no Rio (já tinha confirmado presença e enchido o saco do meu chefe). Corre-corre no trb a semana toda por ser fechamento de quinzena. Sexta, meu “dia de folga de ser mãe”, dar aquela saidinha básica pra night já que tinha recebido o salário. Sábado, prova oral de francês e despedida da minha professora, Andréia, que vai lecionar no Rio, e da turma, que vai entrar de férias (modéstia à parte, a nossa é a turma mais ativa, bagunceira e criativa da Alliance Française de SG).
Minha semana DEPOIS: Domingo: Ir de Os em OS pra descolar um ortopedista, conseguir no máximo enfaixar a perna e ter que procurar um ortopedista particular durante a semana. Ao invés de ficar com meu filho, ter que ir ficar de molho na casa dos meus pais. Segunda: cancelei a psi até tirar o gesso. Manhã no ortopedista. À tarde, meu chefe desesperado me liga dizendo que precisa de mim no trb. Desloca um carro pra me levar pro trb e tal, mas eu fico cansada pacas. Nunca a cobra do Leonardo foi tão atenciosa, ele está tão feliz... Feliz demais, se é que vcs me entendem. Quando esse cara fica feliz, eu fico doente. Quer dizer que ele está aprontando alguma. Odeio gente que só fica feliz quando destrói a vida alheia. Tenho NOJO de gente falsa, me revolta o estômago, dá ânsia de vômito. Mas enfim, eles precisaram ver que eu tava com o pé engessado mesmo. Terça, perdi o seminário por motivos óbvios e enjoei de tanto ver TV. Hoje: tomei coragem de subir as escadas pra chegar até o computador (pode rir, vai) SENTADA nos degraus. É, to descendo e subindo a escada de bunda. Eu mesma acho graça. Ruim é o medo de me desequilibrar e me estabacar lá embaixo. Estamos testando o recém-adquirido gravador de CDs (um LG) e só pra variar, a única pessoa que se entendeu com o bichinho fui eu (é chato ser gostosa, pior é ser CDF gostosa! :-) Taí, to querendo tirar fotos novas, alguém se candidata?). O bichinho funciona bem, mas configurar gravador de CD é um pooooorreeee!!! De resto, o remédio que eu tou tomando por causa do pé ta me dopando. Nunca dormi tanto!!!! Pior que não tenho um sonho que preste. Logo eu, que só tenho sonho super complexo, elaborado, etc. Deve ser esse remédio: do meu subconsciente não salta nada que preste...
A prova no sábado ainda tá de pé (ui...) mas já vi que almoço de confraternização vai ser difícil.
Depois do episódio do namorado da namorada (o Nicholas sabe do que estou falando) e de ter brincado de anjo por algum tempo, alguma coisa acontece ao meu redor. Começou semana retrasada, em que me descobri de volta à velha rotina de levar cantadas de gente conhecida. Fiquei até meio deprê, sabe, tinha me esquecido como era isso, nos tempos pré-casamento rolava direto. Mas que é chato, é: você ta naquela de amizade, quer ter um amigo legal pra conversar com vc, vcs falam de um tudo e tal e lá pelas tantas o cara solta umas pérolas tipo “essa sua meia-calça é uma coisa de louco” e fica olhando descaradamente pras suas pernas. Como é que vc fala, sem perder a amizade, que vc prefere ficar pendurada de cabeça pra baixo no vão central da ponte Rio-Niterói do que ficar com ele e as chances de vc se assumir lésbica são infinitamente maiores(principalmente no meu caso, hehe) do que vc, mesmo desesperada por sexo, dar pra ele? Tem cara legal, sim, mas que simplesmente NÃO ROLA!!! É amigo, e pronto. Até porque, quando eu estou interessada num cara e a gente fica “amigo”, a gente nunca fica “amigo”, sempre rola um olhar diferente. Claaaaaro que, com esse meu jeitinho meio despachado (o Henrique diz que sou “coquete”) tem muita gente que confunde. Mas eu sempre dou os sinais de que rola ou que não rola. E sou cara de pau, mesmo. Se eu realmente estiver a fim de um cara, eu digo pra ele (de maneira sutil, dando os sinais certos, numa insinuação ao pé do ouvido, direto, direto tb não). Se eu fico enrolando, pode esquecer. Vc discou o número errado. Eu “brinco” muito com o assunto, mas quando quero mesmo, ajo diferente. Deixo a “coqueterie” de lado, sou romântica e ‘paixonada, intensa. Mas prezo muito a minha liberdade, e a alheia: se vc está comigo, vc está “com-migo”, eu não sou sua propriedade nem vc é a minha, vc tinha uma vida antes de me conhecer e eu tb tenho minha vida e mais o que fazer. Quando estou com vc, sou sua. Quando estou sozinha, sou minha e de mais ninguém. Não me importo em ser fiel, mas fidelidade pressupõe um compromisso. Se valer a pena, tudo bem. Mas então ta, ando me decepcionando com velhos amigos que usam o famoso “se colar colou”. Que foi? É porque estou separada? Por acaso ta escrito na testa “doida pra dar”?
Dois dias depois de botar o gesso, ligam do trabalho dizendo que contrataram um frila pra me substituir nessas duas semanas. Poxa, eles que até então não tinham ninguém pra botar no meu lugar rapidinho tiraram um coelho da manga... Porque eu acho que isso é o começo do fim? Mas eu parei de esquentar a cabeça. Eu tinha me programado pra trabalhar na próxima semana, me dispensaram? Ótimo! Vou usar minhas férias forçadas pra finalizar meu CD-portfolio e me dedicar a finalmente começar a transportar meu material pra web (só assim arrumei tempo!) O tal do Eduardo ta todo enrolado no meu lugar, mas até aí, é o que eu falei com um amigo ontem no telefone (meus pais estão ficando loucos, o telefone da casa deles não pára, hehe! Eu tô adorando! Liguem mais, adoro vocês!), feijão com arroz todo mundo faz, se eles se contentarem com isso vou fazer minha lasanha e meu estrogonofe em outro lugar :-) e por um preço melhor tb. A velha discussão entre ganhar mal e me estressar menos ou ganhar bem mas viver estressada perdeu o sentido a partir do momento em que ganho mal e me estresso... É chegada a hora de partir pra próxima. Aceito sugestões.
Minha semana ANTES: Domingo, dia do acidente: fazer compras com Gabriel em Alcântara, chegar em casa, fazer um almoço tranqüilo, brincar com meu filho a tarde toda. Segunda, psi de manhã, trb de tarde. Terça, seminário da Macromedia no Rio (já tinha confirmado presença e enchido o saco do meu chefe). Corre-corre no trb a semana toda por ser fechamento de quinzena. Sexta, meu “dia de folga de ser mãe”, dar aquela saidinha básica pra night já que tinha recebido o salário. Sábado, prova oral de francês e despedida da minha professora, Andréia, que vai lecionar no Rio, e da turma, que vai entrar de férias (modéstia à parte, a nossa é a turma mais ativa, bagunceira e criativa da Alliance Française de SG).
Minha semana DEPOIS: Domingo: Ir de Os em OS pra descolar um ortopedista, conseguir no máximo enfaixar a perna e ter que procurar um ortopedista particular durante a semana. Ao invés de ficar com meu filho, ter que ir ficar de molho na casa dos meus pais. Segunda: cancelei a psi até tirar o gesso. Manhã no ortopedista. À tarde, meu chefe desesperado me liga dizendo que precisa de mim no trb. Desloca um carro pra me levar pro trb e tal, mas eu fico cansada pacas. Nunca a cobra do Leonardo foi tão atenciosa, ele está tão feliz... Feliz demais, se é que vcs me entendem. Quando esse cara fica feliz, eu fico doente. Quer dizer que ele está aprontando alguma. Odeio gente que só fica feliz quando destrói a vida alheia. Tenho NOJO de gente falsa, me revolta o estômago, dá ânsia de vômito. Mas enfim, eles precisaram ver que eu tava com o pé engessado mesmo. Terça, perdi o seminário por motivos óbvios e enjoei de tanto ver TV. Hoje: tomei coragem de subir as escadas pra chegar até o computador (pode rir, vai) SENTADA nos degraus. É, to descendo e subindo a escada de bunda. Eu mesma acho graça. Ruim é o medo de me desequilibrar e me estabacar lá embaixo. Estamos testando o recém-adquirido gravador de CDs (um LG) e só pra variar, a única pessoa que se entendeu com o bichinho fui eu (é chato ser gostosa, pior é ser CDF gostosa! :-) Taí, to querendo tirar fotos novas, alguém se candidata?). O bichinho funciona bem, mas configurar gravador de CD é um pooooorreeee!!! De resto, o remédio que eu tou tomando por causa do pé ta me dopando. Nunca dormi tanto!!!! Pior que não tenho um sonho que preste. Logo eu, que só tenho sonho super complexo, elaborado, etc. Deve ser esse remédio: do meu subconsciente não salta nada que preste...
A prova no sábado ainda tá de pé (ui...) mas já vi que almoço de confraternização vai ser difícil.
Depois do episódio do namorado da namorada (o Nicholas sabe do que estou falando) e de ter brincado de anjo por algum tempo, alguma coisa acontece ao meu redor. Começou semana retrasada, em que me descobri de volta à velha rotina de levar cantadas de gente conhecida. Fiquei até meio deprê, sabe, tinha me esquecido como era isso, nos tempos pré-casamento rolava direto. Mas que é chato, é: você ta naquela de amizade, quer ter um amigo legal pra conversar com vc, vcs falam de um tudo e tal e lá pelas tantas o cara solta umas pérolas tipo “essa sua meia-calça é uma coisa de louco” e fica olhando descaradamente pras suas pernas. Como é que vc fala, sem perder a amizade, que vc prefere ficar pendurada de cabeça pra baixo no vão central da ponte Rio-Niterói do que ficar com ele e as chances de vc se assumir lésbica são infinitamente maiores(principalmente no meu caso, hehe) do que vc, mesmo desesperada por sexo, dar pra ele? Tem cara legal, sim, mas que simplesmente NÃO ROLA!!! É amigo, e pronto. Até porque, quando eu estou interessada num cara e a gente fica “amigo”, a gente nunca fica “amigo”, sempre rola um olhar diferente. Claaaaaro que, com esse meu jeitinho meio despachado (o Henrique diz que sou “coquete”) tem muita gente que confunde. Mas eu sempre dou os sinais de que rola ou que não rola. E sou cara de pau, mesmo. Se eu realmente estiver a fim de um cara, eu digo pra ele (de maneira sutil, dando os sinais certos, numa insinuação ao pé do ouvido, direto, direto tb não). Se eu fico enrolando, pode esquecer. Vc discou o número errado. Eu “brinco” muito com o assunto, mas quando quero mesmo, ajo diferente. Deixo a “coqueterie” de lado, sou romântica e ‘paixonada, intensa. Mas prezo muito a minha liberdade, e a alheia: se vc está comigo, vc está “com-migo”, eu não sou sua propriedade nem vc é a minha, vc tinha uma vida antes de me conhecer e eu tb tenho minha vida e mais o que fazer. Quando estou com vc, sou sua. Quando estou sozinha, sou minha e de mais ninguém. Não me importo em ser fiel, mas fidelidade pressupõe um compromisso. Se valer a pena, tudo bem. Mas então ta, ando me decepcionando com velhos amigos que usam o famoso “se colar colou”. Que foi? É porque estou separada? Por acaso ta escrito na testa “doida pra dar”?
Sim, acho interessante, de acordo com o uso que uma obra vai ter, de se pedir permissão ao autor de determinada obra para se utilizar elementos da mesma num trabalho. Complicado seria você pedir permissão a editora de uma revista, o fotógrafo que fez as fotos do editorial de moda daquela revista, para fazer uma colagem a partir dela (imagine vinte revistas de editoras variadas, cada qual com seu fotógrafo... argh!) pra aula do seu filho. Mas fazer uma tira em quadrinhos em homenagem a um personagem de outra tira, implica mais em fazer um convite à leitura da tira pelo autor da obra homenageada que pedir explicitamente sua permissão para utilizar o personagem (de acordo com o caso). Com os e-mails pedir permissão ficou mais fácil e menos dolorido (demorado), você tem mais liberdade para interagir com os autores da obra que se pretende utilizar eliminando os intermediários (gravadoras, editoras, etc) e deixando os autores mais livres para decidir sobre como expor suas obras. Se eu criei uma música baseada na minha filmadora não quer dizer que eu não seja autora da minha música só porque ela foi construída por computador, mas também não quer dizer que eu gostaria de ver todo mundo fazendo igual. Mas sim, eu gostaria de ver alguém pegando a filmadora, o computador e fazendo diferente, fazendo melhor. Porque não?
E até onde sei, o tal “estilo pessoal do autor”, após o boom de possibilidades de reprodução de uma obra na indústria “de massa” (hmmm, odeio esse termo), é o fator que mais agrega valor a uma obra atualmente. A “assinatura” conta, mais do que nunca.
E até onde sei, o tal “estilo pessoal do autor”, após o boom de possibilidades de reprodução de uma obra na indústria “de massa” (hmmm, odeio esse termo), é o fator que mais agrega valor a uma obra atualmente. A “assinatura” conta, mais do que nunca.
Do ponto que achei interessante no texto: “ORIGINALIDADE – Em um contexto em que o recurso a materiais pré-concebidos é, crescentemente, a regra, a originalidade, que deve incorporar-se às obras passíveis de proteção autoral, poderá estar no estilo pessoal. E poderá ser sustentada a tese de que, uma vez o esforço artístico humano concentrado na forma de obra, sempre que a concretização da forma perceptível provier de recursos informáticos, a proteção poderá alcançar o plano das concepções, em que situam-se as estratégias expressivas cuja reiteração por um autor permitem identificar um estilo particular.” Sim, sim, sim, mas porque só restringir isso às obras criadas por meio da Informática? Num universo em que nada se cria, tudo se copia (quantos anos tem essa frase mesmo? Qual era o contexto da época em que ela surgiu?) o que sempre fez única a obra não foi o estilo pessoal do autor? Uma cadeira pode ser produzida em série, mas seu design é by Fulano. Bilhões de impressões de Sandman podem ser feitas, mas o estilo inconfundível das capas de Dave Mckean (feitas com técnicas de colagem e montagem) não se torna menos marcante. Uma das coisas interessantes nesta discussão é a diferença entre inspiração e plágio: se alguém copia descaradamente um original, com a intenção de reproduzir o autor, é plágio. Se alguém se utiliza de técnicas para obter um efeito semelhante, mas a concepção da obra é única, é chamado “inspiração”. Qual o limite entre um e outro? E quando a obra inspirada no estilo de um autor supera em méritos a obra que a inspirou?
O problema dos direitos autorais é que ninguém para pra pensar sobre esse tipo de propriedade industrial aplicada às reais condições da obra artística na sociedade atual. A tecnologia apenas levantou a ponta do tapete e tem muita gente posando de moderna discutindo furos que já existiam. Um exemplo? Sexta retrasada matei saudade da UFF assistindo uma aula do queridíssimo Moacy Cirne, sobre poema processo. O que é um poema-processo? É um poema que já traz embutido nele a possibilidade de ser modificado, de serem feitas versões que adicionem a marca pessoal do autor da versão ao poema original, designado “projeto”. De quem é a autoria do poema-processo? Da pessoa que escreveu o poema-projeto? De cada um dos autores de cada versão que o poema-processo possui? O interessante é que é uma obra que traz em si o pressuposto de poder ser modificada, copiada e remexida até que uma versão tenha evoluído tanto que só a forma remeta ao projeto original. Plágio consentido, senhores? Ou só um exercício criativo? Que lei de direitos autorais protege o poema-processo?
O problema dos direitos autorais é que ninguém para pra pensar sobre esse tipo de propriedade industrial aplicada às reais condições da obra artística na sociedade atual. A tecnologia apenas levantou a ponta do tapete e tem muita gente posando de moderna discutindo furos que já existiam. Um exemplo? Sexta retrasada matei saudade da UFF assistindo uma aula do queridíssimo Moacy Cirne, sobre poema processo. O que é um poema-processo? É um poema que já traz embutido nele a possibilidade de ser modificado, de serem feitas versões que adicionem a marca pessoal do autor da versão ao poema original, designado “projeto”. De quem é a autoria do poema-processo? Da pessoa que escreveu o poema-projeto? De cada um dos autores de cada versão que o poema-processo possui? O interessante é que é uma obra que traz em si o pressuposto de poder ser modificada, copiada e remexida até que uma versão tenha evoluído tanto que só a forma remeta ao projeto original. Plágio consentido, senhores? Ou só um exercício criativo? Que lei de direitos autorais protege o poema-processo?
Aí pego o Jornal do Commércio de ontem, coluna “Internet & Ci@” (leitura obrigatória quando estou offline) pra ler o artigo “E-lawyer” intitulado “Braquintosh” sobre direitos autorais numa era em que os “autores modernos utilizam cada vez mais material que outros já terão criado antes”. Okeis, ponto. Não discordo duma vírgula do que o professor falou on artigo. Mas vamos colocar uns adendos aí: não é só a questão da Informática ter possibilitado a criação de obras sem a intervenção física do autor, a intervenção do autor ainda se faz necessária em algum nível. Vamos lá: “a informática torna possível a criação de obras sem que nenhum autor humano possa ser designado. Um exemplo é a música composta por um programa que, associado a uma filmadora, faz melodias em sintonia com os movimentos capturados da lente. As músicas assim produzidas não podem ser consideradas obras que o programador tenha diretamente criado”. Neguinho acha que com a Informática descobriu a roda. Embora computadores sejam utilizados para criar obras de arte experimentais, em qualquer faculdade de belas artes você verá exemplos de “instalações” em que atos pressupostamente mecanizados vão criar algum tipo de impacto sobre o espectador/apreciador daquela obra. Se não foi o artista que inventou o ventilador que borrifa gotas aleatórias de tinta sobre uma superfície, foi ele o autor intelectual da forma com que todos esses instrumentos interagem de maneira única para criar aquela experiência que carrega em si o impacto da “aura” que a torna arte. CLARO que se alguém perde um tempo precioso pra armar toda uma traquitana pra criar música utilizando movimentos capturados de uma câmera para produzir uma experiência única, é o autor dessa experiência, ou ao menos do resultado obtido através dela. Essa visão me irrita: computador é ferramenta, é um pincel poderoso pra cacete, mas é um pincel. Quem cria é o cara que ta lá, não importa se ele vai fazer uma colagem ou começar a partir do zero. Sim, porque colagem é outra coisa que sempre existiu. E se formos falar em “originalidade”, até mesmo os pintores renascentistas se “inspiravam” em obras do período romano, que se “inspiravam” nos gregos e até hoje nunca vi ninguém desmerecer essas obras por serem baseadas em outras. Agora, esse saudosismo do processo manual de confecção de obras artísticas me lembra coisa do século passado, de início da revolução industrial.
ANTES E DEPOIS – parte 1
De patinha quebrada e férias forçadas por 15 dias, vocês vão ter que me aturar! É que com um dia em casa fiquei com nojo de TV aberta e não consegui me arrastar até o quarto do meu irmão, onde rola uma TV a cabo básica (mas vou tomar coragem, afinal de contas, dá até pra ver alguma reprise de Friends). Cá estou eu na casa dos meus pais. É esquisiiiiito... Eu tinha tanta coisa pra fazer essa semana... Já que TV é um castigo doloroso e insuportável (principalmente à tarde!!!!!) vamos de Internet e quetais.
Ontem no Sem Censura tive a oportunidade de ver mais uma dakelas discussões idiotas sobre namoro pela Internet. O que esse bando de “desbravadores” parecem esquecer é que não é prerrogativa da Internet o namoro entre pessoas que se conheceram por cartas! Ah, me poupem! O que a Internet fez foi popularizar a coisa, mas desde que a escrita existe, existe a troca de missivas apaixonadas. Já deu até filme que foi regravado pra era da Internet (que me desculpe “You’ve got mail” mas eu prefiro o original, tão romântico, aiai...). Não vou nem citar as heloísas da vida, mas na minha própria família tenho uma história de loveletters marcante pra contar: meus avós maternos se conheceram na época da segunda guerra. Ambos mineiros, se conheceram em férias no Rio e ficaram apaixonadíssimos, depois voltaram para Minas, cada um pra sua cidade. Meu avô foi convocado e durante muito tempo a única forma que os dois encontraram para externar sua paixão eram as cartas que hoje minha mãe guarda, amareladinhas de tempo mas ainda tão apaixonadas... De volta da guerra, trataram logo de se casar. Meu ex mesmo, quando ainda éramos amigos, tinha seus penpals, inclusive uma amiga que sofria as conseqüências de viver numa União Soviética às beiras da dissolução e que depois parou de escrever deixando a ele e a mim curiosos sobre seu destino. Exemplos marcantes na literatura? Já pensaram Liaisions Dangereuses (Ligações Perigosas) sendo realizado por troca de e-mails? Sinceramente, os desbravadores do “museu de grandes novidades” me irritam.
De patinha quebrada e férias forçadas por 15 dias, vocês vão ter que me aturar! É que com um dia em casa fiquei com nojo de TV aberta e não consegui me arrastar até o quarto do meu irmão, onde rola uma TV a cabo básica (mas vou tomar coragem, afinal de contas, dá até pra ver alguma reprise de Friends). Cá estou eu na casa dos meus pais. É esquisiiiiito... Eu tinha tanta coisa pra fazer essa semana... Já que TV é um castigo doloroso e insuportável (principalmente à tarde!!!!!) vamos de Internet e quetais.
Ontem no Sem Censura tive a oportunidade de ver mais uma dakelas discussões idiotas sobre namoro pela Internet. O que esse bando de “desbravadores” parecem esquecer é que não é prerrogativa da Internet o namoro entre pessoas que se conheceram por cartas! Ah, me poupem! O que a Internet fez foi popularizar a coisa, mas desde que a escrita existe, existe a troca de missivas apaixonadas. Já deu até filme que foi regravado pra era da Internet (que me desculpe “You’ve got mail” mas eu prefiro o original, tão romântico, aiai...). Não vou nem citar as heloísas da vida, mas na minha própria família tenho uma história de loveletters marcante pra contar: meus avós maternos se conheceram na época da segunda guerra. Ambos mineiros, se conheceram em férias no Rio e ficaram apaixonadíssimos, depois voltaram para Minas, cada um pra sua cidade. Meu avô foi convocado e durante muito tempo a única forma que os dois encontraram para externar sua paixão eram as cartas que hoje minha mãe guarda, amareladinhas de tempo mas ainda tão apaixonadas... De volta da guerra, trataram logo de se casar. Meu ex mesmo, quando ainda éramos amigos, tinha seus penpals, inclusive uma amiga que sofria as conseqüências de viver numa União Soviética às beiras da dissolução e que depois parou de escrever deixando a ele e a mim curiosos sobre seu destino. Exemplos marcantes na literatura? Já pensaram Liaisions Dangereuses (Ligações Perigosas) sendo realizado por troca de e-mails? Sinceramente, os desbravadores do “museu de grandes novidades” me irritam.
Meninos e meninas, quebrei patinha! Tô de molho em casa por quinze dias... Tô maus... Nessas horas é que descubro o quanto sou workaholic. Estou há dois dias em casa e histérica porque não posso trabalhar com a perna engessada. Com um pouco de disposição pra subir escada, pelo menos consigo sentar an frente do computador e finalmente ler os mais ou menos 800 e-mails que devem ter se acumulado na minha ausência. Estava com o filhotinho no colo, preferi machucar o pé a deixá-lo cair de cabeça no chão.
Bom, quem quiser saber detalhes escreva para lainecosta@hotmail.com pra pedir meu tel. Ou não, sei lá.
Bom, quem quiser saber detalhes escreva para lainecosta@hotmail.com pra pedir meu tel. Ou não, sei lá.
sexta-feira, julho 06, 2001
São três e quarenta da manhã aqui e finalmente consegui terminar de instalar toda a traquitana, matei a saudade do blog e falei mal de todo mundo que podia lembrar (ah, duas noites viradas, eu TINHA que estar de mau humor :-))))
Assim que me despedirem vou ter bastente tempo livre pra postar novas coisas e ficar pentelhando vcs todos no ICQ de novo. Mas eles tão se f*** pra achar alguém pro meu lugar, estão tão desesperados que botaram anúncio até em jornal de bairro (tudo permuta!!!!) mas até agora nem uma mosca apareceu. Enquanto isso, eles me tratam como uma flor. Quero ver se vão ser tão bonzinhos quando eu resolver sair antes do prazo que eles estipularam para chutar a minha bunda...Ha!
Assim que me despedirem vou ter bastente tempo livre pra postar novas coisas e ficar pentelhando vcs todos no ICQ de novo. Mas eles tão se f*** pra achar alguém pro meu lugar, estão tão desesperados que botaram anúncio até em jornal de bairro (tudo permuta!!!!) mas até agora nem uma mosca apareceu. Enquanto isso, eles me tratam como uma flor. Quero ver se vão ser tão bonzinhos quando eu resolver sair antes do prazo que eles estipularam para chutar a minha bunda...Ha!
Que bunitinho, o blogger parou de travar com post longo. Uêbba ao quadrado! Agora posso ser prolixa!!!!!
Hmmm, com essa de gente vendo meu blog pelo Yahoo, comecei a ficar preocupada com esse "boom" de blogs. Concordo com o Nicholas, no início era hype, agora tá ficando esquisito. Não posto nada pra ter neguinho me julgando, acho isso muito chato, pra ser boazinha e citar o Caetano.
O que gostei nessa história de diário virtual é poder fazer online o que sempre fiz offline. Nunca tive díário certinho, essas coisas de menina. Sempre escrevi em folhas esparsas primeiro, e depois no computador, o que chamava de diários perdidos. Vários quadradinhos espalhados por aí contam pedaços da minha vida... É claaaaaaaaaaaaaaro que não dá pra falar de tudo na web. Haha, sou muito pornográfica, escrevo sonhos que tive, coisas que gosto etc. etc. mas esses ficam restritos aos quadradinhos de papel e aos txts no meu hd offline!!!
Hmmm, com essa de gente vendo meu blog pelo Yahoo, comecei a ficar preocupada com esse "boom" de blogs. Concordo com o Nicholas, no início era hype, agora tá ficando esquisito. Não posto nada pra ter neguinho me julgando, acho isso muito chato, pra ser boazinha e citar o Caetano.
O que gostei nessa história de diário virtual é poder fazer online o que sempre fiz offline. Nunca tive díário certinho, essas coisas de menina. Sempre escrevi em folhas esparsas primeiro, e depois no computador, o que chamava de diários perdidos. Vários quadradinhos espalhados por aí contam pedaços da minha vida... É claaaaaaaaaaaaaaro que não dá pra falar de tudo na web. Haha, sou muito pornográfica, escrevo sonhos que tive, coisas que gosto etc. etc. mas esses ficam restritos aos quadradinhos de papel e aos txts no meu hd offline!!!
E eu? Eu estou no meu cantinho, levando a vida devagarinho, pagando ainda os juros das dívidas que fiz quando iunvesti numa casa que não era minha. Graças aos deuses, estou em paz. Esse Yule tem sido tranqüilo, apesar de de vez em quando o meu roteirista ainda atacar de Chris Carter no trb. Com relação a eles, parei de me importar. A roda girou e o meu tempo lá acabou. Lancelot está com Guinevere, eu não tenho mais nada a fazer ali. E estou cansada de lidar com gente burra, gente que vê página na Internet e diz "olha, isso é bonito, eu quero que vc apague isso aí que vc fez e faça isso daqui" e tá se lixando pro motivo que levou vc a fazer o lay-out da página assim ou assado. Isso me tira todo o tesão de fazer algo extra. E aí eu enrolo e não faço mesmo, foda-se, cansei de ligar pra gente mesquinha. O engraçado é que, desde que parei de me importar, estou em paz.
Agora de gravador de CD em punho, estou finalizando uma "presentation" dos meus trabalhinhos ao longo desses anos (benhê, posso botar a capa de Sekmeth no meu portfolio?)em Flash 5 que provavelmente vou passar pra página do HPg em HTML mesmo (HTML means: Dreamweaver+Fireworks). Enchi de trabalhar com mídia impressa, enchi de trabalhar de 9 às 6. Mas na falta de opção até me abro pra isso. Engraçado é que foi só começar a falar que as oportunidades começaram a surgir. Estou estudando propostas, faça a sua!!!! (desde que não seja indecente)
Agora de gravador de CD em punho, estou finalizando uma "presentation" dos meus trabalhinhos ao longo desses anos (benhê, posso botar a capa de Sekmeth no meu portfolio?)em Flash 5 que provavelmente vou passar pra página do HPg em HTML mesmo (HTML means: Dreamweaver+Fireworks). Enchi de trabalhar com mídia impressa, enchi de trabalhar de 9 às 6. Mas na falta de opção até me abro pra isso. Engraçado é que foi só começar a falar que as oportunidades começaram a surgir. Estou estudando propostas, faça a sua!!!! (desde que não seja indecente)
Pela primeira vez em muito tempo parei pra ler o Sumpa Sabe, do meu ex. É tão estranho como em tão pouco tempo mudamos tanto... Sabe, quando um chato pergunta (e sempre tem um chato que pergunta) porque nos separamos, eu sempre procuro me preservar e responder genericamente, até para preservar ele tb. Me dá ódio gente querendo te provocar pra vc falar mal do outro só porque é ex. É uma coisa meio vampiro, a pessoa querendo se alimentar do mal que vai te fazer. Mas quando parei pra ver como tá a vida dele... sei lá. Eu queria que fôssemos amigos, mas pelo visto ele já tem "amigos" demais. Fiquei chocada como pessoas à volta dele andaram se sucidando como moscas. Ele está mantendo um triângulo maluco com a primeira mulher dele e uma amiga antiga (que pelo que entendi é toda certinha). Os bons amigos vêm e vão, os "grudes" ele transforma em discípulos. Hmmmm... Eu pensei que com a separação ele fosse crescer, evoluir e se tornar uma pessoa melhor. Durante alguns anos ouvi ele me repetindo que o problema era comigo, tantas vezes por dia que eu até acreditei que eu realmente devia ser tão ruim quanto ele me dizia que eu era (tá, eu sei, vc não acredita que eu pudesse ser tão ingênua, mas eu fiz pior que isso). Agora ele está lá, vivendo na casa da mãe dele, aos 30 anos, desempregado por opção, entre amigos, namoros e festas, o mundo perfeito. Ele está onde sempre quiz. Sempre que lembro dele, lembro do Peter Pan. Estou sendo cruel? Talvez. Mas a pensão do meu filho até hoje não foi paga, eu sustento meu filho sozinha e se a mãe dele não pegasse meu filho semana passada ele nem teria se coçado para vê-lo e com isso seria quase um mês sem meu filho ver o pai. Nunca vou entender porque ele diz que ama meu filho mas não se interessa em ficar perto dele. Eu nunca neguei que ele o visse, nunca neguei que ele passeasse com ele. E mesmo quando estávamos juntos, um cineminha com os amigos era mais importante que um domingo no parque com Gabriel.
São três horas da manhã da segunda noite virada na frente desse computador maluco, na casa dos meus pais (ai que saudade da minha cama!). Tô aki tentando me virar pra instalar um monte de drivers etc e deixar a máquina tinindo, afinal, estamos instalando um gravador de CD (uêba!!!!) e eles já fizeram um estoque de CDs regraváveis. Coitados, não sabem o monstro que estão criando! A conta do telefone deles vai estourar, porque o que eu vou puxar de MP3 pra CD agora... :-) Depois do modem Motorola deles dar pau, após um upgrade do Ruindows, emprestei meu velho modem genérico de guerra (não compro mais modem de grife com essa maldita CERJ detonando a luz sempre que dá na telha e com ameaça de apagão ainda por cima...) e cá estamos nós, são três da matina e parei pela primeira vez em muito tempo para ler blogs amigos.
Bem disse o Nicholas que esse era o melhor jeito de saber notícia dos amigos atualmente...
Sábado tenho prova de francês, final de semestre, faltei tanto o curso que só fiquei sabendo disso sábado passado (e olhe que quase faltei sábado passado!!! :-)). Tô aki, não estudei, Tô FERRADA!!
Bem disse o Nicholas que esse era o melhor jeito de saber notícia dos amigos atualmente...
Sábado tenho prova de francês, final de semestre, faltei tanto o curso que só fiquei sabendo disso sábado passado (e olhe que quase faltei sábado passado!!! :-)). Tô aki, não estudei, Tô FERRADA!!
terça-feira, julho 03, 2001
My empty world
My sad old song
My shallow words
Where do I go?
I feel alone
I sit and wait
I wander again
In an old-fashion way
Looking at the stars
Chasing in the streets
A place to my heart
To be safe and clean
I look at the moon
And open my arms
But I'm so cold inside
There's nothing to me
My brand new eyes
My new self within
I walk and pray
For all that I left
My sad old song
My shallow words
Where do I go?
I feel alone
I sit and wait
I wander again
In an old-fashion way
Looking at the stars
Chasing in the streets
A place to my heart
To be safe and clean
I look at the moon
And open my arms
But I'm so cold inside
There's nothing to me
My brand new eyes
My new self within
I walk and pray
For all that I left
sexta-feira, junho 22, 2001
sábado, junho 16, 2001
O blog do André é ótimo, muito bom! Continuo atolada de e-mails, mas nem pensar em ler mais de 700 mails online. 80% do acúmulo são das listas Pontoflash e BRMMUG. Tenho que ficar filtrando e-mails que não são sobre flash... Imersão é isso aí...
Tô com saudade do Sidney, que ainda não respondeu meu e-mail.
E o que diabos é o diário secreto de doug fanny?
Pra quem ainda não foi, vá em http://www.gorillaz.com/index_N_mie45.html
Tô com saudade do Sidney, que ainda não respondeu meu e-mail.
E o que diabos é o diário secreto de doug fanny?
Pra quem ainda não foi, vá em http://www.gorillaz.com/index_N_mie45.html
Okeis, porque estou mal: preciso de um novo job. Tô de saco cheio desse. Fiquei trabalhando até quase oito da noite na quarta porque falaram que se adiantasse o trb não precisava trb na sexta. Aí chega sexta, viajei, tô no meu sítio, nove horas da manhã me liga o tio Léo com aquela voz que ele faz quando está tendo seus rompantes sádicos e pergunta se eu já estou chegando no escritório. O quê?! Digo que vou dar um jeito de ir mas vou demorar. Claro que não dá pra ir, estou em outro mundo de distância. Aí liga meu chefe pra me dar akela esculhambada básica, dizendo que todo mundo precisava de mim e eu tinha viajado, que segunda a gente conversava e quetais. Mas eu FALEI que ia viajar, frisei isso pra ele. Ou seja, armaram pra mim e eu caí. Tô de saco cheio desse joguinho. Trb pra ganhar pouco sem se aborrecer vá lá, mas se é pra me aborrecer tá na hora de arrumar um job de verdade. Aí toca pra web pra pesquisar o portfolio alheio e ver o que a galera anda fazendo. Ai que vontade de chorar! Quando vejo o trb dos outros me sinto tão INCOMPETENTE... Nunca vou chegar aos pés de meia dúzia por aí afora! Querem saber do que eu tô falando, visite coisas como http://nilton-bicalho.hpg.com.br. Eu quero morreeeerr... NUNCA vou conseguir fazer um portfolio decente, mas vou botar alguma coisa no ar mesmo assim. Rola um desepero básico, tenho que sair dessa: da fossa e desse job, que já deu. Sei lá, em alguma empresa por aí deve ter uma vaguinha pra mim...
Post de final de semana, básico
Vampirinhos e vampirinhas, estou sem poder postar com a freqüência ululante dos últimos tempos porque meu trb resolveu NÃO pagar as contas de telefone e a tia TELEMERDA foi lá e nhoc! Sobrou pra mim, só pra variar.
Hoje tô maus, estou surfando nesta web há mais de cinco horas neste micro que não rola um bate-papo e eu não tenho saco pra uol, vcs jamais vão me ver batendo papo em Webchat a não ser que seja por uma boa causa como Neil Gaiman dando entrevista no (eca) AOL. Falando nisso, apontem seus browsers (mataram a rádio Imprensa... fiquei sem o meu "melhor da canção francesa") para www.americangods.com porque o pessoal andou botando um monte de coisa no ar.
Nicholas safado veio pro RJ no feriadão e nem pra me ligar... Deve tar muito ocupado com coisa melhor que eu (espero que um bofe liiiiiiindo...)
Por aki, só programa de índio. A coisa mais divertida da minha semana foi um show brega no dia de Santo Antônio em que encontrei um velho colega e passamos a noite toda falando mal da música baiana e citando trechos de músicas em inglês de conteúdo interessante, como "you and me baby aint nothing but mellon..." pra explicar como certas idiotices são universais.
Fico cá pensando com meus botões o que será que os crentes esquisitões do meu trb fazem no feriado de Corpus Christi.
Vampirinhos e vampirinhas, estou sem poder postar com a freqüência ululante dos últimos tempos porque meu trb resolveu NÃO pagar as contas de telefone e a tia TELEMERDA foi lá e nhoc! Sobrou pra mim, só pra variar.
Hoje tô maus, estou surfando nesta web há mais de cinco horas neste micro que não rola um bate-papo e eu não tenho saco pra uol, vcs jamais vão me ver batendo papo em Webchat a não ser que seja por uma boa causa como Neil Gaiman dando entrevista no (eca) AOL. Falando nisso, apontem seus browsers (mataram a rádio Imprensa... fiquei sem o meu "melhor da canção francesa") para www.americangods.com porque o pessoal andou botando um monte de coisa no ar.
Nicholas safado veio pro RJ no feriadão e nem pra me ligar... Deve tar muito ocupado com coisa melhor que eu (espero que um bofe liiiiiiindo...)
Por aki, só programa de índio. A coisa mais divertida da minha semana foi um show brega no dia de Santo Antônio em que encontrei um velho colega e passamos a noite toda falando mal da música baiana e citando trechos de músicas em inglês de conteúdo interessante, como "you and me baby aint nothing but mellon..." pra explicar como certas idiotices são universais.
Fico cá pensando com meus botões o que será que os crentes esquisitões do meu trb fazem no feriado de Corpus Christi.
terça-feira, junho 12, 2001
Este é um post roubado, devidamente uploadeado no computador dos outros. Será que post no computador dos outros é refresco?
Dia dos Namorados, as horas passam e vai pintando uma deprêzinha báááásica... Me acostumar de novo com essa vida de solteira não é nada fácil... Não que eu sinta falta das brigas... Acho que sou romântica demais pra isso :-) Meninos e meninas cujas bocas já beijei ou ainda vou beijar, ajudem a Lanika a se sentir mais contentinha neste dia 12: mandem um cartão pra mim!!!!!!!!!!!!! Vale tudo, quanto mais brega melhor, flor, ursinho puff, mônica, bluemountain...
Ano passado fiz uma newsletter especial de Dia dos Namorados com “eu te amo” escrito no maior número possível de línguas que eu pude imaginar. Se eu achar nos meus arquivos, posto aqui as partes mais interessantes.
MENTAL DISORDER BITCH PARADE II – As músicas que não saem da minha rádio mental neste dia 12
1- Pato Fu – Eu (queria tanto encontrar uma pessoa como eu...)
2- Manu Chao – Me gustas tu (nem acredito, manuchao tocando em rádio aberta!)
3- Gigi D’Agostino(?) – I’ll Fly By You (fofinha)
4- Queensrich(?) – Slient Lucidity (não perguntem)
5- Bizarre Love Triangle (mas essa toca todo dia...)
segunda-feira, junho 11, 2001
Existe uma parte de mim que sente um profundo aperto no coração toda vez que ouve o motor do carro do meu irmão quando ele leva o meu filho pra passear na casa da namorada. É estranho isso, sabe? O filho é seu, mas ELE quer passear na casa da namorada do outro lá. Ciúmes, eu? SEMPRE :-PP É que eu é que queria estar passeando com ele, acho.
Falando em TV, a Mônica e o Chandler vão se casar?????? AAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!! EU QUERO MINHA TV POR ASSINATURA DE VOLTAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!
O que houve com Angel? Era menos normal que os "Normais"?
De repente a programação de filmes da TV aberta essa semana até que tem umas coisinhas degustáveis. Que pasa? Nem acredito :-) Deve ser só porque não estou vendo...
O que houve com Angel? Era menos normal que os "Normais"?
De repente a programação de filmes da TV aberta essa semana até que tem umas coisinhas degustáveis. Que pasa? Nem acredito :-) Deve ser só porque não estou vendo...
Oiiiieeee!!! (Essa é SÓ porque no blogueiros eu não posso fazer issu :-)))
Vcs devem estar achando que eu sumi, mas é só porque eu posto no trb, que está SEM telefone até quarta... ugh... Intão Tô postando da casa dos meus pais. Tenho mil traquitanas interessantes guardadas nas minhas mangas, offline, então se preparem porque quando eu voltar à carga com os posts vai ser overdose, du mal.
Okeys, meu amigo Nicholas entrou numa de tvmaníaco (pior, de TV Abeeeerta, eca! Sai dessa, Nick!) mas eu estou pior (ou melhor) que nem TV mais vejo, só ouço rádio (aberta). Falando nisso, I Fly By You insistiu em grudar na minha orelha e não sai nem com reza brava. Ao contrário do Kid Abelha, adorei a nova música da Fernandinha Abreu. O que está acontecendo comigo?
Não entendi até agora qual é a dos diários secretos do Doug Fanny, então só depois que entender é que vou divulgar o endereço.
A lista dos sites pelos quais estou navegando neste exato momento:
Forum da InfoExame sobre telefonia - "Features" pro cel. Foruns da Info são ótimos, em geral.
Blog/Diário Online do tio Neil Gaiman - leitura obrigatória. Vou entregar aqui, em primeira mão, os trechos do novo livro dele que recebi pela newsletter
Useit.com - ah, vai lá e vê qual é, mas TODO designer de web sabe qual é.
www.nonlinear.art.br - Página do Nicholas, blog e mil coisas, pra ficar um tempão fuçando a página.
Vcs devem estar achando que eu sumi, mas é só porque eu posto no trb, que está SEM telefone até quarta... ugh... Intão Tô postando da casa dos meus pais. Tenho mil traquitanas interessantes guardadas nas minhas mangas, offline, então se preparem porque quando eu voltar à carga com os posts vai ser overdose, du mal.
Okeys, meu amigo Nicholas entrou numa de tvmaníaco (pior, de TV Abeeeerta, eca! Sai dessa, Nick!) mas eu estou pior (ou melhor) que nem TV mais vejo, só ouço rádio (aberta). Falando nisso, I Fly By You insistiu em grudar na minha orelha e não sai nem com reza brava. Ao contrário do Kid Abelha, adorei a nova música da Fernandinha Abreu. O que está acontecendo comigo?
Não entendi até agora qual é a dos diários secretos do Doug Fanny, então só depois que entender é que vou divulgar o endereço.
A lista dos sites pelos quais estou navegando neste exato momento:
Forum da InfoExame sobre telefonia - "Features" pro cel. Foruns da Info são ótimos, em geral.
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quarta-feira, junho 06, 2001
A MALDIÇÀO DOS PAGE CURLS
Quando eu pensava que não poderia me rebaixar mais como designer do que já estar trabalhando pela metade do meu salário há um ano e produzir lay-outs como se estivesse na quitanda, consegui descer mais ainda: acabei de ser forçada a produzir um OUTDOOR usando o indefectível PAGE CURL, escrito embaixo “Deus é Fiel”. Vai, pode rir! Em três versões: outdoor, placa e painel. E olhe que eu tinha acabado de ler sobre isso – vc imagina o que eu li – em um site de usabilidade (Use It ou Web Pages That Sucks, provavelmente o último) esse finde (gíria que “peguei” do meu querido Nicholas). Estou com medo. É brega e é crente. Já pensou se a moda pega?
Quando eu pensava que não poderia me rebaixar mais como designer do que já estar trabalhando pela metade do meu salário há um ano e produzir lay-outs como se estivesse na quitanda, consegui descer mais ainda: acabei de ser forçada a produzir um OUTDOOR usando o indefectível PAGE CURL, escrito embaixo “Deus é Fiel”. Vai, pode rir! Em três versões: outdoor, placa e painel. E olhe que eu tinha acabado de ler sobre isso – vc imagina o que eu li – em um site de usabilidade (Use It ou Web Pages That Sucks, provavelmente o último) esse finde (gíria que “peguei” do meu querido Nicholas). Estou com medo. É brega e é crente. Já pensou se a moda pega?
ENQUETE: Qual a sua posição preferida dentro do ônibus?
É inevitável: mesmo que vc tenha carro ou ande de metrô uma vez por outra na vida vc acaba tendo que pegar o indefectível BUZÃO. E aí? Vc é do tipo que nem senta pra não sujar a roupa e tentar se enganar evitando o máximo de contato possível com aquela realidade deplorável? Vc senta perto do corredor, posição preferida dos tarados por balinha e tarados em geral? Ou vc é voyer, gosta de sentar perto da janela pra apreciar a paisagem? Janela aberta ou vidro fechado? Vc é de esquerda (mundo da rua) ou direita (turma da calçada?)
Eu tenho um complexo meio “turma do fundão”. Se vc quiser me achar no ônibus, sento sempre nakela cadeira que fica à direita do trocador, aquela solitária pertinho da janela. Tô sempre lá atrás, no meio da bagunça, gente fumando e gritando e eu lá, só na janela :-)))
E vc? E-mail me com a resposta. As melhores histórias eu publico aki nesse bat-local.
É inevitável: mesmo que vc tenha carro ou ande de metrô uma vez por outra na vida vc acaba tendo que pegar o indefectível BUZÃO. E aí? Vc é do tipo que nem senta pra não sujar a roupa e tentar se enganar evitando o máximo de contato possível com aquela realidade deplorável? Vc senta perto do corredor, posição preferida dos tarados por balinha e tarados em geral? Ou vc é voyer, gosta de sentar perto da janela pra apreciar a paisagem? Janela aberta ou vidro fechado? Vc é de esquerda (mundo da rua) ou direita (turma da calçada?)
Eu tenho um complexo meio “turma do fundão”. Se vc quiser me achar no ônibus, sento sempre nakela cadeira que fica à direita do trocador, aquela solitária pertinho da janela. Tô sempre lá atrás, no meio da bagunça, gente fumando e gritando e eu lá, só na janela :-)))
E vc? E-mail me com a resposta. As melhores histórias eu publico aki nesse bat-local.
Antropofagia Cultural II – Falando em novela, detesto a maneira como toda vez que tem algo “diferente” eles sempre dão um jeito de digerir e mastigar o negócio bem explicadin pras “massas” ainda por cima usando a desculpa que estão ajudando as pessoas a aceitar essa nova onda”. O “diferente” da vez (e já foram punks, góticos, new waves, clubbers, hippies, tudo!) é sempre rebelde e incompreendido, desesperadamente querendo chamar a atenção de algum parente distante com seu comportamento e sempre se fode de uma maneira que o redime de chamar a atenção e fica “normal”. Agora a “rebelde” da vez tá grávida do vilão da história das 6 porque deu pro cara sem camisinha. Porque todo adolescente de novela é burro? Da minha geração em diante todo mundo que conheço sempre foi martelado com o “tem de usar!”, já faz parte da própria idéia de transar alguém. Mas em novela ninguém usa! Todo mundo vive como há 20 anos atrás. Gostaria que eles parassem de botar na cabeça dessas criaturinhas desmioladas que repetem tudo o que vêem na tv que NÃO SUA BESTA, o maior problema de transar sem camisinha NÃO É você arrumar um neto pra sua mãe criar! É você arrumar uma doença que pode te matar! Mas em novela ninguém fica soropositivo e enquanto eu vejo a geração anterior à minha chorar seus mortos e a minha tentar se preservar disso a todo custo, a galerinha que está aí acha “lindo” um bebê porque aos 15 acha que ama o namorado “pro resto da vida” que nem a mocinha que a novela mostra e tudo vai dar certo no final.
Antropofagia Cultural I – Porque será que a “nova” música do Kid Abelha parece Ter sido feita de encomenda pra ala supostamente “muderna” da novela das sete? Atenção para os clichêzões, como os sinos tocando quando a Paula Toller canta que quer ver o dia amanhecer. E a letra? Botaram um monte de frases clichês tiradas de músicas velhas num saquinho e compuseram akilo assim? Tá feia a coisa! Tecno-chiclete, haaha! “Eu contra a noite”. Até o nome soa esquisito.
domingo, junho 03, 2001
Falando em Sady 2: http://www.livrodatribo.com.br/
e tem mais: http://www.pelavidda.org.br/torpedo.htm
O que o Sady tem a ver com isso? Ele participou do filme Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro no papel de... Sady, claro!!!
O site do Solteiro é www.solteiro.com.br mas eu não consegui acessar. E eu adorei essa campanha na época...
e tem mais: http://www.pelavidda.org.br/torpedo.htm
O que o Sady tem a ver com isso? Ele participou do filme Como Ser Solteiro no Rio de Janeiro no papel de... Sady, claro!!!
O site do Solteiro é www.solteiro.com.br mas eu não consegui acessar. E eu adorei essa campanha na época...
Falando em ALLIANCE, minha amiga VIVI (ajudem ela, pleazzzzz!!!) me indicou essa cantora pra trilha sonora de Finde: PATRÍCIA KAAS. Adorei! Bluesinho básico em francês, com garra e alma. Pesquisem na web, que o negócio vale a pena.
Mais dois Henriques estão lendo esse blog. Estou assustada! já tenho mais leitores que o Sumpa Sabe ;-)))
minha amiga Elaine Rosana veio me visitar do nada, hoje. Ficamos falando sobre o Sady. Ah, vc não conhece o Sady? Onde você andou esses anos todos? O cara é onipresente :-))) TODO mundo conhece ou já viu o Sady!!!!
Mais dois Henriques estão lendo esse blog. Estou assustada! já tenho mais leitores que o Sumpa Sabe ;-)))
minha amiga Elaine Rosana veio me visitar do nada, hoje. Ficamos falando sobre o Sady. Ah, vc não conhece o Sady? Onde você andou esses anos todos? O cara é onipresente :-))) TODO mundo conhece ou já viu o Sady!!!!
Oie! Post de fim de semana...
As coisas na Alliance Francaise andam surreais. Ainda acho que vou pagar as mensalidades desse semestre trabalhando na cantina ou algo assim. É que esse semestre fiz permuta pra bancar o curso, mas o evento não rolou. De quelq façon, ainda serve pros algerianos ficarem me acessando pelo ICQ... Você sabia? De 100 pessoas que me acessam diariamente pelo ICQ ou no MIRC pra conversar em francês, 99% são algerianos entre 20 e 30 anos, solteiros e trabalhando em alguma função chata mas bem-paga como engenheiro e coisa e tal. ), 0.5% são de outro país francoparlante daquelas bandas tipo marrocos, 0.4% são canadenses e 0.1% são franceses!!! 0.0% são francesas, assim como 0x0% dos homens confessam ser casados.
Ainda Alliance: Minha amiga VIVIANE precisa de emprego, URGENTE. Coleguinha, fala francês e espanhol, formada em Belas Artes, faz pós na área, já trabalhou com estúdios de animação e design. Se alguém puder dar uma força, contatos pelo mail vicpriscinval@bol.com.br ou vicpris@ositemail.com.br. Ela por enquanto não tem site com os trabalhos dela, então fica aqui a minha palavra de que o portfolio dela é BOM! O curriculum que ela me passou, vou disponibilizar na íntegra a partir de segunda na minha hp (www,lanika.hpg.com.br). Deve estar em /vivi.htm (criativa, eu, né?). Como devo ser a próxima na lista dos desempregados, não se esqueçam de mim :-))) Frilas continuam sendo MUITO BEM VINDOS!!!
As coisas na Alliance Francaise andam surreais. Ainda acho que vou pagar as mensalidades desse semestre trabalhando na cantina ou algo assim. É que esse semestre fiz permuta pra bancar o curso, mas o evento não rolou. De quelq façon, ainda serve pros algerianos ficarem me acessando pelo ICQ... Você sabia? De 100 pessoas que me acessam diariamente pelo ICQ ou no MIRC pra conversar em francês, 99% são algerianos entre 20 e 30 anos, solteiros e trabalhando em alguma função chata mas bem-paga como engenheiro e coisa e tal. ), 0.5% são de outro país francoparlante daquelas bandas tipo marrocos, 0.4% são canadenses e 0.1% são franceses!!! 0.0% são francesas, assim como 0x0% dos homens confessam ser casados.
Ainda Alliance: Minha amiga VIVIANE precisa de emprego, URGENTE. Coleguinha, fala francês e espanhol, formada em Belas Artes, faz pós na área, já trabalhou com estúdios de animação e design. Se alguém puder dar uma força, contatos pelo mail vicpriscinval@bol.com.br ou vicpris@ositemail.com.br. Ela por enquanto não tem site com os trabalhos dela, então fica aqui a minha palavra de que o portfolio dela é BOM! O curriculum que ela me passou, vou disponibilizar na íntegra a partir de segunda na minha hp (www,lanika.hpg.com.br). Deve estar em /vivi.htm (criativa, eu, né?). Como devo ser a próxima na lista dos desempregados, não se esqueçam de mim :-))) Frilas continuam sendo MUITO BEM VINDOS!!!
sexta-feira, junho 01, 2001
(a palavrinha mágica, se vc não leu do início vá lá embaixo e comece a ler senão vc Não vai saber do que se trata!)
FIDELIDADE – Eu SEMPRE disse que quando uma pessoa satisfaz plenamente TODAS as necessidades afetivas de outra essa se torna automaticamente fiel, porque a necessidade de um terceiro deixa de existir: eles se completam. Já vivi isso, ok? Mas em respeito a quem se envolve comigo, sempre agi assim: se vc está comigo e me propõe exclusividade, eu dou ENQUANTO vc cumprir sua parte SE eu achar que vale a pena. Agora, se VC quebrar as regras que VC criou, eu me desobrigo a seguir as SUAS regras, porque pra mim não faz diferença a não ser que esteja no contexto. Mas promiscuidade NÃO VALE: a Não ser que faça parte do jogo, NADA desse negócio de beijar outra pessoa na minha frente. CLARO que rola um ciúme básico. Sou humana e insegura como qualquer mortal.
7 – Do CASAMENTO SAGRADO: Se o Deus na forma de um homem que cruzou meu caminho me pedir LEGITIMAMENTE que eu lhe ofereça a dádiva da Deusa, isso para mim NÃO é INFIDELIDADE. Que laços serão tão egoístas e mesquinhos a ponto de restringir essa dádiva a um só homem? Será o egoísmo e a incompreensão dele maior que a vontade dos deuses, que a beleza da natureza humana e do caráter sagrado da comunhão entre duas criações divinas? Traição é quando o homem que deveria ser o aspecto do Deus profana o ato convertendo-o numa simples transa ao se envergonhar do que fez ou menosprezá-lo ou mesmo não compreender a beleza e a magia do que fez. Todos os corpos são sagrados uma vez que criados pelos deuses e toda união entre dois corpos deveria sempre ser vista como uma coisa bela e sagrada, nunca como um ato de perversão. Mas vai entender os laços que amarram o coração dos seres humanos...
FIDELIDADE – Eu SEMPRE disse que quando uma pessoa satisfaz plenamente TODAS as necessidades afetivas de outra essa se torna automaticamente fiel, porque a necessidade de um terceiro deixa de existir: eles se completam. Já vivi isso, ok? Mas em respeito a quem se envolve comigo, sempre agi assim: se vc está comigo e me propõe exclusividade, eu dou ENQUANTO vc cumprir sua parte SE eu achar que vale a pena. Agora, se VC quebrar as regras que VC criou, eu me desobrigo a seguir as SUAS regras, porque pra mim não faz diferença a não ser que esteja no contexto. Mas promiscuidade NÃO VALE: a Não ser que faça parte do jogo, NADA desse negócio de beijar outra pessoa na minha frente. CLARO que rola um ciúme básico. Sou humana e insegura como qualquer mortal.
7 – Do CASAMENTO SAGRADO: Se o Deus na forma de um homem que cruzou meu caminho me pedir LEGITIMAMENTE que eu lhe ofereça a dádiva da Deusa, isso para mim NÃO é INFIDELIDADE. Que laços serão tão egoístas e mesquinhos a ponto de restringir essa dádiva a um só homem? Será o egoísmo e a incompreensão dele maior que a vontade dos deuses, que a beleza da natureza humana e do caráter sagrado da comunhão entre duas criações divinas? Traição é quando o homem que deveria ser o aspecto do Deus profana o ato convertendo-o numa simples transa ao se envergonhar do que fez ou menosprezá-lo ou mesmo não compreender a beleza e a magia do que fez. Todos os corpos são sagrados uma vez que criados pelos deuses e toda união entre dois corpos deveria sempre ser vista como uma coisa bela e sagrada, nunca como um ato de perversão. Mas vai entender os laços que amarram o coração dos seres humanos...
As 3 coisas se misturam e existem em vários degraus e não se excluem nem pressupõem exclusividade. Posso amar alguém, me apaixonar por outra pessoa e ir pra cama com uma terceira pessoa sem que isso confunda os canais. São sentimentos diferentes e níveis de relacionamento diferentes com pessoas diferentes. Não quer dizer que não se misturem, mas cada caso é um caso.
(ah, vc ainda está por aí? Que bom. Não acabou, veja só)
Nessa sociedade em que vivemos, os homens sempre separaram as mulheres em mulher “pra casar” e “pra transar”. E mesmo no começo, quando eu ainda pensava direitinho do jeito que minha mamãe tão cuidadosament me ensinou, eu NUNCA tive direito de escolha. Mesmo quando eu fazia tudo como queriam, sempre me jogavam pro “segundo time”. Quando entrei pra faculdade, inverti o jogo. Tem cara que realmente só serve pra dar uns pegas. Pra namorar, são outros 500. Não basta ser gostoso, tem que Ter conteúdo. Se vou ter um relacionamento mais sério com alguém, a gente precisa pelo menos poder conversar. Isso nos leva a:
6 – A diferença entre TESÃO, PAIXÃO e AMOR. Há! Vc sabe, essa é clássica de tão velha. Mas não custa relembrar:
TESÃO: o cara passou na rua ou tá dando mole na festa, é bonito e charmoso (para os MEUS padrões, afinal a interessada sou EU), tem um corpo interessante, cheira bem, tem um tipo de olhar que eu gosto... Mas você SABE que é só atração, bom se pintar um clima, melhor se o cara beija e transa bem, mas o lance é físico, puro instinto. Apenas encaixa direitinho. Nada mais. Vc pode ficar com ele quantas vezes forem, nunca vai ser mais que isso, não há risco.
PAIXÃO: É sempre FULMINANTE. Além dos lances acima, tem uns tipos de cara que vc olha e já sabe que vai se apaixonar por eles se der mole. São irresistíveis. A paixão distancia o objeto amado. Você se torna tímida com ele. O coração dispara, as mãos tremem. O que vc tá cansada de dizer na lata pro cara do tesão vc nunca tem coragem de dizer pr ELE. Até porque vc quer que ele pense que vc é ESPECIAL. Vc se arruma para chamar a atenção dele e quer sempre tentar adivinhar se ele notou. Tudo nele é mais bonito. Pode ser o cara mais comum do mundo, até isso vc acha lindo. Quando rola transa, é transcendental. Tudo emociona. Tudo é mais intenso.
AMOR: é o passo além. O amor é calmo, mas não estagnado. Ele te dá segurança e certeza de gostar de alguém que gosta de você. AMOR é sempre recíproco. É ternura, vc se comove quando está com o outro. São os pequenos detalhes, a intensidade não diminui, mas se transforma numa emoção forte e doce. Paixão acaba. Amor não. A pessoa pode magoar vc, mas quando a mágoa passar ainda resta o amor, que aí deixa de ser físico pra se tornar um sentimento parecido com a ternura de uma grande amizade.
Nessa sociedade em que vivemos, os homens sempre separaram as mulheres em mulher “pra casar” e “pra transar”. E mesmo no começo, quando eu ainda pensava direitinho do jeito que minha mamãe tão cuidadosament me ensinou, eu NUNCA tive direito de escolha. Mesmo quando eu fazia tudo como queriam, sempre me jogavam pro “segundo time”. Quando entrei pra faculdade, inverti o jogo. Tem cara que realmente só serve pra dar uns pegas. Pra namorar, são outros 500. Não basta ser gostoso, tem que Ter conteúdo. Se vou ter um relacionamento mais sério com alguém, a gente precisa pelo menos poder conversar. Isso nos leva a:
6 – A diferença entre TESÃO, PAIXÃO e AMOR. Há! Vc sabe, essa é clássica de tão velha. Mas não custa relembrar:
TESÃO: o cara passou na rua ou tá dando mole na festa, é bonito e charmoso (para os MEUS padrões, afinal a interessada sou EU), tem um corpo interessante, cheira bem, tem um tipo de olhar que eu gosto... Mas você SABE que é só atração, bom se pintar um clima, melhor se o cara beija e transa bem, mas o lance é físico, puro instinto. Apenas encaixa direitinho. Nada mais. Vc pode ficar com ele quantas vezes forem, nunca vai ser mais que isso, não há risco.
PAIXÃO: É sempre FULMINANTE. Além dos lances acima, tem uns tipos de cara que vc olha e já sabe que vai se apaixonar por eles se der mole. São irresistíveis. A paixão distancia o objeto amado. Você se torna tímida com ele. O coração dispara, as mãos tremem. O que vc tá cansada de dizer na lata pro cara do tesão vc nunca tem coragem de dizer pr ELE. Até porque vc quer que ele pense que vc é ESPECIAL. Vc se arruma para chamar a atenção dele e quer sempre tentar adivinhar se ele notou. Tudo nele é mais bonito. Pode ser o cara mais comum do mundo, até isso vc acha lindo. Quando rola transa, é transcendental. Tudo emociona. Tudo é mais intenso.
AMOR: é o passo além. O amor é calmo, mas não estagnado. Ele te dá segurança e certeza de gostar de alguém que gosta de você. AMOR é sempre recíproco. É ternura, vc se comove quando está com o outro. São os pequenos detalhes, a intensidade não diminui, mas se transforma numa emoção forte e doce. Paixão acaba. Amor não. A pessoa pode magoar vc, mas quando a mágoa passar ainda resta o amor, que aí deixa de ser físico pra se tornar um sentimento parecido com a ternura de uma grande amizade.
(se vc chegou agora, vá ler primeiro a primeira parte desse post, ou não vai ter graça)
Sabe o que me faz o alvo ideal para essas histórias? Eu DOU margem!
1 – Eu não sou feia;
2 – eu Não sou burra (só um pouquinho)
3 – Eu INCOMODO porque sou diferente.
Vamos por tópicos, já que começamos assim: em nossa cultura, as ofensas mais graves são de origem sexual/fisiológica. Agora, abaixo, porque toda essa discussão me cansa:
1 – Não me guio pelos PARADIGMAS e PREMISSAS que regem a sociedade judaico-cristã ocidental machista `nossa volta que estabelece conceitos como FIDELIDADE, EXCLUSIVIDADE e SUBMISSÃO FEMININA para relacionamentos.
2 – Vejo e amo pessoas por serem PESSOAS com seus defeitos e qualidades. Sexo, raça, religião e outros não importam, fazem parte do conjunto que torna essas pessoas especiais.
3 – Todos aqueles que amo, amo atemporalmente. Hoje você me machuca, ontem você me fez feliz. Como posso ser exclusividade de alguém e ignorar quem um dia amei e um dia vou amar? Isso não serve apenas para limitar o amor? E como se quantifica um sentimento? Dá pra embrulhar pra presente, guardar numa caixa?
4 – Sou carinhosa SIM com meus amigos. Abraço, beijo, faço carinho, em alguns dou até estalinhos. E daí? Lá isso quer dizer que sou necessariamente obrigada a por causa disso dizer que quero levar essa pessoa para a cama? Ridículo.
5 – ADORO homem-objeto. Pior que os mais bonitinhos são burros como uma porta. Aliás, acho que a porta é menos burra. Vc diz pro cara: tô carente, vc é bonito, não quero compromisso, só quero te comer. Aí ou eles se assustam, ou entendem EXATAMENTE o contrário (que vc quer compromisso sim, casar com eles e amarrar eles pro resto da vida e eles correm apavorados) ou eles GRUDAM. Oh, isso me torna uma puta. Porque? Afinal, se eles podem porque eu não posso?
Sabe o que me faz o alvo ideal para essas histórias? Eu DOU margem!
1 – Eu não sou feia;
2 – eu Não sou burra (só um pouquinho)
3 – Eu INCOMODO porque sou diferente.
Vamos por tópicos, já que começamos assim: em nossa cultura, as ofensas mais graves são de origem sexual/fisiológica. Agora, abaixo, porque toda essa discussão me cansa:
1 – Não me guio pelos PARADIGMAS e PREMISSAS que regem a sociedade judaico-cristã ocidental machista `nossa volta que estabelece conceitos como FIDELIDADE, EXCLUSIVIDADE e SUBMISSÃO FEMININA para relacionamentos.
2 – Vejo e amo pessoas por serem PESSOAS com seus defeitos e qualidades. Sexo, raça, religião e outros não importam, fazem parte do conjunto que torna essas pessoas especiais.
3 – Todos aqueles que amo, amo atemporalmente. Hoje você me machuca, ontem você me fez feliz. Como posso ser exclusividade de alguém e ignorar quem um dia amei e um dia vou amar? Isso não serve apenas para limitar o amor? E como se quantifica um sentimento? Dá pra embrulhar pra presente, guardar numa caixa?
4 – Sou carinhosa SIM com meus amigos. Abraço, beijo, faço carinho, em alguns dou até estalinhos. E daí? Lá isso quer dizer que sou necessariamente obrigada a por causa disso dizer que quero levar essa pessoa para a cama? Ridículo.
5 – ADORO homem-objeto. Pior que os mais bonitinhos são burros como uma porta. Aliás, acho que a porta é menos burra. Vc diz pro cara: tô carente, vc é bonito, não quero compromisso, só quero te comer. Aí ou eles se assustam, ou entendem EXATAMENTE o contrário (que vc quer compromisso sim, casar com eles e amarrar eles pro resto da vida e eles correm apavorados) ou eles GRUDAM. Oh, isso me torna uma puta. Porque? Afinal, se eles podem porque eu não posso?
Pessoas limitadas parte 3 (ou jogando merda no ventilador dos outros) – De repente todo mundo que conheço parece muito interessado na minha vida sexual ou a reputação que acompanha ela. Eu já devia estar vacinada contra esse tipo de coisas mas tem gente que me conhece bem que ainda cai nesta velha armadilha. Até aí? E eu kiko? Acho que as únicas pessoas a quem minha sexualidade deveria interessar deveriam ser EU e a pessoa que estivesse fazendo comigo naquele momento ;-) Como estou bem sozinha e sexo só “digital” (atention, kids, não É CYBER, é OUTRA coisa!!! :-))) então acho que só deveria interessar a mim mesma. Mas já que andaram botando minha merda pessoal no ventilador dos outros, deve Ter alguém realmente MUITO interessado...
Sabe, desde que me entendo por gente, antes mesmo de começar a me interessar pelo assunto, já tinha alguém botando um rótulo ou contando historinhas a meu respeito dizendo que fiz coisas que até hoje, sinceramente, eu nunca devo sequer ter experimentado (o que é uma pena!!! :-)) eu costumo dizer que gostaria de Ter feito metade das coisas que falam que eu fiz, porque tem alguém por aí muito parecida comigo que deve estar se divertindo pra caramba, poxa, o que eu não devo estar perdendo! Deve Ter sido tão bom... (risos). Pena que não foi comigo.
Olha, só tem um jeito de vc saber se o que falam de mim é verdade. Deixando seu pré-conceito de lado e conversando comigo. Se vc for educado e perguntar com jeitinho, pode até ser que eu me dê ao trabalho de responder. Ou não, sei lá. O resto, só porque fulano de tal falou não prova que eu seja culpada. Aliás, desde quando vida sexual define o caráter de alguém? O tipo de pessoa que pensa assim também costuma ser homofóbico e no fundo são os mais reprimidos, porque se escandalizam com o que os outros fazem porque querem fazer também e têm medo. Sempre que me choco com a “ousadia” de alguém é porque tenho consciência de não ter coragem de fazer igual.
Sabe, desde que me entendo por gente, antes mesmo de começar a me interessar pelo assunto, já tinha alguém botando um rótulo ou contando historinhas a meu respeito dizendo que fiz coisas que até hoje, sinceramente, eu nunca devo sequer ter experimentado (o que é uma pena!!! :-)) eu costumo dizer que gostaria de Ter feito metade das coisas que falam que eu fiz, porque tem alguém por aí muito parecida comigo que deve estar se divertindo pra caramba, poxa, o que eu não devo estar perdendo! Deve Ter sido tão bom... (risos). Pena que não foi comigo.
Olha, só tem um jeito de vc saber se o que falam de mim é verdade. Deixando seu pré-conceito de lado e conversando comigo. Se vc for educado e perguntar com jeitinho, pode até ser que eu me dê ao trabalho de responder. Ou não, sei lá. O resto, só porque fulano de tal falou não prova que eu seja culpada. Aliás, desde quando vida sexual define o caráter de alguém? O tipo de pessoa que pensa assim também costuma ser homofóbico e no fundo são os mais reprimidos, porque se escandalizam com o que os outros fazem porque querem fazer também e têm medo. Sempre que me choco com a “ousadia” de alguém é porque tenho consciência de não ter coragem de fazer igual.
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